00:00Olha, Giva, o problema aqui na rua Olívia Francisca, na Vila do Rafael, não dura um mês ou dois, na verdade dura anos, mais ou menos em cinco anos, de acordo com os moradores aqui da comunidade.
00:12Vou pedir para o Jobson Gonçalves mostrar para vocês a situação aqui, que está tirando, sem dúvidas, o sossego, a paz, o sono dos moradores aqui dessa vizinhança.
00:23Inclusive foi a dona Edna Irã que chamou a gente aqui para mostrar essa situação, a senhora estava comentando que inclusive já saiu dessa residência, passou uma temporada fora por conta desse problema, né?
00:33Exatamente, por conta disso, porque faz tempo que isso está assim, não tem condições de a gente viver numa situação dessa não, que a gente não é porco para viver assim dentro de um lixo desse, de uma nojeira dessa.
00:42À noite aqui não pode nem abrir a porta, que mostra um monte de mosquito, vê como é que é, assim, dentro de casa, aqui do lado de fora, ninguém pode fazer nada.
00:51Para sair aqui tem que desligar a luz, que é para sair correndo, porque não tem condição não, minha gente, vivendo numa situação dessa, sabe como é que é?
00:58E faz tempo, e já está dando retorno dentro de casa já.
01:01E olha, porque a gente ainda está nesse período de verão, né? Imagina quando chegar agora essas chuvas no período de janeiro, no mês de janeiro, a situação com certeza vai piorar.
01:09É verdade, vai piorar mesmo, a gente vai viver o quê? Dentro da lama, dentro da nossa casa, né? Do esgoto dentro de casa.
01:15É difícil. Como é o seu nome, amigo?
01:18É Dinaldo.
01:20Então, senhor Dinaldo, a situação aqui, né, para tirar o sossego, o sono de todo mundo.
01:24Exato, veja, é porque a gente deita, quando nós deitamos aí, começa a chegar nelas daqui, vai para lá, aí enche, aí nós dormimos ali, não somos mal dormindo, porque elas começam a morrer, nós, tudinho.
01:41Aí nós temos que a gente se cobrir, todo isso nelas, ponto. Fica aí todinho.
01:47Tem noite aí que eu amanheço com bem muito calambinho no braço, perna, corpo, tudo.
01:55Beleza, a situação é difícil demais. Como é o seu nome, amigo?
01:59Arlindo.
02:00O senhor mora aqui também, na comunidade, já faz algum tempo. Eu queria que o senhor relatasse como é que está a situação, inclusive com essas últimas chuvas que deram agora, no mês de dezembro, como é que ficou a situação por aqui?
02:10Porque aqui, qualquer chuva que dá, aí vai das águas dentro da casa, aí não tem como a gente superar uma nojeira dessa, porque isso faz tempo, há uns cinco anos atrás, muita chuva, o ano passado choveu muito, invadiu as águas, invadiu tudo dentro de casa, e quando foi a semana, houve uma chuvinha de nada, a água tomou conta da cozinha, da sala, invadiu tudo.
02:32Aí fica difícil as coisas. De noite as muriçocas, a gente não pode dormir, dá um enrolador do pé e a cabeça, porque senão não tem mais todo mordido.
02:40E a minha mãe fica dentro de casa, doida, água para lá, água para cá, e não tem como vencer. É muita água. O ano passado a casa ficou meia, mais de meia d'água ficou. Aí fica difícil as coisas de superar um negócio desse.
02:52Sem dúvidas. Eu vou pedir para o Jobson Gonçalves mostrar novamente para vocês, porque a situação de fato é bem difícil.
02:57Amigo, inclusive, quando chegar aqui no período de almoçar, na hora do almoço, é difícil demais, né?
03:03É difícil. A gente tem que correr. Se for possível, almoçar lá para trás, lá para o quintal. E para terminar de completar, o povo bota lixo, é gato morto, é cachorro, é galinha. Isso é uma injustiça.
03:15Como é teu nome?
03:16Bueni.
03:16Bueni, explica para a gente. Vocês, inclusive, já solicitaram a presença aqui da Compesa para vir resolver essa situação. O que foi que aconteceu?
03:23Eles vieram, mexeram aqui, dizem que tem que botar um equipamento grande, tem que ser um caminhão, que o cadeiro é pequeno.
03:29Não tem feito só um paliativo, né?
03:31Foi. Só fizeram mexer e fechar de novo.
03:34Dona Edirina Arão, vem cá. Só para a gente finalizar. A gente começou e vai finalizar com a senhora agora, para a senhora fazer um apelo, né?
03:39Para o pessoal responsável por essa situação, para que venha, né? Dar um sossego para vocês.
03:44Verdade. Olha, se for a Compesa aqui, ela vinha resolver, né? Porque todo mundo aqui paga seus pavelos de água.
03:49Eu não pago porque aqui está cortado, porque foi andingamento que cortaram.
03:53Eu não tenho nada a ver com isso, né? Porque as contas aqui não eram minhas.
03:56E o prefeito, ele faça o favor de olhar pela zona rural.
03:59Porque quando ele precisa, ele não vem por aqui para a gente pedir voto a gente.
04:03Que ele olhe pela gente também, né? Se é a hora que a gente precisa.
04:05Não só é na hora dos votos, não.
04:08Foram a comunidade de metralha que colocam, né? Também.
04:11Além do esgoto, tá? Dessa situação, a ferdentina, muriçoca e a metralha que o povo joga.
04:17Porque tem coleta de lixo. Mas o povo também não colabora.
04:20Consciência também dos moradores.
04:22Consciência também dos moradores.
04:23O matagal não se fala.
04:25E a metralha também, de noite aqui, fica muito escuro.
04:28Ela já teve que colocar a lâmpada e vai colocá-la na lateral também.
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