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  • há 5 horas
Caso Aurora: Família que recebeu criança por engano denuncia falhas de segurança em escola

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Transcrição
00:00Sexta-feira a escola entrou em contato comigo via WhatsApp e falou que precisava buscar a Aurora.
00:07Não me falaram o motivo, eu até perguntei o que era, não me falaram o motivo, daí eu falei pra eles,
00:12vou ligar pra minha mãe, né, pra ela poder buscar, porque agora não tem como, eu tava numa estrada longe,
00:17tava muito cheio de carro, ia demorar assim muito pra vir buscar.
00:23E eu ficava perguntando pra eles, o que que aconteceu? Eles só falavam assim, vem buscar a Aurora.
00:28Em momento nenhum eles não falaram o que tinha acontecido e eu fiquei muito preocupada.
00:32Aí entrei em contato com a minha mãe, daí ela falou, tá, ela tem problema no joelho, então ela não consegue andar muito.
00:39E ela não tava bem sexta-feira, daí eu liguei pro meu pai, pedi pra ele vir buscar.
00:44E o meu pai, ele é deficiente visual, até às vezes na rua eu paro ele, passo do lado, ele não consegue me reconhecer,
00:52não consegue enxergar muito bem.
00:53E daí ele era a última, a única pessoa que eu tinha pra buscar, pedi pra ele ir lá buscar.
00:59Ele chegou lá, não tinha ninguém na secretaria, ele ficou mais de 40 minutos lá esperando o pessoal atender ele,
01:06até que chegaram lá e ele falou, né, vim buscar a Aurora.
01:10Isso eu tinha falado pra ele, a carteirinha dela tá dentro da mochila.
01:14Mas eles não pediram a carteirinha de identificação, não falaram o nome completo dela,
01:19eu até falei pra ele, eles vão me ligar, né, pra confirmar que você vai buscar.
01:23Não me ligaram pra confirmar isso também.
01:26Só entregaram, daí a menininha falou, oi vovô, e foi junto com ele.
01:31Porque eu até ontem fui lá falar com a mãe dela, né, a gente chegou lá, ela chamou meu marido de tio,
01:37porque é criança, criança não entende.
01:39E ele realmente não consegue ver, não viu que era ela.
01:42Segurou na mãozinha dela, são três quadras ali até a escola, e trouxe até aqui.
01:48Quando chegou aqui, a minha mãe viu que não era a nossa Aurora,
01:52que a Aurora tem a mesma idade, né, viu que não era a Aurora.
01:55Daí ele pediu pro vizinho dar uma carona pra eles até a escola,
01:59pra ir o mais rápido possível, né, a entregar a menina.
02:02Daí ele conseguiu a carona com o vizinho, e o vizinho levou.
02:06Buscar, ele foi buscar sozinho, realmente ele não viu que era a Aurora.
02:10E o que, o erro foi da escola de não confirmar, e ele confiar de que era a neta dele, né,
02:17e eles não confirmarem, não falarem nada dele, foi lá.
02:20Tanto que ele chegou lá e tava os três portões da escola abertos,
02:24pra quem quisesse entrar, outro perigo, que a escola também não tá tomando cuidado.
02:29Se a criança quiser, ela pega e sai lá pra fora.
02:32Quem quiser entrar, entra lá dentro.
02:35E assim, é uma baita responsabilidade, falei com a mãe.
02:38Eles não quiseram mostrar as câmeras, não falaram o que aconteceu, não falaram pelo tempo.
02:43Ela tava super preocupada.
02:45Fui lá, falei com ela, e falei que a gente vai junto hoje na escola, né,
02:50e a gente vai junto a tomar uma providência aí contra isso.
02:53Porque eu sou mãe, tenho duas filhas, e eu entendo completamente o pavor que ela deve ter sentido.
03:00Mas ela tá segura, né, graças a Deus foi uma família de bem,
03:03foi meu pai, uma pessoa boa de bem, que eu fui buscar ela.
03:06E ela tá confiante, né, que não aconteceu nada.
03:10Ela sabe que a criança tá bem, não aconteceu nada.
03:13Fui lá, confortei ela, graças a Deus.
03:15E eu vi muitos comentários também, né, do pessoal falando,
03:18ah, como é que você entrega pra uma pessoa deficiente?
03:21Como é que você pede?
03:22Gente, ele é deficiente, mas ele mora há mais de 50 anos aqui nesse bairro.
03:26Ele sabe o trajeto de três ruas e não tem quem eu buscar.
03:29As pessoas deficientes também conseguem andar na rua.
03:32Que nem o pessoal tava falando, ah, não pode, não sei o que.
03:34Sim, pode, não tem lei nenhuma que proíba isso.
03:38E ele consegue buscar.
03:40E foi assim, de emergência.
03:41Foi a única vez, foi a primeira vez que ele foi buscar ainda.
03:45E foi uma baita irresponsabilidade da escola entregar.
03:48E a gente quer uma justiça por isso.
03:50E foi isso que aconteceu, né, sexta-feira.
03:53Eu fiquei mandando mensagem, perguntando o que tinha acontecido.
03:56Eles não me falavam.
03:57Aí a mulher que tinha mandado mensagem falou assim, ah, ele já buscou.
04:02Aí eu dei uma aliviada.
04:03Aí depois ela mandou, ah, não era mesmo criança.
04:06Aí eu falei, você avisou o meu pai?
04:08Porque ele tem deficiência visual e ele não vai saber.
04:12Aí ela falou, não, já tá tudo certo.
04:14A gente já tá conversando.
04:16Ele já entregou.
04:17Aí ele foi lá, falou com eles.
04:19Exigiu pra ver a nossa Aurora, porque ele também não sabia o que tinha acontecido.
04:22Demoraram pra trazer, falaram pra gente que elas eram da mesma sala e nem da mesma sala elas são.
04:29Então outra irresponsabilidade, como é que acharam, né, como é que viram o cadastro de outra sala.
04:35E daí ela só falou assim, não vai mais acontecer.
04:38Vocês têm que preencher o nome lá, né, das crianças na agenda que eles têm.
04:43Falei com a mãe dela, a mãe dela falou que ela preencheu.
04:46E eles trouxeram outra agenda, sumiram com o que ela preencheu.
04:49Levaram outra, colocaram em outra até um caderno de quadriculado lá com uma agenda em branco.
04:55Mas ela tinha preenchido, a gente tinha preenchido, né.
04:58Eles não viram nem isso e só falaram que não vai mais acontecer.
05:02Não falaram mais nada, não deram mais nenhuma notícia.
05:05E daí depois que ele trouxe, daí que eles entraram em contato com a outra mãe.
05:09Quando a gente vai fazer a matrícula das crianças, eles dão vários papéis pra gente assinar.
05:13E um deles é com as pessoas que podem buscar.
05:17Por exemplo, o meu tá eu, o meu marido e a minha mãe.
05:21Aí como não tinha minha mãe, até por isso, né, eu pedi pra ele buscar.
05:24E achei que eles iam me ligar porque ele não tá cadastrado lá.
05:28E também tem a carteirinha.
05:30Que lá você só entra, segundo ele, se tiver a carteirinha pra buscar a criança.
05:35Mas não pediram, e eu mandei lá pra ele.
05:37Pai, eu deixei a carteirinha na mochila.
05:39Mas nem isso eles pediram.
05:40Não conferiram a mochila da criança, nada.
05:43Pra ver se a carteirinha tava lá, né.
05:46E é isso.
05:49Não conferiram, não perguntaram, não falaram o nome completo.
05:52Gente, você olha, dá pra ver, né, que ele é deficiente visual.
05:56Eles podiam ter confirmado com ele.
05:58Nem isso eles confirmaram.
05:59Ele confiou nas pessoas da escola.
06:02Isso que dói, né.
06:03Eu me sinto culpada porque eu pedi pra ele.
06:05Tem tanta gente comentando e a gente fica com muita insegurança.
06:10Eu tenho duas filhas estudando lá.
06:12E se fosse uma pessoa de mal, entendeu?
06:14E se eu agora abro uma brecha pra outras pessoas verem, né,
06:18que a escola permite esse tipo de coisa e ir lá e fazer alguma coisa com as crianças.
06:22Dá muito medo.
06:23Eu não vou nem mandar ela pra escola.
06:25Até eles se pronunciarem, a gente saber o que aconteceu, né.
06:29Verem que realmente, ao tomarem outra providência,
06:31que seja mais cauteloso ali nessa parte de buscar a criança.
06:34Liga, confirma, ó.
06:36Tal pessoa pode tá aqui, venho buscar.
06:39Posso liberar?
06:40Não custa pra eles, entendeu?
06:42Eles deviam ter pedido isso.
06:43Falar do nome da criança, pelo menos.
06:45Tchau.
06:45Tchau.
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