00:01Isabel e Benito, tá feio ou tá bonito?
00:06Tá tenso e eu ainda tô assustada.
00:09Eu saio da minha casa todos os dias, o mais cedo possível, porque eu moro muito longe de onde eu
00:15trabalho.
00:17Eu juro pra vocês, eu tô tentando aqui organizar os meus pensamentos pra tentar passar da forma mais clara e
00:23justa possível.
00:26Porque quando eu liguei pro Felipe, eu tava, né Felipe, me ajuda aqui com uma voz muito trêmula ainda.
00:32É verdade, é verdade.
00:33Diante dos fatos.
00:35Pensei em não vir trabalhar, pensei em muitas coisas, pensei em não falar sobre isso, por ser uma pessoa pública
00:44e talvez achando que isso poderia parecer uma...
00:51Eu ganhar vantagem, mas não é isso, eu também sou uma mulher, eu também sou uma cidadã e eu sou
00:55vítima.
00:56Eis que exatamente 6 horas e 50 minutos que eu acabo de ver, aqui pela gravação do vídeo, eu estava
01:04na Avenida das Américas e realmente eu não vi o carro.
01:10E num acidente de trânsito, numa batida, cada um vai achar que tem razão.
01:16Eu realmente, diante dos fatos, não posso dizer que eu estava com a razão ou não estava com a razão.
01:21Cada um vai achar que estava na sua razão.
01:22É coerente com pessoas civilizadas.
01:25Eis que eu senti não à minha frente, ou seja, eu não bati em ninguém.
01:31Eu senti a batida na minha traseira.
01:34Mesmo assim, não posso garantir que num acidente de trânsito, eu tenha razão.
01:40E foi que eu parei o carro, desci do carro e desceu um senhor muito, muito já alterado.
01:48Você viu o que você fez comigo?
01:50Eu falei, senhor, calma, tem alguém ferido?
01:53Não.
01:54Vamos, me dá seu telefone agora, você vai pagar agora meu carro.
01:58Aí eu já senti que não tinha conversa.
02:00E eu juro pra vocês, pode parecer que eu tenha esse temperamento aqui na cobrança,
02:05mas eu sei como funcionam os fatos.
02:08Falei, senhor, tem um negócio chamado Brat.
02:10Aqui não adianta a gente acionar a polícia, porque a polícia vai mandar eu pegar meus dados,
02:14o senhor pegar os dados, pra gente não parar o trânsito.
02:17O senhor me dá seus dados e eu te dou os meus dados.
02:20Não, você vai me dar seu telefone e você vai pagar agora.
02:24Aí começou a se alterar.
02:27Aí eu peguei e falei, senhor, aí ele falou, sua cínica.
02:30E começou a falar.
02:33Aí eu entrei no carro, porque eu senti que já não era mais uma conversa plausível.
02:39E realmente, eu continuo falando aqui pra vocês.
02:41Não fica de segundo plano o acidente de carro, porque eu não sei dizer, eu não sou perícia.
02:48Se eu estava certa ou se eu estava errada.
02:49Sei que a batida foi na minha traseira e o carro dele bateu no meu.
02:55Então, assim, não dá pra saber.
02:56Mas eis que vem a parte que me assustou.
03:01Da forma como ele estava alterado, o meu carro é blindado.
03:05Eu sentei no banco e eu comecei...
03:09Ele começou a bater muito no capô do meu carro, mas com muita força.
03:12E ele é um senhor, aparentemente no vídeo, dá pra ver.
03:15Eu pego meu celular, eu tô tremendo muito e eu consigo ainda gravar essa parte aqui.
03:23Você vai ouvir...
03:24Olha, pode soltar.
03:26Vamos ver se dá pra ouvir.
03:28Ele começa a chutar agora, ó.
03:31Eu tô dentro do carro.
03:32Ele analisa meu carro.
03:34Ele vai olhar...
03:35O senhor acabou de socar muito meu carro, me xingar muito.
03:38Olha o que ele tá fazendo.
03:39Ele tá chutando muito.
03:41Olha o que ele tá fazendo.
03:42Ele continua batendo no meu carro.
03:43Esse senhor aqui, ó o que ele tá fazendo.
03:45Ó o que ele tá fazendo comigo.
03:49Isso é ação.
03:50Aí tá vendo...
03:51Uou, uou, uou, uou, uou.
03:51E ele vai fugir?
03:53Aí, olha o que vem lá atrás.
03:55Eu não vi.
03:56Quando ele bate, isso que vocês ouviram, tuc, tuc, é ele chutando.
04:01Descreve Felipe Melo, pra eu não ser...
04:03Porque eu sou parte da história.
04:04Parece que ele tá de costas pro carro e faz como se fosse coice, com força, chutando, na verdade, o
04:11para-choque do carro.
04:11Pra danificar meu carro.
04:12Pra danificar o para-choque.
04:14Do meu carro.
04:14É o que dá a entender.
04:15Só que no estilo coice, né?
04:17Um chute estilo coice.
04:18Isso.
04:18Se apoiaram no próprio carro dele.
04:20Mas antes disso, ele tinha batido muito no meu carro.
04:23E duas motos passaram.
04:24É mulher que tá dentro do carro?
04:26Eu não sei se avisaram o segurança presente.
04:29O segurança presente viu de longe.
04:31Porque ele...
04:32A minha gravação é curta, mas ele já tava socando meu carro.
04:36Ele já tava socando capô.
04:37Eu me tranquei dentro do meu carro, que é blindado.
04:39E ele estava completamente alterado.
04:41O vídeo mostra.
04:41Isso não tem contrafatos no argumento.
04:43Não é português.
04:44Não tem.
04:45Não tem.
04:45O rosto dele tá totalmente transtornado.
04:47Tá transtornado.
04:48E ele bate, bate.
04:50Quando ele ouve, uou, uou, uou, uou, uou, eu não vi que eram três policiais do segurança presente.
04:54Ele veio e tenta entrar no carro, percebe?
04:56Quando ele vê, olha lá, agora ele vai sair.
04:58Acabou a macheza dele.
05:00E aí, ele começa, os três policiais falam, o senhor tá fazendo o quê?
05:05Aí, eu desço do carro e ele fala, senhora, a gente viu o que ele tava fazendo.
05:10O senhor tem que se acalmar.
05:11E ele não se acalma.
05:12Não, ele não se acalma.
05:14Mas o policial foi muito coerente.
05:17Os três policiais, uma soldada e dois policiais foram muito coerentes.
05:22E falaram, senhor, tem vítima?
05:24É brate.
05:25É o que eu tinha acabado de explicar pra ele.
05:27Não é o coerente.
05:28Se eu vou, ela vai ter que me pagar.
05:29Não, senhor, o senhor vai ter que entrar online.
05:31Ela vai ter que entrar online.
05:33O senhor vai dar, ela vai dar, a senhora dá os seus documentos, os documentos do carro?
05:37Eu dei.
05:38E aí, quando ele falou, e nem aqui o senhor vai dar pra ela.
05:41Eu não vou dar pra ela.
05:42E ele me empurra.
05:44Ele me empurra.
05:45Aí, eu falei, o senhor tá me empurrando.
05:47Aí, o policial falou, não, agora é caso de polícia.
05:50Eu juro pra vocês que eu pensei em ir, mas pensei em trabalhar.
05:55Fiz contra, e aqui eu sou um ser humano.
05:58Prefiri vir trabalhar, mas deveria ter ido à delegacia, o que eu deveria falar pra todo mundo.
06:03Mas na hora você fica paralisada.
06:05Eu não queria nem, eu não sabia nem se eu ia expor essa história.
06:08Mas seria muito, muito hipócrita da minha parte, se acontecer comigo e eu não expor uma situação como essa.
06:16Os policiais de segurança presente, gente, cada vez mais eu já defendo isso, mas agiram diante de um fato tão
06:23como esse, porque ele não, ele depois, ele não queria dar.
06:26E o senhor, e o policial teve que explicar pra ele que esse é o procedimento que ele me dá,
06:31o documento dele.
06:33Eu não dou pra ela, ele falava.
06:35Pra ela, eu não dou.
06:37E o policial falou, senhor, esse é o procedimento, senhor.
06:41Olhou pra mim e falou, senhora, eu estou aqui, nós estamos à disposição.
06:46Eu falei, eu só quero entrar no meu carro e ir embora.
06:50Se a senhora quiser, aí ele não queria tirar o carro de jeito nenhum.
06:55Eis que eu fico pensando, e aqui eu não tô tentando me favorecer.
07:00E eu tô aqui, juro pra vocês, preocupada em relação, e não quero favorecer, mas a imagem tá nítida, não
07:06tá?
07:07A gente se pergunta e eu imagino em qualquer momento como violência.
07:10A imagem já mostra que é uma pessoa transtornada.
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