00:00Os clássicos são clássicos por um motivo, são obras atemporais.
00:04E eu vou te dizer porque Frankenstein, de 1818, é um livro que tem muitos paralelos com os dias de
00:10hoje.
00:11A história tem dois principais personagens, que também são os narradores, criador e criatura.
00:16No livro, a gente acompanha Victor Frankenstein, um cientista obcecado em desvendar o segredo da vida.
00:21Depois de muitos experimentos e pesquisa, ele consegue criar um ser vivo a partir de partes de corpos humanos reunidas.
00:28Mas fica horrorizado com o resultado e abandona sua criação.
00:32Rejeitada por seu criador e excluída da sociedade por conta da sua aparência, a criatura fica triste e solitária.
00:38À medida que sofre com a crueldade das pessoas, o personagem acaba ficando mais amargo e desenvolvendo um desejo de
00:45vingança.
00:46No final, o criador sofre as consequências.
00:48Frankenstein representa o estereótipo do cientista obcecado, que deixa a ambição tomar conta e ignora os limites éticos e as
00:56consequências de sua criação.
00:57A história reflete o medo de que a tecnologia se torne um monstro incontrolável, fazendo uma crítica à falta de
01:04regulação do desenvolvimento tecnológico.
01:06O romance se passa no contexto da Revolução Industrial.
01:10Essa tensão da época remete muito às discussões atuais que a gente tem sobre o uso ético da inteligência artificial
01:16e a necessidade de responsabilização das big techs por trás dessas plataformas.
01:21O interessante é que a obra surgiu a partir de um desafio entre amigos escritores que decidiram escrever histórias de
01:28terror para passar o tempo e ver quem criava a história mais promissora.
01:31Foi assim a origem do romance de Mary Shelley.
01:34Fica aqui a minha dica de leitura.
01:35Também vale a pena assistir a mais recente adaptação para o audiovisual do diretor Guilherme Del Toro, que concorreu ao
01:41Oscar de Melhor Filme do Ano.
01:42Fica aqui a minha dica de leitura.
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