00:00Eu tenho vivido luta em luta, o que me levanta da cama todo dia, o que me faz levantar é
00:07essa questão de lutar por justiça pelo meu filho e lutar por justiça por outras crianças.
00:12O meu filho me deixou um grande legado de luta por justiça, eu não sabia do tamanho de tão perverso
00:21que é o ser humano, eu não imaginava que uma mãe poderia matar.
00:24A violência para mim era uma coisa muito distante, eu nunca imaginei que eu conheci alguém que tivesse um filho
00:30violentado, que saia assassinado e aconteceu ali na minha família.
00:35A violência era uma coisa muito distante para mim e naquele momento quando eu me deparo com essa realidade, a
00:40Unicef nos mostra, eram 33 crianças assassinadas todos os dias no nosso país.
00:4533 Henri, 33 Isabela Nardone, 33 Bernardo Boldrini, 33 Menino Mike, eu ficaria aqui o dia inteiro falando dos icônicos.
00:52E quem vai falar da menina Radassa lá de Nova Iguaçu, quem vai falar da menina Ana Clara, da Maré
00:57que eu acabei de falar, quem vai falar dessas crianças que todo dia, abre o jornal hoje, todo dia tem
01:02uma criança assassinada.
01:04Então eu decidi lutar pelo meu filho e para que outras crianças que são vítimas.
01:08Hoje o Rio de Janeiro, o nosso estado pessoal, é o estado mais violento com relação a criança adolescente.
01:14Hoje é perigoso ser criança no Rio de Janeiro.
01:17O número de assassinatos de crianças menores de 4 anos, que meu filho está nessa estatística, bateu recorde.
01:23E quem vai falar sobre isso?
01:25E é nesse sentido que a gente se levanta.
01:27Mas eu espero que após esse julgamento eu consiga viver o meu luto pelo meu filho, que deixe meu filho
01:33descansar em paz, que eu consiga descansar em paz, que a minha família consiga descansar em paz.
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