00:00O crime de homicídio foi registrado na cidade de Palmeirina.
00:04A vítima, identificada como Jadson Alain do Nascimento, tinha 19 anos de idade.
00:08Era conhecido como Dinho.
00:10De acordo com informações, ele teria se envolvido em uma briga ali após bebedeira
00:14e acabou sendo vítima de disparo de arma de fogo.
00:17O corpo dele foi encaminhado aqui para a cidade de Caruaru, para o IML,
00:21para que sejam feitas aí as análises após perícias.
00:25Inclusive, o seu juvenal da coxa, que era padracho aí da vítima,
00:28inclusive, traz detalhes.
00:30Quem era o Jadson? Como foi que chegou essas informações, meu amigo, para toda a família?
00:35Primeiramente, nós estávamos lá no sítio, lá na minha casa, lá no sítio.
00:39E estava com uns 15 dias que tinha parado de tomar cachaça, essas coisas assim.
00:44Aí voltou ao normal, começou a beber de novo, que é a reação dele.
00:48Aí o interno ele ligaram 11.
00:50Aí não deu certo, aí aconteceu esse acidente com ele lá e está aí.
00:55Quando gostava de beber, ele ficava meio furioso? Como era a situação?
00:58Mas assim, todo bebo quando bebe, né? Quando acaba, olha com a cara, fez ele se zango, né?
01:04Mas assim, essas coisas ele nunca boleia com ninguém, nunca matou ninguém, nem foi essas coisas não.
01:10Mas já se estranhou não com alguém?
01:11Se estranhava com os bebos lá mesmo, com os parceiros dele, né?
01:15Aí chegou esse povo lá e mataram ele.
01:18E o Jadson trabalhava com quem?
01:19Nada.
01:21Só dependia da família?
01:22Só dependia da mãe mesmo dele.
01:24Mas ele vem com 19 anos, não já tinha trabalhado com alguma coisa ele?
01:27Já, ele vem quando você manda ele fazer um serviço, ele fazia, ele pensava de feito.
01:32Trabalhadorzinho, algumas vezes eu empeletava assim, um mato lá para ele arrancar, ele ia e arrancava.
01:36Só fazer os bicos?
01:37É, fazer os bicos, é verdade.
01:39E o senhor aí como trabalhador, né?
01:42Sente muito, porque é a situação que a família toda sente.
01:45Infelizmente perdeu um jovem tão novo, 19 anos de idade, né?
01:48É verdade, né?
01:49O cabra sente muito, né?
01:50Mas assim que acontece, né?
01:53Segurança pouca.
01:55Quando mata um pá lá, fica por isso mesmo, acabou.
02:00Cadê o povo?
02:01Ninguém leva desaforo para casa, né?
02:02É, hoje em dia, se você mata uma brincadeira, está morrendo, né?
02:05Aí é melhor o cabra...
02:07Olha feio, é arriscado até levar tiro.
02:09Com certeza.
02:10E lá é uma cidade que, bem dizer, está despesado.
02:14O que toma de conta é os bandidos.
02:16Tem segurança, não?
02:17Segurança pouca.
02:18Mata.
02:19Quando vem chegar no outro dia...
02:21Não tem nem graça.
02:22Não tem nem graça.
02:23É.
02:24Mas agora pedir aí, já sabe quem foi que fez esse crime?
02:27Não, não.
02:28A polícia não tem informação, não?
02:30Não, não tem.
02:30Quando eu cheguei do sítio, que ligaram para mim, o cara da polícia estava lá,
02:34veio perguntar a eu, perguntando como é que eu estava, digo...
02:38Ou você ainda veio perguntar essas coisas?
02:39Eu?
02:40Você tem que olhar aí, as camas aí, para investigar quem foi.
02:44Mas até agora, nada.
02:46Já tinha passagem, não?
02:47Não, não tem passagem, não.
02:50Não é uma pessoa que não tinha envolvimento com a droga, não, não tinha envolvimento
02:53com muito criminoso, tinha recebido ameaça de alguém, tinha lhe falado isso para a família?
02:57É, lá tinha um drogadozinho lá que, de bem-vindo, roubava e botava a fama para cima dele,
03:02você está entendendo, esses caras abesteados de sítio, aí botava a fama para cima dele,
03:06você corria atrás dele para matá-lo de faca, de pedra, aí bater nele, tudo isso.
03:12É, mas já tinha ameaça?
03:13Tinha.
03:14A polícia vai chegar por isso, né?
03:15É.
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