Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 2 horas
Em coletiva, Patrulha Maria da Penha detalha histórico da vítima, números alarmantes e reforça apelo para que mulheres denunciem desde o primeiro sinal de agressão...

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Infelizmente, estamos entrando no segundo feminicídio esse ano, ainda estamos em fevereiro,
00:06mas infelizmente ocorreu esse feminicídio na data de ontem.
00:10Essa vítima foi primeiramente atendida pela Polícia Militar,
00:15a Polícia Militar chegou ao local primeiramente e, posteriormente,
00:18com menos diferenças, chegou à Guarda Municipal.
00:21Vale salientar que nós fomos acionados através do 153,
00:25relatando que uma mulher, possivelmente, já havia sido morta pelo seu cojo.
00:31Então, deslocamos a viatura rapidamente, mas infelizmente chegou ao local, a vítima já estava em óbito.
00:36O que se sabe sobre esse feminicídio?
00:38Ela estava convivendo com esse autor, não faz muito tempo, tem pouco tempo,
00:44porém, esse autor já vinha de situações de violência, já havia agredido ela outras vezes e ela não quis registrar.
00:52Pessoalmente, a Patrulha Maria da Penha, nós acompanhamos o trabalho,
00:56foi eu mesma que fiz a visita dela, fomos até a residência dela,
01:00não na data de ontem, alguns meses atrás,
01:03onde também chegou através do 153 a denúncia de que essa mulher estava sendo agredida.
01:09E, nessa ocasião, essa vítima não quis a nossa ajuda,
01:14se recusou a ter o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha.
01:18Naquela data, ela relatou que não gostaria de registrar o boletim de ocorrência pela violência
01:24e, muito menos, solicitar a medida protetiva.
01:27Vale lembrar também que, na data desse atendimento,
01:31relatado pela Patrulha Maria da Penha,
01:33no qual a gente mesmo fez essa ocorrência, esse relato,
01:37ela não tinha lesão aparente.
01:38Então, se a mulher não tem lesão aparente
01:41e também não houve uma ameaça de morte,
01:44não depende muito de nós, da Patrulha, fazer encaminhamento,
01:47depende da vítima.
01:48Ou seja, se a vítima quiser representar, quiser denunciar,
01:52quiser solicitar a medida protetiva,
01:53nós fazemos todos esses procedimentos.
01:55Mas, nessa data da ocorrência, ela não quis,
01:59falou que não poderia registrar o BO,
02:01pelo fato de ele já responder a outros crimes,
02:04e se ela registrasse o boletim de ocorrência,
02:06ele acabaria preso e ela não tinha uma rede de apoio,
02:09que a rede de apoio dela era ele,
02:11que ela não trabalhava, dependia dele, naquela ocasião,
02:15e também que o filho dependeria dos cuidados dele,
02:18que ela não queria que o filho crescesse
02:20sem uma figura masculina, sem uma figura paterna.
02:23Resumindo que, agora, infelizmente,
02:24essa criança ficou sem a figura paterna
02:26e sem a figura materna.
02:28Então, nós sempre solicitamos que as mulheres
02:30que estão passando algum tipo de violência,
02:33denunciem.
02:33A partir do momento que a mulher foi agredida,
02:36a tendência é somente piorar e não melhorar,
02:38que foi, infelizmente, o caso da Mayara,
02:41que também já teve outros boletim de ocorrência
02:43contra outros autores, contra o ex,
02:46também solicitou medida na época,
02:47porém, retirou posteriormente contra um outro autor,
02:50não contra esse autor do feminicídio,
02:52contra um ex-cônjuge ali.
02:54Então, infelizmente, a tendência só é piorar.
02:56A gente está muito escravos, acontecem dentro da casa da própria vítima.
03:01E elas acreditam, sim, quando falam, vamos fazer de novo.
03:04E aí, acontece isso.
03:06Infelizmente, sim.
03:07Eles voltam a fazer, sim.
03:08Então, nós solicitamos aí as mulheres que estão passando por essa situação
03:12para estar denunciando.
03:13Os vizinhos, nesse caso, também foram os vizinhos,
03:16tanto que denunciou ontem, como em outra data
03:19que ela estava sendo agredida.
03:21Nunca, a maioria das vezes, não parte da vítima,
03:24parte de amigos, familiares, de vizinhos.
03:27Então, são eles que auxílam, que ajudam essas mulheres.
03:30A maioria das mulheres não solicita ajuda
03:32e, infelizmente, muitas vezes, pega a medida protetiva,
03:35retira a medida protetiva e volta com o autor.
03:38Vale lembrar que esses nove anos de patrulha, Maria da Penha,
03:41passou aí mais de 15 mil mulheres por nós,
03:44acompanhada nossa.
03:45Só teve um caso em que a mulher foi morta,
03:48mas, infelizmente, porque ela, mesmo com a medida protetiva,
03:51ela voltou com o autor
03:53e estava permanecendo ali, residindo com o autor
03:55e acabou sendo morta aí há quatro anos atrás.
03:59E, nesse caso de ontem, não tinha medida,
04:01porém, ela também recusou a ajuda da patrulha Maria da Penha.
04:05Tem um pouco balanço nesse feriadão de Carnaval?
04:08Tem, sim.
04:09Infelizmente, em janeiro, nós finalizamos aí
04:11com 114 ocorrências de violência doméstica
04:14e, também, infelizmente, é um número alarmante, sim.
04:18O feriado aí, sendo sábado, domingo, segundo e terço,
04:21que é o feriado prolongado e o final de semana,
04:24foram atendidas aí 37 ocorrências de violência doméstica,
04:28sendo que, na data de ontem, na terça-feira,
04:31na data de anteontem, perdão, na terça-feira,
04:34só na terça-feira foram registrados 15 casos de violência.
04:38O que envolve essa violência, tamanho de violência?
04:40Por que os números crescem no feriado, principalmente no feriado prolongado?
04:44Ocorre a permanência há muito tempo do autor na residência,
04:48então, ele fica mais tempo ali com a família
04:50e acaba, de alguma forma, gerando um conflito.
04:53Também, a alta ingestão de bebida alcoólica,
04:55o uso de entorpecentes, que também causa muita violência contra a mulher.
05:01E, também, a questão de familiares, que, às vezes,
05:03vêm visitar e acaba causando algum conflito ali,
05:06até mesmo ciúme, e acaba ocorrendo a violência contra a mulher.
05:10e até mesmo contra o filho.
05:12Vale lembrar que, na maioria das ocorrências que nós atendemos nesse feriado,
05:16nesse final de semana e feriado,
05:19são agressões físicas, violências, assim, extremas,
05:23onde que a mulher teve, muitas vezes, né,
05:26o dente quebrado, o braço quebrado, a perna quebrada,
05:29de alguma forma, foram violência extrema.
05:32Teve a violência psicológica também,
05:34mas 95% dos casos envolvendo a violência física.
Comentários

Recomendado