Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 6 minutos

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:02Muito boa noite, Vitória Alves. Estou aqui com Pepeu Gomes e Davi Moraes para falar aqui antes do show deles.
00:10E eu queria saber de você, Davi, já que o Pepeu te deixou à vontade para responder as perguntas.
00:15O Pelourinho é um coração pulsante da história de Salvador, com um palco que exige sensibilidades diferentes
00:20e grandes trios elétricos, como a gente vê, por exemplo, no circuito Campo Grande e Barrondina.
00:25E como foi para vocês dois adaptar o virtuosismo da guitarra baiana, da guitarra elétrica,
00:32para a proximidade e acústica dos casarões históricos que a gente vê aqui nos arredores do Pelourinho.
00:37E um outro detalhe, como esse chão, entre muitas aspas, do Pelourinho, essa cultura, essa energia da ancestralidade, da negritude,
00:47faz vocês terem esse norte para produzir música, para cantar, para tocar guitarra
00:53e manter essa essência canarvalesca que, às vezes, tem se perdido na grandiosidade dos circuitos tradicionais aqui de Salvador?
00:59Gostei da pergunta, hein?
01:01Pô, isso aí é...
01:03Estamos aqui com o mestre disso, que o Pepeu, ele sempre com muito swing, traduzindo muito desses ritmos, dos tambores,
01:12essa riqueza da percussiva que tem aqui no Brasil, especificamente aqui na Bahia, com os blocos acho, com os apochés.
01:21E ele sempre soube traduzir isso aí de como ninguém na guitarra, esse swing todo.
01:26É um cara que é pioneiro nisso aí.
01:30Então, assim, sempre, é o solista que a gente conhece, que emociona todo mundo.
01:37E é o da guitarra swingada, que sempre foi um diferencial.
01:43Então, meu pai, com ele, que foram parceiros de vida, de música, sempre fizeram muito isso.
01:51Assim, a junção do tambor com o violão, com a guitarra, esse swing todo brasileiro, que é nosso, é único
01:57aqui.
01:58E, como eles, como autodidatas, encontraram vozes assim, que você ouve a guitarra do Pepeu na rádio, você diz na
02:02hora,
02:03todo mundo sabe na hora que é Pepeu, né?
02:06E, pra fechar aqui rapidamente, como foi pra você, você falando do seu pai e do Pepeu,
02:11viver com essas duas grandes referências da música e aprender com eles, aprender a tocar guitarra,
02:18se criar como músico?
02:21Ah, isso aí, cara.
02:22Foi uma sorte, um privilégio, uma honra muito grande que eu tive de ter os meus maiores idos ali, perto,
02:28dentro de casa.
02:32Eu tava até contando aqui hoje, que eu me lembro da cena deles compondo Eu Também Quero Beijar,
02:41na cozinha, assim, achando o refrão, achando, né?
02:45E aí, Pepeu veio com aquela introdução que, até hoje, em qualquer lugar do Brasil que você tocar a introdução
02:50da música,
02:53todo mundo sabe na hora que música é, porque ele tem esse dom também de criar introduções que você não
02:58consegue mais separar da música, né?
02:59Como é que você vai ver Menino do Rio sem aquele arranjo que ele fez?
03:02E aí, não tem como, né?
03:05E, então, assim, aprendi com eles esse patrimônio que a gente leva, que é a nossa voz, a nossa personalidade
03:09no instrumento.
03:11Eles têm uma personalidade muito forte, mesmo, assim, né?
03:14Meu pai com violão, Pepeu com a guitarra, e essa união que eles fizeram do acústico com o elétrico,
03:18isso aí também é pioneirismo deles.
03:21Então, isso aí, pra mim, foi uma escola, assim, é a maior escola, a maior riqueza que eu carrego aí
03:27deles.
03:27E, portanto, levar adiante, honrar essa camisa aí.
03:31Nossa!
Comentários

Recomendado