00:01Um, dois, Sonora Combruno Stéfanes, diretor executivo do Instituto Biota.
00:06Então, pessoal, nós recebemos agora uma nova visita de um elefante marinho.
00:12Esse é o segundo registro que temos aqui em nosso estado,
00:16e todos eles são na região mais norte, um em Maragogi,
00:21e esse agora na Barra de Santo Antônio, dentro da Apacosta dos Corais.
00:25Esse registro não é comum, como já falei, são 17 anos da instituição
00:30e só apenas dois registros de elefante marinho,
00:33mas, pelo jeito, vai se transformar em algo cada vez mais rotineiro,
00:37assim como algumas cidades já têm visitas anuais de alguns espécimes desse grupo,
00:45que são os pinípides, que englobam as focas, os lobos marinhos,
00:50os elefantes marinhos e os elefantes marinhos.
00:51Então, esses animais são sensíveis a algumas doenças,
00:56então esse animal tem que ser mantido à distância.
01:00Inclusive, existe uma determinação que esses animais não podem vir para a cativeira
01:05e depois serem reintroduzidos.
01:07Ou seja, a gente tem que fazer o mínimo de intervenção possível
01:11para garantir que esse animal não passe o resto da sua vida em cativeiro.
01:16As intervenções só são feitas quando o animal necessita muito.
01:20Nossa equipe de veterinários está lá acompanhando o animal
01:22para verificar se realmente ele vai precisar de alguma intervenção.
01:27Mas, pelo que tudo indica, não vai ser necessário,
01:29porque o animal parece só estar descansando.
01:32Da última vez que esse animal apareceu aqui,
01:34ele veio descendo do norte, digamos assim, para o sul.
01:38Então, ele foi visto a primeira vez no Maranhão,
01:40depois aqui, depois em Aracaju e depois na Bahia,
01:43e depois ele sumiu.
01:44Então, pode ser o mesmo indivíduo,
01:46ou pode ser outro que está frequentando aqui a região do Nordeste.
01:50Então, a recomendação que a gente passa para a população
01:53é que nunca interaja com esses animais,
01:56faça um registro de longe,
01:58como foi feito no caso desse animal.
02:01É um animal que tem uma mordida muito forte,
02:03é um animal que é sensível às nossas doenças,
02:05e se ele contrair alguma doença,
02:07ao voltar para a colônia, ele pode exterminar a sua colônia.
02:10Então, a recomendação basicamente é essa.
02:13Contemple de longe,
02:14entre em contato com o Instituto Biota,
02:15que nós vamos verificar se o animal vai precisar de alguma intervenção,
02:18e vamos garantir que ele curta a Lagoas,
02:22digamos assim,
02:23sua passagem para a Lagoas,
02:25seja o mais tranquilo possível,
02:26não deixando ninguém interagir,
02:29tanto para a segurança das pessoas,
02:31como para a segurança do animal.
02:33Então, ao avistar qualquer animal encalhado,
02:35vivo ou morto,
02:36mantém a distância,
02:37e entre em contato com a nossa equipe,
02:39por meio do telefone que vai aparecer no canto do vídeo.
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