00:00O líder da oposição húngara, Peter Mayar, acusou o partido Fidesz, do primeiro-ministro
00:05Viktor Orbán, de preparar uma campanha de chantagem contra ele.
00:09Afirmou que se trata da chamada ação Compromat ao estilo da Rússia, com informação fabricada
00:14para condicioná-lo.
00:16Em causa, um vídeo sexual de Mayar com uma ex-namorada, gravado secretamente com equipamento
00:21de vigilância.
00:22O visado alega que foi seduzido por essa mulher para um local com álcool e drogas, mas que
00:28não consumiu qualquer estupefaciente.
00:30Acrescenta que teve relações sexuais consentidas com a ex-namorada.
00:34Mayar suspeita que o partido do governo planeia divulgar o vídeo.
00:39Disse mesmo que jornalistas receberam uma fotografia de um quarto com a mensagem, em breve.
00:45Representantes do Fidesz negaram qualquer envolvimento na distribuição da fotografia.
00:50De acordo com a lei húngara, divulgar imagens sexualmente explícitas sem consentimento é
00:55crime.
00:56Esta situação surge num momento de tensão crescente na campanha para as eleições parlamentares
01:02de abril.
01:02Há ativistas que já foram atacados e candidatos sobre quem foram feitos deepfakes, ou seja,
01:09vídeos em que alguém aparece a dizer ou fazer algo que não disse nem fez.
01:14O partido TISA, de Mayar, está atualmente à frente do Fidesz nas sondagens.
01:19Mayar lançou o TISA após um escândalo de abuso infantil ligado ao governo que forçou dois
01:25altos funcionários a renunciarem.
01:27O escândalo minou a confiança de muitos húngaros na administração de Orbán e criou
01:32uma abertura que Mayar explorou para consolidar o próprio partido.
01:36O TISA representa o maior desafio ao domínio do Fidesz em anos.
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