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  • há 2 dias
Transcrição
00:00E o projeto que usou computadores do mundo todo para buscar sinais enviados por extraterrestres entra na reta final.
00:10Vamos acompanhar detalhes agora.
00:16Cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, estão analisando 100 sinais remanescentes mais promissores
00:23captados pelo projeto 7 at home, 7 em casa em português.
00:28O esforço utiliza o telescópio gigante FAST na China para tentar identificar transmissões de rádio que podem ter vindo de civilizações inteligentes no espaço.
00:36Durante 21 anos, milhões de voluntários emprestaram o poder de processamento de seus computadores domésticos para analisar dados cósmicos.
00:44O resultado foi um catálogo de 12 bilhões de detecções que agora passa por um filtro rigoroso para separar ruídos terrestres de possíveis mensagens de outros mundos.
00:54Esses sinais eram, em sua maioria, apenas estalos momentâneos de energia.
00:59Mas a grande massa dessas detecções não passava de interferência de rádio vinda de satélites, transmissões de TV e até fornos micro-ondas.
01:07Para encontrar o que realmente importava, os pesquisadores utilizaram supercomputadores na Alemanha para rodar uma análise que fatia as frequências em pequenos intervalos para identificar padrões.
01:18Esse funil tecnológico reduziu as bilhões de detecções iniciais para cerca de um milhão de candidatas, o que levou a identificar mil sinais que exigiram a revisão cuidadosa e humana.
01:29Desde julho de 2025, o telescópio chinês FAST tem sido apontado para as coordenadas dos últimos 100 alvos desse estudo.
01:37Os cientistas monitoram cada ponto por cerca de 15 minutos para checar se o sinal se repete.
01:42A repetição descartaria as hipóteses de falha aleatória ou ruído passageiro, por exemplo.
01:47Ainda que as chances de encontrar um sinal emitido por vidas extraterrestres sejam extremamente baixas, o projeto deixa um legado de ciência cidadã sem precedentes.
01:57O set at home não apenas estabeleceu um novo nível de sensibilidade para buscas espaciais, mas provou que a união de computadores domésticos pode superar a capacidade dos maiores supercomputadores do mundo.
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