- há 5 semanas
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DiversãoTranscrição
00:00Espere, Aninha.
00:04Você vai sair levando dinheiro com o Miguel?
00:06Claro. Nós precisamos comprar o material.
00:11Mas você não pode.
00:13Por quê?
00:14Porque eu já peguei o Miguel te roubando.
00:19O quê?
00:20Aninha.
00:23Ele é ladrão.
00:25Bernardo, o que está dizendo?
00:30Uma vez eu peguei ele remexendo nas coisas do teu quarto.
00:34Por que não me contou?
00:37Porque ele disse que era para o seu bem e não tinha roubado nada.
00:41Você não devia ter feito isso, Bernardo.
00:46Mas eu contei para o Tiwondo.
00:52É verdade, Aninha.
00:53O Bernardo contou para eu.
00:57Mas eu falei com o Miguel.
01:00É verdade, Miguel.
01:07É verdade, sim.
01:09Mas eu posso explicar.
01:12Você, Timóteo.
01:14E você, Bernardo.
01:17Vocês me esconderam um segredo.
01:22E você, Miguel.
01:23Você traiu a minha confiança.
01:27Não.
01:29Eu só deixei de contar algo ao meu respeito.
01:33Eu sempre tive confiança em você.
01:35Sempre.
01:35Pode continuar tendo, Aninha.
01:38Bernardo, conte tudo o que sabe.
01:44Bem, eu...
01:45Eu vou contar.
01:48Eita.
02:02Eita.
02:03Eita.
02:07O que está fazendo aqui?
02:10Desculpa, por favor.
02:11Depois eu explico.
02:13Eu juro que eu não vim fazer nada de mal.
02:15Bernardo, você, por um acaso, ouviu alguma coisa de estranho?
02:19Viu alguém?
02:20Eu?
02:20Eu não vi.
02:23Nem ouvi nada.
02:25Opa!
02:26Opa!
02:26Opa!
02:27Você tem certeza.
02:29Bernardo, presta atenção.
02:30Tem certeza?
02:31Tenho, tenho.
02:31Eu estava jogando na bola.
02:34Não tinha como ouvir.
02:37Naquele dia, eu me lembro que o Danilo ficou cheio de suspeitas.
02:42Porque ele garantiu que te viu saindo da porta da minha casa.
02:47Eu quase discuti com ele por sua causa, Miguel.
02:51Vai embora.
02:53Vai embora agora, Miguel.
02:54Vai embora.
02:55Aninha me deu uma chance.
02:57Para eu me explicar.
02:59Vai cair na conversa desse daí?
03:01Márcia.
03:03Olha, Márcia.
03:04O Miguel, ele tem um bom motivo.
03:07Ele mostrou para eu.
03:09Mas alguém vai dar ouvido para esse jumento do Timóteo?
03:12Márcia.
03:14Márcia, para de brigar com seu primo.
03:18Deixa o Miguel explicar a verdade dele.
03:21Explique-se, Miguel.
03:23Diga.
03:25Por que estava xeretando no meu quarto?
03:30Por que disse?
03:31Eu sou filho do Ludovico.
03:37O quê?
03:40Você tem algum documento para provar?
03:42Não.
03:45A minha mãe era cigana e o meu...
03:47O meu pai nunca me reconheceu oficialmente.
03:51Anos mais tarde, sim, ele mandou uma carta para ela dizendo que estava arrependido.
03:53Então...
03:54Miguel, você...
03:59Você é filho do meninão.
04:05Foi por isso que eu vim para cá.
04:08Mais um que queria pegar a fábrica deixou...
04:11Não, Márcia.
04:14No início, sim.
04:15Eu pensei que se pudesse provar ser filho do Ludovico, teria direito a alguma parte da herança.
04:18Mas depois que te conheci...
04:24Eu não queria mais nada de você.
04:30Que coisa mais bonita de se dizer.
04:32E eu só fui à sua casa, Aninha.
04:38Procurar um diário, uma prova.
04:42Eu sabia.
04:44Eu intuí que alguma prova poderia te ajudar.
04:47Se eu pudesse provar que sou filho do Ludovico, eu teria impedido o processo da Jezebel.
04:50E você pode provar o que está dizendo?
04:58Aninha...
05:00O Miguel Partizinha está falando a verdade porque eu vi as fotografias e ele pode.
05:20O Miguel Partizinha está falando a verdade porque eu vi as fotografias e ele pode.
05:50A mão falou para eu não sair daqui sentado que eu não foi para a pessoa.
05:54Se eu não for sincero, eu não gritava assim.
05:56Caraca!
05:57Caraca!
05:57Caraca!
05:58Caraca!
05:58Caraca!
05:59Caraca!
06:00Caraca!
06:00Caraca!
06:01Caraca!
06:01Caraca!
06:02Caraca!
06:02Caraca!
06:03Caraca!
06:03Caraca!
06:04Caraca!
06:04Caraca!
06:05Caraca!
06:05Caraca!
06:06Caraca!
06:07O Danilo!
06:08O Danilo estava me espiando.
06:10Não, eu não estava espiando.
06:12Eu vim aqui porque eu...
06:14Qual que eu estava espiando?
06:16Você estava com dois olhos abertos aí que vai sendo duas de fundo das garrafas.
06:20Esperem!
06:21Quem sabe ele não possa se explicar.
06:23Vai explicar o que é que ele vai explicar.
06:24Mas é claro que ele estava olhando a Aninha.
06:27Ele veio aqui de propósito.
06:29Mas como é que eu ia saber que a Aninha estava tomando banho aqui fora?
06:32Vambora dessas!
06:33Mas que espiou!
06:34Espiou!
06:35Mas, Timóteo, o que você está fazendo que você não deixe a honra da família?
06:39Pega aí!
06:40Não vem!
06:41Pega!
06:42Pega!
06:43Não se atreva!
06:44Pega!
06:45Pega!
06:46Pega!
06:47Pega!
06:48Pega!
06:49Pega!
06:50Pega!
06:51Pega!
06:52Pega!
06:53Pega!
06:54Pega!
06:55Pega!
06:56Pega!
06:57Pega!
06:58Pega!
06:59Pega!
07:00Você quer se escolher onde é que eu jogo você?
07:01É no chiqueiro ou é no poço?
07:03Já riu!
07:04O poço é muito profundo.
07:05Imagina!
07:06E depois você vai sapo, não consegue sair de lá.
07:08A senhora que é de idade vai deixar ele me jogar no chiqueiro.
07:11Mas olha aqui.
07:12Eu preferia ver você no fundo do poço, porque assim você não atormentava mais a minha neta.
07:18Mas de modo que é que eu sei esclare, então você esclare logo.
07:21Ou no fundo do poço ou no chiqueiro.
07:23Ou no chiqueiro.
07:26Oh, céus!
07:27O chiqueiro.
07:44Bora!
07:46Aninha!
07:47O que foi?
07:48O que foi que aconteceu?
07:49O seu tio Margarilho está morrendo de preocupação com aquela gritaria toda.
07:52Pois diga ao meu tio que não foi nada.
07:54Foi só um susto.
07:55Era o Danilo me espiando enquanto eu tomava banho.
07:59Espiando?
08:00Ai, que horror!
08:01Meu Deus, que horror!
08:02Mas o que é que o Danilo veio fazer aqui?
08:05Eu não sei.
08:07Mas ele teve uma boa lição.
08:12Deus do céu, tinha que dar uns papos no Guilherme para me dar um conselho desse.
08:15Mas também eu fui um idiota de acreditar na ideia dele, não?
08:19Eu venho aqui para ajudar com a melhor das intenções.
08:23Eles me agridem e me jogam no chiqueiro.
08:25Quem vem lá?
08:27Olha, não se aproxime porque eu não estou de bom humor, hein?
08:30E quando eu perco meu humor eu fico perigoso.
08:34Eu já vou avisando.
08:35Eu vi quando te jogaram no chiqueiro.
08:36Eu trouxe uma toalha.
08:37Pra pelo menos tirar a lama do rosto.
08:38Obrigado.
08:39Assim eu acerto o caminho de casa.
08:40Ninguém podia ficar sem te ajudar.
08:41Ninguém podia ficar sem te ajudar.
08:42A única coisa que eu lamento de não ter me casado com a sua mãe é...
08:45É porque eu queria ser seu pai.
08:46Eu queria cuidar de você.
08:47Eu gosto de você, garoto.
08:48Eu nem sei porque eu gosto tanto assim de você.
08:49Eu gosto de você, garoto.
08:50Eu nem sei porque eu gosto tanto assim de você...
09:03Mãe, é que eu queria ser seu pai. Eu queria cuidar de você.
09:12Eu gosto de você, garoto. Eu nem sei porque eu gosto tanto assim de você, mas...
09:21Eu também gosto muito de você, Daniel.
09:27Eu queria que você fosse meu pai.
09:28Olha, não comece a falar essas coisas porque eu me emociono fácil, fácil.
09:38Mas nós seremos grandes amigos para sempre.
09:45Não, não aperte a minha mão, senão a sua mão vai ficar suja de lã e vai ficar cheirando a pouco.
09:58O que é, amigo? Muito bom dia.
10:07Danilo, você não tem vergonha.
10:11Olha, se fosse outra pessoa, levaria uns supapos.
10:14Porque eu não admito que ninguém faria assim comigo.
10:16Pois eu falo sim.
10:18Ontem, eu até pensei que você estava interessado em ajudar a Ana Francisca.
10:22Eu?
10:23É.
10:24E logo em seguida, pede a Olga em casamento?
10:26Eu não estou mais interessado naquela golpista.
10:28Pois pra mim, o golpista é você, Danilo.
10:31Quando você me disse que estava pensando em se casar com a Olga, eu achei que era dor de cotovelo.
10:37Mas agora não.
10:38Sabe, Danilo, a Aninha fez muito bem quando te disse não no altar.
10:43O quê?
10:44Ela acreditava que você só ia se casar com ela por causa do dinheiro.
10:48Mas eu te defendi, Danilo.
10:50E agora que a Olga está rica, você sai pra visitar a Aninha e eu pensei até que você ia voltar com ela.
10:56Mas não.
10:57Em vez disso, você pede a Olga em casamento?
11:00Olha, eu posso explicar.
11:02Ah, pode.
11:03Mas não preciso porque eu não te devo explicação.
11:05Não deve porque não tem explicação, Danilo.
11:08Você vai dar o golpe sim.
11:10Guilherme, eu pensei que você fosse meu amigo, sabia?
11:12Ora, Danilo.
11:14Você é uma decepção.
11:16Então saia da minha frente.
11:18Ataca!
11:19Pega!
11:20Pega!
11:21Isso!
11:22Morde a canela dele, Sansão!
11:23Não precisa atiçar o Sansão contra mim não, Danilo.
11:26Eu vou.
11:28Eu vou porque depois de tantos anos de amizade, Danilo.
11:31Eu juro, eu não esperava um comportamento como esse seu.
11:35Agora eu até acho que você só foi depor contra a Aninha pra prejudicá-la.
11:39Vai, vai!
11:40Morde a canela desse linguarudo!
11:41Mas eu só quero que você saiba de uma coisa, Danilo.
11:44De agora em diante, tudo que eu puder fazer pra ajudar a Aninha
11:48e pra prejudicar todos vocês que estão enfiando as patas na fábrica de chocolate,
11:52eu vou fazer.
11:54E não vou cobrar nada.
11:56Guilherme, eu posso explicar.
11:58Guilherme, eu posso...
12:00Aliás, eu não preciso explicar nada, porque eu falo que não tenho.
12:02Veio entender.
12:03Eu tenho consciência muito tranquila.
12:05Muito tranquilo.
12:06Vai, caça a morte!
12:11Fora.
12:12Ele é que se ganha.
12:14Como é que eu pude me enganar tanto tempo com alguém?
12:19Soldado Peixoto, o que faz aqui?
12:21Eu vim pedir a sua ajuda.
12:24Eu escrevi cartas.
12:25Eu escrevi algumas cartas.
12:26Mas ninguém me ouve.
12:27Ninguém me dá atenção.
12:29Mas você é advogado.
12:30Você pode me ajudar.
12:32Calma.
12:33Calma, soldado Peixoto.
12:34O senhor está atropelando as palavras.
12:36Eu sei de tanta coisa.
12:38Eu sei de tanta coisa.
12:42Eu quero fazer uma denúncia.
12:45Garantir, reter, guardar essa esperança.
12:50Ando em paraíso, descaminho os precipícios.
12:55Ao seu lado eu vejo que ainda sou uma criança.
12:59Sensível demais.
13:01Eu sou um alguém que chora.
13:05Por qualquer lembrança de nós dois.
13:08Sensível demais.
13:10Você me deixou...
13:12Vinha, o chocolate já está no ponto.
13:14Daya, você deixa em fogo baixo.
13:17Que é para não estragar enquanto o bolo está assando.
13:20Tá bom, barata.
13:22Vovó?
13:23Será que a massa está boa?
13:25Será que não é melhor punhar mais fermento?
13:27Será?
13:28Esses bolos chiques que vocês fazem, eu não sei.
13:31Mas eu acho que está bom.
13:33Deixa eu ir, avó.
13:34Olha, Aninha.
13:35O tio punhava mais fermento assim para aquecer, né?
13:37É melhor.
13:38É?
13:39Já.
13:40Quanto?
13:41Cinco?
13:42Tá bom?
13:43Mais.
13:44Acho que mais, Aninha.
13:45A colher cheia.
13:46Isso.
13:47Pode botar até duas.
13:48Duas?
13:49Já.
13:50Mais um pouquinho.
13:51Mais um pouquinho.
13:52Ai.
13:53Agora sim.
13:54É.
13:55É.
13:56É.
13:57É.
13:58É.
13:59É.
14:00É.
14:01É.
14:02É.
14:03É.
14:04É.
14:05É.
14:06É.
14:07É.
14:09É.
14:10É.
14:11É.
14:29Marlinha, você não enxerga a pele.
14:38E eu acho que vai.
14:44Vai, vai explodir.
14:59Bem, então agora vamos começar tudo de novo.
15:14Marlinha, você não desistiu?
15:16Você não ficou com medo do bolo?
15:18Não.
15:19Eu vou fazer, fazer, fazer até acertar.
15:22Ninguém nasce sabendo.
15:24Não é, Dália?
15:25Vamos!
15:26Vá, vá, Marlinha.
15:27Vá, vá, Marlinha.
15:29Vá, vá, vá, vá.
15:30Ah, vamos começar.
15:32Barinha.
15:32Barinha.
15:33Os ovos, Tonico.
15:36Pega, pega.
15:37Três ovinhos.
15:38E o leite.
15:40O leite acabou, porque eu pus tudo na casa de chocolate.
15:43Não, mas a Marcia, a Marcia foi pegar o leite que, ela foi pegar o leite da estrela.
15:48A Marcia?
15:49E a Marcia mesmo.
15:51E uma ex-hora dessa, ela já deve estar com o bar de xeixê.
15:54Eu sei que você é do conta.
16:21E aí.
16:26Ai.
16:33Ai.
16:35Ai.
16:36Ai.
16:36Ai.
16:38Ai.
16:40Poxa, poxa, pxua.
16:41Ei, pxam, psam, psam.
16:44Cobervinho.
16:46Ai.
16:47Ai.
16:49Bernardo Silençές
16:55Mãe!
17:00Mãe!
17:12Mãe!
17:15Mãe!
17:16Mãe!
17:17Mãe!
17:18Mãe!
17:18Você tomou leite tudinho, Márcia?
17:20Não fui eu!
17:22Foi leitão! Leitão igual você!
17:24É, mas quem tava com urbade na mão não era um leitão, não, Márcia.
17:28Porque se leitão fosse gente, ele teria mais responsabilidade.
17:32Que despediço, Márcia!
17:34Ai, mas agora eu já derramei, já tá derramado.
17:36Daí, e daí?
17:38E daí?
17:40Que você trata de voltar lá e pegar mais leite que a Aninha tá precisando pra fazer o chocolate.
17:44Tio Márcia, olha pra isso!
17:48Eu tô com cheio de leite, eu tô toda molhada.
17:51Eu não, eu nasci pra cheirar perfume, tem que tá aqui.
17:56Eu sou chique, chique!
17:58Márcia, você então, você larga essa sua chiqueza de lado?
18:03E vai pra lá e pega mais leite!
18:18Mas o que é que você sabe que pode ameaçar tanta gente?
18:36Eu sei de tudo que acontece nessa cidade.
18:40Eu escrevi algumas cartas denunciando o delegado.
18:44Ele estava por trás do rapido do filho da Aninha.
18:48Espere, soldado.
18:50Você está falando sério?
18:52Claro, sério!
18:54Eu escrevi algumas cartas.
18:56Mas acho que eu mandei pra pessoa errada.
18:58Eu não tive resposta.
18:59Claro, a carta tem que chegar nas mãos certas ou então não terá efeito.
19:04Mas o que mais você sabe, soldado?
19:06Eu sei de tanta coisa que não daria pra falar de uma vez só.
19:10Mas eu tenho certeza que esse documento de doação que a dona Gisebel apresentou
19:15pra arrancar a fortuna da Aninha é falso.
19:18Eu também suspeitava.
19:21Mas você disse que tem certeza.
19:23Como?
19:24Eu ouvi uma conversa entre o delegado, a dona Gisebel, o Sebastião e a Olga.
19:29A Olga ameaçou contar tudo, se não ficasse com uma parte da fábrica.
19:32É, faz sentido.
19:35E o Sebastião deve ter feito a mesma coisa.
19:38Mas o que você deseja, soldado Peixoto?
19:42Eu quero o cargo de delegado.
19:44Pois eu sou muito mais honesto.
19:48E quero a senhorita Olga.
19:51Goste de mim ou não,
19:53ela é o grande amor da minha vida.
19:57Soldado?
20:01Soldado, nós vamos nos unir.
20:04Vamos acabar com esses aproveitadores.
20:09Mas enquanto preparamos tudo...
20:12Bico calado.
20:13Ah, sim, doutor.
20:14Sim.
20:15Vamos pegar todos de calças curtas.
20:19O que faz aqui, verme?
20:22Eu vim enfilar a boia.
20:24Já jantaram?
20:25Soldado, agora que eu estou trabalhando, eu não tive tempo de fazer o jantar.
20:28Comemos sanduíche.
20:29Eu vou fazer um pra você.
20:33Sanduíche de quem, hein?
20:35Quero ver se gosta.
20:36Soldado Peixoto, não precisa fazer essa pergunta, porque você não vai comer sanduíche nenhum.
20:41Agora, já se viu?
20:44Como se atreve a vir na minha casa sem termos mais nada um com o outro?
20:49Senhorita Olga, na pensão onde eu moro, a comida é muito ruim.
20:54Aqui está pior, pior, soldado Peixoto.
20:57Não sei onde estava com a cabeça quando deixei a Marieta trabalhar.
21:00Perencio, não vamos discutir esse assunto na frente das visitas.
21:06Claro, não preciso discutir.
21:08Eu comerei o sanduíche para não fazer uma desfeita.
21:11Soldado Peixoto.
21:15Vá para o raio que o parta!
21:18O que foi que eu fiz, senhorita Olga?
21:20Pode ter deixado de me amar.
21:22Mas a nossa amizade é a mesma, não é?
21:25Até porque, no fundo de meu coração,
21:28eu sei que ainda nutre algum sentimento por mim.
21:33Verme, eu nunca te amei.
21:36E jamais existiu um sentimento de amizade entre nós dois.
21:40Mas é assim, um sentimento.
21:42Não disse?
21:44Eu sinto horror.
21:47Horror de você fora daqui!
21:49Ah, senhorita Olga, vamos até o portão.
21:52Assim, pode me dar um beijinho.
21:53Alga!
21:58Que direitos esse sujeito tem de ficar te pedindo beijinhos?
22:08Desisti.
22:09Eu não tenho jeito para cozinhar.
22:12Aliás, eu não tenho jeito para nada.
22:16Miguel, eu acho que estou fazendo tudo errado.
22:20Eu peguei o dinheiro da venda do salão da Márcia, eu gastei quase tudo...
22:23Meu dinheiro não era da Márcia.
22:25Ela apenas devolveu um dinheiro que você emprestou para ela.
22:27É, mas com o salão a Márcia ajudava nas despesas da família.
22:32Eu gastei quase todo o dinheiro comprando formas, tintas, papel, fitas...
22:38E as barras de chocolate que estão para chegar.
22:41Miguel, o que o sítio produz não dá para todo mundo comer.
22:45E agora com o tio Margarido de cama...
22:49Eu estou desesperada.
22:52Aninha, você confiava tanto no Ludovico.
22:56Ele deixou uma caixinha com um livro de receitas para você.
23:00E se ele deixou essa caixinha para você...
23:02É porque ele tinha certeza que você podia conseguir.
23:07Você não pode desistir.
23:09Não pode, Aninha.
23:11Eu não tenho mais forças.
23:16Eu não consigo mais lutar.
23:18Eu não consigo.
23:22Me deixa sozinha.
23:28Por favor.
23:30Me deixa sozinha.
23:52Aninha.
23:58Eu pedi para ficar sozinha.
24:00Eu sei, eu já vou.
24:02Mas você não pode se esquecer de uma coisa.
24:05Na vida, a gente sempre tem que ter um sonho.
24:09A gente pensa que vive por causa do sangue que corre nas veias,
24:13por causa do ar que a gente respira, mas não.
24:15O que nos mantém de pé é o sonho.
24:17O que nos faz florescer é o sonho.
24:19Nunca, nunca deixe de sonhar.
24:20Nunca, nunca deixe de sonhar.
24:29A sua irmã gritou.
24:30Não há de ser nada. É só uma desavença com o marido dela.
24:31Não há de ser nada. É só uma desavença com o marido dela.
24:32Pois eu vou ver o que é agora.
24:33Pô, Guilherme, hein?
24:34Em briga de marido e mulher, ninguém me enganou.
24:35Não há de ser nada. É só uma desavença com o marido dela.
24:36Pois eu vou ver o que é agora.
24:37Pô, Guilherme, hein? Em briga de marido e mulher, ninguém me enganou.
24:38A sua irmã gritou.
24:43Não há de ser nada. É só uma desavença com o marido dela.
24:45Pois eu vou ver o que é agora.
24:47Pô, Guilherme, hein? Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.
24:51Carvalho, energia!
24:56A sua irmã gritou.
24:57Não há de ser nada. É só uma desavença com o marido dela.
24:59Pois eu vou ver o que é agora.
25:00Ou, Guilherme, hein? Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher!
25:03Carvalho!
25:10Pestá nessa vez você não escapa!
25:14Seu conde, deixa com a britinhas...
25:15Kare-se, vela espantosa!
25:16Tá metido? Vem cá...
25:18Não, não se aproxime de mim.
25:22Se tentar me agarrar, eu arrebento sua cabeça.
25:24Não, ele está falando sério.
25:25Selena vai acabar machucando o senhor Conde.
25:27Ei, que não se aproxime de mim.
25:29Eu exijo os meus direitos de homem.
25:31Titi, o seu ardor é tão grande que você está assustando a pobre da moça.
25:34Cale-se você também, seu inútil.
25:36Cale-se todos.
25:38Pois eu não me calo, senhor Conde.
25:40Cara como?
25:41O dono dessa casa sou eu, a mulher é minha.
25:44Cale-se todos.
25:44O senhor é o marido, mas eu sou o pai.
25:47O quê?
25:49Você perdeu sua filha no jogo.
25:51Você não tem mais voz ativa em lugar nenhum.
25:54Acontece que eu não vou permitir que o senhor agarre a Selena.
25:57Guilherme, isso é assunto entre mim e o Conde.
26:00O quê?
26:01Entre nós dois, é?
26:03Sim, entre nós dois.
26:05Eu me arrependi.
26:07E ainda me arrependo de todos os meus erros.
26:09Mas não vejo motivo para continuar errando.
26:11O senhor não sabe como dói.
26:15Ouvi a minha filha gritando de medo do senhor.
26:18Carlos, você está...
26:20E o pior ainda é ver a Selena inventando motivos para fugir do senhor.
26:27Cala a boca e sai da minha frente.
26:28Não saio.
26:30Eu não saio.
26:32Eu ainda sou pai.
26:33Eu posso ter agido como um monstro, mas ainda sou pai.
26:41Selena, minha filha, aqui nessa casa eu sei que eu não posso te proteger.
26:47Mas se você fugir, eu te garanto.
26:49Eu não deixo com o dia atrás.
26:51Papai, eu vou até...
26:52Sai, minha filha.
26:55Vai correndo, vai.
26:56Vai agora.
26:57Eu tenho medo, eu tenho medo de amanhã não ter coragem de continuar te protegendo.
27:01Vai, minha filha.
27:01Filha, toma cabritinha, põe o meu chale e vai embora.
27:04Aproveite, filho.
27:05Corre.
27:07Obrigada, papai, obrigada.
27:08Pode, filha.
27:09Eu te amo, papai.
27:11Eu te amo.
27:12Vai, vai, sai.
27:12Vai, cadê?
27:13O que foi?
27:14O que foi?
27:14O que foi?
27:14O que foi?
27:14O que foi?
27:15O que foi?
27:15O que foi?
27:15O que foi?
27:15O que foi?
27:15O que foi?
27:15O que foi?
27:15O que foi?
27:16O que eu faço agora?
27:25Para onde eu vou?
27:28De camisola, sem uma roupa decente.
27:33O sítio.
27:37Mas o sítio é longe demais.
27:40E pior, eles estão em má situação.
27:43Ai, o que eu faço?
27:46Meu Deus.
27:48Cicelina?
27:51O que faz aqui?
27:54Quase nua?
27:55Eu não estou quase nua.
27:57Eu estou de camisola.
28:00Ao que eu saiba, camisola é traje de dormir.
28:04Como representante da lei e da ordem,
28:06serei obrigado a lhe dar voz de prisão.
28:08Pura tentado ao pudor.
28:09Vamos.
28:12Camilo.
28:13Eu adorei a ideia de fazermos um jantar de noivado.
28:17E depois eu vou te dar um anel.
28:19Assim a cidade toda vai ficar sabendo que estamos de compromisso marcado.
28:24Ai, eu não suporto esperar para ver a reação das invejosas.
28:27Hã?
28:28As invejosas que disseram que eu nunca te conquistaria.
28:33Olga, você está se casando comigo porque você me ama, é por amor ou você quer mostrar
28:39para as tuas amigas que você conquistou a minha cabeça?
28:41Danilo.
28:45É por amor.
28:47É só por amor.
28:50Se é por amor então, me dê um beijo agora.
28:52Você não merece.
28:53Não, não, não me leve para a cadeia.
29:10O Conde iria atrás de mim.
29:11Não, não dá pra pena que você e a senhora é casada com o Conde.
29:14E se não quer ser presa, eu a escoltarei de volta à sua residência.
29:18Soldado, fez o senhor não me leve para a cadeia.
29:19Não amo meu marido.
29:22E eu estou fugindo.
29:23Porque tenho medo.
29:25Tenho terror de que ele me toque.
29:27Então, por que a senhora casou?
29:30Porque fui obrigada.
29:33É soldado.
29:35Não me faça sofrer mais do que estou sofrendo.
29:39Eu sei que a lei é uma só, mas tenha piedade de mim.
29:41Feche os olhos, ao menos desta vez.
29:52A senhora ama outro homem.
29:56Outro homem que não o seu marido.
30:00Amo.
30:03Amo, mas é um amor impossível.
30:06Mas eu nunca traí meu marido soldado, nunca.
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