00:00Bom, esse doutor Zenon que ele escreve aqui claramente é o doutor Xistos.
00:06E a filha, Beatriz, Débora.
00:11Bom, vamos ver o que ele escreve sobre essa Débora.
00:16Vamos ver o que nós podemos descobrir.
00:23No final daquele verão, a tranquilidade da cidade foi perturbada
00:28por um acontecimento inesperado que deixou todos chocados.
00:32A morte súbita e violenta de Débora.
00:36Súbita, violenta e para muita gente inexplicável, ou no mínimo mal contada.
00:45Aparentemente, Débora morreu vítima de afogamento
00:48provocado por um acidente de automóvel.
00:52Mas a verdade é que as circunstâncias desse acidente eram muito estranhas.
00:56Em outras palavras, para um bom observador,
01:01o acidente que resultou no afogamento de Débora
01:04parecia um acidente provocado.
01:07Mas por quem?
01:10E por que motivo?
01:13Por quê?
01:25O assunto virou tabu na cidade.
01:29Ninguém queria falar a respeito.
01:32Esse silêncio só tem uma explicação.
01:35Dizem que os familiares de Débora, o viúvo, o pai, os empregados da mansão
01:42ficaram muito chocados com o resultado das investigações.
01:48Segundo a perícia, o acidente só poderia ter sido provocado pela própria vítima.
01:54Uma falha humana, já que o automóvel não apresentava nenhuma irregularidade.
02:01Uma explicação muito pouco lógica para aqueles que conheciam a vítima.
02:07Afinal, Débora era uma mulher feliz, estava sempre alegre, de bem com a vida, adorava tocar piano.
02:15Piano.
02:18A impressão que dava era que faltava alguma peça desse quebra-cabeça...
02:26Não, era que alguma peça desse quebra-cabeça estava faltando.
02:30Uma peça que até hoje não foi encontrada.
02:33Piano.
02:34Piano.
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