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  • há 9 horas

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Transcrição
00:00O crime ocorreu no último dia 15 de fevereiro, na madrugada do domingo, aqui na Vila Teimosa, na cidade de
00:06Icaruaru, bastante conhecida.
00:08De acordo com informações, na ocasião, um jovem teria sido encontrado com marcas de disparo de arma de fogo na
00:14madrugada do domingo aqui.
00:15Até o presente momento, ninguém o conhecia aqui na região.
00:18De acordo com outras informações, populares o conheciam como Maceió.
00:23Era o apelido que ele era conhecido, mas nome ninguém conhecia.
00:26No dia de hoje, o pai compareceu até o IML e conseguiu reconhecer que era o filho dele.
00:31Identificado lá como Edivan Francisco da Silva, que tinha 21 anos de idade.
00:36E aí, o pai, o Edivan, conversou com nossa equipe dizendo que ele era usuário de drogas, não queria conselhos
00:42de pai e nem de mãe, estava de pé e cabeça envolvido no mundo criminoso.
00:47Inclusive, em Maceió, lá no estado do Alagoas, ele teria cometido um crime de latrocínio.
00:52Foi preso por um tempo e depois teria vindo aqui para a cidade de Caruaru.
00:57No IML, nós conversamos com o pai, o seu Edivan, que trouxe detalhes de quem era o filho na sua
01:02vida pré-gressa e contou mais detalhes com nossa equipe.
01:04Eu, de vez em quando, eu vinha onde está ele.
01:07Trazia uma roupa para ele, um caçã, uma camisa, um sabonete, peito de mão, banho.
01:12Ele é daquele menino, hein?
01:1421 anos, mas é cabeça dura, não escuta pai, não escuta mãe.
01:18Só queria ser o bambambam, Deus me perdoa que não tem bambambam, né?
01:22Aí, o seguinte, me deu vontade de vir aqui, onde está ele.
01:26Aí, eu trouxe aqui na bolsa, uma bermuda, uma camisa, para ele tomar um banho pensando que ele estava vivo,
01:32né?
01:32Aquele negócio, vai lá, vai lá.
01:35Quando eu cheguei na entrada da Vila Temosa, foi a novidade que eu subi.
01:39Oxe, e essa tarde de Maceió, com a pedeira aqui, era Maceió.
01:42Essa tarde de Maceió, eu disse, foi, vim, onde está meu filho?
01:44Tava um negócio para ele, xoxa.
01:46Teu filho está com 11 dias, mataram teu filho no dia de domingo aí, no beco aí.
01:54Aí, eu...
01:55Fazer o quê, né?
01:56O coração apertou, estava sentindo que o Erivan, infelizmente, tinha acontecido alguma coisa com ele.
02:00Eu estava sentindo alguma coisa que tinha acontecido, eu estava sentindo.
02:04Coração de pai não falha, né?
02:06Não falha de jeito nenhum.
02:07E eu já sabia que ele...
02:09Aqui em Caruaru, o camarão não bate o plego sem estopa não, que ele vai embora ligeiro.
02:14E o camarada querendo ser o tal, é que não vai.
02:17Aqui, aqui, não se brinca em serviço, não.
02:19Não, olha, ando de direito, eu tenho 54 anos.
02:24Eu já andei por muito canto.
02:26Eu nunca levei um tiro, nem uma facada, graças a Deus, porque eu não ando procurando.
02:29Eu sou um cabra que eu sou pobre, mas tenho vergonha.
02:32Mas o filho não quer escutar o pai, acho que é ele que é maior do que o outro.
02:36Aí, quando pensa que não só dá assim.
02:39Era usuário de droga, ele?
02:40Era, fumava pedra de dia à noite, nem dormia, não dormia.
02:43O conselho que tinha do pai e da mãe, não escutava?
02:46Não queria, não queria.
02:47Conselho de ninguém.
02:48Para ele, era uma coisa ou outra, tudo faz.
02:51Para ele, tanto fazia, como tanto fez.
02:52Ele vendia ou só usava?
02:53Ele só usava, ele não vendia, não.
02:55Ele só usava.
02:56Agora usava para todo o mercado, para todo o mercado, ele batia tudo.
02:59O usuário de craque a gente conhece, porque ele faz de tudo ali para usar a droga.
03:04Ou seja, pode até furtar, roubar, fazer aqueles pequenos furtos ali.
03:07O senhor tem conhecimento que seu filho fazia esses pequenos ilícitos aqui, não?
03:11Oxe, meu menino roubava até pano de pereba, senhor.
03:13Eu não gosto de mentira, não.
03:15Ele roubava até pano de pereba para fumar craque.
03:18E com o seu que a gente dizia a ele, meu filho, pare com isso, meu filho, pare com isso.
03:22Bora para cá, vamos fumar ponta-nóis.
03:24E ele nada?
03:24E ele, oxe, vai-se embora, passou para casa, eu quero saber, eu quero fumar minha pedra.
03:29Ponto, põe e fuma, meu filho, faz o que você quiser.
03:31Se você ainda é criança, se você tem 20 anos, se eu tenho 21, agora no dia 5 de janeiro.
03:36Aí a ele, que Deus abençoe, Jesus bota ele num bom lugar.
03:39E Deus abençoe também quem fez com ele.
03:43Que eu não vou desejar mal, nem sei quem foi, nem tenho coragem de cobrar nada.
03:50Não sou de confusão, sou aleijado.
03:53E pronto, vamos enterrar e pedir a Jesus Cristo para viver e pronto.
03:57Já foi preso alguma vez?
03:58Já, em Petrolina, ele passou oito meses em Petrolina.
04:02Petrolina, nós de uma mulher.
04:05E passou agora, dizem que eu não vi não, mas dizem que ele tinha roubado em Maceió e matado.
04:11Ele mesmo dizia a nós, que passou nove e meia em Maceió por causa de um roubo que chama...
04:18É, roubo e matar, como é que chama?
04:20Latrocínio.
04:21Pronto, esse negócio mesmo, ele dizia a nós.
04:24Passei nove e meia, pai, lá em Maceió, não sei aonde lá, porque eu roubei e parece que matou.
04:31Dizia com orgulho?
04:32Dizia, ele dizia, ele era cara de pau, uma menina era cara de pau.
04:36Ele não tinha boquinha não para dizer as coisas não.
04:38Deu paz aí, querendo ou não?
04:40É, é, pelo uma parte deu paz, né? Mas se ele fosse um caba mais quieto...
04:44Tivesse escutado os pais?
04:46Fazia falta, né?
04:47Já que ele que ia assim, Deus abençoe.
04:49Não arrou o pai, não arrou a mãe, infelizmente, o final é o que ele encontrou.
04:53É caixão e vela preta, meu patrão. É caixão e vela preta.
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