00:00A saúde é um direito da população, o acesso a ela é que às vezes é complicado
00:06e dá dor de cabeça para todas as administrações públicas.
00:10Mas em Cascavel, uma notícia promete melhorar o acesso a quem precisa de tratamento
00:16e é por isso que eu vou receber hoje, aqui no estúdio da CGN,
00:20o secretário municipal de saúde de Cascavel, Ali Aydar.
00:23Primeiro, seja bem-vindo, secretário.
00:25Obrigado, obrigado pelo carinho e pelo recepimento que a gente teve aqui.
00:28E a gente está falando aqui de saúde, de acesso melhor à saúde,
00:33envolvendo a notícia que diz respeito à policlínica que vai ser construída aqui na cidade.
00:39Eu queria que o senhor falasse para a gente em que pé está nesse momento esse projeto.
00:45Bom, esse projeto já está numa fase avançada, a gente superou algumas etapas
00:50que eram de prazos do governo federal para que a gente alcançasse aí todo esse processo
00:56e agora a gente já está na fase da assinatura dos contratos por parte da empresa vencedora
01:01e para início de janeiro, no Master Darf, final de janeiro, já assinatura da ordem de serviço
01:07para que se dê andamento efetivo à construção dessa tão esperada estrutura.
01:13E tem previsão de quanto tempo leva essa obra?
01:16Bom, a gente tem uma previsão de contrato de 24 meses, mas a previsão de execução da obra está em 16 meses.
01:25Existe essa diferença do tempo de contrato e de execução porque são convênios,
01:30são processos burocráticos que a gente tem que vencer depois que termina a obra
01:34para fazer as prestações devidas de conta, é um processo que envolve a Caixa Econômica Federal
01:39porque é um programa do governo federal em parceria com a Caixa Econômica Federal.
01:44A verba é federal.
01:46A verba é do governo federal, do Ministério da Saúde, que vai fazer todos esses repasses.
01:50O município tem um valor de contrapartida desse processo todo,
01:54mas o montante a ser investido chegou até 17 milhões pelo governo federal.
02:00A obra ficou mais barata, ela estava estimada em pouco mais de 20 milhões,
02:05mas no certame listatório essa obra vai ser entregue por um valor de aproximadamente 16 milhões e 800 mil.
02:12Esse centro, ele vai funcionar onde especificamente? Onde que ele vai ficar?
02:17Bom, nós temos ali uma região para baixo do Claudete, entre a intersecção ali, Claudete e Tropical.
02:23Claudete, Canadá, Tropical.
02:25Isso, é uma região ali onde...
02:27Próximo à Associação Médica.
02:28Próximo à Associação Médica, próximo ao Mosteiro, que é conhecido também que tem ali.
02:33E, inclusive, ele vai ficar anexo a outra estrutura de saúde que a gente está construindo, que é o CAPS-13.
02:38Então, no mesmo terreno, nós teremos a policlínica e, daí, na área desmembrada desse terreno,
02:43teremos a construção do CAPS-13.
02:45Serão dois serviços novos que serão...
02:47O CAPS-13 é uma nova estrutura, mas o serviço já existia, mas os dois vão funcionar no mesmo local.
02:52É, pelo nome que tem se divulgado pela imprensa, a Policlínica Regional.
02:55Isso leva a crer, então, que outros municípios também vão utilizar essa estrutura?
03:00Sim, nós temos, assim, um entendimento que saúde não se constrói sozinha.
03:07Como você disse, existe toda uma dificuldade em operacionalizar a saúde dentro de toda a necessidade da população
03:14e também do anseio da população.
03:16E a gente sabe que a gente vive um sistema que ele é deficitário no seu financiamento.
03:21Por mais esforços que o município faça, a gente tem dificuldades de conseguir repasses para custear esse serviço.
03:28Então, um exemplo claro que eu posso dar é o modelo consorciado do SISOP.
03:33Hoje, ele é utilizado por todos os municípios da décima regional de saúde.
03:37Que também contribuem.
03:38Que contribuem para que essa estrutura se mantenha lá em funcionamento.
03:41A expectativa é que a gente consiga organizar um modelo de gestão também que contribua para a utilização,
03:47considerando o tamanho da estrutura.
03:49Nós teremos mais de 3 mil metros quadrados de estrutura, que vão aportar uma qualidade de atendimento.
03:55Mas também vão trazer um custo muito alto de manutenção.
03:58A ideia é que a gente possa unir forças com todos os municípios, manter essa estrutura, mas com um diferencial.
04:04A gente começar a gerar serviços próprios ou exames próprios dentro dessa estrutura,
04:11que reduzam o nosso valor gasto, por exemplo, em exames, às vezes, diagnóstico por imagem,
04:17que a gente faz, às vezes, de forma contratada em prestadores.
04:20Então, a gente tentar otimizar os nossos recursos, parceria do governo do estado, comprando equipamentos,
04:25para que a gente contrate a mão de obra para operacionalização, às vezes, desses exames,
04:30e se reduz a contratação de exames fora.
04:33De quando poderia ser essa economia percentualmente? O senhor tem uma ideia?
04:37Depende do procedimento elencado.
04:39A gente hoje tem trabalhado mapeando as nossas áreas de dificuldade, exames.
04:44A gente tem diversos exames que a gente tem muito tempo de espera.
04:47A gente tem as tomografias, a gente tem as ressonâncias magnéticas,
04:51a gente tem endoscopia, a gente tem colonoscopia.
04:54Então, como ele é um grande centro especializado,
04:57alguns desses pontos vão entrar em discussão,
05:00para que a gente faça o maior esforço possível para inserir dentro dessa estrutura,
05:05para aportar isso.
05:06E ele apresenta, em média, mais de 50% de redução no custo total efetivo.
05:13Isso dá mais força para o município resolver outros problemas também das especialidades.
05:20Porque, ao mesmo tempo que a gente economiza em alguma coisa,
05:23a gente consegue otimizar esse investimento em outras pontas também deficitárias.
05:28E como que vai ser a porta de entrada para esse paciente chegar até a policlínica?
05:33Bom, ele segue sempre os fluxos e os preceitos do SUS, né?
05:37Todas as portas de entrada dentro do SUS, elas vêm das unidades de saúde,
05:42das unidades de atenção primária.
05:43Esse problema que a gente está enfrentando das esperas por especialidade e das esperas por exame,
05:50eles são problemas crônicos, porque sempre a atenção primária, historicamente,
05:54ela tem uma porta de acolhimento de pacientes muito maior do que a porta de saída para a atenção especializada.
06:02E a gente sabe que a medicina evoluiu muito e a medicina é cada vez mais específica.
06:06Então, esse apoio diagnóstico, ele é praticamente essencial hoje para que o médico na atenção primária
06:11também consiga ser resolutivo.
06:13Mas, se a gente não tem essa porta saindo no mesmo volume, por exemplo,
06:18ofertando a mesma quantidade de consultas, a gente cria a fila.
06:22É essa inequidade que atrapalha o andamento do sistema e que, às vezes,
06:26cria obstáculos para o restabelecimento da saúde dessas pessoas, né?
06:31Então, a ideia é justamente essa, que essas filas vão diminuindo gradativamente.
06:37Vamos dar um exemplo.
06:39A gente tem que ter oferta para ter resultado.
06:42A gente estava recentemente no SISOP sem especialista na área de psiquiatria atendendo Cascavel.
06:49A gente passou 2024 inteiro sem especialista psiquiatra atendendo Cascavel.
06:54A gente conseguiu solucionar esse problema agora em 2025.
06:58E, se não me falha a memória, a gente já fez mais de 4 mil atendimentos para psiquiatria no SISOP.
07:04Então, toda essa estrutura vai sendo atacada.
07:07Essas pessoas vão saindo da fila, né?
07:10Estão encaminhadas pela unidade de saúde, vão tendo seus pedidos atendidos.
07:15E a tendência a ir a longo prazo é que se normalize essa rodagem de fila,
07:21que os exames comecem a sair de uma forma mais acelerada.
07:25Dá exemplo que em algumas outras especialidades, como no raio-x, por exemplo,
07:29ela já sai de forma muito mais ágil.
07:31Então, é a expectativa que a gente consiga solucionar algumas questões desses exames.
07:36Agora, pensando nesse ciclo completo da jornada do paciente.
07:41Logicamente, ele vai entrar, então, pela unidade básica, que é o nível primário.
07:45Ele vai chegar no nível secundário, que é nessa clínica, para fazer os exames.
07:51E o terceiro nível seria, em caso, por exemplo, de uma cirurgia.
07:55A tendência não é aumentar também a necessidade por cirurgias?
08:00Então...
08:01No encontro desse atendimento secundário maior?
08:03Todo sistema único de saúde, ele é infinito, vamos dizer assim, né?
08:09E você vai chegar em um ponto crucial, que é a resolução real daquele problema
08:14após ofertar um diagnóstico.
08:17Hoje, para você ter uma ideia, a gente tem grandes dificuldades,
08:20inclusive para mandar pacientes para cirurgia.
08:23Porque esse paciente ainda não conseguiu fazer o exame.
08:25Em alguns momentos, o estado do Paraná cria programas e oferta
08:30outras especialidades cirúrgicas, ou cria programas e incentiva
08:35alguns grupos cirúrgicos, e que a gente enfrenta dificuldade
08:38para achar esse paciente. Por quê?
08:40Porque esse paciente ainda não completou o ciclo.
08:43Então, dentro das nossas expectativas, o governo do Paraná
08:46tem criado muitos incentivos para todos os hospitais
08:49aderirem a programas, como, por exemplo, é o Opera Paraná.
08:52Nosso prefeito, Renato, ele tem um compromisso muito grande
08:56desde o início da campanha. O que a gente discute é a redução
08:59de filas de especialidade, porque a gente une as duas pontas.
09:03O governo do Paraná tem contribuído desse incremento de cirurgias
09:07e o município quer fazer a sua parte em dar esse alívio
09:11na parte especializada, para que esse paciente chegue mais rápido
09:14para a cirurgia e consiga casar as duas situações.
09:17É claro que a gente é consciente, a gente sabe o tamanho do problema,
09:20ele não é um problema de hoje, ele é um problema que vem há anos
09:23numa série histórica do SUS e desafio de vários gestores,
09:27não só em Cascavel, mas em todo o Brasil, em todo o Paraná.
09:30Então, a gente quer melhorar o sistema.
09:33Esse resultado vai ter um impacto inicial,
09:36ele vai trazer resultados, é claro,
09:39mas a gente também não pode se iludir, não, está resolvido o problema.
09:43Esses problemas de saúde, eles são intermináveis.
09:46Quando a gente trabalha, só a gente fala,
09:50não existe dever de casa já completo.
09:52A gente segue fazendo dever de casa todo dia
09:54e todo dia a gente tem que se reinventar e criar soluções novas.
09:58E às vezes nem com todos os recursos necessários
10:00para criar essas soluções.
10:02Então, existem os hospitais da rede particular
10:05e a gente tem também o hospital universitário,
10:08prestando todo atendimento pelo SUS.
10:10Agora, existe um planejamento, um projeto, um sonho,
10:13algo perto da gente ou está longe o caminho
10:17da construção de mais um hospital mesmo,
10:21com capacidade cirúrgica, com esse tipo de atendimento ambulatorial
10:24pelo município?
10:26Existe esse projeto?
10:28Sempre existe projeto em discussão.
10:32Eu coloco numa saia justa.
10:33O que eu posso falar de um hospital novo para o município
10:40é que eu posso falar o seguinte,
10:43que nós temos deputados que representam o município,
10:47nós temos o nosso secretário de Estado, Beto Preto,
10:50nós temos o nosso governador, Ratinho Júnior,
10:52temos o nosso prefeito, Renato Silva,
10:55e temos um secretário de Saúde aqui em Cascavel
10:58que estão discutindo incansavelmente
11:01a viabilização de uma estrutura nova.
11:04Eu não tenho como falar se vai dar certo,
11:07se não vai dar certo, a gente caminha...
11:10O diálogo existe.
11:12Existe um diálogo muito grande nessa área,
11:14a gente sabe da carência nessa área
11:16na região oeste do Paraná, não é nem só em Cascavel,
11:20porque a gente é sede de macro região de saúde.
11:23O HU hoje é referência para mais de um milhão de pessoas
11:26na assistência da alta complexidade, por exemplo.
11:29Então, ontem, inclusive, saiu uma resolução nova
11:32que é feita pela Secretaria de Estado de Saúde do Paraná,
11:36onde a gente reorganiza alguns fluxos hospitalares
11:41justamente para melhorar o encaminhamento desses pacientes
11:45nos pontos certos, para que pacientes de outras regiões
11:47já evitem vir para Cascavel,
11:49tenham seu problema solucionado mais perto da sua residência,
11:53e para que a gente consiga, em Cascavel, otimizar
11:55toda essa estrutura de saúde.
11:58É uma iniciativa do nosso secretário de Estado muito bacana,
12:01porque mostra a exaustiva e tentativa,
12:06a exaustiva o trabalho na tentativa de reorganizar
12:09todo esse processo.
12:10E vocês podem ter certeza que tanto o nosso prefeito Renato,
12:14quanto o secretário de Estado Beto Preto,
12:15o governador Ratinho e eu,
12:17e as lideranças estaduais aqui do Paraná,
12:19estamos trabalhando muito forte para tentar viabilizar
12:23uma nova estrutura,
12:24tentar trazer notícias boas para a população
12:27que resolvem toda essa iniquidade.
12:29E a gente também trabalha agora,
12:32estamos aí nos finalmentes do nosso hospital de retaguarda
12:36para a criação dos três centros cirúrgicos,
12:39as obras estão já na fase mais final,
12:43que também vai dar muita vazão a pequenas cirurgias,
12:45que às vezes esse paciente acaba tendo que ir,
12:48às vezes para as cidades vizinhas,
12:50justamente pela sobrecarga que o HU vivencia,
12:53mas a gente também vai conseguir trazer
12:55esse aporte de serviços para esse moderador
12:57também ficar aqui na nossa região,
12:59na nossa cidade,
13:00para dar mais qualidade no nosso atendimento.
13:03Muito bem, secretário Alia Aydar,
13:05muito obrigado primeiro pela tua presença,
13:07desejo um ótimo Natal e um excelente 2026.
13:10Eu que agradeço, um ótimo Natal para vocês,
13:13um 2026 abençoado para todos nós,
13:16que Deus ilumine também as nossas decisões,
13:19porque não são decisões fáceis e espero que dentro das dificuldades
13:24que a gente tem no nosso dia a dia,
13:26a gente sabe que existem problemas na saúde,
13:28a gente trabalha isso diariamente,
13:29espero que a população consiga ver que nós estamos trabalhando
13:32algumas melhorias, o sistema é muito complexo,
13:35o financiamento não é suficiente para a gente atender todas as demandas,
13:39mas tenho certeza que com muito trabalho a gente vai conseguir
13:43dar algumas respostas para as necessidades da população
13:45que vão fazer um pouco de diferença sim
13:47e vão melhorar a qualidade da saúde.
13:49Tá certo, muito obrigado,
13:50obrigado também pela sua companhia aqui na CGN.
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