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  • há 2 horas

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Transcrição
00:00Nas arquibancadas ou à beira da quadra, ele cresceu vendo o pai viver o futsal com intensidade.
00:06Entre treinos, jogos e conversas sobre tática, o esporte deixou de ser apenas parte da rotina da família
00:14e passou a se tornar também um destino.
00:17Agora, anos depois, Lucas Vaz, conhecido como Lucão, segue os mesmos passos do pai
00:25e inicia sua trajetória como técnico de futsal, na base do Cascavel.
00:31Desafio muito grande, né? São meninos novos, meninos que têm que aprender muito.
00:35A equipe sub-18 já vem alguns atletas com a gente do ano passado, então já é um trabalho mais
00:39fácil de se lidar.
00:41Mas é muita alegria, cara. Muita alegria de estar vivendo essa nova fase, muita felicidade mesmo.
00:45Lucão assumiu o Cascavel Futsal em duas categorias, sub-17 e sub-18.
00:51Ano passado e retrasado, ele foi auxiliar técnico e preparador físico do Tricolor, que era dirigido por Eduardo Reticheschi.
01:00Não que a função de treinador seja uma novidade para ele.
01:04Começou em uma escolinha do bairro Nova Cidade em 2022.
01:09Veio para o Cascavel como auxiliar da preparação física.
01:12No ano seguinte, desempenhou a mesma função no Brasília, na Liga Nacional de Futsal.
01:18No final de 2023, foi ser técnico do Macapá e ganhou o estadual lá.
01:25Mas agora é diferente. A responsabilidade é maior.
01:29Não posso errar, eu tenho que cuidar bem dos meninos, não posso me comportar mal com eles.
01:34A gente sabe que há uma grande diferença do técnico para o auxiliar e para o preparador físico, né?
01:38Questão amizade com atletas e essas coisas, né?
01:40É, muitas vezes a gente tem que agir como pai. Ano passado teve algumas situações que até como auxiliar a
01:45gente teve que agir como pai, porque os meninos, principalmente os meninos de fora, né?
01:48E se a inspiração veio de dentro de casa, nada melhor que ela estar presente nos dias atuais.
01:55Não foi nada combinado.
01:57Durante a produção da reportagem, o pai do Lucão pintou no Ginásio da Neva.
02:02Levino Vaz, o Cafu, a lenda viva, apareceu no treino para acompanhar o trabalho do filhão e ajudar a orientar
02:10os garotos.
02:12Afinal de contas, ele também está vivendo um sonho.
02:15Era tipo um sonho, assim, né? Dois anos aí como preparador, a gente não esperava tão rápido que ele pudesse
02:23assumir a base.
02:25Agora a gente está muito feliz. Espero que ele faça um trabalho bom, que honra a camisa do Cascavel, que
02:31ele saiba o carinho que eu tenho por esta camisa também, né? Pela cidade.
02:36Se desde pequeno o Lucão acompanhava de perto o trabalho do pai, observando a maneira como comandava equipes, será que
02:44ele faz igual o Cafu fazia?
02:46A vocação é a mesma, mas o jeito de trabalhar é diferente.
02:51De diferente é estudar. Eu não tinha paciência para estudar. Eu ficava criando alguma coisa na minha cabeça.
03:01Eu e o Joel, a gente conversava muito sobre futsal, então a gente, cada um, criava alguma coisa, né?
03:06Como a gente sempre treinou uma equipe menor que a outra, que as maiores de ponto, então você tinha que
03:11ter algo de diferente para poder fazer força.
03:14Então, essa é a diferença que eu vejo que ele tem muito mais que eu, né?
03:19As nossas ideias batem com alguma divergência, né? Sempre tem que ter uma divergência.
03:23E ele, felizmente, ele tem um lado bom de agregar os jogadores, né?
03:29Eu tinha muito problema com os jogadores, né? Eu tinha problemas certos com os jogadores.
03:33Não fazia aquilo que eu queria, eu tirava ele do jogo, criava uma situação, entendeu?
03:39Ele é mais do diálogo.
03:40Ele é mais do diálogo, mas é o treinador.
03:42Enérgico, mas do diálogo.
03:44É, e ele é inteligente nisso, entendeu?
03:47Eu até falo para ele, ó, cara, meu erro era esse.
03:50O jogador não fazia o que eu queria, eu não colocava ele para jogar.
03:52Só que tem coisa que o filho ainda lembra e acredita que pode ser útil.
03:58Ontem a gente ficou, acabou tendo oito horas, eu cheguei em casa às oito e meia.
04:01A gente ficou das oito e meia até a meia-noite conversando sobre jogo de goleiro,
04:05sobre laterais, jogos táticos, coisas que hoje não são mais usadas, que eram usadas na época dele.
04:10E eu vou tentar introduzir, né?
04:12Ainda é difícil colocar na cabeça desses meninos, eles acham que sempre o novo, o novo, o novo.
04:16E esquecem que tem muita coisa antiga que ainda funciona.
04:19E é o que eu vou tentar trazer da parte dele, explicações de marcação,
04:24que ele me fala todos os dias, todas as vezes que a gente conversa.
04:27Então é um, para mim é uma biblioteca em casa, né?
04:31Que eu tenho de aprendizado.
04:33Por todos os lugares que passou, o Lucão sempre teve personalidade para expor as suas ideias.
04:39Os meninos já entenderam que ele tem uma postura bem diferente de Eduardo.
04:44Tem uma experiência boa, né?
04:45Porque ele é um moleque muito inteligente, muito gente boa.
04:48Dentro e fora de quadro, cara, é um cara excepcional.
04:50Porque ele é mais moleque, né?
04:51Mais novo.
04:52O Du era mais cascudo, pedimos dizer assim.
04:55Mas, cara, ele tem tudo para ser um técnico brilhante.
04:59É um cara um pouco mais esquentado que o Du, né?
05:01Porque é um jeito de trabalho.
05:03Mas a gente está evoluindo, está treinando.
05:06Ele é brincalhão fora de quadro, sim.
05:08Mas dentro de quadro, ele dá uma pegada do moleque ali que é diferente.
05:11É complicado você falar de você mesmo, né?
05:13Mas assim, eu e o Du, a gente foram dois anos juntos.
05:17E eu pude aprender muito com ele.
05:19Aí, só que eu tenho um gênio mais forte, né?
05:22Eu sou mais brincalhão fora da quadra.
05:25Tento realmente, pô, deixar o clima mais leve fora da quadra.
05:27Mas dentro da quadra, se precisar dar bronca, se precisar gritar, se precisar falar mais alto,
05:32quando necessário, a gente não possa, né?
05:34Eu acho que eu fui treinado assim, vivi em casa, né?
05:38Meu pai sempre foi assim como treinador também.
05:41Então, eu acho que é algo que eu não consigo mudar hoje, né?
05:45No final do treino, por exemplo, ele passou um dever de casa para os garotos
05:50aprenderem mais sobre movimentações.
05:53Como é que é isso?
05:54É, para os meninos novos é uma coisa diferente, né?
05:57Como a gente já está há um tempinho já, já é uma coisa que é repetitivo já.
06:01É uma coisa boa até de fazer.
06:03Estudar o jogo é uma coisa boa.
06:05É interessante entender, de fato, a dinâmica da partida?
06:08É, claro.
06:09Tem que estudar, tem que trabalhar, tem que pensar, tem que treinar, tem que aprender.
06:15Na escolinha do professor Lucão?
06:16Claro, na escolinha do professor Lucão.
06:18A estreia oficial de Lucão está próxima.
06:21É a Copa Oeste de Futsal em Cascavel, no dia 20 de março.
06:26E ele espera contar com a parceria do pai e dos meninos para iniciar da melhor maneira possível.
06:33Com esse técnico, Lucão, e com o Pietro no time, o Cascavel Futsal deve conquistar títulos no sub-18?
06:39Com certeza, não só no 18 e no 20 também.
06:41A torcida é muito grande, minha, meu, da minha família, todo mundo, a gente está muito esperançoso.
06:47A gente está dando uma mão aí, tentando ajudar ele no máximo, para que ele possa fazer um grande campeonato.
06:52A paixão pelo jogo é um valor que marcou a carreira do pai e que o filho herdou.
06:58Legado transmitido não apenas em palavras, mas no exemplo diário.
07:03Só que tem um detalhe que nessa história toda não é herança.
07:07Pelo menos por enquanto, que é essa bolsa pendurada sobre os ombros do Cafu.
07:13Vai trazer consigo também aquela bolsinha pendurada nas costas, sobre o ombro?
07:17Não, essa aí...
07:18Essa aí eu pedi para ele, falei que eu usava.
07:20Ele falou, não, essa aí é a marca registrada minha, não pode usar.
07:23Depois que eu morrer, quem sabe?
07:25Falei, então tá bom, quando você estiver vivo eu não uso.
07:28Isso aí é uma marca sua, né, Cafu?
07:30Cara, é uma coisa que eu me acostumei, né, cara?
07:33Eu uso do dia a dia também, né?
07:36E no jogo eu usava, geralmente, era planilha de jogo, né, para dar instruções para jogadores, né?
07:44E ele fez mente que ele não tem esse hábito, né?
07:46Mas eu vou estar aqui na quadra, os caras vão me ver com a bolsinha, vão matar a saudade também.
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