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A imposição de barreiras ambientais pela União Europeia tem sido apontada como um protecionismo disfarçado que condiciona e dificulta a consolidação de acordos comerciais com o Mercosul. Sob o argumento de combate ao desmatamento, medidas como a moratória da soja e exigências ambientais rigorosas passaram a ser vistas por representantes do agronegócio como instrumentos políticos para restringir produtos sul-americanos. Confira com Mariana Grilli.

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Transcrição
00:00Hora H do Agro
00:12A imposição de barreiras ambientais da União Europeia revela o protecionismo disfarçado que condiciona acordos comerciais com o Mercosul.
00:22É assunto para a apresentadora do Hora H do Agro, Mariana Grilli.
00:26Falar sobre agronegócio requer uma leitura holística dos fatos e o questionamento constante de como decisões fora do país impactam o setor produtivo aqui no Brasil.
00:39Ligando os acontecimentos, vale então fazermos um exercício coletivo de analisar e eu te convido a isso.
00:46Qual a lógica de a União Europeia querer impor a lei anti-desmatamento conhecida como UDR para sete cadeias produtivas incluindo a soja e tradings europeias associadas a ABOV como a Louise Dreyfus ou a Bungie ao mesmo tempo saírem da moratória da soja que é em linhas gerais tem o objetivo de desmatamento zero.
01:11Qual que é a lógica disso? Com o fim dos incentivos fiscais a essas tradings no Mato Grosso e consequentemente essa sinalização de saída da moratória da soja, fica mais do que evidente que o argumento do desmatamento é protecionismo disfarçado de agenda ambiental.
01:30A gente já vem falando isso aqui na Jovem Pan News há algum tempo.
01:35Outras associadas da ABOV também têm operações nos Estados Unidos, como é o caso da ADM e da Cargill, cujo presidente Trump, presidente dos Estados Unidos, já declarou também que não dá a mínima para a agenda ambiental, para a agenda climática.
01:50E as tradings chinesas, que também estão ligadas à ABOV, a gente sabe que não estão tão engajadas na questão ambiental assim e a China não se preocupa tanto, não demonstra tanta preocupação na origem das commodities.
02:04O ponto que eu trago aqui então como exercício para fazermos é irmos atrás das perguntas certas, né, para a gente entender essas respostas possíveis.
02:14Como que o acordo Mercosul-União Europeia, a lei anti-desmatamento da União Europeia e a saída das tradings da moratória da soja influenciam uns aos outros?
02:27A gente tem que entender que talvez haja uma conexão e tentamos conversar com a ABOV ao longo dessa última semana no Hora H do Agro, mas não conseguimos.
02:37A gente quer entender se existe algum reflexo desse comportamento da agenda ambiental na União Europeia e nos Estados Unidos, sobretudo, com a decisão das tradings aqui no Brasil saírem da moratória da soja, a princípio por conta dessa questão do incentivo fiscal no Mato Grosso.
02:54Será que o maior acordo comercial entre blocos, como a gente vê essa sinalização de Mercosul e União Europeia, vai ser assinado com termos ambientais incluídos no texto?
03:07A exemplo, por exemplo, de rastreadibilidade e do fim do desmatamento?
03:12Como que isso influencia as políticas comerciais então aqui no Brasil?
03:17A gente ainda não tem todas essas respostas, mas a gente te convida a olhar os acontecimentos do mundo pela ótica do agronegócio, pela ótica da geopolítica do alimento.
03:28É por isso que eu faço um convite para você acompanhar o Hora H do Agro, que vai ao ar todo sábado às 5 da manhã, também reprises aos domingos e segundas, além das participações aqui no Jornal da Manhã.
03:38Volto com vocês aí no estúdio. Bom dia.
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