00:00O Efe Silva, que é advogado da família, que acabou de fazer a sua participação no debate,
00:06que configura aí o segundo dia do julgamento, me conte um pouco sobre a sua participação
00:12e sobre a expectativa para o resultado final.
00:16Bem, o que nós fizemos foi destacar aspectos probatórios, que são irrefutáveis, que são
00:24insofismáveis, porque o jurado precisa ter essa segurança em relação à decisão que
00:30ele vai tomar daqui a pouco na sala secreta.
00:33E o que nós temos nesse julgamento são fatos de um lado e versões convenientes, edulcoradas
00:42do fato.
00:43O fato é que Ariel se executou, tem testemunho ocular, tem perícia, tem interceptação telefônica,
00:52tem rastreamento de antena, tem um lastro probatório que não permite ter diversação.
00:59Então, o jurado não pode se deixar influenciar por ter diversação.
01:03Foi isso que eu tentei destacar aqui.
01:05Estou muito seguro de que nós teremos condenação.
01:10O réu disse que havia sido só para dar um susto.
01:15Então, diante dessa fala dele, que inclusive o Jurandir rebateu em uma entrevista, eu gostaria
01:23que o senhor falasse da sensação dele, de como ele se comportou ao falar o réu.
01:30Ele foi instruído, eu diria, de forma talvez incompleta, porque ele, na verdade, não sabia
01:40exatamente o que dizer, mas ele confessou mais uma vez o crime.
01:45E agora ele vem com uma versão conveniente na frente dos jurados, de que ele teria sido
01:53torturado todas as vezes em que ele confessou, ele teria sido coagido a confessar, ele teria
02:01sido obrigado a assinar documentos dos quais ele não sabia o teor dos documentos.
02:09E eu fiz lembrar ao jurado que o último depoimento dele, em que ele estava em juízo, ele não
02:16alegou tortura.
02:18Aliás, ele não estava sobre tortura, ele estava na frente de um juiz de direito.
02:23E mais, os advogados dele tiveram todas as oportunidades para alegar tortura.
02:29Não alegaram.
02:30Vem alegar agora, na frente do jurado, para tentar sensibilizar o jurado.
02:34Então, eu vejo nisso uma postura desesperada da defesa, eles não têm o que dizer e é
02:42por isso que estou convencido de que o conselho de sentença irá julgar, julgar pela massa.
02:49Qual a valia desse julgamento até aqui e a expectativa?
02:54O sentimento e a concepção do Ministério Público é de confirmação de tudo que já
03:02havia mencionado antes com relação a esse julgamento.
03:05A prova amealhada, produzida, desde a fase policial, durante a instrução criminal, confirmada
03:14ontem na instrução em plenário, foi a confirmação do que foi dito pelo Ministério Público,
03:21pela assistência de acusação em plenário.
03:23Então, o Ministério Público está confiante, tem a certeza de que a prova é contundente,
03:27uma prova técnica.
03:29Volto a reiterar o trabalho de excelência da polícia civil, um paradigma em termos
03:33de investigação.
03:35Também o Ministério Público, através dos promotores do GAEP, que vem acompanhando
03:39o processo e a produção de instrução desde o cometimento do crime.
03:44De sorte que nós temos a plena convicção de que a justiça será feita.
03:48A tranquilidade e a confiança no Conselho de Sentença fica patente, principalmente
03:52depois da fala do Ministério Público, nesta oportunidade.
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