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  • há 2 meses

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Transcrição
00:00Primeiro porque a gente tem feito uma crítica que não é uma crítica, vamos dizer assim, infundada,
00:07é uma crítica que está baseada em números, os números inclusive trazidos pelo Instituto Fogo Cruzado,
00:13que é o qual que nos referenciamos, dá conta de que a Bahia, particularmente a região metropolitana,
00:20vive um surto de violência e que a letalidade policial na tentativa de fazer enfrentamento a isso
00:26tem aumentado assustadoramente e tem atingido fundamentalmente pessoas inocentes,
00:31como nós já manifestamos isso em outras ocasiões.
00:34Então, apesar do governo ter construído um plano de enfrentamento da violência, que é o Bahia pela Paz,
00:42que busca exatamente associar outras ações que não ações só da repressão policial ao processo de construção
00:49de uma segurança pública efetiva, nós havíamos dito naquela época que essas coisas ainda é insuficiente,
00:55o número inclusive de intervenções do Estado nos núcleos do Bahia pela Paz,
01:02que foram criadas e que elegeu as principais comunidades, ele é interessante porque ataca as principais comunidades,
01:08de certa forma, onde a violência e o crime organizado estão mais presentes e faz sentir com mais força,
01:16mas nós consideramos que isso precisa ser generalizado para toda a Bahia e principalmente para os municípios
01:20que hoje enfrentam situações semelhantes às de Salvador, certo?
01:24E acho que nesse sentido é necessário mais investimento, principalmente através do orçamento público
01:30para garantir e assegurar essas intervenções.
01:33Segundo, é que a letalidade policial precisa ser também observada nessa questão.
01:38Então, o secretário estava nos devendo o plano que a gente havia cobrado, certo?
01:44Sobre o controle ou, vamos dizer assim, uma nova abordagem para que pudesse diminuir a letalidade policial.
01:53Esse plano foi nos apresentado hoje.
01:56Nós estamos, vamos analisar esse plano, observamos com muito cuidado.
02:01Acreditamos que ele está arrivado de boas intenções, evidentemente, mas nós vamos nos debruçar sobre esse plano,
02:08entender as reais intenções, apesar do secretário já ter nos antecipado alguns elementos que nós consideramos fundamental nesse sentido
02:15e que inclusive envolvem mudanças no protocolo da abordagem policial nas regiões
02:20e, sobretudo, também o debate sobre a valorização profissional desses profissionais da segurança pública
02:27e uma possibilidade de investimento maior na investigação.
02:32Ou seja, alegou também que vai estar abrindo um novo concurso público para a Polícia Civil,
02:38admite que há um sucateamento do serviço de investigação
02:42e nós vamos esperar para ver que essas ações se efetivem na prática.
02:46Então, o investimento, de fato, na valorização dos profissionais,
02:50diminuindo as diferenças salariais entre categorias,
02:54o que nós reivindicamos, que é o que os policiais, principalmente civis, já nos trouxeram,
02:59que é a questão do salário de nível universitário, certo?
03:03Que eles estão reivindicando, ou seja, o salário dos trabalhadores, dos investigadores, principalmente,
03:09é extremamente baixo e esses trabalhadores já vêm há algum tempo reivindicando
03:13que o seu salário seja equiparado aos trabalhadores de nível universitário,
03:17até porque hoje você, para ser policial civil, você também precisa ter esse Estado,
03:22um curso superior. Portanto, eu acho mais do que justo,
03:27porque valorizar o profissional, principalmente, que está na frente desses enfrentamentos,
03:32é fundamental para a melhoria da qualidade, inclusive, das ações policiais.
03:37E, por último, é a participação da população no acompanhamento e monitoramento desse projeto.
03:43Então, está colocado no papel, nós tomamos conhecimento e, a partir de agora,
03:49nós vamos acompanhar com a promessa do secretário de Direitos Humanos, Felipe Freitas,
03:53inclusive, de um período, pelo menos, de seis meses, a gente está avaliando a dinâmica desse processo.
04:01Mas, a gente considera que a questão da letalidade policial é uma das coisas principais a ser enfrentada
04:07e a abordagem, no que diz respeito, a questão do programa, da política de enfrentamento às drogas.
04:15A guerra às drogas não pode desprezar de que, nas comunidades onde o crime organizado está instalado,
04:23de que existem pessoas de bens e de que pessoas inocentes não podem continuar sendo vitimadas.
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