00:00Acho que temos uma epidemia de feminicídio, acho que isso não é porque se fala mais sobre isso.
00:06Tem alguma coisa acontecendo que a gente precisa entender.
00:09Me parece às vezes que um caso de feminicídio divulgado, ele me parece talvez um apito de cachorro,
00:14alguma coisa que estimule um outro a fazer.
00:17Tem alguma coisa pra gente pensar nessa comunicação, ao mesmo tempo que ela precisa ser vista.
00:22A gente tá num momento interessante pra rever um papel mesmo da sociedade em relação às mulheres
00:28e à infância das mulheres.
00:30Sou de uma geração que não houve nenhuma adolescente, mulher que nasceu, sei lá, em 75, anos 70, anos 80,
00:38que não tenha passado por alguma sede.
00:40Quando o metil chegou, foi um estado catatônico de muitas mulheres.
00:44Ué, então foi isso, esse é o nome daquilo, que era um incômodo, absolutamente naturalizado,
00:51e que isso tinha um nome, que isso era entrar num espaço físico, emocional e mental,
00:56que é muito individualizado como cada um reage a isso.
01:00Tem mulheres que fazem do chumbo ouro e tem mulheres que não saem do chumbo.
01:04Elas ficam enterradas, leva a desfuncionalidade.
01:08Por quê? Pra sua autonomia.
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