00:00Boa noite, eu venho trazer aqui uma denúncia do que a gente tem vivenciado ali no HU.
00:08Minha mãe teve um AVC no dia 27 do 3, foi prontamente atendida lá no Hospital Municipal em Foz do
00:14Iguaçu.
00:15Devido à criticidade do quadro clínico dela, ela teve que ser regulada para uma unidade que atendesse a autocomplexidade
00:25e que tivesse a especialista ali no protocolo de AVC.
00:31Nós fomos, devido à demora, a gente entrou junto com o Ministério Público com a ação, solicitando o atendimento dela
00:40e com a determinação judicial a gente foi encaminhado aqui para Cascavel, no Hospital HU.
00:46E a gente tem vivido momentos de horrores, porque colocaram a minha mãe, uma paciente que é considerada uma paciente
00:56crítica,
00:58que já tem ali desde o dia 27, a gente sabendo que um quadro de AVC pode progredir para um
01:07quadro de morte
01:08e sequelas irreversíveis e a gente vê um descaso que tem com a saúde.
01:13Eles fizeram dali do Hospital HU um depósito de pessoas.
01:17Eles deixam as pessoas, não só a minha mãe, mas inúmeras pessoas jogadas dentro de um corredor,
01:23em macas, pacientes deitados no chão, sem o mínimo de estrutura, sem suporte.
01:33Aceitaram o paciente pela determinação judicial, mas o paciente de fato não está sendo assistido,
01:39está sendo negligenciado, não tem atendimento, não tem medicação.
01:43A gente não consegue, os profissionais da saúde ali, eles estão sobrecarregados, não dá nem para acusar eles,
01:51porque eu acredito que dê mais de 15 pacientes por auxiliar de enfermagem.
01:57Eu trago assim a minha indignação, sabe, como pessoa que é pagadora de impostos,
02:03que cumpre com seus deveres e que vê sua mãe podendo perder sua vida por uma negligência do Estado,
02:11uma negligência do serviço público.
02:15A gente não está pedindo nada, a gente está buscando um direito, um direito devido.
02:20A minha mãe chegou no HU com um quadro de AVC isquêmico, com 75% de obstrução nas carótidas.
02:30Ela veio do Hospital Municipal, foi colocada ali naquele corredor e ali ela foi abandonada.
02:37Ela veio com um acesso venoso do Hospital Municipal e esse acesso ficou ali,
02:43um acesso totalmente contaminado, visivelmente contaminado,
02:48expondo ela ao risco de uma sepsis ou uma coisa pior,
02:50não só dela como de outras pacientes que estavam ali do lado.
02:55A sensação que a gente tem é de impotência, sabe, de não poder fazer nada.
03:03É um sentimento de dor que a família tem por não poder fazer nada,
03:06por não poder resolver o descaso da administração pública,
03:11o descaso do próprio HU ali com seus pacientes.
03:16é revoltante.
03:17O básico que a gente espera de um hospital que tem título de referência em alta complexidade
03:24é que ele faça a identificação segura dos seus pacientes,
03:28que eles façam o monitoramento desses pacientes que chegam com pacientes de alta complexidade,
03:35que tem que ser monitorado, que tem minha mãe com uma pressão entre 19, 20 e 21,
03:42sem tomar uma medicação, não faz sentido a gente deixar o paciente chegar a levar o paciente ao extremo
03:50para depois buscar uma fala que eu escutei de um dos enfermeiros,
03:55é que para ganhar a prioridade precisa ter a urgência.
04:02Então, eu preciso que minha mãe tenha o quadro agravado,
04:05eu preciso que minha mãe desenvolva uma AVC com sequelas irreversíveis
04:11para que eles possam olhar para ela e fazer o atendimento devido.
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