Pular para o playerIr para o conteúdo principal
#SaiDeBaixo

Créditos: Canal Viva (Extinto) e Rede Globo de Televisão

Categoria

😹
Diversão
Transcrição
00:00Abertura
00:30Nenhuma cobra à vista
00:49Deve estar enrodilhada no pé da cama
00:53Pode entrar e...
01:00Caco, que tal, que tal aquele rodízio de carne, hein?
01:18Espetal.
01:20Loiras peitudas de entrada, hein?
01:23Ninfetas assim no buffet e pra palitar os dentes, hein?
01:27Aquelas modelos magricelas.
01:29Ah, meu...
01:30Como se come bem naquela boate?
01:33É um espetáculo, é um espetáculo ali.
01:36E vou lhe dizer mais, hein?
01:37A vida inteira eu saía da farra com a mulherada, chegava em casa e não conseguia dormir.
01:41O quê? Consciência pesada?
01:43Não, não, o travesseiro que era uma bosta.
01:45Era um travesseiro de pobre, daqueles de pena de galinha.
01:49Porque a galinha morre, mas a maldição dela é deixar a inhaca entranhada.
01:53Eu dormia parecendo que eu tava com a cabeça num prato de fango a passarinha.
01:59Mas agora mudei.
02:00Comprei um travesseiro espetacular feito das plumas de gansos viados do Alpes.
02:05Comprei um travesseiro espetacular feito das plumas de gansos viados do Alpes.
02:12Comprei um travesseiro espetacular feito das plumas de gansos viados do Alpes.
02:42Comprei um barulho porque eu estou com sono e vou dormir.
02:46Satanás.
02:52Sogras!
02:53É impressionante, né?
02:55Olhando assim parece ingente, não parece?
02:57É igual a minha, parece clone.
03:00É impressionante isso, Carlos.
03:01O clone, cuidado com o clone.
03:05Carlos, tire uma ideia.
03:08Vamos à marca.
03:09Vamos pra marca aqui.
03:12Vamos fazer uma troca.
03:15É.
03:16Hum?
03:17Eu mato a sua sogra, você mata a minha.
03:20Isso.
03:21Mas é o seguinte, a gente não pode enterrar.
03:23Porque algum cachorro vira lata pode encontrar ossada, rói e cai fulminado na hora.
03:29Tô falando sério.
03:30Matar a sogra não devia ser crime, né?
03:33Mas já que é, a gente podia fazer o crime perfeito.
03:38Sac systematically.
03:51Tena.
03:51Teve Háingora Gaiana.
03:55Emissora da organização Shine Câmara, Robert De Niro, é Ronin.
04:00Amanhã, logo depois de Big Brother Brasil, em Tela Quente.
04:09O whisky era escocês, mas o gelo era brasileiro.
04:16Gelo de pobre.
04:30O programa tá acabando, eu vou em cima da porrada.
04:51Tá com dor de cabeça, lourinho?
04:55Coitadinho.
04:56Peraí que eu vou fazer uma rezinha pra você.
05:00Whisky paraguaio.
05:04Saia desse fígado que não te pertence.
05:10Concentração pra mandar essa dor de cabeça embora.
05:15Sai fora daqui, sua bactéria de antrais.
05:19Eu só paro se tu me der um dinheiro pra jogar no bicho.
05:22Porque essa noite eu sonhei contigo, né?
05:24Sonhei, mas eu ia jogar.
05:25Mas pena que não tem barata descascada.
05:27Não tem.
05:28Sabe, eu já pensei num bicho, quer que eu diga?
05:31Jogue no leão, dará leão.
05:35Ou melhor, eu acho que você deveria jogar num bicho que lembra você.
05:39Jogue no ácaro.
05:41Sai fora daqui, porque esses micro-organismos teus de pobre vão piorar a minha ressaca.
05:47É o que tu tem dentro da cueca.
06:05Falando em cueca eu lembrei do bicho, vou jogar na minhoca.
06:08Caco, Caco, eu tô com um negócio novo que é um espetáculo, Caco.
06:34Eu tô empresariando um galo.
06:37O nome do galo do seu vavá chama-se Conan, o bárbaro.
06:54O bichinho é fera, seu Caco.
06:56Diz que o galo que entrar num ringue com ele, já sai fit prontinho pra gente comer com farofa.
07:00Não estou entendendo, você sempre foi um defensor dos animais.
07:04Você nunca conseguiu maltratar um animal, sempre foi incapaz de dar um tapa numa perereca, afogar um ganso.
07:10Não, não, peraí.
07:11Peraí, não pensa você que eu tô maltratando o Conan.
07:14De jeito nenhum, o que é isso?
07:17O galo luta com biqueira na espora, luva, serol na borda da asa.
07:24Só pra você ter uma ideia, ele ganha mais que o Ataíde.
07:29Pois é, pois é, eu até me inscrevi como lutador nesse campeonato aí.
07:33Mas me dei mal, ficou, apanhei do pinto do vizinho.
07:37O diabo do pinto me transformou numa galinha d'Angora.
07:39Tô fraco, tô fraco, tô fraco, tô fraco, tô fraco.
07:43Ataíde, pelo amor de Deus.
07:44Não pode botar o Ataíde nisso.
07:46Ataíde estava no banheiro da rodoviária, o cara chegou e falou...
07:49Pelo amor de Deus, tá pra você me ajudar com o meu pinto, que eu estou muito apertado por urinar.
07:54Ataíde abriu o botão pinto, sacudiu tudo.
07:57No final falou, quer mais, quer que eu lhe ajude a lavar, fazer alguma coisa.
08:00Ele falou, nossa, agora meu esmalte já secou.
08:04Tinha que ser uma bicha no banheiro, né?
08:07Ataíde, faça como eu.
08:09Ao invés de se atracar com o pinto do vizinho, atraque-se com a galinha da vizinha.
08:14Vamos lá, vamos treinar.
08:15Tem que treinar com o Conan, vamos lá.
08:17Vamos fazer aquele golpe gemado, entendeu?
08:20Primeiro, imobiliza com a asa, eu te dou uma chave de sobrecoxa, aí você começa a cacarejar.
08:28Se eu continuar, vou botar um ovo aqui, viu?
08:31Então segura, segura, segura o ovo.
08:33Segura o ovo.
08:34Vamos lá, pegar a porra.
08:36Pagda, tem um gambá fazendo...
08:47Pagda, tem um gambá fazendo cocô na sua cabeça.
08:52O que foi que aconteceu?
08:53Seus neurônios morreram?
08:55Não faz mal, eles não serviam pra nada de qualquer maneira.
08:57Eu estou viúva de marido mesmo.
09:00Mami me contou sobre a noite passada, seu canalhar.
09:04Você deixou de me levar ao parquinho pra cair na gandaia com seu amigo.
09:07Caco, eu tinha encontro marcado com os cavalinhos do carrocél, cara.
09:13Não é bem assim.
09:15Eu fui à missa do galo.
09:17Fui à missa do galo, por isso que tinha tanta galinha.
09:19Era a missa do galo.
09:21E a missa do galo vai madrugada dentro e o vinho rola solto.
09:25Caco, você pra mim morreu.
09:27Eu já marquei o seu enterro lá no cemitério do Morumbi.
09:30Aquele grandão, todo gramado, onde os parentes do morto ficam em volta, agitando bandeira.
09:37Soltando...
09:38Aquilo é o estádio do Morumbi, sua anta.
09:42Isto é tua mãe que fica envenenando você contra mim.
09:46Eu vou te contar, sogra devia ser igual batata.
09:48Já nasci embaixo da terra.
09:51Caco, estou indo ao cemitério da arte, o último adeus.
09:54Pra mim, você já esticou as planelas.
09:57Caco, já que o seu casamento com Magda acabou, eu trouxe a sua conta.
10:09Aqui estão anotadas todas as suas despesas durante todo esse tempo.
10:16Eu quero dinheiro ao vivo, não aceito absolutamente cartão do Vavá.
10:21É mentira, isso aqui é uma fraude.
10:23Está aqui, olha aqui, dúzias e dúzias de sardinha frita.
10:26Todo mundo sabe que eu não como peixe que nada em águas territoriais brasileiras.
10:31Eu só como peixe que nada do Pacífico pra cima.
10:34Peixe de primeiro mundo.
10:35Nossa, porcaria, isso é mentira sua.
10:37Come sim, come manjuba, marmelada, arroz branco.
10:47Come tudo isso, sim, senhor.
10:50Isso é uma fraude, é uma fraude.
10:53Compreendeu?
10:54E digo mais, é uma fraude.
10:57Está querendo arrancar dinheiro meu?
10:59Mas não arranca sim não pra arrancar dinheiro meu, cabeção.
11:01É preciso pelo menos dez homens enfardados da PM.
11:05Muito bem, Vavá, muito bem.
11:21Finalmente você aprendeu a tratar os sandistais.
11:25Bata neles mesmo.
11:27E se quiser a sirene, é só falar comigo que eu ajudo a procurar.
11:31Não foi eu que partiu a taíde, foi o meu galo.
11:36Ele contrariou o Conan, sei lá que ele falou, o galo enxerga ele de picada, quase transforma ele numa grifanga.
11:42Olha o que fizeram comigo, dona Castanho, eu vou mostrar pra senhora, olha.
11:45Eu cheguei lá pra lutar, na hora que eu botei o pé no rio, o diabo do galo veio pra cima de mim.
11:52E eu gritava, gente, segura o galo.
11:54Aí meu piso, cadê meu ovo, meu Deus do céu.
11:56Segura o galo, olha o piso.
11:57Aí o galo me puxou, aí me deu uma rasteira.
12:00Aí eu caí no chão, aí me lembrei daquele ditado, né?
12:03Rico tem piranha, jacaré nada de costas.
12:05Aí eu vim nadando assim, protegendo o galo.
12:07Me protegendo.
12:08Aí eu comecei a gritar, aí eu consegui fugir, dona Castanho.
12:11Daquele galo era maluco.
12:13O que ele tava pensando que é?
12:14Pensou que eu sou o que? Minhoca pra ficar me bicando?
12:16Pior que ele bicou a minha minhoca, viu, viu, dona Castanho?
12:19Bicou e tá ardendo a besta, seu papá.
12:21Como eu não tenho um monstro, pode dar uma soprada aqui pra mim?
12:23Ah, para com isso, para com isso.
12:25Você teve a soca.
12:27Sabe o que aconteceu?
12:28O cão não ficou com a crista na frente dos olhos,
12:31ficou um instante cego e ele aproveitou pra fugir.
12:35Aliás, me empresta o teu laque que eu quero dar uma endurecida na crista do galo.
12:38Não, senhora, eu não vou emprestar o meu laque de maneira alguma.
12:45Mesmo porque eu sei e vou dizer que esse seu plano vai fracassar.
12:52Ah, não é isso. Vambora.
12:54Vambora que nós temos que pegar uns bifes pro côlon,
12:57porque depois que ele tá com o pedaço da orelha,
12:59ele não quer mais saber de comer milho.
13:01Ok, o senhor vai ser cigarro, se estranhar comigo de novo,
13:04eu vou chamar a dona Castanho pra dar um bote nele, viu?
13:06Porque ele pode ser galo, mas a minha tia cobra, não é não?
13:11É uma tragédia, maminha.
13:18Eu me joguei em cima do caixão, gritando,
13:20caco, me leva com você, caco.
13:24Eu vou junto com ele, eu vou, me leva, caco.
13:28Eu me enterro errado.
13:34A viuva me comiu de borrada, querendo enterrar junto com o falecido.
13:40Magda, filhinha, a mami já falou que quando o caco morrer,
13:45a mami vai cremar e vai transformar as cinzas e vender como adubo.
13:52Com licença, desculpa eu interromper essa cena.
13:57Dona Magda, agora que a senhora se envivou,
13:59eu posso emprestar pra senhora o meu boneco inflável raiz, sabe?
14:04Ele anda meio murchinho assim, mas pra encher é bem fácil, sabe?
14:08É só a senhora, a senhora vai achar onde é que é.
14:11Olha aqui.
14:13Mantenha-se distante e pare com esse palavreado perto da minha filha.
14:18Aquele boneco é um horror.
14:21Como é que você sabe, mami?
14:24Não, é que eu, eu...
14:26Isso não é pergunta que se faça pra mamãe.
14:31Ora, eu sei porque eu li nas revistas, nos jornais.
14:35É, me engana que eu gosto, cabeça.
14:39Eu sei qual é a parte do jornal que tu anda lendo.
14:43Querida dona Coisa, será que a senhora podia me fazer um favor?
14:46Eu gostaria dele, pedi-lhe, assim, para me emprestar-me uma pequena quantia em dinheiro, sabe?
14:54Uma pequena coisinha assim, é só pra apostar no galinaço, sabe?
14:57O Conan, ele vai lutar.
14:58E o Ataíde, depois que recuperou os dentes e a consciência, me falou que ele vai vencer.
15:02Ah, você sabe que eu estava mesmo pensando de que maneira eu jogaria esse dinheiro fora.
15:09Pensei assim, num plano, nesses planos tolos do Vavá, ou então emprestaria para os serviçais.
15:17Obrigada.
15:18Passa daqui, passa daqui, sua miniatura de não sei o quê.
15:25Cabeça pão dura mesmo.
15:28Dona Magda, mudando de assunto.
15:30Agora que a senhora se solteirou, Cici, será que a senhora não quer ir no forró comigo de noite?
15:35Ih, lá é muito bom, é bom demais.
15:36Ô, colega, tu precisa de ver.
15:38A gente arruma assim, namorado, noivo e marido numa tacada só, é?
15:42São três, a promoção, faz a farra com os três direto.
15:45É a promoção de final de ano.
15:47Não, não, Sirene, a presença do caco ainda é muito forte em mim.
15:52Só de marca de beliscão tem umas cinco, você quer ver?
15:55Não, não, não quero ver não, só porque eu preciso arrumar esse dinheiro para apostar, preciso mesmo.
15:58Eu já até ofereci aqui na esquina, assim, um serviço de cheiro no cangote, faxina e cinema, mas não quiseram me pagar não.
16:03Só no Vale Transporte, Vale Transporte não dá parrinha, né?
16:06Dá licença, eu vou descolar o dinheiro. Dá licença, minha dona Magda.
16:08Ó, atende aí a porta.
16:11Já vou, já vai.
16:15Minutinho.
16:17Olá.
16:18Não sou cobrador nem da polícia, nós também estou atrás do caco.
16:22Ele está por aí, não?
16:23Ah, meu nome é Ari, e você?
16:26Ari, você, que nome divertido.
16:28Muito prazer, Ari, e você?
16:30Meu nome é Magda.
16:32E eu sou viúva do caco que morreu.
16:36Morreu?
16:37Morreu.
16:38Aposto que foi a sogra.
16:39Não, a sogra está viva.
16:42Disso eu tenho certeza que por coincidência a sogra do caco é também minha mãe.
16:46Ela está viva, foi o caco que morreu.
16:49Não ligue para a Magda.
16:50A Magda desde pequenininha comia cocô direto da fralda ou com a mão em concha.
16:55Por isso é que ela ficou assim?
16:56Eu vejo mortos.
17:01Seu Arim Barroso, dê um recado para o fantasma do caco.
17:05Se ele resolver aparecer, sei, sei.
17:08Na minha vida, vida, vida.
17:12Diz que vai aparecer uma mão na cara dele, dele, dele.
17:18Vamos a um negócio aqui.
17:20Marca, marca, marca, marca.
17:23Olha aqui.
17:25Caco.
17:26Trouxe a foto da minha sogra, ó.
17:29Ela fica na carteira aqui, sabe pra quê, né?
17:31Pra espantar os trombadinhos.
17:32Dá uma...
17:32Olha a sua, cadê, hein?
17:33A primária, olha aqui, a sogra do infeliz.
17:36É bravo.
17:37O negócio é feio aqui.
17:41Eu não quero matar a minha sogra, porque se minha sogra morre, eu não vou ter ninguém
17:44pra sacanear, pra chutar, pra espizinhar, além do que, eu posso ser processado pela
17:48sociedade protetora dos animais.
17:49Ah, mas...
17:50Caco, caquinho, mude-se já pra debaixo da ponte.
17:55Eu picotei todos os teus ternos italianos pra caberem dentro dessa bala, tá bem?
18:01Ok.
18:02Vai, tijolo, vai.
18:05Negócio fechado.
18:06Pode matar.
18:08Satanás vai receber duas sogras pelo preço de uma.
18:12É isso aí.
18:14Seguinte, isto aqui é um dossiê da Cassandra, um dossiê total.
18:23Demorei anos reunindo os dados, olha aqui, olha.
18:26Aqui, olha aqui, aqui é o mapa do cabeção, compreendeu?
18:29Porque o cabeção da minha sogra parece o Afeganistão.
18:32Tem cavernas, tem tudo, tem até terrorista escondido ali dentro, viu?
18:37Olha lá, então, é isso.
18:38Este aqui também é o dossiê da minha sogra, da Laurita.
18:42Olha aqui, tem tudo, tem tudo.
18:43Até um estrupício com a nua, a dentadura dela.
18:47Cuidado com a velha, que ela é uma fera, ela é a camarilha do Titanic.
18:51Fica de olho.
18:51Ela vê que foi lá que elas se conheceram.
18:53Porque eu sei que Cassandra, na madrugada em que o Titanic afundou,
18:57resolveu dar umas braçadas.
18:59Mergulhou nua nas águas geladas do Mar do Norte.
19:03Nossa, ou o cabeção bateu no caço do Titanic, abriu um roubo.
19:06Meu Deus, olha que horror isso, cara.
19:11Eu nunca faria isso com a minha sogra, imagina.
19:15Que isso?
19:16Eu só ia empalhar a velha, botar a lâmpada na boca dela e fazer uma baju.
19:25Ridículos.
19:27Ridículos, canastras horrorosas na marca.
19:29Olha aqui, rico quando ri assim só tem dois motivos.
19:33Ou é pra tirar o caviar que grudou no dente,
19:35ou é porque a plástica arrebentou e tá dando a cara torta.
19:40Rico ri à toa quando o pobre quebra a cara.
19:43E como o pobre vive quebrando a cara e se dando mal,
19:46rico vive mostrando os dentes.
19:49Entendeu?
19:50Sua pochete de periferia.
19:52Eu também estou com a minha risada engatilhada.
19:56Porque eu apostei tudo, tudo, tudo no Conão Galo, tá?
20:00E se ele não ganhar, eu vou cortar fora o bigulinho dele.
20:03Você vai ver, eu vou ficar rico.
20:04Vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem.
20:07Caco, meu gerro morto.
20:10Você já teve que estar embaixo da tumba, coberto de terra,
20:16com muita grama nascendo,
20:19uma vaguinha em cima comendo a graninha,
20:22e fazendo cocô.
20:24E eu olhando isso tudo e pensando,
20:27Caquinho, Caquinho, você não mudou nada.
20:31Como é que é a história?
20:33Ela olhou pra bosta e disse Caquinho, Caquinho.
20:38Amiga.
20:39Amiga.
20:41Amiga.
20:41Amigo, amigo.
20:42Amiga.
20:43Olha, eu quero te dizer uma coisa na frente de Cássio Gabosmentes,
20:47nosso querido colega.
20:48É verdade.
20:49Amiga, você é gentilha.
20:51Não, mas você que é...
20:53Você é gente paca.
20:54Paca.
20:55Vou bater pra tu, pra tu, bater pra tu, pra tu, pra tu, tá.
21:00Cassandra, eu diria mais, você, para mim, é como champanhe.
21:04Deveria estar num lugar escuro, um purão, deitada e com uma roda na boca.
21:13Cassandra.
21:16Debaixo dos seus cabelos.
21:20Ai, Cassandra, você não imagina o que eu sou capaz de fazer se ficarmos a sós, né?
21:29É, na minha terra, esse negócio de ficar a sós só acaba em dois negócios.
21:34Ou é casamento na delegacia ou é alguém na maternidade e perna pro ar.
21:38Escuta aqui, ô, Toquinho.
21:40Pega essa grana aqui, ó.
21:41Vai fazer uma fezinha lá no teu galo.
21:43Mas aproveita o troco, depois para no boteco, toma umas cachaça.
21:48E só assim você vai conseguir ficar alta.
21:51Ô, obrigada.
21:53Olha aqui, eu vou jogar tudo no Conan e vou dizer, se ele ganhar, sabe o que eu vou fazer?
21:56Vou contratar dez galinhas bem peituda pra ele dar uma festa.
21:59Obrigada.
22:02Cassandra.
22:03Enfim, sós.
22:04Eu, você e seu belo pescoço, né?
22:10Eu acho até que ele merecia um colar, assim, pra ressaltar o seu pescocinho, hein?
22:18Um colar de corda com um nó em cima, né?
22:22Ô, Marcos, eu vou até uma sessão espírita pra ver se eles dão jeito nessas minhas saudades do falecido.
22:31O curioso é que a saudade só ataca da cintura pra baixo.
22:38Ari, Ari, Ari, você precisa conhecer a minha filha.
22:43Era uma ótima menina.
22:46Ela é um animalzinho de estimação que você jamais conhecerá igual.
22:55Conversa e converte.
22:59Magda.
23:01Sua mãe virou a minha cabeça.
23:04E eu quero fazer a mesma coisa com a dela.
23:06Eu não quero isso, mano.
23:08Mas acontece...
23:09É que eu preciso conhecer a melhor.
23:12Você precisa me ajudar, mano.
23:13Por exemplo, me diga.
23:15Hã?
23:16O chuveiro dela é elétrico ou há gás?
23:20A Ivã me pegou.
23:21Eu acho que é elétrico.
23:23O Caco uma vez disse que havia eu tomando banho e que tomou um choque terrível.
23:26Tudo bem, Magda.
23:30Tudo bem.
23:30Eu tenho um assunto importante pra tratar com a sua falecida mãe.
23:33Quer dizer, com a sua querida mamãe.
23:36Magda, ela vai ficar tão apaixonada por mim que quando ela cair nos meus braços, o coração dela vai parar de bater.
23:45Ah, que bárbaro!
23:49Não, não disse?
23:50O sucesso subiu a crista lá do Conan.
23:52Agora ele tá exigindo três vezes o salário dele.
23:54Ele que é um galinheiro com piscina e sauna.
23:57E ainda quer que eu me viste de galinha?
23:58É ruim que eu vou me vestir de galinha.
23:59E você tinha que dizer não na frente dele?
24:01Eu vou, levei tanta picada do Conan diante de toda a vizinhança.
24:06Põe, olha, um sacrifício pra pegar o galo e esconder ele no quarto da sirene.
24:11Vamos voltar, tá.
24:12Eu vou tentar entrar em contato com o falecido mais uma vez.
24:16Eu vou pegar a sessão da tarde, espírita, porque lá tem meia entrada pro além.
24:20Não vou levar desaforo desse galo pra casa não, viu?
24:23A gente tem que fazer alguma coisa, seu papá.
24:25Seu papá, eu tenho um plano, seu papá.
24:27Vamos fazer o seguinte.
24:28O senhor vai na frente fazendo cara de mal e eu vou lá ao atalho do senhor, assim, chorando, que a pele não me batia.
24:32Vou fazer isso.
24:33Tá aí, deixa de ser covarde.
24:35Sabe o que eu vou fazer?
24:36Pro galo pensar que você é parente.
24:39Eu vou fazer o seguinte.
24:40Eu vou pegar o esparador e vou enfiar esse esparador.
24:43O cocoruto.
24:44Eu estou dizendo cocoruto.
24:46Vem cá, que estou no lugar.
24:46Tem marido de ficar tudo em cima de mim aqui.
24:47Não, fica calmo.
24:49Que é...
24:50Calma, que é o Sandra.
24:52Não é isso que você está pensando.
24:54O que eu estou pensando?
24:55Não, não.
24:55Isso aí foi...
24:56Não, isso foi uma massagem que eu aprendi na Índia, não é?
24:59A gente vai apertando, apertando o pescoço da pessoa até ele encontrar o Nirvana.
25:03Foi isso.
25:04Ah, uma mulher assediada como eu sabe muito bem o que é uma mão boba.
25:11E sabe também que uma mão boba, quando pega o pescoço, pra onde vai?
25:18Ah.
25:18Vai pro peitinho.
25:23Inocente.
25:24O quê?
25:26Indefeso.
25:27Peitinho indefeso seu.
25:29A bisavó de Daniela e Vinicius.
25:34A mulher que inventou o orgasmo flanelinha.
25:39Mais pra direita, mais pra esquerda.
25:41Agora, agora, aí.
25:41Deixa solto.
25:42Aí, aí, aí, aí.
25:46Ai, ai, ai, ai.
25:48O que que aconteceu, Carco Antibes?
25:52Você agarrou a lutadora de cara a pé?
25:57Ainda bem que ela não te bateu, não é?
26:01Porque se você agarrasse, fique sabendo que ela é travesti.
26:07O que é isso?
26:08Não entendo o que ela fala.
26:10Não.
26:10É o seguinte.
26:12Aquela tua sogra é uma orangutanga.
26:15Eu nunca vi os teu estado de choque.
26:16A mulher dura na queda.
26:18Olha aí, quase que ela me aleja.
26:19E eu, e eu?
26:20E eu que fui vítima da guerra bacteriológica da sua Cassandra aí, entendeu?
26:24Foram assim, uns jatos de laqueia.
26:26Uma chuva de pedigoto de cobras, ora.
26:29Quem te chama a polícia?
26:30Chama a polícia.
26:30Seu bavó acabou de receber um telefonema anônimo, ameaçando o Conan.
26:34O telefonema disse que se o Conan não entregasse a luta,
26:36se ele não perdesse a luta, a próxima aparição dele ia ser num pratinho de canja, coitado.
26:40Estou achando que eu vou botar esse Conan pra brigar com as duas gelaradas?
26:43Não, não, vai deixar o Conan brigar com mais ninguém.
26:45Não vou deixar o Conan brigar com mais ninguém.
26:47Eu vou chamar a polícia antes que ele acabe lá com a farofa e com a cachaça daquele
26:51despacho lá embaixo.
26:52Gente, eu recebi uma carta do papi na Tessão Espírita, olha só.
26:59Masda, sua mãe correrisco de vida.
27:05Você tem que protegê-la.
27:10Não deixe ela morrer.
27:14Eu não quero essa jararada, jararada.
27:18Ih, vamos sentar, vamos sentar.
27:22Jararada, aqui no céu, me enchendo o saco.
27:28Essa carta é falsa.
27:31Todo mundo sabe que sua mãe quando morrer não vai pro céu.
27:33O satanás já arrumou até o quarto dela.
27:35Cago, essa carta aqui é verdadeira.
27:38Foi papi que piscou.
27:42Piscou.
27:43Piscicografou.
27:43Piscicografou.
27:45Não, não, não.
27:46Mas não repete, senão eu vou dar câmera na língua, por favor.
27:49Eu vou avisar a mami imediatamente.
27:51Mami, vem ver a carta que o papi piscou.
27:54Piscou.
27:54Mami.
27:55Piscou.
27:56Cago.
27:57Hã?
27:57Precisamos agir rápido.
27:59Vamos pra mar.
28:00Ah, não aguento mais dessa mar.
28:02Tenho.
28:03É o seguinte.
28:04Hã?
28:05Vamos agir juntos, não é?
28:07É.
28:07Vamos decidir qual sogra a gente mata primeiro.
28:10Mais isso no cara e coroa, tá bom?
28:12Se der coroa, a gente já mata a Cassandra primeiro, porque era mais jurássica.
28:16Hã?
28:16Vamos lá.
28:17Vamos lá.
28:19Ah, ganhei.
28:22Vamos matar a Cassandra primeiro.
28:24Agora tem que ser antes das quatro, pra quando o lixeiro passar levar um empurro.
28:27Já sei.
28:32Vamos eliminar a Cassandra durante o banho.
28:35Não pode é ver, porque quem olha a Cassandra nua vira estátua de pedra na hora.
28:39Mas a gente entra lá no banheiro quando ela estiver lavando as partes com facão e...
28:44Igual aquele psicose.
28:47Vamos fazer que nem filme de horror, não é?
28:51Com a Serra Elétrica, fatiamos e mandamos pra viagem.
28:54É, podíamos fazer igual aquele canibal, o Hannibal.
28:57Comíamos a velha fatiada com farofa de alho.
29:03Se bem que não, aquela carne tá vencida desde a Copa de 58.
29:08Melhor a gente tentar pensar numa outra estratégia lá dentro.
29:10Vamos embora, vamos.
29:11Ah, mas que bicho manervoso.
29:25Fui falar pra ele que tinha que perder a luta, ele me encheu de picada.
29:28Isso aí não é galo.
29:30Isso aí é um pitbull de pena.
29:31Olha aqui, seu Vavá.
29:32Se o Conan não cair no quinto round, ele vai acabar aparecendo na televisão.
29:36Mas sabe qual é a televisão que ele vai aparecer?
29:37Naquela televisão de padaria de cachorro.
29:39Fazendo papel de frango assado ali, rodando, rodando, rodando.
29:41Seu Vavá, seu Vavá, estou tratando o Conan como um rei.
29:45É, eu lavei as peninhas dele com shampoo de jojoba.
29:48Fiz uma minhoca gratinada pra ele.
29:50Só não dou beijo na boca, o senhor não faz.
29:52Isso aí, ele tá mimando aquele galo, é?
29:53Tu tá ciscando o terreiro dele, é?
29:55É, palhaço, o único animal que eu encaro é meu noivo, o Marlon Brandes.
29:58É, Marlon Brandes.
29:59É.
30:00Só fala, nunca vi esse homem aí.
30:01Tu vai ver, Jorge, ele se arrastando pelos meus pés, lindo, maravilhoso.
30:05Tu vai ver, vai morrer de inveja.
30:07E tem outra coisa, eu mimo ele mesmo.
30:09Eu mimo o galo, sabe por quê?
30:10Eu apostei tudinho nele, até os dedos de ouro da minha finada manhinha.
30:14Vamos lá, vamos lá que tem que pegar o galo.
30:16E tem que levar ele que vai começar a luta.
30:18E tem que pegar o taco.
30:19Vamos lá.
30:20Ele não anda mais de olho.
30:21Tá, vou chamar o taco.
30:22Eu vou ficar rica hoje.
30:23Pegar o taco.
30:24Uma gota deste laque aqui, cheio de ácido, caiu uma gota no chão e eu vi a vizinha fazendo xixi lá embaixo.
30:32Espetáculo.
30:32Se a caçana sobreviver, alugamos ela para as forças armadas como blindado.
30:38O cascacu, né?
30:39Uma variação poderosa do urutu.
30:41Isso, mas ela não vai sobreviver.
30:43Não.
30:43Quando ela der uma espreada no cabeção, ela vai derreter, vai pelo ralo, vai parar no tietê.
30:48Fala.
30:50É bem, é bem, é bem.
30:51É bem.
30:52É bem.
30:56Presentinho para você, amiga.
30:57Ah, feliz.
30:59Olha que super laque borboleta.
31:03Você dá uma espreada no cabeção, ele murcha a mar que maracujá de gaveta.
31:06Deve ser de algum admirador secreto.
31:12Olha aí, é a prova de segurança máxima.
31:19Prova contra fogo, bala e mal-olhado.
31:23Diz que esse laque é tão poderoso, Cassandra, que já está sendo vendido como remédio para impotência.
31:29Manda ver!
31:30Manda ver!
31:31Não!
31:32Mami!
31:32Mami, cuidado!
31:33Esse laque pode contaminar todo o seu cabeção, mami!
31:36Mami, não!
31:37Mami!
31:37Mami!
31:38Mami!
31:38Caramba!
31:44Quem ia gostar desse laque era o presidente dos Estados Unidos lá, o Jorge, começa com B.
31:50Jorge, bem!
31:50Eu fui salva de um atentado, laque nunca mais.
32:02Eu vou procurar alguma outra coisa, Marlene.
32:05Vamos farta para uma solução definitiva.
32:07Vamos passar um sintético no cabeção.
32:10A tua sorte é que você tem Magda ao seu lado.
32:13Uma mulher que atualmente não abre os e-mails porque tem medo do antrax.
32:17Ela caiu na sua vida e já caiu de quatro.
32:22Tem um antrax português que você pega se você lambe a tela.
32:38Mami!
32:39Bom, eu vamos lá dentro, eu acho que eu consigo.
32:42Vamos x-xicografar uma mensagem do além para descobrir quem foi que mandou essa bomba.
32:47Agora, se não descobriram, você vai ter que usar um sombreiro à prova de bala.
32:51A gente bola um design, vem!
32:53Vem, mano!
32:56Caco, não é possível.
32:58Você deve ter superfaturado a santa ceia.
33:02Não é possível.
33:03Você errou nas duas, quer dizer, na sua sogra e na sua mulher.
33:06Mas como eu sou seu amigo, eu vou fazer o seguinte.
33:09Eu vou acabar com as duas.
33:11Assim a sua sogra chega no inferno montada numa mula.
33:17Faz graça com a minha mulher para tu ver.
33:19Por quê?
33:19Aquilo ali é minha mulinha de estimação.
33:21Fiquei três anos para ensinar ela a andar sem pustinheira.
33:23Vê lá, rapaz!
33:26Você me tirou da marca?
33:28É!
33:31Olha aqui!
33:32Só por esse empurrão...
33:36Malhação, briga no colégio, múltipla escolha.
33:42Só por esse empurrão...
33:45Eu devia acabar com você.
33:47Mas eu não vou me vingar.
33:50Porque você já tem o castigo que merece.
33:53É.
33:53Sabe qual é?
33:54Qual é?
33:56É morar nessa casa com essas duas lucas.
33:59Ah!
33:59É.
33:59Vamos lá dentro, Bermagra.
34:04Nunca vi um negócio desse.
34:06Que coisa violenta, viu?
34:07Foi um cruzado de direita, um cruzado de esquerda.
34:10Nossa, mas pulou tanto sangue, esguichou tanto sangue...
34:12Eu achei que o Cônia ia virar um galo a molho pardo, viu?
34:14Tadinho, mas ele apanhou tanto, mas tanto...
34:17Você viu como ele ficou deprimido?
34:19Tadinho.
34:19Tomou cinco cachaça e acabou dormindo abraçado com uma galinha de despacho.
34:24Cadê aquele frouxo?
34:26Ei!
34:27Cadê ele?
34:28Cadê?
34:29Eu perdi todo o meu dinheiro naquele galo.
34:31Eu vou depenar.
34:32Eu vou fazer três peteques e quinze espanhados.
34:34Cadê ele, seu babá?
34:36Ah, não sei.
34:38Oh, cadê?
34:40Cadê?
34:40Não tá comigo, não.
34:42Cadê?
34:42Não tá comigo, não.
34:43Onde é que eu tava na minha cabeça?
34:45Onde é que eu tava com essa cabeça que eu fui apostar todo o meu dinheiro até os dedos da minha mãe?
34:49A culpa é sua, a culpa é sua por ter se contratando ele como se ele fosse um gato de madame.
34:56Aí chegou na hora, ele pegou e soltou a franga.
34:59Ah, o que eu vou fazer?
35:00Seu babá, não tô bem na cabeça, não.
35:02Eu perdi tudo que eu tinha.
35:03Calma, calma.
35:03E vocês vão me derrubar.
35:04Eu devia ter colocado tudo no fundão.
35:06No fundão do meu sutião.
35:08Entendeu?
35:08Que aqui é mais seguro do que naquele galo.
35:10Não faz essa cara de sírio, o gato.
35:12Faz isso, babá.
35:13Faz que assim, ele vai fazer a gente dirigir de empadão.
35:17Palhaço.
35:17Sacunga.
35:19Eu vou pegar aquele galo, mas vai virar cofrinho.
35:22Eu vou enfiar cada moeda naquele buraco dele que ele vai ver o negócio.
35:25Não adianta, Caco.
35:27Eu sei que pra mim, você morreu.
35:29Eu vou até marcar a missa de sétimo dia.
35:31Agora, putz, o difícil vai se aguentar sete dias dentro da igreja.
35:39Magda, eu sou o fantasma de Caco.
35:44Vim puxar teu pé, teu sutiã e tua calcinha.
35:48Não acredito.
35:50Que fantasma que é?
35:51Cadê aquela camisinha gigante que vocês usam assim em volta?
35:54Vem.
35:55Aquilo é lençol, sua anta.
35:58O meu tá lavando.
36:00Vem cá, que eu quero fazer um canguru espírita.
36:02Não, não, eu não posso trair você com o meu próprio marido.
36:06Eu não posso ser amante do meu marido.
36:09Ei, vamos ficar peladão.
36:10Ei, Magda.
36:11Não tenho medo de assombração pelada.
36:15Assombração é você, sua mula sem cabeça.
36:17Para aqui.
36:18Para a confensa.
36:19Para a confensa.
36:19Todo mundo aqui sabe que eu sou uma mula com cabeça.
36:25Caco!
36:26Caco!
36:27Valeu, Caco!
36:29Você despachou a minha sogra pro inferno.
36:32A dona Laurita morreu, Caco.
36:35Ela vestiu um taille de madeira.
36:37Não, peraí, peraí, peraí.
36:39Não matei ninguém, não.
36:40Hoje eu só tive aborrecimento e não me diverti nem um minuto.
36:43O que é isso?
36:43Deixa de modéstia, imagina.
36:45Você matou a minha sogra, eu vou matar a sua.
36:48Aquele cabeção vai virar antena coletiva no inferno.
36:59Caco!
37:00Já sei o que eu vou fazer.
37:02Eu vou me esconder no armário da Cassandra.
37:04Quando ela for trocar de roupa, eu já entrego o pijaminha de madeira.
37:08Não, não, não.
37:08Eu não quero matar a minha sogra quando muito.
37:10Eu quero dar a sua rodízio.
37:12Hoje tu mete a porrada nela.
37:14Amanhã eu descanso, mas contrato alguém pra bater.
37:16Não, não, não.
37:17Eu sou um homem de palavra.
37:18Eu vou acabar com ela.
37:20E ainda vou tirar uma foto com a Cassandra assim, segurando ela pelos cabelos.
37:24E vou escrever embaixo, ah?
37:26Sogra Baiacu de 60 quilos.
37:28Não, não.
37:29Não dá pra segurar pelos cabelos.
37:30A mão não enfia ali.
37:31Ali é uma coisa laqueada.
37:32Mas pelo amor de Deus, eu nunca imaginei que eu fosse querer salvar a vida da minha sogra.
37:36Não, não, não vá, não.
37:37Não, não vá, não.
37:38Não, não vá, não.
37:38Não, não vá.
37:38Não, não vá, não.
37:39Não, não vá, não.
37:39Não, não vá, não.
37:39Não, não vá.
37:40Não, não vá.
37:40Não, não vá.
37:41Eu agora, meu Deus do céu, o que que eu vou fazer até aí de o Conor sumiu?
37:46Eu acho que ele ficou tão arrasado com a derrota que ele deve ter ido em alguma
37:50boate gay aí e soltar a franguinha dele também.
37:51O que é isso, seu Vavá?
37:52Não fala assim do Conor, não.
37:53O Conor era espada, viu?
37:55Se bem que a assaltoia deve ter virado espetinho por aí, né?
37:58Coitado.
37:59Seu Vavá?
37:59É.
38:02Eu encontrei ele mortinho.
38:04Que ruim.
38:06E eu acho que foi suicídio.
38:08Porque eu encontrei esse bilhete debaixo da asa.
38:11Doem meus órgãos bem cozidos pro estômago de alguém.
38:15Não.
38:15Coitado do Conor, gente.
38:21Ele era um galo família com três pintos pra criança.
38:24Aqui é ter três pintos, seu Vavá.
38:28Mas ele era um galo muito irresponsável.
38:30Ele foi casado com uma galinha de Angora e todo mês ele pagava lá a pensão na prática.
38:34Mandava pra lá.
38:35Ô, Conor.
38:36Eu fico com pena da dona Bárbara, a mãe dele.
38:40Ele gostava tanto dela.
38:42Tanto.
38:43Meu Deus do céu, isso é um crime.
38:46Imagina.
38:47Todo mundo chamava a mãe dele de galinha.
38:49Ele nunca ligou.
38:52Que ridículo.
38:55Canasta.
38:56Não sai uma lágrima.
38:59Que jeito de ridículo.
39:01Chorando todo um galo cagão desse.
39:04Tu devia estar aí chorando pelo teu pinto, que já morreu faz tempo.
39:09Olha que se ele morreu pra você, tá?
39:11Porque pra mim ele tá aqui vivo.
39:13Pulsano e muito feliz aqui dentro, tá?
39:15Menos, menos.
39:16O jeito agora é a gente comer o Conan com uma carrodada, que é pra digerir o amigo de uma maneira melhor.
39:24Vamos ao emprego, seu Vavá.
39:25Que ridículo.
39:27Que ridículo.
39:27Nossa, isso é melhor.
39:29Tão péssimos nessa cena.
39:32Tá over demais.
39:35Tá sem limite nenhum, tá péssimo.
39:37Vamos, gás ao calquinho.
39:40Apostei contra o Conan e fraturei.
39:44O ramo é muito mais forte e parece que o popó é o espargno dele.
39:51Eu nunca liguei pra essa história de galo.
39:53Pra mim, meu animal favorito continua sendo bicho a cavalo.
39:57Quer dizer que minha sogra ficou rica?
40:01Sabe, Cassandra, toda vez que eu olho pra você eu fico doidão.
40:05Te juro que se tu não fosse minha sogra eu te dava uma raquetada.
40:11Uma raquetada, é?
40:12Sabe pra que que cê dá uma raquetada?
40:14Pra achar o lugar exato onde enfiar uma faca.
40:18Eu jamais enfiaria uma faca em você porque eu te amo, minha sogrinha.
40:22Estou inclusive pensando em lançar a campanha
40:24Protejam os Animais, Salvem as Sogras.
40:27Mami, o Caco está morto.
40:29Ele não pode proteger ninguém.
40:30O máximo que ele pode fazer é vir puxar teu pé à noite.
40:32Se não fosse manicure, fazia com as unhas, né?
40:34Magda, aquela boca só anda e eu estou vivo.
40:38Ah, chega.
40:39Pra mim você já bateu as bostas.
40:44Agora eu vou provar as minhas roupas.
40:47Magda, eu não vou deixar você provar
40:49porque da última vez você pegou um vestido,
40:52botou o sal e comiou.
40:55Não vá pro quarto agora, entendeu?
40:57Não vá, sabe?
40:58Eu acho o seguinte, eu vou lhe dizer,
40:59há muitos anos o público te ama,
41:01o público tem sido muito carinhoso com você.
41:04desde Antônio Maria,
41:06desde a falecida Tupi,
41:07que você está no coração do público
41:09e o público gostaria de me ver tocando de roupa aqui nua.
41:13Gostaria de ver a verdade?
41:14tira, tira, tira, tira, tira, tira, tira, tira, tira.
41:25Tira, tira.
41:26Peraí, peraí, que aí tem coisa.
41:31Você está querendo me filmar com esse corpinho sedutor, lindinho, pra usar no site erótico.
41:45Um momento.
41:46Você querendo eu mesma vou até seu quarto, trago os vestidos que você quiser, a roupa que você...
41:49O que você quer de lá? Um abajur, um colchão?
41:51Não, não, não, não abra, não abra, não abra, não abra, não abra, você está proibido.
41:55Magda, volta aqui.
41:56Magda!
41:56Magda!
41:57Magda!
41:57Se é pra não abrir o armário, é porque lá dentro tem um sequestrado e aquilo lá foi transformado em cativeiro.
42:11Ah, meu Deus. Pronto, ele matou Magda.
42:15Não posso mais tomar café da manhã na cama porque ela ficava de quatro fingindo que era mesinha.
42:21O seu armário tá vivo, mami.
42:23O seu armário tá vivo e armado. Olha, se ele se junta ali com os dois criados mundos, eles vão atacar os móveis do Afeganistão.
42:37É retiro. Tá cheio de laqueba, aquele armário.
42:45Ah, ele se transformou no chifãozinho.
42:47Eu não tô enxergando ninguém.
42:50Não tô enxergando ninguém.
42:52Ah, o quê? Duas sogras.
42:55Não vou atirar.
42:57Mata o Capos que ele tá cheio de cartão de crédito pelo corpo.
43:02E se a bala bater num cartão, ela cai pra fora.
43:06Eu sou contra derravamento de sangue, principalmente nos meus termos italianos.
43:09Eu tô recebendo uma mensagem psicografada.
43:19Ari, tu é um safado, cavajeja, que quem fala é tua sogra.
43:31Laurita, desencarnei, guri.
43:34Desencarnei de desgosto por causa de tanta sacanagem que tu fez com minha filha.
43:39Tu tá me saindo uma bela de uma atriz, hein, Magda?
43:43Tu tá parecendo uma imitação da Salomé do Chico Anísio.
43:47Cara, você viu isso?
43:49A velha queria que ele fizesse sacanagem com ela.
43:52Era safado, queria a mami, né?
43:53Meu Deus, eu tô ferrado.
43:56Eu nunca mais vou trair a minha mulher, não.
43:59Se a Laurita só me bichava daqui de baixo, imagina lá em cima.
44:03Com aquela visão panorâmica.
44:06Caco, até nunca mais.
44:08Vai, vai, fazer a novela.
44:16Peraí, por que que esse sujeitinho tava querendo me matar?
44:20Eu tô achando, Caco Antibes, que tinha um dedo amarelinho, sem vergonha, metido nisso.
44:29Ora, Cassandra, você devia me agradecer porque eu te salvei deste sírio alquimero de sogra.
44:35Bem, certo, tá certo.
44:38Eu até sou capaz de recompensá-lo.
44:42Vou sair de cena sem xingar você, hein, amigo.
44:50Magda, peraí que eu tô recebendo também uma entidade.
45:05Louro véio chegou, Mise Fia.
45:15Louro véio vai mandar mensagem pra Mise Fia.
45:17Louro véio, quer dizer que seu marido, Caco, é homem bom.
45:32Seu marido, Caco, é homem discente.
45:35É homem que não engana você,
45:37menos porque você sempre diz como que ele tá te enganando.
45:42Seu marido, Caco, quer dizer
45:43que Sunset é mulher muito feliz
45:46porque ele te ama de tanto coração.
45:50E não há dúvidas quanto a isso.
45:52Hã? Hã?
45:58Que coisa linda, Caco.
46:02Caco, que lindo.
46:05Eu só tenho uma dúvida.
46:06Que dúvida, meu amor.
46:10Eu não sei se coração se tiver com um X ou com dois X.
46:15Não, não, é pra cá, eu.
46:18Eu aqui.
46:20Peraí, peraí.
46:21Já tem um metro e meio, tá mais difícil.
46:22Aí.
46:24Preparados, vambora.
46:26Pobre Conan.
46:27Lutou tanto pra acabar a panela.
46:32Eu só não faço um minuto de silêncio em homenagem a ele
46:36porque senão vocês iam aproveitar pra pegar a coxa primeiro.
46:40Eu vou declinar do convite, mas não comerei esse galo véio.
46:44Porque eu soube que ele bicou a minhoca do Ataíde
46:47e eu vou acabar comendo o pinto do pequeno por tabela.
46:51Bom, eu não vou comer porque deve estar duro.
46:59Não, está duro.
47:03Até a sopa que a sirene faz, a gente tem que cortar com garfo e faca.
47:09É, cabeça ridícula mesmo.
47:13Esse daí eu caprichei, tá?
47:15Deu uma boa de uma cusparada no molho
47:17e também deixei no molho assim no amacinhante meia hora antes de cozinhar.
47:21Bom, eu rezo a Deus pra que a alma do nosso querido galinho aqui vá para o céu
47:25e que a carne dele venha para o nosso bucho.
47:27Não!
47:29Que isso?
47:30Que isso?
47:30Que isso?
47:31Ela vai gorfar.
47:32Segura que ela gorfa.
47:33O resto é top psicografando.
47:40Que isso?
47:41O que que ela disse?
47:43O galo tem saudade da galinha marajosa.
47:51O galo tem saudade da galinha.
48:07Querida Dona Coisa, será que a senhora pusia, pusia, ahem.
48:34Eu vou chamar a polícia antes que ele acabe com a farofa e com a cachaça daquele despacho lá embaixo.
48:39Deixa comigo que eu vou resolver. Ih, não é por aqui, é por ali.
48:44Não, mas, Sirene, a presença do Caco ainda é muito forte em mim.
48:58Caco, não é possível. Você deve ter super fratura.
49:04Para a conferência, todo mundo aqui sabe que eu sou uma mula com cabeça.
49:08Vou lá dentro, Bermag.
49:31Caco, não é possível.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado