Nesta quarta (29), a clássica zoeira a serviço da população deu espaço para a informação com qualidade e chamou o capitão do Bope Rodrigo Pimentel para falar tudo sobre a operação policial no RJ. Ele alertou para a força do crime organizado no estado, destacando os resultados das ações da polícia na região e traçando uma comparação entre o Capitão Nascimento e a gestão em exercício.
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DiversãoTranscrição
00:00Vai começar o programa conversando com o Rodrigo Pimentel, que já participou diversas vezes com a gente, ele tá online.
00:07Tudo bem, Rodrigo? Obrigado aí pela sua atenção aqui com o Pânico, com a Jovem Pan.
00:13Eu já vou começar, todo mundo sabe que o Rodrigo já foi o capitão do BOP e tal, já teve várias vezes aqui no programa Pânico.
00:21Eu já vou começar com você, com uma pergunta aqui que me fizeram, uma pergunta aqui da audiência.
00:26Que é uma questão que é o seguinte, Pimentel, pra que você descreva aqui pra gente um pouco como é que é esse cenário, como é que são as circunstâncias em que os policiais estão trabalhando.
00:40Porque você foi do BOP e você sabe como isso funciona.
00:45No tamanho dessa operação, como é que você pode explicar como é que é o terreno, como é que é o cuidado pra você não atingir as pessoas que são inocentes,
00:55a paridade das armas, tudo isso pra que você pudesse explicar, pra que a gente poder entender, a gente que não tá aí no Rio de Janeiro, nesse terreno, pra que a gente possa entender.
01:06E obrigado pela sua atenção aqui com o Pânico.
01:10Obrigado, Emílio, pela oportunidade mais uma vez de estar com vocês.
01:13Eu perdi ontem um amigo e dois conhecidos da operação, o quarto policial que faleceu, tinha 40 dias da Polícia Civil, esse eu não conheci, não tive a honra de conhecê-lo.
01:24Mas três colegas, um era muito próximo, dois eu conheci desde o ano de 99.
01:31Então eu tô bem triste, abalado, eu não troco a vida de quatro policiais pela apreensão de 200 fuzis, 300 fuzis.
01:39Então, de imediato, eu já considero tudo isso uma grande tragédia.
01:44Mas vamos lá, pouca gente sabe que o Rio de Janeiro não existe mais uma situação de bandido e polícia, né?
01:50O banditismo clássico.
01:52O Rio de Janeiro, se você fosse conceituar, seria um conflito armado não internacional.
01:58A gente chama de cane, onde você tem forças irregulares que já permanecem no terreno por duas décadas, 20 anos, 30 anos, né?
02:08Que é o Comando Vermelho, que é o terceiro comando.
02:11Você tem domínio territorial, o território, o Estado não consegue mais colocar o pé.
02:17Você tem esses bandidos com uma capacidade de enfrentamento de média intensidade.
02:22Eles possuem capacidade de mobilizar 200, 300 bandidos de uma vez só, com fuzis, né?
02:27E você tem esses bandidos enfrentando uma força estadual.
02:31Então, isso no mundo todo, Emílio, no mundo todo, o nome disso é guerra civil.
02:37O nome disso, na África, na Europa, isso seria uma guerra civil.
02:42No Brasil, a gente chama de bandido e polícia.
02:45Então, lá fora no mundo, você tem legislação de guerra para enfrentar esse tipo de problema.
02:52Na lógica da guerra, quando uma tropa de infantaria está avançando, ela tem que ter uma vantagem de 4 por 1.
03:00Então, se você tem mil bandidos no território, você tem que entrar com 4 mil homens.
03:06Isso é a lógica da guerra.
03:08Lembrando que o Rio de Janeiro não obedece à lógica da guerra.
03:11É a lógica da polícia e bandido.
03:12Mas, sem que a gente entenda isso, a gente não consegue compreender o que aconteceu no Alemão ontem.
03:20Há dois dias, o Comando Vermelho invadiu uma favela na área da Pavuna, Morro da Quitanda.
03:27E o Comando Vermelho, com 70 bandidos, matou uma senhora de 60 anos.
03:32Ela foi feita refém em casa e foi assassinada.
03:34O Comando Vermelho matou um jovem de 30 anos que não tinha nenhuma ligação com o tráfico local.
03:42E essa invasão ao terceiro comando foi comandada pelo DOCA, que é o líder do Comando Vermelho.
03:48DOCA, o urso, né?
03:50Evidente, Emílio, que no mundo real, em qualquer país do mundo, forças policiais, a sociedade, iriam se mobilizar
03:58para tentar capturar, prender ou então matar esse DOCA.
04:02Porque a liberdade do DOCA coloca a vida de milhares de pessoas em risco,
04:08que são os moradores das facções, das favelas rivais.
04:11Isso é muito lógico para qualquer um.
04:13Mas não é tão lógico para as pessoas que criticam essa ação policial.
04:19Reforço, não comemoro a morte de 100 bandidos, de 60 bandidos.
04:27Não digo que a operação foi exitosa, porque se morreu o policial não teve êxito, na minha opinião.
04:33Mas reforço que é necessário, é urgente, é você tentar recuperar esses territórios.
04:40O bandido hoje, Emílio, não sobrevive mais de venda de maconha e cocaína.
04:44O bandido sobrevive da exploração do território.
04:47Ele coloca uma barricada e, a partir daí, as leis são as leis do Comando Vermelho.
04:53A partir daí, toda atividade econômica de empreendedor é cobrada pelo Comando Vermelho.
04:59Só para lembrar aqui, para quem está nos vendo, há um mês, um jovem vendendo churrasquinho no Ceará e Fortaleza,
05:06que não quis pagar mil reais por mês para o Comando Vermelho.
05:09Foi assassinado, né?
05:10Essa é a verdadeira força do Comando Vermelho nas periferias do Brasil.
05:15Então, recuperar o território é uma emergência, é uma necessidade.
05:19Mas tem gente aí que entende que não, que seria razoável deixar isso na mão deles,
05:24há de eterno, e o Brasil perder a soberania dessa região.
05:28O dado que eu te passei aí há um ano, quando eu estive contigo,
05:32é que aqui no Rio de Janeiro, segundo a Universidade Federal Fluminense,
05:37quatro milhões de pessoas vivem sobre a ditadura do Comando Vermelho,
05:41ou do Terceiro Comando, ou das milícias.
05:44Então, são quatro milhões de pessoas que não possuem cidadania.
05:47Eles enfrentam o infortúnio lá da operação policial,
05:51o importúnio da operação policial, que é uma tragédia,
05:54e enfrentam lá a barricada do Comando Vermelho na porta da sua casa.
05:57Mas o morador realmente é a principal vítima disso tudo, viu, Emílio?
06:02Posso fazer uma pergunta?
06:03Pois não, Morgadinho.
06:05Eu queria saber, Rodrigo, a respeito das Forças Armadas.
06:09A gente viu notícias aqui dizendo que o Lula negou três pedidos,
06:12disse que talvez a qualquer momento possa liberar as Forças Armadas.
06:15Eu queria saber, na sua opinião, qual a importância disso,
06:17já que você falou que o contingente é pouco para a bandidagem,
06:21que você chama uma guerra civil.
06:24E a gente vê também a imprensa chamando essa ação policial de massacre.
06:32Tem gente dizendo que isso daí, pedindo para que o governador saísse,
06:37porque foi um massacre a pessoas,
06:41quase colocando os bandidos que foram mortos como pessoas de bem.
06:45Eu queria saber a sua opinião a respeito disso,
06:48e se as Forças Armadas seriam realmente algo necessário nesse momento no Rio de Janeiro.
06:55Morgado, sabe o que as pessoas, o que a imprensa ignora, de forma geral?
06:58Eu sei que você não ignora isso, mas...
07:00Eu não votei nele, não, mas o candidato mais bem votado no Complexo Alemão
07:05para governo do Estado, que ganhou no primeiro turno, foi o Cláudio Castro.
07:08Olha que interessante.
07:10O morador do Complexo Alemão votou no governador que determinou essa operação.
07:16Então, me parece que o morador do Complexo Alemão também está insatisfeito com o Comando Vermelho, viu?
07:22Exato.
07:22É a impressão que eu tenho, correto?
07:24Mas alguns jornalistas querem saber mais do Complexo Alemão
07:27do que o próprio morador do Complexo Alemão, né?
07:30O morador do Complexo Alemão não suporta mais a barricada.
07:33Mas vamos lá, Morgado.
07:37Eu tenho quatro colegas aqui da Polícia Militar, que eu confio muito, que eu acredito neles, né?
07:43Que estiveram em Brasília, no mês de janeiro, numa audiência no Ministério da Defesa,
07:50solicitando os blindados da Marinha emprestado.
07:53São aqueles blindados que possuem aquelas lagartas, né?
07:57O blindado da Polícia Militar, que é o caveirão, ele não consegue passar pela barricada.
08:02O blindado da Marinha consegue empurrar a barricada, colocar a barricada abaixo.
08:08No governo Sérgio Cabral, é bem importante lembrar disso,
08:15o presidente Lula e a presidente Dilma emprestaram os blindados, tá?
08:20De forma muito emergencial, sem nenhuma burocracia, sem decretar GLO.
08:26O mesmo presidente resolve não emprestar o blindado pro governador Cláudio.
08:33Eu acho isso bastante esquisito, e ninguém tá lembrando disso, sabe?
08:37Parece que pro Cabral você pode emprestar, porque o Cabral é amigo do governo,
08:41e pro Cláudio você não pode emprestar.
08:42Me parece isso, perfeito?
08:44Pode ser que não.
08:45Pode ser que não.
08:46Esses blindados seriam muito importantes pra preservação da vida dos policiais,
08:52porque o policial não precisa desembarcar da viatura,
08:56e também seria muito importante pra preservação da vida do bandido também.
09:01Porque se o bandido percebe a entrada da polícia,
09:04e ele não tem como enfrentar, ele se rende.
09:06Então, no final das contas, emprestar o blindado ajuda todo mundo,
09:11resolve o problema de todo mundo.
09:13Mas o governo federal não tem essa sensibilidade, não tem esse conhecimento,
09:17não sabe o que tá acontecendo.
09:20Perceba, Emílio, que o presidente Lula, há seis dias,
09:24e eu não posso deixar de lembrar disso, né?
09:25E não tem nada de ironia nisso, viu, Emílio?
09:27O presidente Lula, há seis dias, ele tava lá na Indonésia,
09:32não sei onde ele tava, e ele deu uma entrevista dizendo
09:34ó, o culpado disso aqui é o viciado, né?
09:38O traficante é vítima.
09:40Ele disse isso com todas as letras, né?
09:43Eu não tô mudando nada, quem estiver duvidando, vai lá e assista.
09:47Evidente que ele falou isso no contexto da Venezuela,
09:49mas é o que ele pensa.
09:51O presidente Lula pensa igual o Capitão Nascimento, em 2007,
09:55porque o Capitão Nascimento pegava o viciado lá da faculdade,
10:00falava, o culpado disso aqui é você, quem matou esse cara aqui foi você, né?
10:03Mas o Capitão Nascimento, ele vai sofisticar o conhecimento dele
10:07ao longo de duas décadas,
10:09ao longo de duas décadas,
10:10e vai entender que o tráfico não sobrevive mais de maconha e cocaína.
10:14O tráfico sobrevive hoje quase sempre da exploração territorial,
10:18que é a venda de bujão de gás,
10:20a venda de sinal de TV de internet,
10:22a venda do cigarro paraguaio,
10:24a venda do carvão,
10:26a venda do gelo, né?
10:27A venda da cerveja.
10:28É assim que o tráfico sobrevive.
10:30Da cobrança de extorsão de moradores e empreendedores, né?
10:35Mas o presidente desconhece isso.
10:36Ele, ele, ele...
10:38Aí no século 21, em 2025,
10:41ele continua achando que o que alimenta o crime organizado
10:45é o viciado maconheiro,
10:47que não representa sequer hoje 15%.
10:50E ontem também, se você puder botar isso depois aí,
10:54não precisa estar aqui, pode ser depois,
10:57o Lewandowski deu uma entrevista coletiva.
11:00O Lewandowski, Emílio, ele foi ministro do STF.
11:04E hoje ele é ministro da Justiça.
11:06E ele disse, categoricamente,
11:08na frente de 20 jornalistas,
11:11ele disse,
11:12é obrigação do Cláudio Castro,
11:15governador do Estado, né?
11:17Se ele, se ele lesse a Constituição Federal,
11:20o artigo 144,
11:22ele ia ver que é dever do Estado,
11:24obrigação de todos.
11:27Então, o Lewandowski estava
11:29totalmente equivocado na sua fala.
11:32E os jornalistas ali,
11:33que estavam assistindo a coletiva,
11:35desinformados, ou então,
11:37é... sei lá,
11:38não conhecem mesmo, né?
11:40Não pesquisaram, não fizeram formação,
11:43não buscam conhecer aí.
11:45Os jornalistas não questionaram o Lewandowski,
11:47não levantaram a mão.
11:48Ministro, calma aí.
11:50O senhor está falando
11:50porque não tem amparo na Constituição, não.
11:53E, Emílio,
11:53pensa no Canadá,
11:55pensa nos Estados Unidos,
11:56pensa na Argentina,
11:57pensa na Colômbia.
11:58Em todos os países do mundo,
12:00o combate ao tráfico de drogas,
12:03ele é da União,
12:04ele é da Federação, tá?
12:06O Brasil que empurrou essa bomba
12:09para os governadores estaduais, né?
12:11Assim, o tráfico é transnacional.
12:13Ele passa em rodovia federal.
12:16Os fuzis vêm do Paraguai, né?
12:18Vêm dos Estados Unidos.
12:20Não dá para o governador estadual
12:21combater isso, não, camarada.
12:23Se todo mundo não se unir nisso,
12:26as periferias do Brasil,
12:27muito em breve,
12:28vão ser tomadas pelo Comando Vermelho,
12:30pelo PCC e pelo Terceiro Comando.
12:32O que está acontecendo hoje
12:34em Fortaleza, Emílio,
12:36e a imprensa está negligenciando, né?
12:39De forma covarde,
12:40é que existem centenas de pessoas
12:42expulsas de suas casas
12:44pelo Comando Vermelho,
12:45em Fortaleza, em Maranguape, né?
12:48O Comando Vermelho expulsa você de casa
12:50e cobra um aluguel da sua casa.
12:53O governador lá de Fortaleza,
12:56o Eurmano Freitas,
12:57ele manda uma viatura da Polícia Militar
12:59ajudar você a fazer a mudança, tá?
13:01Ele manda a viatura
13:02para te ajudar a fazer a mudança,
13:05mas não garante o teu direito
13:07de permanecer no local.
13:09Isso é um atentado à soberania.
13:12E, lamentavelmente,
13:13Lewandowski, Lula
13:15e a imprensa do Brasil
13:17não falam sobre isso.
13:18É, a gente tem visto muito isso.
13:19Agora, para entender essa operação,
13:21porque foram 2.500 militares, né?
13:24Que foram fazer a operação,
13:26e é uma operação muito grande.
13:27Você acha que vazou alguma coisa?
13:28Porque me parece
13:29que o Comando Vermelho,
13:32ele enfrentou a polícia, né?
13:33Parece que eles estavam preparados
13:35para aquilo lá,
13:37pelo que a gente viu aqui nas imagens.
13:39Drone com bomba.
13:40Como é que você vê isso,
13:43o capitão?
13:46Emílio,
13:47apesar de todo o cuidado
13:48para não vazar,
13:50você tem 2.500 policiais,
13:52você tem movimentação de tropa, né?
13:55Quando a tropa se movimenta
13:56pelas avenidas,
13:58pela linha amarela,
13:59pela linha vermelha, né?
14:01É evidente que existem
14:02oleiros posicionados
14:04ou até mesmo
14:04bandidos infiltrados na polícia,
14:06como nós já vimos anteriormente, né?
14:08Que vão informar
14:09a chegada da polícia.
14:12Mais do que isso,
14:13o Comando Vermelho
14:14possui hoje
14:14uma quantidade
14:15muito grande de drones, né?
14:17Esses drones
14:18ficam posicionados
14:19a 1.200 pés,
14:21400 metros, né?
14:22Eles possuem câmeras, né?
14:23Aquele menino com foguetinho
14:25explodindo fogos
14:26para avisar
14:27a chegada da polícia,
14:28aquilo não existe mais.
14:29O que existe
14:30é um centro
14:31de comando e controle,
14:32o Comando Vermelho
14:33possui isso, né?
14:34Com imagens,
14:36informando
14:36a aproximação policial.
14:38Então,
14:39é quase impossível
14:40a polícia
14:41incursionar
14:43sem ser plotada,
14:45sem ser percebida.
14:47E aí,
14:48tem uma análise
14:48muito covarde
14:50de alguns jornalistas.
14:52Ah,
14:52não teve inteligência
14:53nessa operação.
14:55Emílio,
14:56a inteligência
14:56é a obtenção
14:57de informações,
14:59de fotos,
15:00de mapas,
15:01de localização
15:02do Paiol,
15:04da identificação
15:05do bunker,
15:05do Doca.
15:06Tudo isso
15:07você tem que sim.
15:09Mas,
15:09em algum momento,
15:09você tem que executar
15:10essa operação.
15:11Você tem que ir lá
15:11buscar o Doca.
15:13E o Doca
15:13está cercado
15:14de guarda-costas, né?
15:16Está num bunker,
15:17normalmente,
15:18num subsolo,
15:19num subterrâneo, né?
15:20E vai ter confronto.
15:21mas o brasileiro
15:24está ouvindo
15:24de jornalistas
15:25que se tem confronto
15:27é porque não teve
15:28inteligência, sabe?
15:29Isso não é verdade.
15:30O americano
15:31foi buscar lá
15:31o Osama Bin Laden
15:32no Paquistão, né?
15:34Os CEOs, né?
15:35Tinha inteligência,
15:37tinha informação,
15:38a tropa americana
15:39chegou e teve que
15:40enfrentar lá
15:41os seguranças
15:42do Osama Bin Laden,
15:43sabe?
15:44Então,
15:44é irracional
15:45você achar
15:46que não vai ter confronto.
15:48Vai ter confronto
15:48e muitas das vezes
15:50a polícia
15:51vai até desistir
15:52do confronto, Emílio.
15:54Há quatro meses,
15:56Emílio,
15:56o BOP
15:57e a Polícia Civil
15:58cercaram
15:59quatrocentos
16:00traficantes na Rocinha
16:01e o comandante
16:03do BOP
16:03entendeu
16:03que não havia
16:04condição
16:05de enfrentar
16:05os bandidos
16:06e o BOP
16:07recuou, Emílio.
16:08E pode acontecer
16:09isso sim,
16:09não tem condição
16:10de enfrentar,
16:11recua.
16:12Então,
16:13essa é a realidade
16:14do Rio de Janeiro.
16:15Reforço,
16:16uma verdadeira guerra civil
16:17ignorada
16:18por boa parte
16:19da imprensa,
16:20por boa parte
16:21dos políticos,
16:22boa parte
16:23dos governadores.
16:24É,
16:25tá dominado,
16:26né,
16:26o Pimenta?
16:27Tá dominado.
16:28Tem uma pergunta.
16:30Ô,
16:30Rodrigão,
16:30deixa eu fazer
16:31uma pergunta
16:31que você ouviu
16:32até um paralelo
16:32do Tropa de Elite
16:33e se tivesse
16:34virou um filme,
16:34né,
16:35Tropa de Elite 3
16:36e a facção criminosa
16:37é tão organizada
16:38que já tá infiltrado
16:40na política.
16:41O Comando Vermelho,
16:42ele entrou na política
16:43também do Rio de Janeiro?
16:46Há três semanas,
16:48a Polícia Federal
16:50prendeu um deputado
16:51do MDB,
16:52TH Joias,
16:53né,
16:54um deputado
16:55que tava na alérgica,
16:58que,
16:59segundo as investigações,
17:00aliás,
17:00ele foi preso
17:01pela segunda vez,
17:02ele já tinha uma prisão,
17:03condenado a 14 anos
17:04de cadeia,
17:05conseguiu disputar
17:06as eleições,
17:07né,
17:08e tava sentado
17:09na cadeira
17:09de deputado
17:10do MDB.
17:12É importante
17:12falar ao partido
17:13pra que o eleitor
17:14saiba
17:14que alguns partidos
17:15aceitam essas pessoas,
17:16né,
17:17e esse deputado
17:18TH Joias
17:18foi investigado
17:20vendendo drones
17:21pro Comando Vermelho
17:22e pro Terceiro Comando.
17:23Imagina,
17:24se você tem uma infiltração
17:25na Assembleia Legislativa
17:26ao ponto de um deputado
17:28vender equipamento
17:29pro Comando Vermelho,
17:30o que mais pode
17:31estar acontecendo?
17:32então eu concordo
17:35quando algumas pessoas
17:36dizem,
17:37ah,
17:37mas é muito mais
17:38do que enfrentar
17:39o traficante na favela,
17:40eu tenho certeza
17:40que enfrentar
17:42o traficante na favela
17:44e recuperar território
17:45é somente um pedaço
17:46aí do que pode ser feito.
17:49Ô Rodrigo,
17:49a gente tava falando
17:50da questão dos drones aqui,
17:52que impressionou todo mundo,
17:53né,
17:53da onde vem
17:54essa profissionalização
17:55das armas
17:56dos traficantes
17:58e se existe até
18:00uma possibilidade
18:00de treinamento,
18:01porque existe
18:02uma evolução
18:03muito grande,
18:04né,
18:04tanto de armamento
18:05quanto de operação tática,
18:07da onde vem tudo isso?
18:10O primeiro drone
18:11usado no mundo
18:12em confronto,
18:13muita gente diz
18:14que foi na Azerbaijão,
18:15na Guerra da Armênia,
18:16há cinco anos.
18:18As pessoas estão
18:19equivocadas.
18:20Os primeiros drones
18:21usados no mundo
18:22em conflito
18:22foi na guerra
18:23do Terceiro Comando,
18:25do Peixão,
18:25com o Comando Vermelho
18:26pra tomar a Cidade Alta
18:27em 2017.
18:29O Peixão
18:29utilizou pelo menos
18:30dez drones,
18:31né,
18:32pra monitorar
18:32os movimentos
18:33do Comando Vermelho
18:34e atacou
18:34o Comando Vermelho
18:35com informação
18:36precisa de localização.
18:38Aí depois
18:38veio a Guerra da Armênia,
18:40onde foi utilizado
18:41drones, né,
18:42as pessoas aplaudiram,
18:43nossa,
18:43que sofisticação.
18:44Aí depois
18:45veio a Guerra
18:45da Ucrânia
18:46com a Rússia,
18:47onde o drone
18:47passou a ser
18:48a principal ferramenta
18:49de guerra
18:49hoje, né,
18:51mas a origem
18:52do drone
18:52em guerra,
18:53em conflito,
18:54é Rio de Janeiro.
18:56E uma forma,
18:58algo preocupante,
18:59né,
19:00a Guerra da Ucrânia
19:01com a Rússia
19:01vai acabar
19:02em breve,
19:03se Deus quiser,
19:03né,
19:03essa guerra
19:04não vai durar
19:04mais tempo,
19:05se Deus quiser,
19:06e existe um excedente
19:07de drones
19:08no mercado mundial.
19:09Só na Ucrânia
19:10e na Rússia
19:11calcula-se aí
19:12algo em torno
19:12de um milhão
19:13de drones.
19:14Esses drones
19:14vão vir para aqui
19:15do Rio de Janeiro,
19:16alguns já estão
19:17chegando aqui,
19:17tá?
19:18O Comando Vermelho
19:20já está usando
19:21o drone,
19:22o terceiro comando
19:23também,
19:23para colocar bombas,
19:24antigamente,
19:25para lançar
19:25na facção rival,
19:27hoje,
19:27para lançar
19:28na própria polícia,
19:29como você viu ontem.
19:31São artefatos
19:31improvisados ainda,
19:33mas são muito letais,
19:35eles colocam
19:35um tubo de PVC
19:36com parafuso,
19:38prego,
19:39e quando cai no chão
19:40aquilo detona,
19:41isso vira um estilhaço,
19:42isso machuca muito,
19:43pode matar o policial.
19:45Isso é gravíssimo,
19:47Emílio,
19:48já deveríamos ter
19:49uma legislação
19:49para isso.
19:50A Polícia Federal,
19:52aqui no Rio de Janeiro,
19:54de forma brilhante,
19:55viu?
19:55Conseguiu identificar
19:56um militar
19:57da Marinha do Brasil,
19:58um bandido,
19:59né,
19:59que servia,
20:00colocava a farda
20:01da Marinha,
20:02mas era um bandido,
20:03que estava dando aula
20:04para os traficantes
20:04de operação de drones,
20:06né?
20:07É algo muito sofisticado,
20:08utilizar essa aeronave
20:11em combate,
20:12fazer com que ela jogue
20:13a bomba no lugar certo,
20:14né?
20:14Então,
20:14realmente precisa
20:15de treinamento,
20:17mas a minha preocupação
20:18também é que
20:19o ministro Lewandowski
20:20não considera isso
20:22terrorismo,
20:23ele acha isso
20:24algo normal
20:25do bandido,
20:27não é,
20:27isso é terrorismo.
20:28Pimentel,
20:30Pimentel,
20:30tem uma questão
20:32que a gente
20:32fica preocupado,
20:34porque,
20:35ao que parece,
20:36muitos foram
20:37detidos,
20:39mas deve ter
20:41retaliações.
20:43Eu sei que é importante
20:44essa força tática
20:45corpo a corpo,
20:48mas também sei
20:49que,
20:49normalmente,
20:50pelo que eu li,
20:51pelo menos,
20:52a guerra contra
20:53uma facção
20:54se ganha antes.
20:55E o que a gente
20:56tem feito aí
20:57para próximos passos?
20:58Porque eu medo,
20:59eu acho que seja
21:00dos moradores
21:00do Rio de Janeiro,
21:01que é imediato
21:02que isso se espalhe,
21:03seja de outros lugares
21:04do Brasil.
21:05O que dá para fazer
21:06como política
21:08pública de segurança?
21:11Se eu tivesse
21:12essa resposta aí,
21:13eu acho que eu era
21:13presidente hoje.
21:15Ah, mas quem sabe
21:16você tem.
21:17Há três,
21:19há dois meses,
21:20há um mês e meio,
21:21talvez,
21:21nós vimos aquela
21:22operação da Polícia Federal
21:23e do CAECO de São Paulo,
21:26do Ministério Público
21:26de São Paulo,
21:27contra o PCC
21:28da Faria Lima,
21:29e muita gente
21:31utiliza essa operação
21:32hoje como exemplo
21:33de operação bem-sucedida,
21:34que nós fomos
21:35do dinheiro da facção.
21:37Ok,
21:38nós fomos do dinheiro
21:39da facção,
21:40mas a facção
21:41continua existindo,
21:43o PCC continua
21:44matando pessoas,
21:45o PCC continua
21:46dominando o território.
21:47Então,
21:47aquela operação
21:48na Faria Lima,
21:49apesar de ser
21:50muito aplaudida,
21:51ela não gerou
21:53efeito prático
21:54nenhum
21:54no que se refere
21:55a desmontar
21:57a facção.
21:58E,
21:59certamente,
21:59a prisão do DOCA
22:00também não resultaria
22:01em nenhum efeito
22:02prático
22:03imediato,
22:04o Comando Vermelho
22:06continuaria existindo,
22:07no lugar do DOCA
22:08ia assumir
22:09o João,
22:10o Marcelo,
22:11o Flávio,
22:12o que fosse,
22:13porque lá no Alemão,
22:14por exemplo,
22:15a polícia já prendeu
22:16o Marcinho VP,
22:17a polícia já prendeu
22:18o Elias Maluco,
22:19vários bandidos
22:20já foram presos lá,
22:22presos ou mortos,
22:23e a facção
22:24continua dominando
22:25aquele território.
22:25então,
22:27a solução
22:28seria,
22:29na minha opinião,
22:31a presença
22:32constante
22:33do Estado
22:34através do
22:35aparato policial,
22:37através
22:38de ações sociais
22:40efetivas,
22:41esporte,
22:41lazer e cultura,
22:42o que não deu certo,
22:44a UPP.
22:44Você estava aqui no Rio
22:45comigo quando a UPP
22:46foi implementada,
22:48a gente aplaudiu
22:49aquele primeiro momento
22:50da UPP,
22:51a gente achou que aquilo
22:51fosse a solução,
22:52mas a UPP
22:53chegou desacompanhada
22:54e mais perigoso,
22:56nós estabelecemos
22:57a UPP
22:58no território
22:59com aqueles
22:59contêineres
23:00improvisados,
23:0110 mil policiais
23:03novinhos,
23:04muitos foram mortos
23:05pelo Comando Vermelho,
23:06nós estabelecemos
23:07a UPP
23:08sem que os bandidos
23:08fossem presos,
23:10isso é um equívoco
23:11total,
23:12para que eu coloque
23:13uma polícia
23:14de ocupação
23:15no terreno,
23:16antes de tudo,
23:17eu tenho que retirar
23:18o fuzil
23:19do terreno
23:19e eu tenho que
23:20prender as lideranças.
23:21mas aí
23:23vem aquela
23:23segunda história
23:24que o governador
23:26Cláudio Castro
23:27repete
23:28em entrevistas,
23:29o tempo médio
23:31de permanência
23:31de um bandido
23:32preso com fuzil,
23:33média aritmética
23:34simples,
23:35são 11 meses,
23:37então não tem
23:38polícia no mundo
23:39que resolva
23:40você prender
23:41um bandido
23:42e ele voltar
23:42para a rua
23:4311 meses depois.
23:44Esse é que é
23:45o grande problema,
23:46o capitão,
23:47porque o que eles falam,
23:49o que a gente
23:49sempre está conversando
23:50aqui com quem
23:51entende mesmo
23:52desse negócio
23:52de segurança
23:53é que a lei
23:54é meia boca,
23:55se tivesse uma lei
23:57pesada
23:58para quem
23:58tem um fuzil
23:59na mão,
24:00o cara
24:01ia pensar
24:0110 vezes
24:02antes de ter
24:03um fuzil,
24:03parece que foram
24:04apresados
24:0493 fuzis,
24:06e é fuzil
24:07de guerra,
24:08é isso aí,
24:08é fuzil de guerra,
24:09não é...
24:10é fuzil de guerra,
24:12você no
24:14tem um fuzil de guerra,
24:14não é fuzil deumba,
24:15é fuzil de guerra,
24:15não é fuzil,
24:16vai ficar
24:17dessas
24:17xe
24:19em
24:21é a juzga
24:21courage
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