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  • há 11 meses

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Transcrição
00:00O júri popular do policial penal Claudomérison José do Nascimento acontece aqui no Fórum de Olinda.
00:08Ele, inclusive, foi trazido para cá, ele está preso, inclusive aguardava esse júri popular na prisão e foi trazido para cá, onde acontece esse júri.
00:17A informação que a gente tem é que esse crime aconteceu em maio do ano passado, ou seja, esse júri popular está acontecendo um ano e seis meses
00:27depois desse crime que aconteceu em maio do ano passado.
00:31Todo esse tempo, a família da vítima do professor de dança Marlon Melo aguarda essa resposta da justiça.
00:38A gente vai acompanhar agora o que disse o pai do Marlon.
00:41Eu nunca queria estar aqui, né, nesse momento.
00:45É muito triste, né, perder um filho do jeito que foi, né, um menino novo ainda.
00:57Na época tinha 32 anos, com uma filhinha de 8 anos.
01:03E a gente está aqui nessa situação, né, eu só peço que seja feita a justiça dos homens, né.
01:09O senhor nunca concedeu entrevista antes, é a primeira vez, mas como é que tem sido esse ano, né, fez mais de um ano que o seu filho foi assassinado.
01:17Como é que tem sido esse luto?
01:19Muito difícil.
01:24Fiquei, fiquei doente.
01:27Ansiedade, hoje mesmo, acordei três horas da manhã.
01:30Não dormi mais.
01:32Esperando chegar a hora pra vir pra cá.
01:35E fiquei doente.
01:39E tô aí, né, só na graça de Deus, né.
01:41Jair, não foi fácil o senhor ouvir que o seu filho, um rapaz trabalhador, sonhador, foi acusado, querendo ou não, de ter cometido um assalto ali.
01:51Algo que não aconteceu, de acordo com a investigação?
01:54Foi isso que mais me doeu, foi isso, né.
01:58Saber que o filho meu foi acusado de um assalto que ele não precisava, né.
02:04Ele como trabalhador, né, professor, né, sempre ensinei a ele o bom costume, né, e não te pegar nada dos outros, ele não precisava, né, que realmente isso foi uma mentira, né.
02:20Nós também conversamos com a viúva da vítima e vamos acompanhar a entrevista.
02:25Foi bem difícil, né, sempre falta.
02:29A gente não tem mais, né, ele não tá mais completo.
02:32Ela tem muito ano, já entende, já pergunta pelo pai.
02:36Sim, ela sabe de tudo como aconteceu, ela questiona como é que um policial, que é pra nos proteger, pra evitar que essas coisas aconteçam, acabou com a vida do pai dela.
02:50Então é bem difícil, nem eu consigo explicar pra ela.
02:53O assistente de acusação, ele trouxe um vídeo como prova do crime.
02:59Esse vídeo não mostra o réu e a vítima, mas existe um áudio onde é possível observar que teria acontecido ali uma discussão de trânsito.
03:10É isso que diz a acusação.
03:13E a gente vai acompanhar agora um trecho desse vídeo.
03:15Nós conversamos com o assistente de acusação e ele falou que existem provas de que realmente...
03:45Marlon foi assassinado durante uma discussão de trânsito.
03:49Vamos acompanhar a entrevista.
03:50Ficou evidenciado que o acusado realmente atirou com a intenção de causar a morte do senhor Marlon.
03:57O senhor Marlon era um jovem que teve a vida interrompida por essa situação drástica que aconteceu.
04:03Aquela discussão de trânsito culminou no disparo de arma de fogo.
04:07Esse disparo, em hipótese alguma, foi proferido com a intenção de se defender.
04:12Até porque o Marlon estava com o fardamento do trabalho dele, estava na moto dele, era uma moto pequena.
04:18Então, qualquer argumento de que estaria agindo em legítima defesa ou estaria agindo em uma legítima defesa imaginária ou putativa, cai por terra diante das provas que foram produzidas.
04:27Nós também conversamos com a defesa do réu, que alega algo diferente.
04:33A alegação da defesa é de que houve, na verdade, uma tentativa de assalto e, por isso, o policial penal atirou para se defender.
04:42Vamos acompanhar o que disse a defesa do réu.
04:44O júri popular é o momento maior de se provar uma defesa baseada nas provas dos autos.
04:50Nós temos a plena convicção de que ali aconteceu realmente, foi uma tentativa de assalto.
04:54Está certo?
04:55Nós vamos fazer, de hoje, o diferencial das provas dos autos.
04:59Não vai ser a mídia.
05:00A mídia é necessária para que a população saiba do que está acontecendo, mais ou menos o que está dentro do processo.
05:04Tem vazado muitas coisas, conclamando o povo a condenar um ser humano que é pai de família, um trabalhador exemplar, nunca nenhuma mácula na sua ficha funcional.
05:15Saiu de casa para comprar apenas dois pregos de parafuso, para poder colocar numa prancha.
05:19A gente continua acompanhando o caso e, claro, vamos trazer as informações atualizadas ao longo da nossa programação.
05:27Eu volto ao estúdio com você.
05:30Bom, então você entendeu tudo o que está acontecendo.
05:32A mesma justificativa que o policial penal deu na época é o que a defesa dele está alegando hoje,
05:41dizendo que ele sofreu uma tentativa de assalto e o tiro foi para se defender.
05:44E a gente sabe muito bem que o policial, aqui a gente tem vários exemplos aí,
05:50que o policial bem preparado, ele atira nas pernas ou atira para cima,
05:54de uma forma que é aquele tiro de aviso, tiro de alerta, né?
05:58Que a gente chama para evitar qualquer tipo de aproximação criminal, que seja um bandido ou não.
06:03O medo ali, o que aconteça.
06:04Mas ele disse que foi vítima de uma tentativa de assalto, o que os pais dizem que não, que não tinha necessidade de ele cometer o crime.
06:13Até porque ele estava saindo da academia onde ele tinha acabado da aula e ia para casa, para encontrar com a filha e com a esposa.
06:20E ele não chegou mais.
06:21Essas são as imagens da época que a gente tem do momento em que o crime aconteceu, que a gente acabou de mostrar,
06:26e que mostra a arma do policial na cintura.
06:31A gente, olha aí, a arma do policial na cintura.
06:33Está vendo aí?
06:34Ele atirou e depois foi embora.
06:36Depois foi embora.
06:37E o resultado está aí.
06:37A morte do professor, né?
06:40E depois, agora, depois de um ano e seis meses, o julgamento dele, júri popular.
06:46E eu lembro a você que ele está preso, viu?
06:48Ele está preso desde então até agora, esperando o julgamento.
06:51Ó, essa entrevista aí que o Marvin fez, nosso repórter Marvin fez com ele,
06:55a gente tem da época para voltar e mostrar o que foi que ele falou.
06:59Qual foi a conversa que o Marvin teve nessa tentativa de entrevista com ele.
07:03Vamos lá.
07:03Pode colocar aí.
07:05O que o senhor tem a dizer sobre a sua prisão?
07:08Na sua opinião, a justiça agiu corretamente?
07:10O senhor quer se defender?
07:12Por que o senhor tirou a vida do professor de dança?
07:15O senhor ainda continua achando que ele teria tentado lhe assaltar?

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