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  • há 13 horas

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Transcrição
00:00O clamor de vários moradores e comerciantes da rua Saldanha da Gama, no bairro Nossa Senhora das Dores, em Caruaru,
00:07é um só.
00:08O albergue que existe aqui não pode ficar da forma que está.
00:13De acordo com eles, depois que o espaço saiu da rua Alferes Jorge, junto com o Centro Pop, em 2024,
00:20crimes começaram a ocorrer, além do aumento da utilização de drogas no meio da rua.
00:25A maior parte dos comerciantes e os moradores estão todos indo embora daqui, a maior parte das casas estão todas
00:31fechadas,
00:31porque o pessoal não está com confiança de continuar mais nessa rua, como eu mesmo já saí de morar aqui,
00:37por causa disso aí.
00:38É muito perigo que a gente corre, à noite eles ficam usando as maconhas, as coisas deles ali, moram nas
00:43calçadas, ficam incomodando quem está trabalhando.
00:46Seu Sebastião, conhecido como Seu Danda, viu tudo o que ele construiu em mais de 40 anos se acabar em
00:52poucos meses.
00:53Isso porque a movimentação caiu muito.
00:57Caiu 95% ou mais, porque os compradores quando vêm aqui, eu tenho que mandar o menino escotar ele para
01:08passar ali,
01:09porque são mulheres, então a gente tem que ter cuidado desse pessoal.
01:13E aqui não tem segurança, meu amigo, aqui não tem de jeito nenhum, eu tenho 40 anos aqui e nunca
01:21vi passar um guarda noturno.
01:24Uma audiência pública foi realizada na última segunda para debater a situação.
01:29Proposta pelo vereador Gil Bobinho, a iniciativa surgiu após diversos apelos que relatam um cenário de crescente insegurança.
01:37Para 69 que tem lá no equipamento, tem em torno de 40, 50 que está no entorno do albergue, onde
01:45eles fazem residência.
01:48E o potencial de criminalidade tem aumentado muito no Parque 18 Maio, na Rua do Vassaral, Rua Alfredo Pinto.
01:56Então as pessoas estão inseguras.
01:58Não só as pessoas, como eu disse, eu estou até repetindo, se esse programa, se essa política de inclusão social
02:05não está incluindo,
02:07nem está proporcionando segurança, nem para os que estão lá albergados, nem para a própria sociedade dos comerciantes,
02:14que papel está cumprindo esse equipamento?
02:16A audiência reforçou a urgência de um diálogo contínuo entre o poder público e a sociedade civil, junto com as
02:24forças de segurança.
02:24Isso para encontrar caminhos que consigam reestruturar a área, além de tentar recuperar os prejuízos financeiros causados,
02:33tendo em vista que vários colaboradores já perderam os empregos.
02:37A gente propôs que fosse criada uma Câmara Setorial, onde a gente pudesse estar reavaliando esse programa,
02:46encontrar uma saída onde a gente possa realmente estar desenvolvendo um trabalho de inclusão social,
02:52sem causar o caos que esse equipamento tem causado aqui na cidade de Caruaru.
02:58Não só é transferência, mas tem que ser reestruturado esse programa.
03:02Por exemplo, tem que ser identificado as pessoas que chegam lá.
03:05Já teve pessoas albergadas que foram presas de tornozeleira porque respondiam por latrocínio.
03:12Então não dá para atender e receber as pessoas de qualquer jeito.
03:16Então o município não pode minimizar uma situação tão grave.
03:21Então tem que ter responsabilidade.
03:23A gente tem que saber quem são as pessoas que estão utilizando esse programa,
03:28porque ali tem que ser um programa de inclusão social,
03:31não de acolhida para as pessoas que vêm cometer crimes aqui na cidade de Caruaru.
03:37Então,
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