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O cenário político brasileiro começa a se movimentar com a aproximação das eleições de 2026, com ministros, governadores, prefeitos e secretários anunciando saídas de seus cargos para se tornarem elegíveis. Em análise à Jovem Pan, o cientista político Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, fez uma análise sobre esse movimento e o que deve acontecer na disputa eleitoral.
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NotíciasTranscrição
00:00As recentes saídas de ministros, governadores e prefeitos de seus cargos
00:05marcam o avanço do período eleitoral.
00:08Então, justamente para falarmos sobre essa expectativa,
00:11analisar o processo eleitoral e também o cenário político,
00:16vamos receber o Leonardo Barreto, doutor em Ciência Política,
00:19sócio da consultoria de risco Think Policy,
00:22a quem agradeço demais pela participação.
00:25Seja sempre muito bem-vindo, obrigado pela gentileza.
00:28Eu que agradeço, meu caro, é sempre um prazer ter essa oportunidade de conversar.
00:33Perfeito.
00:33Queria pedir uma introdução ao tema, analisar esse cenário político atual.
00:39A gente observa os principais partidos definindo algumas estratégias,
00:44alguns pré-candidatos já cumprem agendas,
00:47mas há uma grande dúvida sobre o que será do país nas próximas semanas,
00:53uma vez que todos estão atentos com a possibilidade de delação premiada de Daniel Vorcário,
00:59e a depender do que vier à tona ou o que ele revelar,
01:03isso poderá impactar sensivelmente partidos, políticos e pré-candidatos.
01:09Como calcular uma campanha eleitoral, sendo que muito em breve alguma coisa poderá vir à tona?
01:18Então, acabou que essa delação se tornou o principal evento eleitoral do ano.
01:25O pessoal que conhece mais ou menos o prazo que se leva para esse tipo de procedimento
01:32acredita que uma delação vai acontecer ali entre junho e setembro,
01:36ou seja, vai pegar o início do processo eleitoral.
01:40E essa delação, ela relembra muito o que aconteceu em 2014,
01:47quando a eleição estava acontecendo,
01:51e as delações estavam ocorrendo em paralelo ali,
01:56sendo conduzidas pelo juiz Sérgio Moro,
01:58e a cada momento você tinha aquela expectativa de que algo podia vir e mudar completamente o jogo,
02:04a sensação vai ser mais ou menos parecida.
02:07A diferença desse ano para o ano de 2014
02:11é que, dessa vez, existe uma dúvida sobre a própria autoridade
02:18que está fazendo o processo de investigação.
02:21E isso faz toda a diferença, porque se você desconfia da autoridade,
02:29você coloca em xeque o funcionamento do sistema como um todo.
02:33Daqui a pouco vão surgir acusações de que os vazamentos estão beneficiando o A,
02:39estão beneficiando o B,
02:40ou que o juiz está trabalhando para um ou para outro,
02:44e todo o processo eleitoral vai acontecer em clima de tensão.
02:49Assim, para nosso prejuízo, eu acho, né?
02:53Porque, primeiro, os autores políticos, de uma maneira geral,
02:57vão se sentir muito inseguros durante todo o processo
03:00e é quase que uma garantia de que esse processo vai ser questionado.
03:06A lisura, a condução dele vai estar sob muita pressão.
03:09E aí, o resultado disso a gente sabe.
03:13Pouco debate de política pública, que é uma coisa que a gente precisava,
03:17e muito debate sobre bastidor, sobre denúncia, sobre delação.
03:25Então, assim, eu acho que o efeito geral é um efeito ruim
03:28para um processo político que é importante,
03:31considerando os desafios de políticas públicas que a gente tem pela frente.
03:35Cientista político Leonardo Barreto conversando ao vivo com a gente,
03:39ao cenário político, ingredientes que se conectam ao processo eleitoral.
03:44Antes de passar para o nosso comentarista,
03:46queria só fazer mais um questionamento,
03:48queria dar alguns passos para trás
03:49e destacar para a nossa audiência os vários levantamentos,
03:53as várias pesquisas que foram divulgadas ao longo das últimas semanas
03:56e que apontam para uma elevação,
04:00um crescimento substancial de Flávio Bolsonaro.
04:03É preciso lembrar que ele nem era o preferido do PL e da família Bolsonaro.
04:08O Jair, o ex-presidente, o pai, o patriarca,
04:12entendia que ele poderia ser o candidato.
04:15Havia uma ideia de que ele conseguiria reverter a inelegibilidade.
04:20Não foi possível, foi preso, condenado.
04:22Pois bem, Eduardo Bolsonaro seria o reserva, o número dois.
04:26Teve aquele problema, está nos Estados Unidos.
04:28Então, Flávio aparece como uma terceira opção,
04:31mas justamente surpreende a muitos
04:33porque tem ostentado números muito importantes aí nessas pesquisas.
04:38O que é preciso considerar em relação a essa boa performance nos levantamentos?
04:43O fato de ele ter adotado essa postura do Bolsonaro mais centrão,
04:48ou mais para o centro, mais moderado,
04:50isso ajuda ou também pode atrapalhar,
04:54uma vez que parte da base de apoiadores de Jair Bolsonaro
04:58preferem aquele Bolsonaro que fala mais do que deve,
05:03com posições muito firmes, enfim.
05:06Quais aspectos precisam ser destacados agora?
05:10O crescimento rápido do Flávio Bolsonaro é mais um indicador
05:14da rejeição do presidente Lula.
05:17Essa é uma eleição, e todos têm dito, e isso é verdade,
05:20é uma eleição muito mais de veto do que de voto.
05:23As pessoas estão mais preocupadas em evitar o pior cenário
05:27do que se posicionar a favor do seu candidato preferido.
05:32Então, o primeiro aspecto é esse.
05:34O segundo aspecto, então assim, derivado desse primeiro aspecto,
05:39quem é a oposição, quem está desafiando,
05:41sempre joga no erro do governo,
05:46no erro daquele que está no comando.
05:48E aí a gente pode destacar um primeiro trimestre
05:53com muitos erros do presidente Lula.
05:56A gente teve aquela questão do carnaval, que foi o ápice,
05:59mas o fato é que o governo está entrando num momento difícil.
06:06Lula se alinhou, foi um pouco demais para a esquerda,
06:10tem muita dificuldade de se movimentar agora para o centro.
06:14Então, assim, acho que tem um conjunto de erros aí e de complicações.
06:19Agora, eu acho que a gente tem que olhar para a estratégia do Flávio,
06:25que é repetir, fazer o que o Lula fez em 22.
06:29Lula, naquele momento, foi procurar Geraldo Alckmin
06:31para fazer uma sinalização para o centro.
06:34E aí, dentro desse leque de erros,
06:36olha só o Lula tentando rifar o Alckmin,
06:40o que seria um prejuízo gigante.
06:42É até um pouco difícil de entender.
06:44O Flávio deveria fazer esse caminho para o centro.
06:48Buscar um político moderado,
06:51ou então uma política moderada,
06:53ou alguém da região Nordeste,
06:54para montar um blend aí que mostre para o eleitor
06:59que ele tem um estilo diferente do pai,
07:04que não vai ser um candidato
07:05que vai falar contra as instituições o tempo inteiro,
07:08que vai fazer uma sinalização para os partidos e para o centro.
07:12Agora, uma coisa que a gente tem que ver
07:14é que, do total de eleitores não nulistas,
07:17a gente estima aí que 52% foram direto para o Flávio.
07:24Mas tem uma turma razoável,
07:26metade dos eleitores não nulistas,
07:28que topam ouvir uma outra proposta.
07:32E o Ratinho Júnior, ao que tudo indica,
07:35está chegando aí para ser essa terceira proposta.
07:37E a gente tem que dar uma olhada para o desempenho dele.
07:41E sem descartar também o Robion Zema,
07:44que nas pesquisas em determinados estados,
07:47ele fica ali empatado,
07:48ele tem a sua competitividade no seu lugar.
07:53Agora, para terminar,
07:55conectando esse assunto com o assunto do Daniel Vorcaro,
07:59dependendo da delação,
08:01pode ser que aquele candidato
08:05que mostrar que está mais distante do Daniel Vorcaro
08:09possa ganhar um combustível extra
08:13durante o processo eleitoral.
08:16Então, assim, acho que esse é o cenário de saída.
08:18E se eu puder acrescentar só mais uma coisa,
08:21a gente vai ter uma conjuntura política e econômica
08:23muito difícil,
08:25com essa questão da guerra do Iraque,
08:28perdão, do Irã,
08:30ausência de óleo diesel, escassez,
08:33custo de combustíveis, enfim.
08:35O presidente Lula vai ter que enfrentar isso
08:39exatamente no momento em que ele está perdendo
08:42quase 65% dos seus ministros
08:45que estão se desincompatibilizando
08:47para ir para a eleição.
08:48Ou seja, o momento que o governo
08:50queria estar completamente mobilizado
08:52para o processo eleitoral,
08:53ele tem uma crise dificílima para gerenciar.
08:56Eu acho que aí a gente conseguiu dar um panorama
08:58de todos os elementos que vão envolver
09:01o início desse processo eleitoral.
09:04Ele pega no bolso do cidadão
09:06e isso é um desafio e tanto
09:08para o governo federal.
09:09Bom, Leonardo Barreto é cientista político,
09:11está conversando ao vivo com a gente
09:13aqui na programação da Jovem Pan,
09:15reforçando sempre o agradecimento.
09:17O Diego Tavares é o comentarista
09:19desta edição do jornal Jovem Pan,
09:21é comentarista, é jurista,
09:23mas cada vez mais se aproxima
09:25da ciência política, né, Diego?
09:26Então faça a sua pergunta, fique à vontade.
09:33Peraí, Diego, a gente não escutou
09:35o início da sua fala,
09:36vou pedir para você refazer a sua saudação,
09:39acho que o problema foi aqui, pode ir.
09:41Só te agradecer pela deferência, meu amigo,
09:43me colocando nesse hall de cientistas,
09:45possíveis futuros cientistas políticos.
09:47Obrigado pela presença, professor Leonardo,
09:49é um prazer conversar com o senhor
09:50aqui no jornal Jovem Pan.
09:52A minha pergunta é um recorte
09:54do nosso cenário eleitoral aqui em São Paulo
09:56a respeito das vagas para o Senado.
09:58Nós tínhamos uma direita
10:00que vinha muito bem lá atrás,
10:03tinha uma possibilidade muito grande
10:04de eleger Eduardo Bolsonaro,
10:06que acabou indo para os Estados Unidos,
10:08tomando algumas decisões
10:09que custaram o seu futuro na política.
10:11E com isso, a esquerda parece ter ganhado espaço,
10:14apresentando já agora as suas pré-candidaturas.
10:17Na sua avaliação, como que está o cenário
10:19para o Senado, para a direita aqui?
10:21O senhor acha que essa bagunça
10:23que foi ocasionada por essa multiplicidade
10:25de candidaturas pode fazer com que
10:27a segunda vaga, pelo menos,
10:29haja vista que Guilherme Derritte
10:30tem um bom favoritismo para conquistar
10:32a primeira vaga, pode acontecer
10:34que a segunda vaga seja para um senador
10:37de esquerda, mesmo considerando
10:38essa ampla vantagem que a direita teve
10:40no processo histórico até aqui?
10:44Olha, eu acho que ainda,
10:47como você falou, a saída do Eduardo Bolsonaro
10:50deu uma bagunçada nesse tabuleiro
10:54e o próprio governador Tarsísio está muito pressionado
10:58no processo de composição da chapa,
11:01pressionado para trocar o vice.
11:04Então, eu entendo que tudo isso retirou
11:07recall dos principais nomes da direita.
11:11O que é o recall?
11:11É a memória.
11:12É a memória.
11:14Agora, o fato de que a esquerda,
11:18especialmente o governo federal,
11:22tenha investido em nomes que são
11:25de fora de São Paulo,
11:26como Simone Tebet,
11:29eventualmente Magna Silva,
11:31o Fernando Haddad agora vai para o governo,
11:33mas o presidente Lula está dando todas as dicas
11:37que gostaria que o Geraldo Alckmin liberasse a vice
11:40para poder ser candidato ao Senado,
11:45sinaliza que o governo ainda...
11:49A gente pode citar o Márcio França também,
11:52mas sinaliza que o governo quer jogar pesado
11:56nessa eleição para o Senado.
11:59Olhando para a divisão dos eleitores
12:01que a gente teve no segundo turno de 2022,
12:05a gente teve ali antibolsonaristas,
12:08vamos dizer assim,
12:09que acabaram votando no Lula,
12:11mais ou menos 45%.
12:14Um eleitorado puro de esquerda, 35%.
12:17Isso é suficiente para poder ter uma candidatura competitiva.
12:26Agora, se a direita vai conseguir fazer os dois,
12:30isso vai depender muito,
12:33além dessa questão ideológica,
12:35da qualidade do nome.
12:36E aí, por esse extrato que a gente fez,
12:41a esquerda tem mais nomes conhecidos
12:45do que a direita depois da saída do Eduardo Bolsonaro.
12:48E é isso que a pesquisa está mostrando.
12:50Muito mais do que a intenção de voto,
12:52ela está medindo agora a familiaridade
12:55e recall dos nomes
12:56em função de toda essa confusão
12:58que a gente acabou narrando.
12:59Pois é, é importante.
13:01Inclusive, levantamentos recentes
13:03mostraram que nomes da esquerda
13:05pontuaram muito bem em levantamentos.
13:07Acho que o caso de Marina Silva,
13:08a própria Simone Tebet,
13:10e em uma das projeções,
13:13o nome de Fernando Haddad
13:14apareceu também muito bem,
13:16pontuando muito bem,
13:17ou em primeiro ou em segundo lugar.
13:19Mas eu quero tratar dos palanques estaduais,
13:22as escolhas que os partidos têm feito para os estados.
13:25Essa semana noticiamos a saída de Fernando Haddad
13:29do Ministério da Fazenda.
13:30Já teve uma conversa, um encontro com jornalistas,
13:34um anúncio da pré-candidatura.
13:36Mas figuras de dentro do PT
13:40disseram que, no fundo, no fundo,
13:41o Haddad não queria.
13:43Então, assim, ele vai para o sacrifício,
13:45atende a um pleito, a um pedido
13:47do presidente da República,
13:49mas ele mesmo não queria essa bomba.
13:51É uma bucha, né?
13:52Porque vai para esse enfrentamento
13:54quase na certeza de derrota.
13:56E aí, qual é a reflexão que a gente deve fazer
13:59quando o PT opta em expor
14:04uma figura que é tida como importante,
14:06que seria o número dois do partido?
14:07Se Lula não fosse o candidato,
14:09seria Haddad o candidato à presidência da República?
14:12Uma situação que pode culminar
14:15em uma quarta derrota consecutiva
14:17para Fernando Haddad,
14:18mas para garantir o palanque de Lula
14:21aqui no estado de São Paulo.
14:22E é uma outra figura disso o seguinte,
14:24de dentro do Partido dos Trabalhadores.
14:26Por que não?
14:27Por que Lula não sucumbiu
14:29ao desejo de Márcio França,
14:30que está no maior gás,
14:32está com vontade de disputar
14:34o governo do estado,
14:35já foi governador por alguns meses,
14:37tem alguma experiência, inclusive,
14:39no executivo,
14:40mas Lula não aceitou essa proposta
14:44em entregar a candidatura ao PSB.
14:47Quais reflexões, partindo do exemplo de São Paulo,
14:50quando a gente olha para esse desafio
14:52dos palanques estaduais?
14:55Olha, o Fernando Haddad,
14:58como você colocou,
14:59ele é um grande ativo do PT.
15:04E se ele cumprisse o desejo
15:07que ele manifestou nos bastidores
15:09de trabalhar apenas como coordenador
15:12de campanha,
15:14talvez ele ficasse um pouco ofuscado
15:19e isso prejudicasse
15:22o nível de exposição dele
15:24caso ele seja chamado
15:28para uma missão maior.
15:31Deixa eu me explicar aqui.
15:34Como eu coloquei,
15:35a economia vai passar por um choque agora.
15:39Aliás, a gente tem dois choques endereçados.
15:42O primeiro choque
15:43é esse choque de energia
15:45e a gente sabe que,
15:47tradicionalmente, no Brasil,
15:49choques de energia
15:50são acompanhados de choques políticos.
15:54Então, abriu-se
15:55uma grande janela de incerteza.
15:57Pode ser que semana que vem se resolva,
15:59que o estreito lá se abra,
16:02o petróleo caia, enfim.
16:04Mas pode ser que não.
16:05Então, assim,
16:06há uma janela de incerteza.
16:09E o segundo problema
16:11é se isso vai levar
16:13a um processo inflacionário.
16:15E o outro choque
16:17é o choque político,
16:18que a delação do Daniel Vorcaro
16:20está aí.
16:21O que eu estou querendo dizer com isso?
16:23Eu estou querendo dizer o seguinte.
16:24Isso cria
16:27um xadrez
16:28no qual o presidente Lula
16:31tem que ter um plano B.
16:33E o plano B para ele mesmo.
16:36E o Haddad é esse plano B.
16:38Então, eu fico com a sensação
16:40de que o Haddad realmente
16:41foi escalado para a eleição de São Paulo.
16:43mas ele está em uma posição
16:45que a qualquer momento
16:46ele pode ocupar
16:49uma outra missão.
16:52Agora, de todo modo,
16:55por que o PT não apoiou o PSB?
16:58Aí eu acho que a gente tem que voltar um pouco
17:00na raiz do PT.
17:02O PT é, na sua essência,
17:06um partido paulista.
17:07E para ele
17:09é uma dureza enorme,
17:12é muito difícil
17:13ele apoiar.
17:15Eu acho que ele até
17:16não tem problema nenhum
17:17em executar esse papel
17:19de coadjuvante,
17:20de fazer boas bancadas
17:22na Câmara e no Senado
17:24em todos os outros estados.
17:25mas eu acho que tem
17:27dois estados hoje
17:28que ele não abre mão
17:30de jeito nenhum.
17:32O primeiro é São Paulo
17:34e o segundo é a Bahia,
17:35pelo tamanho eleitoral
17:37que ela tem hoje
17:38para a sua votação.
17:40Mas aí São Paulo
17:41realmente é um quintal,
17:42é uma coisa de estimação do PT.
17:46Enfim, eu acho que o Haddad está ali,
17:48pode ser que se mude.
17:49Ele está na posição de destaque,
17:52vai fazer articulação,
17:53vai aparecer nos jornais
17:54o tempo todo.
17:54mas eu tenho a sensação
17:57que ele está ali também
17:59na expectativa de estar pronto
18:01para qualquer eventualidade
18:03que aconteça.
18:04Pois é.
18:05Leonardo colocando
18:06uma pulga atrás da orelha
18:08de muita gente.
18:09Será que Lula em algum momento
18:10poderia desistir?
18:13Diego, quer fechar a discussão?
18:15Fazer uma última pergunta?
18:16A vontade.
18:18Obrigado, Caniato.
18:19Leonardo, nós tivemos outra notícia
18:21falando aqui novamente
18:22de estados a respeito
18:24da reaproximação
18:26do ex-juiz Sérgio Moro,
18:27agora senador Sérgio Moro,
18:29pré-candidato ao governo do Paraná,
18:31e o Partido Liberal.
18:32Moro, inclusive,
18:33pretende migrar nos próximos dias
18:35ao PL para disputar
18:36o governo do Paraná.
18:37Como fica Ratinho Júnior
18:39nessa equação?
18:41Isso simboliza um racha
18:43muito claro?
18:44Isso empurra o PSD
18:46para o centro,
18:47para a candidatura própria?
18:48Como que fica o cenário paranaense
18:50e os reflexos dele
18:51no cenário nacional?
18:53Olha, o Ratinho Júnior,
18:56ele tem um problema,
18:57que é o seu partido.
19:00Por quê?
19:01Porque a prioridade do PSD
19:03é fazer bancada.
19:04E isso está muito claro.
19:06O Kassab nunca deixou dúvidas
19:09a respeito disso,
19:10tanto é que liberou
19:11os partidos políticos,
19:14perdão,
19:14as sessões estaduais do PSD
19:16para apoiarem quem eles quiserem.
19:18Então, de certa maneira,
19:20o PSD dá um recado
19:22para o Ratinho.
19:23Como aquele rapaz
19:24que virasse para a namorada
19:27e dissesse assim,
19:28olha,
19:29eu vou ser fiel a você
19:30menos as terças e quintas.
19:33Esse é o recado
19:34que o PSD dá para o Ratinho.
19:35Então, o Ratinho
19:36vai ter que fazer
19:36uma campanha solo.
19:38E, em política,
19:40cuidar do próprio quintal
19:42é fundamental.
19:43É muito importante.
19:46Então, o Ratinho,
19:49nesse sentido,
19:51ele falhou
19:52num exercício
19:54de articulação
19:55e caberia a ele
19:58ter encontrado
20:00uma maneira
20:00de encaixar o Moro.
20:04Mas aí
20:05entra aquele problema
20:08daqueles governadores
20:09que são muito populares
20:11e que, de certa maneira,
20:14passam a ser donos
20:15dos Estados.
20:17Ele não topou
20:18dividir o protagonismo dele,
20:20preferiu um caminho
20:23ali no Estado
20:25de promover alguém
20:27da sua própria gestão.
20:30De certa maneira,
20:31subestimou o potencial
20:32eleitoral do Moro.
20:33E o Flávio Bolsonaro
20:35viu essa bola quicando.
20:37poder colocar
20:38um candidato
20:39muito poderoso
20:40no quintal
20:42do seu adversário
20:43da direita.
20:44Você pode dizer
20:44ah, mas o adversário
20:45dele é o Lula.
20:46Não, o principal adversário
20:49do Flávio
20:50na direita
20:50é o Ratinho.
20:52Então, assim,
20:53o Ratinho
20:54deixou uma bola
20:55quicando
20:55ali na marca da Cal
20:57e o Flávio Bolsonaro
20:59foi lá e chutou.
21:00Então, vai ter hoje
21:01um candidato favorito
21:02no Estado
21:03do seu principal adversário
21:06no campo da direita.
21:07Então, eu acho
21:08que isso aí
21:09mostrou
21:10mostra mais
21:11um problema
21:12de articulação
21:13do Ratinho Júnior
21:14que permitiu
21:16abrir esse flanco
21:17para que o Flávio Bolsonaro
21:19pudesse ingressar
21:19ali no Paraná.
21:21Pois é,
21:21aspectos importantes
21:22trazidos pelo Leonardo Barreto.
21:24Quero agradecer demais
21:25a participação.
21:26Leonardo, seja sempre
21:27muito bem-vindo, viu?
21:28Obrigado pela gentileza
21:29em nos atender
21:30em um sábado à noite.
21:31Desejo um bom domingo
21:33a você.
21:34Volte mais vezes
21:34a Jovem Pan.
21:36Obrigado, pessoal.
21:37Boa noite.
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