00:01O caso de hoje aqui no estúdio CGN envolve um grande mistério e um crime ocorrido no dia 28 de
00:08novembro do ano passado.
00:09A vítima é esse aqui, Edmilson Mendes dos Santos, 40 anos, mas além do caso de ele ter sido esfaqueado
00:19em frente ao cemitério do bairro Guarujá,
00:22pouquíssimas informações foram esclarecidas para a família, que pede informações sobre esse caso, além de justiça pela memória do Edmilson.
00:33Eu vou conversar aqui no estúdio hoje com o cunhado e com um amigo dele, porém, por segurança, os dois
00:39preferem não se identificar,
00:41mas a gente vai conversar para tentar esclarecer e ver quais são os pontos que precisam ser ligados nesse mistério
00:49que envolve a morte de Edmilson Mendes dos Santos.
00:53Sejam bem-vindos.
00:54Obrigado.
00:56Crime dia 28 de novembro, era uma segunda-feira. Como que estava a vida do Edmilson ali naquele período?
01:04Ele estava na rotina sempre dele. Trabalhava muito, não tinha sábado, não tinha domingo, não tinha horário para começar, nem
01:12para terminar.
01:13Tanto que naquela segunda-feira ele foi trabalhar, quando eu fui por volta da E5, ele falou, vou para casa
01:18tomar um banho e vou sair tomar uma cerveja.
01:20Isso o patrão dele, conversando com a gente posteriormente, comentou. Então nunca mais tivemos informações dele.
01:28No sábado, ou seja, dois dias antes do crime, ele havia terminado um relacionamento.
01:35Não era um casamento formal, mas ele tinha uma companheira com quem ele vivia junto.
01:39Há alguns meses, certo? Oito meses, mais ou menos.
01:43E a partir desse momento em que ele foi para o bar fazer um happy hour, ele no fim do
01:48expediente,
01:49tem alguma informação de quem acompanhava ele nesse momento, se ele estava sozinho tomando cerveja ou se ele estava com
01:57mais alguém?
01:58As informações que chegaram para a gente é que ele estava com um casal, que é o mesmo casal que
02:03foi detido posteriormente e está relacionado ao crime.
02:07Há imagens que mostram que esse casal praticou o crime, mas a princípio eles estavam bebendo junto, sem problema nenhum.
02:14Tanto que ele frequentava aquele bar há muitos anos, mais de 15 anos, que ele se criou naquela região.
02:21Mas não tem informação nenhuma de motivação.
02:24Simplesmente eles estavam juntos no final da noite que ele casal matou ele.
02:28Houve também, circulou uma informação de que ele teria fugido desse bar em direção a um cemitério, ao cemitério ali
02:36do Guarujá. Procede isso?
02:38Isso, procede. Ele tentou se proteger no cemitério, segundo informações.
02:45Estava acontecendo até um velório ali na hora.
02:48Exatamente, exatamente. Até tentando ele ajudar ele de alguma forma, a gente não julga também quem estava ali.
02:56E no que ele saiu, ele foi esfaqueado e tiraram a vida dele.
03:01E como que ele foi até o cemitério?
03:04Então, a princípio eu acredito que ele foi com a moto dele, que a moto dele ficou, a gente fez
03:09no velório, tudo um, dois dias depois que a gente foi lá tirar a moto de lá e levar pra
03:14casa.
03:14A moto dele estava no cemitério.
03:16A moto, com o capacete enroscado no guidão.
03:20Os documentos dentro da moto.
03:21Os documentos dentro da moto.
03:22A chave, o coveiro recolheu e guardou por esse tema que a gente fez toda essa correria.
03:27Que a gente não tinha cabeça pra pensar em nada daquilo naquele momento.
03:32Aí, se ele tentou fugir, o lógico seria ele fugir com a moto dele.
03:37Não ele correr a pé.
03:40E as pessoas que participavam daquele velório, naquele momento onde o Edmilson se escondeu,
03:46elas chegaram a relatar como que estava o comportamento dele, se ele estava assustado, se ele estava alterado?
03:52Não tivemos informação a respeito disso.
03:56O que as testemunhas do velório passaram pra polícia não foi passado pra gente.
04:02Até porque, acho que uma questão de segurança das testemunhas, uma questão da investigação, acredito eu.
04:08Mas o que foi passado não foi transmitido pra gente.
04:12Porque a polícia civil sabe, a gente não sabe.
04:14Ou seja, se houve alguma imagem de câmera de segurança, a família não viu.
04:19Nunca teve acesso.
04:21Acredito que tenha, porque há uma câmera de segurança no cemitério que faz quase enquadramento no local que ele foi
04:30assassinado.
04:32Agora, é claro que a gente precisa, até pra explicar pro pessoal de casa,
04:36é tentar compreender um pouquinho da personalidade do Edmilson.
04:39Quem era o Edmilson? Como que ele era no dia a dia?
04:42O Edmilson era uma pessoa muito trabalhadora, que nem o que foi pra você.
04:46Ele trabalhava de domingo a domingo.
04:48Se você trouxer os patrões dele aqui, todos vão falar a mesma coisa.
04:52Era um cara muito esforçado, um excelente profissional.
04:55Era um pai que teve um passamento que não deu certo.
04:58Era separado da esposa, mas sempre era prazer.
05:00Ele tinha quatro filhos.
05:02É, o pai presente.
05:04Três deles menores de idade.
05:05Três menores.
05:05E a gente, como eu conheço ele há 14 anos, 15 anos praticamente,
05:10eu tive convivência com todos os filhos dele.
05:13E vira e mexe, eles estavam na minha casa.
05:15A gente buscava, a gente levava.
05:17Como ele tava sem carro, era a gente que fazia tudo esse transbordo com ele.
05:21A gente ia buscar, a gente ia levar.
05:22Então, eles estavam no meu convívio.
05:24Eles saíam da casa deles, eles iam pra minha casa.
05:27Então, era um pai excelente.
05:28Era uma pessoa muito amada, acredito eu,
05:30por quem conhecia ele, era muito amado,
05:33porque era um amigo que tava sempre disposto a te ajudar.
05:38Nunca foi uma pessoa a amar.
05:40Fazer amizade, eu...
05:41Muito fácil.
05:42Eu brinco com ele, assim, eu sou difícil de fazer amizade,
05:44mas ele fazia amizade até na fila do mercado.
05:47Conversava com você dez minutos, era brincalhão.
05:50E eu preciso perguntar isso.
05:51Ele era usuário de algum tipo de droga, algo assim?
05:55Não, ele gostava de tomar uma cervejinha.
05:58Igual todo mundo gosta.
06:00Com o que ele trabalhava?
06:00Ele era campeador.
06:02Chapeador.
06:03Trabalhou a vida toda nisso.
06:06Conhece...
06:06Nesse ramo, ele era muito conhecido.
06:08E esse casal que foi preso,
06:12vocês conhecem, vocês sabem...
06:15Não temos ideia de quem é.
06:16Não conhecemos ninguém, não sabemos quem é,
06:19não vimos nem imagem nenhuma.
06:21A gente não tem informação nenhuma de quem eles são.
06:24São pessoas que não faziam parte do círculo de amizades de vocês.
06:29Eu acredito que não.
06:29Acreditamos que nós não sabemos quem é.
06:32Não foi passado para nós informação nenhuma a respeito deles.
06:35Então, a gente não tem informação nenhuma deles.
06:37Se for conhecida, a gente nem sabe.
06:39Não sabemos os nomes.
06:40Já faz quase três meses.
06:43Já faz quase três meses.
06:43Nesse momento, o que a família quer descobrir?
06:49O porquê que mataram ele?
06:50Da que forma que mataram?
06:52A motivação?
06:53Porque dizem que foi um crime brutal.
06:55Em que o rosto dele foi destruído.
06:57Tanto que o velório dele foi com...
06:59De caixão lacrado.
07:00De caixão lacrado.
07:01Devido aos ferimentos no rosto.
07:04Como se fosse um crime de ódio.
07:06Eles não tiraram o direito de velar ele.
07:09Da maneira que ele era.
07:10Porque ele era alegre, era sorridente.
07:12A gente não teve.
07:14Ele não pôde guardar uma imagem dele naquele momento.
07:18Da despedida dele.
07:20E aquilo me machucou muito.
07:21Não só a minha esposa.
07:24Porque por mão dela ser velado de caixão lacrado.
07:27Sabendo que não era uma pessoa que merecia isso.
07:31Nada justifica...
07:34A barbaridade que fizeram com ele.
07:37Então o que vocês querem saber é a motivação.
07:39Essa é a pergunta principal.
07:41Essa é a pergunta principal.
07:42A motivação.
07:42Por que mataram ele?
07:43Da forma que mataram.
07:45E a motivação e a justiça.
07:48A gente fala assim.
07:49Já estão presos.
07:49Então como pagar?
07:51E que seja...
07:54O que eu posso dizer?
07:56Condizendo que a crueldade...
07:57Condizendo que a crueldade que fizeram.
07:59Que os promotores.
08:02Os advogados de acusação.
08:03Que com certeza vai ter.
08:06E que vejam.
08:07Com carinho.
08:09Com todo respeito.
08:11Humanidade.
08:11Com humanidade.
08:13Da forma que fizeram.
08:15Que aconteceu com ele.
08:17A gente vê o crime bárbaro todo dia.
08:19Mas que seja uma punição exemplar.
08:22Eu imagino que nas conversas da família de vocês.
08:26Lá no bairro onde vocês moram.
08:28No círculo de amizades.
08:30Muitas teorias podem passar pela cabeça de vocês.
08:33No coração de vocês.
08:34Vocês acreditam que esse caso envolve somente esse casal que está preso.
08:39Ou vocês acham que pode haver mais coisa por trás dessa história?
08:43Eu quero acreditar que foi uma coisa isolada.
08:47Que aconteceu no momento.
08:48Um momento de fúria de alguém.
08:49Alguém que se sentiu ofendido.
08:51E fez isso.
08:52Prefiro acreditar nisso.
08:53Para mim seria muito mais fácil.
08:55Peguei com a minha vida acreditando nisso.
08:58Então tá bom.
08:59Dia 13 agora tem uma audiência.
09:02O que vocês sabem sobre essa audiência?
09:04Para que ela vai servir?
09:05Nada.
09:06Só sabemos que é uma audiência.
09:07Que está marcada.
09:08Minha esposa correu atrás.
09:09Buscou informação no Ministério Público.
09:12E passaram essa data para ela.
09:13Não sabemos se é uma audiência preliminar.
09:16Para um júri popular.
09:18Não tem informação nenhuma.
09:20Só que esse caso tem uma audiência no dia 13.
09:23Como é que está a comunicação de vocês com os investigadores?
09:26Com a polícia?
09:27Acabou quando eles prenderam os envolvidos.
09:30Naquele momento ali acabou a comunicação.
09:32E agora é o judiciário.
09:35Ele me falou.
09:36Estão entregues.
09:38Fizemos a nossa parte.
09:39Juntamos a maior quantidade de provas necessárias.
09:44Entendo o trabalho deles.
09:45Respeito muito.
09:46Sou muito grato pelos dois investigadores que correram atrás disso.
09:50Demorou um pouco.
09:51Mas pela forma que ele me falou.
09:53É um caso complexo.
09:55Não há como tentar justificar a autoria.
10:00Porque foi um crime bárbaro.
10:01Com muitos requintes e crueldade.
10:04Então a parte da Polícia Civil eu acredito que foi bem feita.
10:07Foi bem.
10:07Correram atrás.
10:08A gente só espera que hoje.
10:10O judiciário corresponda a outra.
10:15E com a maneira que foi o que aconteceu.
10:17Porque não era uma pessoa má.
10:20Era voluntário numa casa de fé.
10:22Se não ganhava um centavo.
10:24Sacrificava.
10:25Toda sexta-feira dele.
10:26Quatro horas da sexta-feira dele.
10:28Para dedicar.
10:30A ser voluntário.
10:32Em prol daquilo ali.
10:33Sem ganhar um centavo.
10:34Solidário.
10:34Era uma pessoa solidária.
10:35Solidário.
10:36Porque a fé que ele praticava.
10:37É uma fé que ajuda as pessoas.
10:39Então ele era solidário.
10:40Então ele abria a mão de uma sexta-feira.
10:43Que ele podia estar se divertindo.
10:45Para estar ali trabalhando gratuitamente.
10:48Só nisso eu já vejo que ele não era uma pessoa má.
10:50E eu conheço ele há 14 anos.
10:53Conheci, né?
10:53Eu agradeço muito a presença de vocês aqui no Estúdio CGN.
10:57E para você que acompanhou essa transmissão.
11:00E tiver alguma informação que ajude essa família.
11:04A ter mais detalhes do que possa ter acontecido.
11:08Ou até mesmo para auxiliar as investigações da polícia e da justiça.
11:13O telefone da Guarda Municipal de Cascavela 153.
11:17O da Polícia Militar é o 190.
11:19E o da Polícia Civil é o 181.
11:22Muito obrigado pela presença.
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