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O Direto ao Ponto desta semana recebe o lendário Joseval Peixoto, em entrevista com Evandro Cini. O jornalista compartilha histórias inéditas e nostálgicas de sua trajetória, revelando que "o mundo era o rádio" e que ele começou a carreira no serviço de alto-falante, onde "ganhava uma nota".

Joseval Peixoto lança seu livro de memórias "A Lenda Joseval Peixoto: Voz, Memórias e Versos de uma Vida ao Vivo". A obra narra sua trajetória como radialista e advogado.

O lançamento será no dia 12/11, às 18h, na Livraria Drummond (Conjunto Nacional, Av. Paulista); a pré-venda já está disponível online.

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00:00Mas aqui tem uma... A gente vai falar... O Mauro tá aqui, vai falar de futebol, de esporte, de Pelé, de Botafogo, enfim.
00:06Mas eu quero começar a falar um pouquinho desse livro, voltar lá pra Prudente, o começo do rádio.
00:11A tua história, no início, é locutor de igreja ali, na praça, aos 15 anos de idade.
00:17Conta um pouquinho como é que começa esse José Valkes.
00:19Eu vou falar pra você agora, estelionatário sempre fui eu.
00:25Veja o que aconteceu.
00:26Eu... Na minha biografia, consta que eu comecei na ZYQ6, Rádio Clube Marconi, de Paraguaçu Paulista.
00:35Não é verdade, eu tinha 15 anos.
00:37Eu comecei no serviço de alto-falante, dando partida de ônibus e falando das lojinhas lá.
00:43E comecei assim, mas com 15 anos de idade.
00:45E ganhava uma nota, viu?
00:47É mesmo?
00:47Nossa!
00:49Ganhava 300 mil reais.
00:50Eu comecei a fumar uma cigarra que custava 2 reais, 2,30.
00:53Bom, naquela época, o Patrick, o rádio era a Rádio Nacional do Rio.
01:04Era a Globo.
01:04Não existia a Globo, não existia a internet, era outro mundo.
01:08Tudo acontecia na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
01:11Estava tudo lá.
01:12Jorge Cury, Meron Domingues, as cantoras, Angela Maria, Marlene, Emelinha Bob, o repórter S,
01:20que ele falou, Antônio Cordeiro, tudo era a Rádio Nacional.
01:24E eu estava, no quinto ano do colegial, eu saí para morar com uma tia.
01:30Na verdade, era uma prima da minha, coisa de interior.
01:34E meu primo, que era o locutor de alto-falante, me levou.
01:38Me levava toda a noite para o alto-falante, foi me ensinando, tinha um texto maravilhoso.
01:43Eu vou até caprichar aqui, ó.
01:46Adão não se vestia porque Durval não existia.
01:50Alfaiataria Durval.
01:53Gênio.
01:57Brincadeira?
01:58Maravilhoso.
01:59O Astoliveto de Paraguaçu Paulista.
02:02Exatamente.
02:03Sensacional.
02:03Muito bom.
02:04Mas aí, você, o Chico Anísio não era conhecido, porque ele não estava na Nacional, ele estava
02:12na Mairinque Veiga, que apresentava sexta-feira à noite o programa Cidade Se Diverte, coisa de
02:18carioca, né?
02:19É o Morinho e tal.
02:21E era aquilo lá, era a escolinha do professor Raimundo encerrando o programa Cidade Se Diverte.
02:27E meu tio, que era torcedor do Botafogo, e meu primo, e eu também ficava ouvindo.
02:31A televisão era o rádio, o mundo era o rádio, compreendeu?
02:38Aí eu venho para Presidente Prudente e quando eu cheguei tinha aberto a segunda rádio, na
02:47cidade de Presidente Prudente, que era ZYR84.
02:51Eu já dei um jeito de chegar ali na Tenente Nicolau Mafei, me encaixei ali, mas num programa
02:57de Várzea, programa de Várzea, que tinha lá os times de Várzea, Sambra, Guarani,
03:04tal e tal, e eu fazia a cobertura de Várzea, sem ganhar, estava chegando.
03:10Em frente à rádio tinha o bar que a turma lá ficava tomando um sorvete, um negócio.
03:16Foi um dos maiores grupos de conteúdo que eu trabalhei.
03:20Uma radinha de 100 watts, pô, tinha jornal, teatro, programa Caipira.
03:26Porque a Caipira era fantástica, o Ionico e Celestino.
03:29Uma dupla sensacional.
03:31Seis da manhã eles falavam assim, ó, seis horas e quinze minutos.
03:36Se o galo cantou e não é seis e quinze, acerta o galo.
03:41Porque o relógio da relogioaria tal não faia.
03:45Tem que acertar com o Stilingue, meu medo é alguém achar.
03:48É isso aí.
03:49Sensacional.
03:51Espetacular.
03:53E o humorismo era o chico anístico, se eu ouvia, além de uma lança, mas não cai da nacional.
03:59Aí eu vou para Presidente Prudente, tinha um gênio lá, que era o Geraldo Soler,
04:03pouco mais velho que eu, dois, três anos, devia ter uns vinte, vinte e pouco.
04:06Ele escrevia a crônica do dia, ele escrevia o programa...
04:10Um radiátrico que chamava esquete de meia hora, né?
04:18Era uma história completa em meia hora.
04:21E eu estava fora disso, eu fazia a várzea, mas eu estava em frente ao bar.
04:25Aliás, lá dentro do bar, tomando um café, ele entra com um maço de...
04:30De...
04:31De...
04:32Jornal?
04:33De folha, né?
04:34De folha, não, de escrito de texto.
04:35Sim.
04:35Eu falei, Soler, o que que é?
04:37É eu e o vento chamava.
04:40É o programa.
04:41Olha como era já um negócio diferente.
04:43Eu e o vento nos transportamos aos lugares ermos da natureza.
04:48Aos recantos onde a brisa leve ou o vento forte soprando contam nos histórias.
04:55Histórias como esta.
04:56E aí começava, em meia hora, era uma novela completa.
05:00Falei, o que que é isso, Soler?
05:01É eu e o vento?
05:03É o próximo?
05:04Ela falou, não, isso aqui é o primeiro programa humorista que vai ter aqui na cidade.
05:09Eu que escrevi.
05:10Falei, pô, o programa humorista é porque tinha chegado na cidade um psiquiatra, o primeiro
05:16psiquiatra.
05:16E foi eu, querido.
05:18Bafafá.
05:20Na verdade, era Casa de Louco, que eles falavam, né?
05:23Psiquiatra.
05:25Eu falei, mas como é que vai chamar o programa?
05:27O doutor chamava doutor...
05:30Doutor Marreta.
05:32É, não, o doutor Marreta foi um nome que ele deu.
05:36Era um nome assemelhado a doutor Marreta.
05:39O doutor Marreta é o nome que ele deu.
05:42Mas era outro nome do médico, né?
05:45Um nome estrangeiro e tal.
05:48Falei, como é que vai chamar?
05:49Doutor Marreta.
05:51Eu falei, quando estreia?
05:52Eu falei, eu não achei ainda a voz do doutor Marreta.
05:55Porque os locutores, grandes locutores, Edson Fernandes, Paulo Guedes, Bendrá, Rubem Chirá, se eu eram os locutores comerciais da rádio.
06:05Eu não era ainda.
06:07Eu tinha aquela voz formal, rádio presidente, prudente, não sei o quê.
06:13E ele queria uma voz de um louco lá, para ser o doutor Marreta.
06:17Eu falei, eu tenho a voz do doutor Marreta.
06:21Você?
06:23Eu não estava nem no ar, eu estava na Varja, no programa de Varja.
06:26Eu imitei o Chico Anísio.
06:28Eu falei, aquele jeitão, o nervoso, né, rouco do Chico Anísio.
06:33É isso que eu quero, é isso que eu quero.
06:36Então, eu descaradamente, portanto, como estelionatário, copiando o Chico Anísio, eu fui ser o doutor Marreta.
06:46Antes de ser locutor comercial.
06:48Caramba.
06:49E assim que eu comecei, doutor Martela se chamava.
06:52Martela.
06:52Se chamava o psiquiatra.
06:54E o seu personagem, doutor Marreta.
06:55Doutor Marreta, é.
06:57Então, eu fiz o doutor, comecei no rádio, como radioator, você imagina.
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