00:00Olha só minha gente, parentes e amigos foram se despedir do cabo Marilson, que foi enterrado com honras da polícia militar.
00:09O policial acabou morrendo oito dias depois de receber um golpe na cabeça durante uma briga num posto de combustíveis lá em Vila Velha.
00:18Veja a reportagem completa.
00:19Na porta do salão da igreja Santa Clara de Assis, em Vila Betânia e Viana, a sogra e a noiva do cabo Marilson Marianelli recebiam os cumprimentos.
00:31Vítima de uma violência extrema, o cabo não resistiu ao trauma provocado por esta pancada e morreu.
00:38Para a família e amigos foram oito dias angustiantes no hospital, onde cada boletim médico, a esperança de que ele reagisse, se renovava.
00:48Foram feitos vários clamores de oração em várias igrejas, uma rede de solidariedade mesmo.
00:55Vocês podem ver que vocês estão aqui, como ele é bem quisto, aqui na comunidade dele.
01:00E a família está totalmente consternada.
01:03A capitã Ana Paula era chefe de Marilson.
01:05Ela o recrutou para trabalhar em um cargo junto ao comando geral, e onde ele já estava há quatro anos.
01:13Eu fiz uma entrevista com ele e ele foi trabalhar comigo.
01:16Um menino muito esforçado, aquilo que ele não sabia, ele procurava saber.
01:21Se a gente tinha alguma dúvida em alguma legislação, alguma coisa, ele estudava a fundo.
01:25O agressor já foi preso.
01:26Kennedy Traumaturgo, 51 anos, se entregou dois dias após ter cometido o crime.
01:31A rendição foi negociada por delegados que apuravam o caso.
01:35Ficou detido porque já havia um mandado de prisão contra ele.
01:38O inquérito estava para ser concluído como tentativa de homicídio.
01:42Kennedy Traumaturgo deve responder agora por homicídio qualificado por motivo torpe, sem condições de defesa da vítima.
01:50Lógico que houve um alívio ao saber que o causador disso tudo encontra-se preso pela justiça.
01:59Mas nada vai trazer o Marilson de volta.
02:03O crime aconteceu no dia 26 de dezembro.
02:05Ao voltar da praia para casa, o cabo Marilson teria parado neste poço de combustível para urinar.
02:11E ao fazer isso, ao invés do banheiro, teria urinado numa parede.
02:15O que deu início a uma discussão com outras pessoas que estavam no local.
02:19Kennedy, que de acordo com os delegados, nada tinha a ver com o problema, tomou as dores e reclamações para si.
02:26Como mostram as imagens, eles discutiram.
02:29E não satisfeito, Kennedy pegou um cabo de PVC cheio de concreto e desferiu dois golpes contra o policial militar.
02:37Reparem que em nenhum momento o Marilson sai de perto do veículo ou se defende.
02:44Inaceitável. Ninguém concorda.
02:46Ninguém concorda com a tamanha violência que ele foi acometido, que ele foi vítima.
02:52E é muito triste. É um bairro que aqui todo mundo se conhece.
02:56A família dele todo mundo conhece.
03:04Com essa salva de tiro se encerra o período da vida de um policial militar, de um ser humano.
03:12E de uma adimação impensada e brutal, que infelizmente tem acontecido muito ultimamente.
03:19Tudo que nós vimos até agora, que foi apurado pela polícia civil, a gente vê claramente que foi um ato covarde,
03:25um ato insano, de um sujeito descontrolado, que ceifou a vida do nosso companheiro de fada, nosso policial militar.
03:34Um exemplo de policial militar.
03:36O que nós temos que dizer à sociedade é que esse tipo de conduta tem que ser extirpada da nossa sociedade.
03:43Cada vez mais a gente vê ações iguais a essas se repetindo.
03:46Se um militar treinado, que tem capacidade de se defender, é agredido daquela forma, infelizmente vem perder a vida.
03:52Imagina um cidadão de bem, um pai, uma mãe de família, um esposo, uma criança passando na rua.
03:57Mas para essas autoridades, o adeus a Marilson e a prisão do autor da agressão não encerra o caso.
04:04Nós esperamos, como chefe da instituição, que o Ministério Público e o Poder Judiciário façam justiça com a pena máxima.
04:09Agora é continuar acompanhando, como eu falei, cobrar das autoridades uma punição severa para que ele permaneça na cadeia,
04:15pague por esse crime e que sirva de exemplo para que crimes brutais como esse não voltem a acontecer no Estado de Produção.
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