00:00A senhora é vizinho, mora aqui já há mais de 20 anos, conhecia a dona Clereny, não conhecia?
00:05Como é que era o relacionamento aí com a vizinha?
00:07Não, eu não tinha amizade com ela, eu conhecia ela de vista, nunca tive contato, amizade com ela assim, não.
00:15Nem eu, nem minha esposa, nem irmã, não teve.
00:20E o que eu via era só de passagem, eu saia de carro, voltava, entrava pra dentro,
00:25vi ela lavando ali, sempre a calçada, e o último dia que eu vi ela foi o dia que, segunda
00:32-feira,
00:33que ela tava queimando o lixo ali, e daí, eu achei engraçado que ela mesma pôr o fogo,
00:38e dali a pouco ela com a mangueira de água apagando.
00:41E ela era uma pessoa que a gente tava cantando, falando, coisa e tal,
00:46mas nos últimos dias ela ficou quieta, ela não falava nada com ninguém,
00:52e tinha um senhor que vinha ali, e ele chegava, entrava pra dentro,
00:58e um gordo, meio chatuco, meio...
01:02Ele nunca veio aqui?
01:03Não, nunca veio, e não passou perto também, passou só do lado dela.
01:07Então eu não prestava atenção, porque achei que até que era parente dela, né?
01:12Então é assim, é complicado essas coisas.
01:15Daí agora eu vi que é movimento de gênero, polícia e coisa lá, né?
01:19Já ele desce, não, né?
01:21Chamou atenção, é isso que me assustou.
01:23E aí, fica preocupado, porque a gente não quer pra gente, não quer pros outros.
01:27Não é verdade?
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