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  • há 1 semana
A inteligência artificial tem sido amplamente utilizada nos dias atuais e, em muitos casos, chega a substituir o trabalho humano. No entanto, apesar de sua grande versatilidade, o uso dessa tecnologia em determinadas áreas pode gerar problemas. Um exemplo disso ocorreu, em 2024, quando um empresário de 74 anos tentou recorrer a um “advogado” criado por inteligência artificial para representá-lo em uma audiência na Corte de Apelações de Nova York, nos Estados Unidos. A sessão foi interrompida pela juíza Sallie Manzanet-Daniels ao perceber que os argumentos estavam sendo apresentados por um avatar digital, e não por uma pessoa real.

O episódio ocorreu em 2024 e foi transmitido ao vivo pelo canal oficial do tribunal no YouTube. A iniciativa partiu de Jerome Dewald, autor da ação em um processo de natureza trabalhista, que não possui formação jurídica.

Para a audiência, Dewald encaminhou previamente um vídeo ao tribunal. Nas imagens, aparece um jovem bem-vestido, com postura formal e aparência cuidadosamente produzida, que pede a palavra e afirma comparecer humildemente para apresentar seus argumentos diante de um colegiado composto por cinco juízes.

A exibição, no entanto, durou apenas alguns segundos. Desconfiada, a juíza interrompeu a apresentação e questionou se a figura exibida no vídeo era o advogado responsável pelo caso. Diante do questionamento, Dewald admitiu que o personagem havia sido criado por ele com o auxílio de inteligência artificial e que não se tratava de uma pessoa real.

Após a revelação, a magistrada determinou o encerramento imediato do vídeo e repreendeu o empresário, afirmando que não havia sido informada previamente sobre o uso do recurso tecnológico e manifestando seu desagrado com a situação.

Em entrevista à agência Associated Press, Dewald afirmou que recorreu à inteligência artificial por ter dificuldade em se expressar sob pressão durante audiências. Segundo ele, sua voz costuma falhar nesses momentos, e o uso de um avatar lhe pareceu uma alternativa para apresentar seus argumentos de forma mais clara.

Depois do constrangimento, o empresário enviou uma carta de desculpas ao tribunal e deu continuidade à sua defesa de maneira presencial, lendo os argumentos pelo celular, em tom baixo e com pausas frequentes.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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Transcrição
00:00May it please the court
00:04I come here today a humble proceed
00:06Before a panel of five distinguished justices
00:08Is this
00:10Hold on
00:10Is that counsel for the case?
00:15I generated that
00:17I'm sorry?
00:18I generated that
00:19That is not a real person
00:23Okay
00:26It would have been nice to know that
00:28When you made your application
00:29You did not tell me that sir
00:33I received the application
00:34And you have appeared before this court
00:36And been able to testify verbally
00:39In the past
00:41You have gone to my clerk's office
00:43And held verbal conversations
00:45With our staff for over 30 minutes
00:47Okay
00:48I don't appreciate
00:50Being misled
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