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  • há 3 horas

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Transcrição
00:00O que começou como uma brincadeira virou um talento.
00:03Os irmãos Luiz Felipe e Abílio Antônio aprenderam a gostar do arremesso de martelo,
00:10uma das provas do atletismo, com o pai e com a irmã, que também competia.
00:16A gente comeu e meu irmão começamos juntos, sabe?
00:18Primeiro que foi meu pai, minha irmã, aí eu e meu irmão juntos.
00:22Por que vocês decidiram fazer essa modalidade aqui?
00:25Foi o caso do incentivo do próprio pai, né?
00:27A gente começou a correr, aí foi o peso, o dardo, aí veio pro martelo.
00:34Foi o incentivo do pai mesmo.
00:36A gente decidiu começar a fazer o lançamento do martelo por conta do nosso pai.
00:40Ele foi pra Porto Alegre, descobriu o amigo dele fazendo aquilo lá, ele quis.
00:45Daí ele começou a fazer, meu irmão pegou o embalo, começou a fazer também.
00:48Daí meu irmão começou e um ano depois eu comecei também.
00:52Daí a gente pegou gosto daí.
00:53Seu Abílio José garante que nunca forçou ninguém da família a seguir os seus passos.
01:00Eles pegaram gosto, porque antes eles corriam.
01:01Minha filha também era corredora, né?
01:03De 5 mil, de 1.500, 1.800, né?
01:07Ela representou o Cascavel, né?
01:08Correndo, ganhou algumas competições, né?
01:10Mas ela pegou o amor ao martelo, aí depois veio o Felipe,
01:14depois veio o Abilinho.
01:15Foi assim, foi tudo naturalmente, eles querendo, né?
01:18Nunca forcei nada a eles.
01:19De qualquer maneira, os meninos tiveram um bom professor.
01:23Entre lançadas e outras, vieram às conquistas, muitas conquistas.
01:30Medalhas, troféus, tudo isso é fruto de uma dedicação incansável.
01:36É uma arte, pode se falar, pra mim, pra minha família inteira também.
01:40Por conta que é algo que mudou a gente, pode se falar.
01:43Mudou o quê?
01:44Em que sentido?
01:45Da gente não estar na rua, fazendo coisa errada e tudo mais.
01:48A mentalidade também muda bastante.
01:51Porque não é um esporte fácil de se fazer.
01:53É algo que todo dia você tem que estar lá, todo dia, batendo ponto no treino pra melhorar.
01:58Porque o martelo muda muito a vida, sabe?
02:00Tipo, muda tanto mentalmente, financeiramente, muda bastante, sabe?
02:05E, tipo, a nossa mãe, ela começou na corrida, sabe?
02:11Aí terminou na corrida também.
02:13Fez um pouco de martelo, mas continuou na corrida.
02:17O Luiz Felipe hoje compete nas categorias Sub-23 e Adulto.
02:22Mas já foi tricampeão brasileiro Sub-16, tricampeão brasileiro Sub-18 e campeão brasileiro Sub-20.
02:30Ainda tem no currículo uma medalha de bronze no Sul-Americano da Argentina e de prata no mesmo evento no
02:37Brasil.
02:38Em 2022, foi ouro nos Jogos Ibero-Americano.
02:43No começo, quando eu era muito criança, eu não tinha imaginado muito.
02:49Mas depois, sim.
02:50Só até ser recordista das Olimpíadas.
02:53O Abílio Antônio está nas categorias Sub-18 e Sub-20.
02:58No passado, ele conquistou o bicampeonato brasileiro Sub-16, além de tantas outras conquistas.
03:06A melhor conquista minha até hoje foi o campeonato brasileiro Sub-16.
03:11Em João Pessoa, que daí eu bati o recorde do meu irmão, que ficou durando uns dois, três anos lá.
03:17Eu bati melhorando dois metros e...
03:20Dois metros e oitenta.
03:22Eu melhorei o recorde.
03:23Os irmãos nunca se enfrentaram pra valer, até pela diferença de idade entre os dois.
03:29Mas tem uma situação bem interessante.
03:32Em 2016, quando estava na categoria Sub-16, o Luiz Felipe foi recordista brasileiro, com sessenta e quatro metros e
03:42setenta e oito centímetros, competindo em Cascavel.
03:46Em 2024, também na categoria Sub-16, o Abílio quebrou a marca do próprio irmão, ao lançar o martelo a
03:56uma distância de sessenta e seis e oitenta.
03:59Marca que permanece até hoje.
04:02E quando você ligou pra ele e falou pra ele que tinha batido o recorde, o que ele respondeu pra
04:06você?
04:07Nossa, ele ficou... Ele fingiu que estava bravo, né? Mas ele estava muito alegre. Só pelo jeito dele falar na
04:14ligação e tudo mais.
04:16Ou seja, ficou dentro de casa o recorde, né?
04:19Sim, ficou dentro de casa. Pelo menos isso.
04:21Ah, eu queria, sabe, que ele batesse, né? Que bom que fique dentro de casa, né? Não é os outros
04:25que batem, né? Meu irmão.
04:27Eu achei tranquilo. Fiquei feliz por ele.
04:29Quando ele te ligou, o que ele falou?
04:31Ah, eu estava feliz. Falou que tinha batido o recorde, né? Eu ouvi, sabe, também. Eu estava assistindo lá e
04:36eu fiquei feliz.
04:37A coisa foi ficando tão séria que o pai estudou pra se tornar o técnico dos filhos.
04:43Aí eu tive de fazer educação física à distância, né? Fiz primeiro a licenciatura, né?
04:49Depois eu fiz o bacharel pra poder treinar eles tranquilo, pra ninguém se incomodar com a gente, né?
04:54Porque aí chegaram uma vez, só pode treinar se tiver um técnico de educação física.
04:58Aí eu tive de fazer outra faculdade, me aprimorar pra poder treinar eles tranquilo.
05:03E o que você mais ensina pra eles hoje? Pro esporte e pra vida?
05:08A união e respeitar. Mesmo eles estarem no top, o top do top do Brasil ou do Paraná, ajudar o
05:16próximo.
05:17Eu usei competição, te vendo um atleta mais com dificuldade de lançar, orientar, ajudar, complementar, dar o parabéns, incentivar o
05:24próximo, né?
05:25Você ajuda o próximo, você cresce cada vez mais ainda, né?
05:29Os irmãos Abílios não param por aí.
05:32O mais novo, recém-convocado pra seleção, se prepara agora para os Jogos Sul-Americanos da Juventude Sub-18 no
05:40Panamá, em 22 a 25 de abril.
05:43O mais velho tem à vista o Campeonato Brasileiro em julho, além de outras competições estaduais.
05:49Os dois treinam sem parar para continuar representando Cascavel e o Brasil.
05:56E a gente fica aqui, na torcida pela família Abílios Marteleiros.
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