Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 4 horas
Vítima de feminicídio foi atendida pela Patrulha Maria da Penha mas não quis denunciar agressor

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Infelizmente, estamos entrando no segundo feminicídio, esse ano, ainda estamos em fevereiro,
00:07mas infelizmente ocorreu esse feminicídio na data de ontem.
00:11Essa vítima foi primeiramente atendida pela polícia militar, a polícia militar chegou ao local primeiramente
00:17e posteriormente, com minúsculas de diferença, chegou à guarda municipal.
00:21Vale salientar que nós fomos acionados através do 153,
00:25relatando que uma mulher possivelmente já havia sido morta pelo seu cojo.
00:31Então, deslocamos a viatura rapidamente, mas infelizmente chegou ao local, a vítima já estava em homem.
00:36O que se sabe sobre esse feminicídio?
00:38Ela estava convivendo com esse autor, não faz muito tempo, tem pouco tempo,
00:44porém, esse autor já vinha de situações de violência, já havia agredido ela outras vezes e ela não quis registrar.
00:52Pessoalmente, a Patrulha Maria da Penha, nós acompanhamos o trabalho, foi eu mesma que fiz a visita dela,
00:58fomos até a residência dela, não na data de ontem, alguns meses atrás,
01:04onde também chegou através do 153 a denúncia de que essa mulher estava sendo agredida.
01:09E nessa ocasião, essa vítima não quis a nossa ajuda, se recusou a ter o acompanhamento da Patrulha Maria da
01:18Penha.
01:18Naquela data, ela relatou que não gostaria de registrar o boletim de ocorrência pela violência
01:24e muito menos solicitar a medida protetiva.
01:27Vale lembrar também que na data desse atendimento, relatado pela Patrulha Maria da Penha,
01:33no qual a gente mesmo fez essa ocorrência, esse relato,
01:37ela não tinha lesão aparente.
01:39Então, se a mulher não tem lesão aparente e também não houve uma ameaça de morte,
01:45não depende muito de nós, da Patrulha, fazer encaminhamento, depende da vítima.
01:48Ou seja, se a vítima quiser representar, quiser denunciar, quiser solicitar medida protetiva,
01:54nós fazemos todos esses procedimentos.
01:56Mas, nessa data da ocorrência, ela não quis,
01:59falou que não poderia registrar o BO pelo fato dele já responder a outros crimes,
02:04e se ela registrasse o boletim de ocorrência, ele acabaria preso e ela não tinha uma rede de apoio,
02:09que a rede de apoio dela era ele, que ela não trabalhava, dependia dele naquela ocasião,
02:15e também que o filho dependeria dos cuidados dele,
02:19que ela não queria que o filho crescesse sem uma figura masculina, sem uma figura paterna.
02:23Resumindo que agora, infelizmente, essa criança ficou sem a figura paterna e sem a figura materna.
02:28Então, nós sempre solicitamos que as mulheres que estão passando algum tipo de violência, denunciem.
02:34A partir do momento que a mulher foi agredida, a tendência é somente piorar e não melhorar,
02:39que foi, infelizmente, o caso da Mayara, que também já teve outros boletins de ocorrência contra outros autores,
02:45contra o ex, também solicitou medida na época, porém retirou posteriormente contra um outro autor,
02:50não contra esse autor do feminicídio, contra um ex-cônjuge ali.
02:54Então, infelizmente, a tendência só é piorar.
02:57Infelizmente, sim. Eles voltam a fazer sim.
03:00Então, nós solicitamos aí as mulheres que estão passando por essa situação para estar denunciando.
03:05Os vizinhos, nesse caso, também foram os vizinhos, tanto que denunciou ontem,
03:09como em outra data que ela estava sendo agredida.
03:12Nunca, a maioria das vezes, não parte da vítima, parte de amigos, familiares, de vizinhos.
03:18Então, são eles que auxílio, que ajudam essas mulheres.
03:21A maioria das mulheres não solicita ajuda e, infelizmente, muitas vezes, pega medida protetiva,
03:26retira a medida protetiva e volta com o autor.
03:29Vale lembrar que esses nove anos de patrulha, Maria da Penha,
03:33passou aí mais de 15 mil mulheres por nós, acompanhada nossa.
03:37Só teve um caso em que a mulher foi morta, mas, infelizmente,
03:40porque ela, mesmo com a medida protetiva, ela voltou com o autor
03:44e estava permanecendo ali, residindo com o autor e acabou sendo morta aí há quatro anos atrás.
03:50E, nesse caso de ontem, não tinha medida, porém, ela também recusou a ajuda da Patrulha Maria da Penha.
03:57Recentemente, o que foi passado para a equipe, que não fazia muito tempo,
04:01que eles estavam residindo juntos, mas já tinham cerca de mais ou menos uns seis meses para frente.
04:07Infelizmente, em janeiro, nós finalizamos aí com 114 ocorrências de violência doméstica
04:12e, também, infelizmente, é um número alarmante, sim.
04:16O feriado aí, sendo sábado, domingo, segundo e terço, né,
04:19que é o feriado prolongado e o final de semana,
04:22foram atendidas aí 37 ocorrências de violência doméstica,
04:26sendo que, na data de ontem, na terça-feira,
04:29na data de anteontem, perdão, na terça-feira,
04:32só na terça-feira foram registrados 15 casos de violência.
04:35O que envolve essa violência, tamanho e violência?
04:38Por que os números crescem no feriado, principalmente no feriado prolongado?
04:42Ocorre a permanência muito tempo do autor na residência,
04:46então, ele fica mais tempo ali com a família
04:48e acaba, de alguma forma, gerando um conflito.
04:51Também, a alta ingestão de bebida alcoólica,
04:53o uso de entorpecentes, né,
04:55que também causa muita violência contra a mulher.
04:59E, também, questões de familiares que, às vezes,
05:01vêm visitar e acaba causando algum conflito ali,
05:04até mesmo o ciúme,
05:06e acaba ocorrendo a violência contra a mulher e até mesmo contra o filho.
05:10Vale lembrar que, na maioria das ocorrências que nós atendemos nesse feriado,
05:15nesse final de semana e feriado,
05:16são agressões físicas,
05:19violências, assim, extremas,
05:21onde que a mulher teve, muitas vezes, né,
05:23o dente quebrado, o braço quebrado,
05:27a perna quebrada,
05:27de alguma forma foram violência extrema.
05:30teve a violência psicológica também,
05:32mas 95% dos casos envolvendo a violência física.
Comentários

Recomendado