00:00O presidente internacional que mexe muito com o relacionamento dos países na América do Sul,
00:06o presidente-eleito do Chile, José Antônio Castro, já se reuniu com o Gabriel Boric,
00:11atual chefe de Estado no país sul-americano, no Palácio de La Moneda, em Santiago.
00:16Os dois tiveram uma reunião com a presença de integrantes de ambas as equipes
00:21para iniciar justamente o processo de transição de governo.
00:24O Castro, candidato da direita, venceu o segundo turno da eleição presidencial,
00:27derrotando Janet Viara, que também fazia parte da coalizão governista, ligada à esquerda.
00:34O resultado era esperado, segundo as pesquisas de opinião chilenas,
00:39e ele conseguiu 58% dos votos, enquanto a adversária teve aproximadamente 42%.
00:44O direitista agradeceu pela confiança e ressaltou o que espera uma transição de governo ordenada e respeitosa.
00:52Deixa eu chamar a Dora Kramer e também a Denise, se quiserem comentar essa relação
00:56entre o Brasil e o Chile.
00:58A partir de agora, o presidente Lula, inclusive, fez, não é, Denise,
01:02uma referência a ele, dizendo que justamente vai dar todo o apoio, enfim.
01:09Mas o que indica serem dois presidentes com ideologias completamente diferentes, Denise?
01:16Ao contrário do que vinha sendo encarado no Chile.
01:19A gente tenta a diplomacia, não é, Tiago?
01:21Há uma dificuldade de relacionamento entre Brasil e Argentina em algumas questões políticas.
01:27Logo de início, houve problemas nas discussões, por exemplo, em relação ao Mercosul.
01:30Depois houve uma certa acomodação.
01:33Agora, a gente vê um avanço da direita também na América do Sul, na América Latina.
01:38O que tem relação com a economia?
01:39Foi a incapacidade de se resolver determinados problemas econômicos.
01:43Imigração é um grande problema para os vários países.
01:46A gente vê, aliás, que essa é uma questão global hoje e entra no Chile também a questão da segurança.
01:52Então, são problemas parecidos com o que a gente enfrenta aqui no Brasil.
01:55Há uma cobrança em relação ao governo.
01:57O governo anterior lá no Chile não conseguiu resolver essas questões,
02:00apesar de a criminalidade lá ser muito baixa.
02:04Tem o problema da entrada de facções criminosas,
02:07atuando e com crimes pontuais que chamam a atenção da população e aumenta a fragilidade.
02:12Então, ficou devendo algumas coisas em matéria econômica.
02:16A esquerda não conseguiu solucionar esses problemas todos.
02:19Nós tivemos até um contexto global internacional mais difícil.
02:23Mas a gente percebe que a resposta vem nas urnas para aquele governo
02:26que não consegue responder as expectativas da sociedade.
02:29Pois é, Dora.
02:30A relação Brasil e Chile, o que é possível esperar?
02:33É bom lembrar que os chilenos foram às urnas apontando a violência,
02:38segurança pública, criminalidade, como os temas mais emblemáticos e primordiais
02:44para uma campanha como essa?
02:45Talvez o que o Brasil deve enfrentar no ano que vem.
02:50Provavelmente.
02:51A pesquisa da Tata Folha do final de semana
02:53coloca, indica a segurança no primeiro lugar, no topo das preocupações.
02:59Agora, com relação ao Chile, tem vários aspectos.
03:02Primeiro, essa transição, né?
03:05Segundo o Caste, ele disse hoje que pretende fazer uma transição impecável.
03:11E o Boris também.
03:13É alternância de poder na veia, em estado puro.
03:17Aqui no Brasil, a última vez que se viu isso
03:19foi na transição do governo Fernando Henrique,
03:24segundo o governo Fernando Henrique,
03:26para o Lula em 2023.
03:28Depois disso, o que a gente teve foram cenas lamentáveis
03:32de não transmissão da faixa, enfim.
03:36Coisas realmente...
03:38E tudo que a gente viu de tentativa de permanecer no poder,
03:42contestar as eleições, enfim.
03:44Cenas lamentáveis.
03:45Então, a gente olha para o Chile e é um exemplo a ser seguido.
03:49O presidente Lula já cumprimentou o presidente eleito,
03:53o fato dele ser de direito, enfim.
03:55É alternância, é do jogo.
03:57O Boris também não era alguém que representasse uma esquerda
04:01muito alinhada à esquerda representada pelo presidente Lula,
04:05que é uma esquerda mais atrasada.
04:08O Boris tinha uma posição mais avançada.
04:13Do ponto de vista de governo do Caste,
04:15que se espera, ele tem dois pilares.
04:18Claro que tem essa questão da segurança,
04:21mas ele fala em corte de gastos,
04:23tanto é que a primeira viagem dele,
04:25já, se eu não me engano, amanhã...
04:26Hoje não, amanhã vai ser para a Argentina
04:29para se encontrar com o Javier Miley.
04:31Então, espera-se que haja coisas parecidas,
04:36atitudes, ações, medidas parecidas.
04:39Claro que é adaptado.
04:41O Chile não é nem de longe
04:43tem uma situação tão dramática quanto a da Argentina.
04:49E da imigração ilegal, também o Caste promete mão pesada, né?
04:55Hoje disse assim,
04:57que os imigrantes ilegais é bom que eles aproveitem para sair agora,
05:02porque agora eles podem levar seus bens,
05:04porque a partir de 11 de março,
05:06que é a posse dele,
05:07terão de ir embora,
05:10expulsos, sem poder levar nada.
05:13O que se espera, pelo menos por enquanto,
05:15depois de tomar da posse,
05:19é que a gente vê exatamente como são as coisas.
05:22Mas, se eu pudesse definir,
05:24seria assim,
05:25uma direita,
05:26um governo
05:27que, claro, tem essa ideologia de direita,
05:32aliás, essa é a terceira tentativa
05:35do Caste de CNG,
05:37mas ele não parece ser,
05:40não tem aquele estreonismo,
05:43embora de Javier Milley,
05:46de Jair Bolsonaro,
05:48e até mesmo de Donald Trump.
05:50Mas vamos conferir,
05:52depois de 11 de março,
05:53quando ele tomar posse.
05:54Voltando...
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