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00:00Olá, você que se liga no YouTube do Lance, estamos hoje aqui para uma entrevista muito especial,
00:05falar com a Carol Corrêa, Carol que é jogadora do Botafogo, as gloriosas que ano passado conseguiram
00:10acesso à elite do Brasileirão Feminino, estão de volta à primeira divisão.
00:15Carol, momento muito histórico para o Botafogo, para o futebol feminino do Botafogo,
00:19e para você também, seja muito bem-vinda ao Lance.
00:22Muito obrigada, é algo muito gratificante para mim, né, poder conseguir esse acesso
00:28para o Botafogo e voltar à elite do Brasileiro.
00:31Legal, e Carol, tem um detalhe importante que a gente descobriu aqui conversando nos partidores,
00:36que você também, assim como eu, é paraense, né, tem uma história muito legal no futebol,
00:40me falaram que é bem fácil chegar na tua cidade também, não tem dificuldade nenhuma.
00:44Conta um pouquinho para a gente como você chegou ao Rio de Janeiro,
00:47como foi todo esse processo da tua vida no futebol.
00:50Eu sou do município de Colares, é o interior de Belém,
00:54para chegar lá é muito fácil, é só pegar uma balsa e acabou-se, né.
01:02Eu falo que eu sou muito, como é que eu posso falar,
01:06eu não consigo mudar minhas origens, pode ser para onde quer que seja o lugar,
01:12até então sobrou açaí, eu não consigo tomar o açaí daqui.
01:15Tipo, para mim, eu estou tomando açúcar diluída na água.
01:21É bem diferente, né?
01:22Muito, muito diferente.
01:23E tu começou da ESMAC, né, ESMAC, que para quem não sabe é a Escola Madre Celeste,
01:27é uma escola de referência no futsal também, né, começou muito forte no futsal,
01:31no futebol feminino, eu lembro quando eu era criança, até te falei isso,
01:34eu tinha o sono de ser jogadora e a gente via as meninas indo para o ESMAC,
01:37então tem essa relação aí muito forte com o futebol de mulheres.
01:40E como foi, quem te levou a ESMAC, como foi esse início teu no futebol?
01:44Eu jogava a Liga Belém de futsal, lá no Pará mesmo, e eu jogava pela minha cidade,
01:51e eu tinha 13 anos nessa época, e eu já jogava com as pessoas mais velhas.
01:57Então, eu acho que foi uma experiência muito boa na minha vida,
02:00porque depois que eu joguei essa Liga Belém, o professor Merci,
02:06que, tipo assim, apesar de tudo, eu agradeço muito ele por ter me ajudado
02:10e estar onde eu estou agora, ele me viu e me fez o convite de fazer um teste lá na ESMAC.
02:17Um amigo meu também, que ele mora na minha cidade, só que eu não estou lembrado do nome dele,
02:21que me levou também para lá para conseguir o teste.
02:24Então, eu acho que essas coisas eu não consigo esquecer.
02:27A gratidão que eu tenho por todas essas pessoas é inadmissível, assim.
02:32Falar, eu não consigo expressar, eu só sei...
02:35Tipo assim, se eu olhar para a pessoa e falar,
02:36caraca, você me ajudou para estar onde eu estou agora.
02:39Então, eu acho que isso é muito bom, velho.
02:41E até conta um pouco para a gente em relação à tua família, assim.
02:44Teve apoio, não teve, como foi?
02:46Eles queriam que tu deixasse lá a cidade, a gente sabe que existe todo...
02:50O paraense, ele é muito família, né?
02:51Eu acho que o brasileiro, mas o paraense em especial, assim, é muito apegado à família.
02:55Como foi para você sair do seu município e jogar em Belém esse processo todo?
02:59No início foi bem difícil, porque eu sempre...
03:04Eu saí muito nova, na verdade, do lado dos meus pais, né?
03:08Então, no início foi difícil me adaptar, ter que ficar longe da família, enfim, essas coisas.
03:14Só que a minha família nunca deixou de me apoiar.
03:17Sempre me ajudou, sempre me deu apoio de ir, de sair, para me correr atrás dos meus sonhos.
03:23Lá na minha cidade, perto de casa, tem uma arena.
03:27Então, já comecei a minha infância todinha jogando com os meninos.
03:30E, tipo assim, os meninos sempre falavam, Carol, você vai jogar, Carol, você vai jogar, Carol, você vai jogar.
03:35Só que, tipo assim, eu não tinha isso em mente, porque eu era muito criança.
03:38Então, eu não sabia o quanto que o futebol podia me proporcionar.
03:44E, tipo, só que ele sempre falava, você vai jogar, você vai jogar.
03:47E, tipo, hoje eu estou onde eu estou.
03:48E você pensava, então, que o futebol era uma brincadeira, não tinha essa perspectiva de ser profissional, né?
03:54Não tinha tanto, até porque a gente está falando de algo muito recente, das jogadoras recebendo para jogar.
03:59Antigamente era, mas assim, ajuda de custo, né?
04:01Sim, e lá no Pará é muito difícil, a visibilidade é pouquíssima, até mesmo para o masculino.
04:08Então, eu nunca imaginei que um dia eu ia conseguir sair da minha cidade para representar o meu estado,
04:14representar de onde mesmo eu nasci.
04:16Então, isso, para mim, é muito bom.
04:19E até para a gente falar um pouquinho desse teu momento, que é um momento muito especial.
04:22Ano passado, o Botafogo chegou a uma final, né, de Série A2, uma final contra o Santos.
04:27Eu estava, inclusive, na Vila Belmiro.
04:29E o que a gente viu foi um campeonato muito equilibrado, principalmente na reta final.
04:32Então, o Botafogo teve jogos muito difíceis, né?
04:34Teve o jogo contra o Misto, por exemplo, que agora vai disputar um.
04:38Então, eu queria que você falasse um pouquinho como foi o ano de 2025 para as Gloriosas.
04:42Fácil não foi.
04:47Isso não tem como tirar.
04:50Só que a gente se juntou, a gente se abraçou, comissão, staff, atletas, a gente se juntou
04:56e a gente estava só pelo objetivo, que seria ser campeãs.
05:01Porém, não deu, mas chegamos perto.
05:03Fomos vice, né?
05:04Então, eu acho que da mesma forma vai ser esse ano.
05:08Tipo, a gente vai se abraçar e a gente vai só no objetivo.
05:11Legal.
05:12E foram 15 gols teus na temporada de 2025.
05:15É muito gol, né?
05:16Uma temporada muito goleadora e de muita presença ofensiva também.
05:19Então, conta para a gente, assim, o que mudou na tua cabeça, no teu desempenho, para números tão expressivos?
05:24É, eu acho que a dedicação é um passo para chegar nisso.
05:30É, como eu, eu sempre tenho em mente, antes de entrar no campo, é, o que eu vou fazer no treino, eu vou fazer no jogo.
05:38Então, eu tento, tento não.
05:40Eu sempre dou o meu máximo no treino, independente da forma que eu esteja cansada, enfim.
05:45Eu acho que isso é algo muito bom em mim, porque da mesma, tipo assim, a mesma forma que eu vou jogar, é a mesma forma que eu já venho treinando a semana toda.
05:56Se eu não treinar da mesma forma que eu vou fazer no jogo, eu estou ali para quê? Para treinar.
05:59Então, eu acho que isso é o que eu levo muito para dentro do campo.
06:02Legal. Se joga como se treina, né?
06:04Isso realmente é uma máxima que a gente escuta de muitos treinadores, assim, a importância do treinamento, da preparação antes.
06:10E tem alguns jogos que eles são jogos que ficam muito marcados na cabeça do torcedor, de quem acompanha a modalidade, que são os clássicos, né?
06:17Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, tem algo muito específico que é o...
06:21O Rio de Janeiro tem quatro times de grande camisa, né?
06:24De o Vasco, o Botafogo, o Flamengo e o Fluminense.
06:27Não estou falando ordem, tá? Estou só dizendo aqui o que vem na cabeça.
06:30Mas, brincadeiras à parte, é bem importante se preparar para esses clássicos.
06:35Você que está dentro de campo, como é a conversa no vestiário?
06:37Como é que vocês... O que é que o treinador passa para vocês nesse momento tão decisivo?
06:43Cara, é...
06:46Ele não fala nada assim absurdamente.
06:50Só fala o que exatamente a gente treinou.
06:52E, então, a gente se dedica muito.
06:55Porque clássico é clássico.
06:56A gente não quer perder, como faz a gente como adversário.
06:59Então, a gente está ali por uma bola.
07:02Entendeu?
07:02Eu acho que isso é muito mais da gente do que da comissão.
07:06Vai muito mais além de nós do que deles, sabe?
07:11Legal.
07:11E aí, pensando também nessa retomada do Botafogo na primeira divisão,
07:16a gente sabe que vocês colocaram como meta no passado conseguir esse acesso.
07:20O objetivo foi cumprido.
07:21Você falou que ficou aquilo, né?
07:23Será que a gente consegue chegar ao título?
07:25Mas bateu na trave.
07:26Mesmo assim, o Botafogo fez uma grande campanha.
07:28E agora, para esse ano?
07:29Qual é a meta? O que vocês estão pensando?
07:32A meta é a mesma.
07:33Difícil. A gente sabe o que é.
07:36Mas a nossa meta é se permanecer na 1.
07:40Claro, esse é o nosso passo.
07:42Mas se a gente conseguir chegar ao topo,
07:46isso vai ser extraordinário para a gente ir para o clube.
07:49Legal.
07:50E algo que chamou a atenção no Botafogo,
07:51que não é comum, infelizmente não é comum no futebol feminino,
07:54é que o Botafogo fez muitos jogos, né?
07:56Os seus jogos, inclusive, no Newton Santos.
07:58E aí a gente até conversou em outro momento, assim, sobre isso,
08:02a importância de estar próximo do torcedor.
08:04Então, eu queria te dar a oportunidade agora,
08:05olhando para aquela câmera,
08:07para falar um pouquinho com o torcedor do Botafogo,
08:09para apoiar vocês nesse ano de 2026,
08:12que será tão especial.
08:13Fala, torcida do Fogão.
08:14Aqui é a Carol.
08:15Eu queria convidar vocês para vocês aparecerem mais nos nossos jogos,
08:18para estar apoiando a gente nesse ano,
08:21que vai ser um ano desafiador.
08:23E aí, contamos com vocês.
08:25Boa! Valeu, Carol.
08:26Recado, então, da Carol.
08:28Carol correu aqui com a gente, pouco tímida,
08:30mas está soltando.
08:32E, Carol, agora eu quero te perguntar, assim,
08:34olhando para essa temporada também,
08:36a gente falou sobre meta,
08:37e existe uma distância, muitas vezes,
08:40entre o que é estabelecido e o que se conquista, né?
08:42Ano passado, vocês encurtaram essa distância,
08:45conseguindo acesso.
08:46Mas eu queria te perguntar, assim,
08:47se a gente for conversar lá no final do ano,
08:49estamos conversando em janeiro,
08:51se a gente for conversar lá em dezembro,
08:53você quer vir me contar o quê?
08:54O que o Botafogo vai ter conquistado?
08:56Qual é o seu sonho para essa temporada de 2026?
08:59Cara, esse ano vai ser um ano muito bom,
09:06se Deus quiser, né?
09:09Mas alguns títulos eu venho trazer para contar para você aqui.
09:13Que legal, que bacana.
09:15Então, está aí a ambição da jogadora,
09:17a Carol Correia, jogadora do Botafogo.
09:19E, Carol, para a gente finalizar esse momento aqui de conversa,
09:23e eu queria saber de você também,
09:24pedir, na verdade, para você falar um pouquinho
09:26para aquela menina que está lá em colares, né?
09:28Para aquela Carol do passado que queria ter uma referência no futebol feminino
09:32e talvez não tivesse, ou talvez fosse distante.
09:35Queria que você falasse uma forma de inspirar essas garotas também
09:37que sonham em seus jogadores.
09:38O futebol feminino não é fácil, né?
09:43Por si só.
09:44Então, é sempre o que a gente fala,
09:47por mais difícil que seja, não desista dos seus sonhos.
09:51É porque, uma coisa que eu tenho comigo,
09:53Deus não vai fazer você sonhar sem realizar ele.
09:56Então, eu acho que eu trago isso comigo até hoje.
10:00Perfeito.
10:01De colares para o mundo,
10:03craque do Botafogo,
10:04uma temporada de sucesso para você,
10:05para as gloriosas também.
10:07A gente fica sempre aberto aqui no Lance
10:09para falar sobre futebol feminino.
10:11Já fica o convite para o final da temporada
10:13para a gente olhar para essa temporada
10:14e falar como foi o ano das gloriosas.
10:17Se você quiser continuar informado sobre futebol feminino,
10:19continue acompanhando o Lance nas redes sociais,
10:22no YouTube e também no portal.
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