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Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (31), a equipe médica atualizou o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A previsão de alta é para esta quinta-feira (1º). Os médicos suspeitam que uma esofagite seja a causadora dos soluços apresentados pelo paciente.
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NotíciasTranscrição
00:00Tem chamado urgente, ao vivo, 2 horas e 58 minutos.
00:03Nesse momento, a equipe médica atualiza o estado de saúde do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
00:09Vamos acompanhar, ao vivo.
00:11Para otimizar a questão dos soluços.
00:14Então, foram realizados nesse período os bloqueios do nervo,
00:21que serviram basicamente como uma prova terapêutica.
00:24Talvez o resultado não tenha sido aquilo que nós esperávamos,
00:27no sentido de que nós não conseguimos interromper totalmente as crises de soluços.
00:31Mas isso nos trouxe elementos que vão permitir, daqui para frente,
00:36um manejo talvez mais adequado dessas crises e uma melhor compreensão dessas crises.
00:42Hoje, para ex-entro, não teve crise?
00:44Hoje, não.
00:45Também nesse período de internação, foram feitos outros exames.
00:51Foram feitos outros exames e avaliações que estavam pendentes
00:56para avaliar as outras questões de saúde.
01:01Então, foi feita a polisonografia para avaliar a questão da apneia de sono.
01:06Foi feita a avaliação nutricional.
01:09E por aí vai.
01:10Ok?
01:11Então, enfim, a gente espera concluir esse período de internação
01:16de forma bastante positiva, trazendo novos elementos para o tratamento e acompanhamento dele daqui para frente.
01:27E vamos seguir acompanhando.
01:30Eu vou...
01:30Eu vou passar agora para o doutor Brasil para complementar as informações.
01:38E depois vocês fazem as perguntas.
01:41Boa tarde.
01:42Meu nome é Brasil Caiado.
01:45Sou da equipe clínica, junto com o doutor Cláudio, de acompanhamento do presidente.
01:51Sim, houve um controle.
01:54Nós temos ajustado a medicação desde o sábado, no dia do primeiro pico.
02:00Ontem, após o procedimento do bloqueio do nervo, houve outro pico hipertensivo.
02:07Usamos novamente medicações endovenosas dentro do centro cirúrgico.
02:13Mas no decorrer da noite, ele estabilizou, mostrou uma melhora do soluço,
02:20mostrando que a forma e a modificação da medicação começou a surtir o efeito.
02:26Mas nós precisamos de um pouco mais de tempo.
02:30A evolução nesses casos, geralmente, é mais lenta.
02:33Mas nas primeiras 24 horas, já obtivemos esta resposta positiva.
02:39Então, nos deixou um pouco mais confiantes.
02:42Então, hoje ele não teve pico de pressão?
02:44Hoje não. Nós chegamos cedo, por causa do procedimento da endoscopia.
02:49E ele já estava bem estável, pressão controlada, a respiração melhor,
02:55sem a arritmia que ele fez um pouquinho ontem.
02:58Ou seja, de forma resumida, ele se encontra mais estável hoje.
03:02E sobre a endoscopia, como é que foi o resultado do exame?
03:05A endoscopia mostrou o quadro que ele já tinha, que é uma gastrite e uma esofagite erosiva.
03:13Provavelmente, nós suspeitamos que essa esofagite é muito causadora dos soluços.
03:23Então, ele já tem previsão de alta, já que está no quadro mais estável?
03:27Nessa nossa avaliação de hoje, praticamente finalizando a proposta inicial,
03:32que como o doutor Claudio Birolino já falou,
03:34que a proposta inicial nossa era a cirurgia e também o bloqueio do nervo.
03:41Nós estamos concluindo tudo o que a gente propôs.
03:44Fizemos vários ajustes.
03:46Fizemos alguns exames para poder atualizar o estado geral.
03:50Como eu disse sempre, como eu falo sempre,
03:53a gente olha muito o paciente como um todo.
03:56E o objetivo praticamente será concluído,
03:59a nossa proposta será concluída amanhã.
04:01A nossa previsão de alta é para amanhã.
04:14Eu e o doutor Claudio passaremos em visita pela manhã.
04:17Aí, a partir disso, eu entendo a sua pergunta praticamente do horário.
04:23Nós, médicos, não sabemos.
04:26A hora, o horário, a remoção fica a cargo da superintendência.
04:31O senhor falou que vai ter que acompanhar.
04:34Aí, por isso, eu acho que talvez a dúvida de alta vai ser amanhã.
04:37Como é que vai ser esse acompanhamento a partir de agora?
04:39Vocês falaram que vai ter que ter essa observação por conta desses exames agora.
04:43É porque praticamente toda internação,
04:46seja ela cirúrgica ou clínica,
04:48nós temos o tempo de hospital
04:50e após a alta, é comum o acompanhamento.
04:55A nível ambulatorial, dependendo da situação do paciente,
04:58mas neste caso específico,
05:00nós iremos até lá de acordo com a necessidade sempre que necessário.
05:05Mas tem alguma previsão de semanalmente a saída?
05:08Isso está sendo conversado, inclusive, com a defesa do ex-presidente
05:11para que já seja apresentado, inclusive, ao Supremo
05:14esse pedido formal e técnico, né?
05:16Já que a gente está falando aqui de uma necessidade técnica médica.
05:20Sempre é importante o que você falou,
05:22a preocupação médica é com a qualidade da saúde do paciente.
05:26Nesses termos específicos, nós temos algumas limitações.
05:31Mas no caso meu e do Doutor Cláudio,
05:33nós estamos liberados para frequentar, visitar o paciente
05:37em qualquer horário do dia.
05:39É claro que não são condições ideais,
05:42mas é o que nós temos.
05:43Dentro dessas condições,
05:45nós procuraremos fazer o melhor possível.
05:48Os senhores acreditam que depois do reforço que foi feito, né?
05:52Teve o bloqueio primeiro,
05:53depois foi feito o reforço dos dois lados,
05:55mas mesmo depois de um bloqueio só,
05:57ele continua tendo soluço de acordo com os familiares, né?
06:00De acordo com a Michele, por exemplo.
06:02Parte mais invasiva do Doutor Cláudio.
06:04O senhor acredita, então, que foi por conta disso,
06:06desses reforços que foram feitos ontem,
06:08que já não teve mais soluço?
06:10O conjunto.
06:11Então, vamos lá.
06:12A questão do bloqueio do nervo.
06:14Como a gente deixou claro desde o início,
06:16desde a internação,
06:17que era um procedimento que nenhum de nós tem muita experiência,
06:20nem com o resultado.
06:23A gente não tem muita experiência com o resultado
06:26de qual seria o efeito final desse procedimento.
06:29O que nós percebemos, foi feito o primeiro bloqueio,
06:34que foi bloqueio do lado direito.
06:36No dia seguinte foi feito, dois dias depois,
06:38foi feito um segundo bloqueio do lado esquerdo.
06:41Mas nenhum desses momentos, ele estava na vigência do quadro de soluços.
06:45Ontem, foi ontem, né?
06:47Ontem, ele amanheceu com soluços e esses soluços persistiram até o início da tarde.
06:54Nesse momento, nós falamos, olha, vamos tentar novamente,
06:58porque ele está com soluço agora,
06:59e vamos ver o que acontece, ok?
07:02E foi feito novamente um bloqueio, dessa vez dos dois lados,
07:07e por isso que houve a permanência dele por um tempo um pouquinho mais arrastado no centro cirúrgico,
07:12porque o bloqueio dos dois lados causa a paralisia do diafragma.
07:17Não é uma paralisia total, mas é uma paralisia parcial,
07:20com algum grau de dificuldade respiratória, que isso de fato aconteceu.
07:23Então, nós o mantivemos no centro cirúrgico em observação por um período de duas horas.
07:29E o que a gente notou?
07:30A gente notou que o bloqueio do diafragma dos dois lados
07:36diminuiu a intensidade dos soluços,
07:40mas não cessou a crise dos soluços.
07:42O que mostra isso?
07:43Mostra que o estímulo não é do pescoço para baixo,
07:47mas é da cabeça para cima, é do pescoço para cima.
07:50É provavelmente um estímulo de origem no sistema nervoso central.
07:54E isso nos leva a entender que
07:58não adianta você fazer um bloqueio definitivo do nervo,
08:01fazer uma secção do nervo, um congelamento do nervo, etc.
08:03Porque isso só vai causar uma paralisia diafragmática,
08:05e a chance dele continuar com esses espasmos,
08:10que são soluços, é muito grande.
08:12E isso nos leva a entender que o manejo desses soluços
08:16deva ser feito de forma medicamentosa,
08:20que ele já está fazendo,
08:22mas ainda existem algumas outras alternativas,
08:27outros recursos que são, enfim, não medicamentosos.
08:32Você tem aí opções de...
08:35Não, não, não.
08:36Aí você tem recrutamento do diafragma,
08:39aprender a...
08:41Mais a base de fonoaudiologia,
08:44hipnose, enfim, você tem outros recursos
08:46que eventualmente podem ser utilizados
08:48caso isso se persiste.
08:50A princípio, sim, tá?
08:52Porque nós não tivemos o resultado
08:55que nós esperávamos com o bloqueio do nervo.
08:59Mas é importante lembrar que eram os recursos
09:03que nós tínhamos disponíveis na literatura médica.
09:07O bloqueio era um deles.
09:09Eu queria um detalhamento sobre essa questão
09:11de apneia do sono.
09:12O ex-presidente foi diagnosticado com isso
09:14aqui no hospital também, foi uma coisa nova,
09:16e ele vai usar aquele CEPAP,
09:18que é aquele aparelhinho que muita gente usa
09:19também na superintendência.
09:21Qual a orientação nesse sentido?
09:22Ok, então, esse diagnóstico de apneia do sono
09:27não é de agora.
09:28Nós já tínhamos esse diagnóstico.
09:31Eu acho que o doutor Leandro Schenick,
09:33na primeira internação dele, no Einstein ainda,
09:36já tinha feito esse diagnóstico.
09:38Ele tinha, naquela época, se eu não me engano,
09:40era 90 episódios de apneia durante o sono.
09:44Em algum momento, lá atrás, foi feita uma cirurgia,
09:50um procedimento nasal,
09:53para tentar melhorar isso daí.
09:56E agora nós repetimos esse exame,
09:59porque ele estava um pouquinho defasado,
10:01e mostrou que ele mantém uma apneia de sono
10:03com características de apneia de sono severa,
10:07característica de obstrução,
10:11em até 50 episódios por hora.
10:15Então, aí está formalmente indicado
10:16o uso de terapêutica com o CEPAP.
10:21Ela foi iniciada aqui no hospital.
10:24Já havia sido indicado antes,
10:26mas o ex-presidente nunca se adaptou a isso.
10:30As máscaras de CEPAP de 2 ou 3 anos atrás
10:33eram bastante desconfortáveis.
10:35Então, agora, já a segunda noite
10:40que ele usa a máscara, o CEPAP,
10:43ele se adaptou bem, ele disse que dormiu melhor,
10:46e está, sim, indicado o uso contínuo
10:49enquanto ele estiver na carceragem.
10:52Inclusive, ele vai sair daqui com o aparelho.
10:54Como está o estado de ânimo do presidente psicologicamente?
10:56Porque isso influencia também na recuperação dele.
10:59Ele tem que falar...
11:00Obviamente, ele não está feliz, né?
11:02A gente percebe uma piora considerável
11:10nos momentos de soluços prolongados.
11:15A diferença no estado emocional, físico,
11:18ele fica bem abatido nas noites
11:21ou nos dias que ele passa com o soluço.
11:23É o pior estágio.
11:24E todo o contexto que está acontecendo com ele,
11:27é claro, ele já chegou aqui
11:29com um nível emocional diferente,
11:32mais deprimido, etc.
11:34Mas oscila muito.
11:35Doutor, esse desgaste emocional acaba influenciando
11:39nessa quantidade de caráter?
11:40Continua fazendo medicamento controlado?
11:42Nós todos, continua,
11:43nós todos sentimos muito as cargas emocionais,
11:48seja elas quais forem.
11:50E no caso dele, não é diferente.
11:52Inclusive, só acrescentando um dado,
11:54o próprio presidente pediu para fazer uso
11:56de algum medicamento antidepressivo.
11:58Então, foi introduzido.
12:00Esse tratamento, a gente espera que
12:04passe a fazer algum efeito em alguns dias.
12:06Doutor, ele começou agora?
12:08Começou durante a internação.
12:09Ele chegou a tomar lá atrás,
12:11mas uma dose menor.
12:13Enfim, agora nós não estamos tratando de forma formal.
12:16Ele tem alguma coisa de confusão mental,
12:17algum tipo de alucinação relacionado
12:18ao medicamento controlado, doutor?
12:20Não, durante essa internação, não.
12:22O que ele teve essa noite passada
12:24foram alguns espasmos involuntários
12:26associados ao uso da metoclopramida,
12:29que é um pró-cinético, que é o Plasil,
12:32que é um efeito conhecido.
12:34Nós tentamos associar essa medicação
12:36para a melhora dos soluços,
12:38mas como ele teve esses espasmos,
12:40nós optamos por suspender.
12:42Doutor, tem um horário para sair da manhã.
12:45...dos senhores, da atenção médica
12:46e do cuidado médico.
12:47A que horas pela manhã
12:49os senhores pretendem avaliar
12:51o paciente Bolsonaro para ver
12:52se haverá alta ou não?
12:54Nós, a princípio, a alta já está programada.
12:59Salvo alguma intercorrência.
13:03Isso nas avaliações prévias.
13:05Nós pretendemos chegar cedo,
13:08fazer a avaliação de rotina,
13:11e se não houver nada de diferente,
13:13comunicar à superintendência,
13:14como eu falei,
13:15aí já não depende mais de nós.
13:17Mas o que é cedo?
13:19Oito, nove, sete?
13:20Mais ou menos.
13:22Não tem uma hora bem definida ainda.
13:23Ele está conseguindo fazer os autocuidados,
13:25que os senhores falaram,
13:26que essa alta também dependia dos autocuidados.
13:29Tá, tá.
13:29Ele está mais disciplinado,
13:31ele entendeu a importância de colaborar
13:34em relação à alimentação,
13:36a não deitar depois de comer,
13:39que é um ponto que gera muito refluxo,
13:41comendo de forma mais adequada,
13:46mais fracionada.
13:47Toda a nossa recomendação,
13:49ele está muito disciplinado e seguindo, sim.
13:52O pessoal, sobre a recuperação da correção da hérnia,
13:55essa está tudo ok?
13:56Não, não.
13:57Nenhum problema?
13:58Está bem?
13:59Está tudo ok,
14:00ele ainda vai manter curativo durante alguns dias,
14:02e ainda assim,
14:04com relação ao autocuidado,
14:05uma coisa que é importante,
14:07que vai, enfim,
14:08precisa se prestar atenção,
14:09é com relação ao risco de queda,
14:11tá, para ele.
14:13Principalmente na hora de banho,
14:15na hora de ir no banheiro à noite,
14:16como ele vai estar fazendo a ventilação com o CEPAP.
14:20Então, isso faz parte de uma série de recomendações
14:22que nós estamos listando,
14:24a partir do momento que ele estiver de volta à carceragem.
14:27Você solicita alguém para fazer isso lá na superintendência com ele?
14:30Especificamente, não.
14:30Não estamos solicitando,
14:32mas, enfim,
14:36colocamos ali que há uma série de demandas
14:39que vamos ver se serão parcialmente ou totalmente atendidas.
14:44Ele tem uma enfermeira, alguma coisa assim,
14:46doutor, lá na superintendência,
14:47que possa eventualmente ajudá-lo,
14:50tem alguma questão nesse sentido?
14:53Não, não, não tem.
14:55Sobre o banho de sol,
14:56o Carlos postou que ele ia tomar um banho de sol aqui na...
14:59A gente espera que hoje,
15:00por volta aí no meio da tarde,
15:02aproveitar que abriu um solzinho,
15:03que ele fique algum tempo...
15:04Mas ele tomou ontem?
15:05Não, não, não, porque ontem, na hora do banho do sol,
15:08a gente acabou levando ele para fazer o procedimento.
15:10Ok.
15:10Então, como é que vai fazer durante a noite,
15:12o período que ele vai estar solto?
15:14Como vai ser feito o senhor?
15:16Veja, aí não depende de nós.
15:19A gente, nós como médicos,
15:21do ponto de vista técnico,
15:22a gente faz recomendações, orientações.
15:24como isso vai ser realizado,
15:28aí não cabe a nós decidir.
15:30Mas para ele é arriscado ficar sem o acompanhamento,
15:32então, na visão do senhor,
15:33se não for atendida essa demanda que o senhor prescreveu.
15:36A gente trabalha com graus de risco, né?
15:40Então, você tem qualquer patologia,
15:42a probabilidade de maior risco,
15:44menos riscos,
15:45é de acordo com a doença,
15:47ou do que o paciente faz para minimizar.
15:50Nós vamos recomendar,
15:53mas como o doutor Claudio falou,
15:55nós vamos recomendar várias condutas.
15:59Mas como o doutor Claudio falou,
16:01nós só podemos fazer as recomendações.
16:04Porque como o ambiente não é muito adequado
16:06para um paciente que sai daqui,
16:08vai para casa,
16:09pode fazer um acompanhamento a nível ambulatorial,
16:11com todos os exames disponíveis,
16:14se necessário,
16:16no caso dele, é um caso de exceção.
16:18Não é basicamente a regra que nós trabalhamos.
16:21Aí, daí, nós vamos ter que tentar
16:23nos adaptarmos o máximo possível.
16:27Não sabemos bem o desenrolar disso ainda não.
16:30Vai ser um dia atrás do outro mesmo.
16:32Obrigado.
16:33Obrigado a todos.
16:34Obrigado.
16:35Felizão, amor.
16:36A gente continua acompanhando
16:38essa entrevista coletiva,
16:40uma conversa de cerca de 15 minutos
16:42com os jornalistas,
16:43a equipe de profissionais
16:44que estão atendendo o ex-presidente no hospital.
16:48Agora, com uma informação já nova,
16:50expectativa de alta.
16:52Ainda não se sabe
16:52se logo na parte da manhã
16:53ou no segundo horário,
16:55mas a informação, então,
16:56que no ano novo
16:57há já a expectativa de alta
16:59do ex-presidente
17:00que está internado há sete dias.
17:02Ele chega no hospital,
17:04deve estar no último dia 24.
17:06Então, no ano novo, já em janeiro,
17:09com essa expectativa de alta.
17:11Mas com uma série ali de orientações
17:13e de recomendações.
17:14Quero ouvir aqui o Gesualdo Almeida.
17:17Nós, eu particularmente,
17:18não sou especialista na área de saúde,
17:20mas diante de algumas recomendações
17:23será difícil do ex-presidente
17:24ter toda essa articulação,
17:27essa manipulação dele sozinho
17:30lá numa cela
17:31na superintendência da Polícia Federal.
17:34Isso fortalece o que a gente
17:36já estava falando aqui,
17:37que com todos esses elementos
17:38que a equipe médica está colocando,
17:41isso fortalece uma defesa
17:43de ir para uma domiciliar
17:45sobre a necessidade
17:47tanto de uma ajuda física
17:48quanto de uma ajuda
17:50de uma estrutura melhor
17:51do que a superintendência
17:53possa oferecer?
17:55Bruno, eu também não entendo muito
17:56da área de saúde, não.
17:57Eu entendo de direito à saúde.
17:58Trabalho muito com essas demandas sanitárias,
18:01mas não com as questões técnicas.
18:03Entretanto, do que se depreende
18:05das falas dos médicos,
18:07dois pontos me chamam muito a atenção.
18:09Primeiro, a crise de soluços.
18:11Eles não conseguiram identificar
18:12plenamente qual é a sua origem,
18:14entretanto, palavras dos médicos.
18:17O problema estaria do pescoço para cima,
18:19portanto, de caráter
18:21eminentemente emocional,
18:23o que é muito comum
18:24em situações de grande estresse
18:26e situações de um quadro depressivo,
18:28como é aquele que já
18:29o Messias Bolsonaro hoje se coloca.
18:31Não é, entretanto,
18:33algo que possa colocá-lo
18:35em risco de morte,
18:36uma situação de grande urgência.
18:40Porém, ele foi submetido
18:41a um outro tratamento,
18:43a uma outra cirurgia,
18:44a cirurgia para correção de uma hérnia.
18:46Essa, sim, é um pouco mais delicada,
18:49porque, segundo os próprios médicos,
18:51onde ele está hoje preso,
18:52onde ele ficaria ali na carceragem,
18:54não há recursos suficientes
18:56para atender um convalescente.
19:01Portanto, nesse primeiro momento,
19:03até pela falta de estrutura
19:04e a necessidade de os médicos
19:07dizerem, inclusive,
19:08de uma pessoa para acompanhá-lo
19:10nos banhos,
19:11nos levantamentos noturnos,
19:13sob pena de uma queda
19:14que poderia agravar
19:15em muitas vezes a sua situação,
19:17me parece que já é
19:18uma predisposição
19:19a um encaminhamento
19:21para uma prisão domiciliar,
19:23pelo menos,
19:24nesse período de convalescência.
19:25Informação de momento,
19:28expectativa, então,
19:29alta do ex-presidente amanhã,
19:32já na quarta da manhã,
19:33ainda não se sabe ao certo
19:35qual horário,
19:36mas já é um sinal
19:36de que amanhã, então,
19:38há chances reais
19:39do ex-presidente voltar
19:41para uma sala
19:42de Estado-Maior
19:43na superintendência
19:45da Polícia Federal.
19:46Quero ouvir o Emerson também.
19:47Emerson, agora,
19:48numa outra visão,
19:49de um outro olhar,
19:50na verdade,
19:51sobre isso tudo.
19:52Não conseguiram a domiciliar,
19:54ter complicações
19:55no seu estado de saúde.
19:56Jezualdo comentava
19:58que isso tem ali,
19:59tem fortes evidências
20:01de ser uma complicação
20:02em decorrência
20:04do estado emocional
20:05do ex-presidente
20:06da República,
20:07recém condenado
20:08no inquérito,
20:10numa suposta tentativa
20:11de golpe de Estado.
20:12Isso aumenta ali
20:14uma narrativa
20:15que a oposição
20:16tem usado muito
20:17sobre injustiças
20:18sobre o ex-presidente
20:19que foi condenado
20:21na Suprema Corte?
20:23Olha,
20:23a palavra injustiça
20:24é uma das coisas
20:25que mais tem acontecido
20:26nesse país,
20:27infelizmente.
20:28E, na verdade,
20:29o ex-presidente da República
20:30requer cuidados
20:31de outurnos,
20:33ou seja,
20:33de período integral.
20:34Os próprios médicos
20:35narraram
20:36de que eles têm
20:36a permissão
20:37para acompanhar
20:38Jair Bolsonaro
20:38em qualquer horário,
20:39entretanto,
20:40não constantemente.
20:42Ele requer cuidados
20:44não só
20:45por conta
20:45dessa parte emocional
20:46que deflagrou
20:47inúmeros fatores,
20:48entre eles
20:49o próprio Soluço,
20:51a própria depressão
20:52que o ex-presidente
20:53vem passando
20:53enquanto já estava
20:55no cumprimento
20:56de pena domiciliar.
20:57E, em verdade,
20:58o ex-presidente da República
21:00preenche os requisitos
21:01exigidos pela lei
21:02para que possa ter
21:04um cumprimento domiciliar.
21:06Inclusive,
21:07os próprios hospitais
21:08usam essa parte
21:09da humanização
21:10hospitalar,
21:12que vai estar
21:12próximo dos parentes,
21:13isso traz um certo
21:14acalento
21:15ao enfermo,
21:16e sem contar
21:17que as inúmeras cirurgias
21:19e os casos
21:20em que ele teve
21:21que passar
21:22em decorrência
21:22da facada
21:23trouxeram
21:24consequências danosas
21:25que repercutiram
21:27na sua saúde
21:28de uma forma
21:28desastrosa.
21:29E não diferentemente
21:30disso,
21:31ele agora passa
21:31por uma parte
21:34muito sensível
21:35de que esse Soluço
21:36parece que não,
21:37mas ele incomoda
21:37muito,
21:38eles não conseguiram,
21:38os médicos não conseguiram
21:39estancar esse problema.
21:41E imagina você
21:41dormindo com o Soluço,
21:42acordar com o Soluço
21:43é algo totalmente
21:44desarrasado
21:45e que na verdade
21:46pode também
21:47desencadear
21:48outros problemas.
21:49Isso não é médico,
21:50mas a gente sabe
21:51que o corpo humano
21:51funciona como se fosse
21:52quase um motor,
21:53vai dando um problema
21:54ali, outro aqui,
21:54e isso pode trazer
21:55consequências nefastas.
21:57Ele preenche os requisitos
21:58de uma grande injustiça
21:59é mantê-lo,
21:59é um escargo
22:00mantê-lo
22:00num hospital
22:01ou até mesmo
22:02no cumprimento de pena
22:03que ele já está,
22:05mesmo sabendo
22:06que ele está
22:07dentro da legalidade
22:08de permitir
22:08que ele cumpra
22:10essa pena
22:10em regime domiciliar.
22:12Existe um relatório
22:14que está para sair
22:15da equipe médica
22:16do próprio ex-presidente
22:17Jair Bolsonaro,
22:17muito mais detalhado,
22:19com requintes
22:19de maior técnica,
22:21com maior profundidade,
22:23a fim de que possa
22:24subsidiar um novo pedido
22:26de prisão domiciliar
22:26ao ex-presidente
22:28e será colocado
22:29sobre o julgamento
22:31do então ministro
22:32Alexandre Moraes.
22:32Mais uma vez,
22:34vamos ver as cenas
22:35dos próximos capítulos,
22:36se será concedido
22:37ou não.
22:37Eu quero ouvir rapidamente
22:40o Jesualdo novamente
22:41sobre este caso ainda,
22:42Jesualdo,
22:43porque eu conversava
22:45recentemente
22:46com alguns nomes
22:46ligados ali à investigação,
22:48ao Supremo Tribunal Federal,
22:49que me revelaram
22:50de forma reservada
22:51que há uma análise
22:52interna
22:53que o ex-presidente
22:54na superintendência
22:56está muito mais assistido
22:58do que na sua residência.
23:00Quando ele estava sozinho,
23:02a esposa estava viajando,
23:04cumprindo uma série
23:05de agendas,
23:06os filhos não estavam
23:07e aí teve ali
23:08a complicação
23:08de que ele usou
23:09um ferro quente
23:09para romper
23:10a tornozeleira.
23:12Há o entendimento
23:13de que o Supremo
23:13autorizou
23:14que o socorro
23:15seja rápido,
23:16se for necessário
23:17ali o atendimento
23:18do corpo de bombeiros
23:19para levar ele
23:21até um hospital,
23:22enfim,
23:22de que ele estando
23:23na superintendência
23:24estava muito mais assistido
23:26do que estar
23:27na sua residência.
23:29Essa análise
23:30é uma análise
23:31equivocada,
23:32errada?
23:33Qual é a sua visão
23:34sobre a diferença
23:35do ex-presidente
23:36estar na sua residência
23:38e aí entra em cena
23:39esse episódio,
23:41esse fato
23:42dele romper
23:42uma tornozeleira
23:44e ele estar
23:44na superintendência
23:45com essa estrutura
23:47oferecida até então
23:48para uma urgência,
23:50uma emergência
23:51de levar até um hospital?
23:54Não,
23:54não faz nenhum sentido,
23:55são coisas totalmente diferentes
23:56e é um grande risco
23:57da generalização
23:58das informações.
23:59Quando Jair Bolsonaro
24:00estava sozinho
24:01e tentou romper
24:02a sua tornozeleira,
24:03por um fato
24:04aparentemente isolado.
24:05Não significa
24:06que ele estando
24:07em prisão domiciliar
24:07ele precisará
24:08constantemente
24:09ter alguém
24:10do seu lado,
24:11mas estando
24:12em prisão domiciliar
24:12ele tem um ambiente
24:13muito mais aconchegante,
24:15ele tem uma disponibilidade
24:16de circunstâncias
24:18e de apoio
24:19muito melhor
24:19do que uma carceragem,
24:20isso é indubitável.
24:22E além disso,
24:23não precisa necessariamente
24:24para lhe dar atendimento
24:26que seja alguém
24:26de família.
24:27Poderá,
24:28estando no seu ambiente
24:29domiciliar,
24:30se valer de enfermeiras,
24:31de outros profissionais
24:32que poderão lhe dar
24:33atendimento.
24:34Portanto,
24:34esse discurso
24:35de que estar na carceragem
24:36é melhor para o detento
24:39do que estar
24:39na sua própria casa,
24:41esse discurso
24:41não tem o menor fundamento.
24:43A gente segue
24:44girando os assuntos,
24:45então acompanhando amanhã
24:47com uma nova expectativa
24:48da alta
24:48do ex-presidente
24:49que segue internado
24:50no hospital DF Star.
24:52Claro que daí
24:52no retorno
24:53vai ser montado
24:54um novo esquema
24:55de segurança,
24:55algo em torno
24:56de quatro minutos
24:57aproximadamente
24:58entre a superintendência
25:00e o hospital
25:01onde ele está
25:02internado.
25:03Então é muito rápido,
25:04mas ainda assim
25:04a gente viu
25:05no último dia 24
25:06um forte esquema
25:07de segurança
25:08aqui do Distrito Federal.
25:09e aí
25:12o
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