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  • há 1 ano
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Transcrição
00:00E um homem foi assassinado em Peixinhos Olinda, a facadas e pauladas.
00:04Ele voltava da praia com a família, quando foi retirado à força de dentro de um ônibus,
00:10sob a suspeita de roubar uma corrente de ouro de uma mulher.
00:14Duas mulheres apontaram ele como o criminoso.
00:17Segundo a família, ele não fazia nada disso.
00:23Não precisava ser ladrão, não roubava e estava voltando da praia.
00:27Segundo a família também, essas duas mulheres mandaram a comunidade bater nele até a morte.
00:33Ele foi esfaqueado, antes foi espancado a pauladas e com murro, com chutes e depois foi esfaqueado.
00:40Ele morreu e ficou lá na presente, Kennedy.
00:42Entenda todo o caso agora na reportagem de Carlos Simões e Robson Língua.
00:47A família da vítima está muito abalada e, claro, pedindo justiça.
00:51A informação que a gente apurou é que o marmorista José Rodolfo Moraes da Silva, de 32 anos,
00:57ele tinha ido para a praia de Casa Caiada, em Olinda, comemorar o aniversário da irmã.
01:02Ele estava junto da família quando foi para a praia de Casa Caiada.
01:05E aí, quando eles saíram de lá, né, tanto José Rodolfo como a família saíram juntos de lá,
01:11vieram para cá, nesse trecho aqui, dentro de um ônibus.
01:14Eles estavam em um ônibus da linha TI Chambá, Getúlio Vargas.
01:17Quando, segundo os parentes, um casal de mulheres teria acusado o José Rodolfo de tentar roubar uma corrente.
01:25E aí, depois que isso aconteceu, essas mulheres teriam puxado o José Rodolfo para fora do ônibus.
01:31Ele, para fugir dessa confusão, teria entrado exatamente na comunidade do Marezão.
01:38Aí, horas depois disso tudo, o que aconteceu é que o José Rodolfo foi encontrado ferido aqui na Avenida Presidente Kennedy.
01:45Foi encontrado ferido e levado para o Hospital da Restauração, mas não resistiu aos ferimentos.
01:52Ele estava com o corpo cheio de pancadas e também facadas, de acordo com os parentes.
01:58Eu conversei com um aparente que não quis se identificar e a gente vai ouvir agora o que foi que ela disse em entrevista.
02:04A gente entrou no ônibus, eu, meu marido e a esposa dele passaram, ele ficou na frente conversando com o motorista.
02:11A gente ficou lá atrás chamando ele, aquela zoada todinha, brincadeira, tinha soma muito alta, cheia de gente.
02:16Chamava ele, brincando com ele, vem que bora pra cá, vem que bora.
02:19E ele fazendo sinal, pera aí, espera, e ficou conversando com o motorista, conversando, conversando.
02:23Quando já foi chegando ali em Peixinho, ele pulou a catraca e tinha um bocado de gente na frente.
02:30Aí a mulher falou, era um casal de mulher e tinha outra com elas.
02:35Eu não sei se tinha mais gente que não deu pra ver, mas eu só soube dessas três.
02:39Que elas disseram que ele roubou a corrente, que ele tinha roubado uma corrente, ou tinha tentado roubar uma corrente, eu tava lá atrás no fundo.
02:46E foi tudo muito ligeiro, pediram parada e puxaram ele pra baixo do ônibus.
02:50Quando o ônibus puxou, minha cunhada disse que quando viu, que ela tava na metade do ônibus, ela disse que quando viu foi muito rápido.
02:57Aí daí, né, foi chegando os boatos que uma das mulheres mandaram segurar ele lá e reconheceram e disseram, foi ele mesmo que roubou a corrente.
03:06Aí bateram nele, espancaram ele, furaram ele de faca, deixaram ele lá.
03:12Depois de não sei quanto tempo, pegaram o corpo dele e jogaram lá no presidente Kennedy.
03:17Foi essa a informação que ela repassou para a nossa equipe de reportagem.
03:21Inclusive disse que ele era casado, tinha filhos e, claro, a família toda está abalada e pedindo justiça.
03:28Vamos ouvir mais um trecho dessa entrevista.
03:30E agora eu preciso ver as câmaras, eu preciso ver quem essas pessoas.
03:33Mas ele é trabalhador, ele trabalha com mármore, ele deixou dois filhos, os dois filhos dele estão chorando, a mãe dele está ali na frente.
03:40Ele não tinha necessidade de fazer isso.
03:42E até se ele chegasse ao ponto de pegar uma corrente, por que fizeram isso, mataram, espancaram, esfaquearam, ele está cheio de facada nas costas.
03:49Meu Deus do céu, eu quero justiça, eu não quero que isso fique assim não.
03:51Eu preciso ver essas câmaras dos ônibus, o horário, o seu horário certinho, o seu número do ônibus.
03:57Precisa se ver também na Avenida Presidente Kennedy as câmaras, porque ali é uma avenida, ali tudo tem câmera.
04:03Está ali, e se ele foi pego de 7,58, provavelmente jogaram de 6 e pouca, de 7 e pouca.
04:09Está ali, vamos ver quem foi que jogou, as pessoas que jogaram.
04:11E essas pessoas dos ônibus têm que ser identificadas, porque tudo começou a partir delas, elas precisam ser chamadas, precisam ser ouvidas.
04:16Alguém tem que se responsabilizar, porque a gente está sentindo uma dor enorme.
04:18Quem perdeu foi a gente, a família, os filhos, que ficou sem ele, ele não vai mais voltar.
04:24E agora o que eu espero é que os culpados sejam punidos, porque foi uma vida, muita gente está triste, chorando, e os culpados estão aí.
04:32E a gente precisa provar, para a gente ter certeza, como foi os quadros, a gente precisa ver as câmaras.
04:36A gente aguarda a investigação da polícia descobrir como o José Rodolfo foi assassinado.
04:43Eu volto ao estúdio com você.

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