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'Sem vergonha de envelhecer numa cultura velhofóbica', afirma Mirian Goldenberg #shorts

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Transcrição
00:00Hoje, mais do que nunca, o que eu mais quero é ser uma velha sem vergonha.
00:07Minha tese de doutorado foi sobre uma mulher incrível, que quase ninguém lembra, que é Leila Diniz.
00:15Leila Diniz morreu em 1972, com 27 anos. Ela revolucionou tudo.
00:23Então, a coisa que eu mais gosto de fazer, ao dar aula para os meus alunos da UFSJ, é falar
00:30de Leila Diniz.
00:31Falar das mulheres que, nas décadas de 60 e 70, fizeram uma revolução comportamental, fizeram uma revolução sexual, fizeram uma
00:42revolução de liberdade.
00:45Então, nós somos frutos dessa geração e os mais jovens, que serão os velhos de amanhã, têm que aprender muito
00:53com as mulheres revolucionárias do nosso país.
00:56Sem vergonha de envelhecer numa cultura veliofóbica, numa cultura que massacra as mulheres de todas as idades.
01:05Uma velha que pode ser quem ela é, pode usar biquíni, pode namorar, pode beijar, pode fazer o que ela
01:13quiser, pode não fazer nada disso, pode fazer tatuagem e ligar o botão da libertação.
01:19É isso que eu quero ser, uma velha sem vergonha.
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