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00:00Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:30Transcrição e Legendas Pedro Negri
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01:42Transcrição e Legendas Pedro Negri
01:44Transcrição e Legendas Pedro Negri
01:46Transcrição e Legendas Pedro Negri
01:48Nós vamos ver como era a cara do enforcado.
01:51E ela está aqui, dentro desse embrulho, desse papel bonito, desse presente.
01:57Essa eu quero ver.
01:58Abre logo esse negócio.
02:00Um momentinho.
02:01Quem terá o prazer e a honra de abrir esse presente é a Madame Dubel.
02:06Por favor.
02:15Que horror.
02:18Ele era assim?
02:26Eu já vi essa figura.
02:29Eu conheço esse cara.
02:33É o Nazinho.
02:37É o Nazinho.
02:38O que nada.
02:52Descobrir a cara do enforcado foi fácil.
02:58Que nada, descobrir a cara do enforcado foi fácil.
03:08O enforcado não tinha cara de safado?
03:11Então, todo safado tem a mesma cara.
03:13Eu só tive que ficar pensando na cara do cara mais safado de Ribeirão do tempo.
03:19Aí eu matei a parada.
03:21Quem é?
03:22Ué, você não faz nem ideia, não consegue adivinhar.
03:25Ai, não tô pra adivinhação, querente. Fala louco.
03:27O Nazinho.
03:33Eu misturei a cara do Nazinho com a cara de um gambá e não deu outra, deu certinho.
03:40Pra se vingar do teu e-senhorinho, né?
03:43Ai, meu amor, é isso aí.
03:49Todo artista precisa de um modelo, não é verdade?
03:52Eu escolhi o meu.
03:54Eu não tenho culpa se por acaso ele é o salafrário, o mau caráter miserável que me botou pra fora de casa.
04:01Agora ele vai aprender a não maltratar os artistas.
04:06Tá certo, bem feito pra ele.
04:09Peraí, gente.
04:10Vocês acham mesmo que é a minha cara?
04:12Tá de brincadeira, o Nazinho?
04:14Parece que você tá na frente do espelho aí, não é mesmo, pessoal?
04:18É um pouco parecido, sim.
04:20É, mas pode dizer que seja fiel.
04:23Mas eu diria que lembra um pouco o Nazinho.
04:25O senhor conhece a sua árvore genealógica?
04:28Quem sabe a sua família descende do personagem histórico?
04:32Minha família é do Nordeste, não tem nenhum enforcado.
04:34Com licença, dá licença, prefeito.
04:36Pessoal, olha aqui.
04:37Todo mundo conhece o pintor, é o Querêncio.
04:40Agora, basta saber onde é que ele arranjou o modelo, não é mesmo?
04:43Não precisa dessa onda toda, não.
04:46O Querêncio é gente boa, sim.
04:48Vai ver, ele encontrou esse anáutico que o seu Lincoln falou
04:51e lá dentro tinha a fotografia do enforcado.
04:54Há 250 anos atrás, nem tinham inventado a fotografia, prefeito.
04:59Eu sei lá, vai ver.
05:01Tinha lá dentro um desenho no anal.
05:05É verdade, prefeito.
05:06Do anal pode sair qualquer coisa.
05:13Vocês me desculpem, mas essa conversa tá muito engraçada.
05:17Quando o povo vir isso aí, vai querer botar uma corda no seu pescoço e pendurar.
05:21Olha aqui, se esse cachaceiro desgraçado pensa que vai me desmoralizar, ele vai se dar mal.
05:27Eu processo ele, boto na cadeia.
05:28Ei, espera aí, minha gente.
05:30Vamos com calma.
05:32Não há motivo para ressentimentos.
05:34Eu tenho certeza que o artista só usou a imaginação.
05:38Se há alguma semelhança com alguma pessoa aqui, foi o caso.
05:41Eu, particularmente, não acho a figura do quadro parecida com ninguém que sabe.
05:47Eu também não.
05:49Mas parece um bicho, não é?
05:51Um gambá.
05:52Gambá!
05:54Pois eu acho igualzinho ao senhor.
05:58Escrito escarrado.
05:59É, obrigado, viu, minha senhora.
06:00O seu testemunho vai ser valioso.
06:02Ah, não.
06:03Me tira fora dessa.
06:04Esse negócio de ser parecido não tem muito a ver.
06:06Uma vez eu vi no Museu do Louvre um quadro com uma mulher parecidíssima comigo que tinha
06:12sido pintada 500 anos atrás.
06:14Estão vendo?
06:15Nazim, cada um que olhar vai ver diferente.
06:18Você não precisa esquentar com a semelhança, não.
06:20Concordo.
06:21Não vale a pena discutir esses detalhes.
06:24Isso serve apenas para empanar a justa homenagem que a cidade está fazendo à nossa nova
06:29anfitriã.
06:30Exatamente, Érico.
06:32Olha, vamos deixar de lado as picuinhas e vamos bater uma salva de palmas para o prefeito
06:37e para a madame do rei.
06:39Muito bem.
06:46Madame, gostaria de agradecer o presente.
06:51Na Europa, alguns executivos me perguntaram por que num país tão grande e extraordinário
06:56como o Brasil, eu tinha escolhido exatamente Ribeirão do Tempo para implantar o nosso resort
07:04mais ambicioso.
07:06Perguntava a mim porque esta foi uma decisão pessoal minha.
07:11Alguns técnicos e a diretoria preferiam outros lugares, mas eu fiz valer a minha vontade
07:17como presidente do grupo.
07:19Não foi assim que aconteceu, Armida?
07:20Exatamente dessa forma.
07:22Meus senhores, em breve Ribeirão do Tempo terá o maior e mais sofisticado resort do
07:28Brasil, unicamente pela decisão inabalável de madame do rei.
07:32Eu enfrentei muita oposição.
07:35Até mesmo a Armida, no início era contra a ideia.
07:38Não foi, querida?
07:39Foi.
07:40Mas, rapidamente, ela mudou de ideia e agora é a minha assessora mais importante neste
07:49empreendimento.
07:51Bom, mas vocês devem estar se perguntando, por que esta maluca resolveu investir na nossa
07:57cidade?
07:57Madame, que me perdoe, mas não foi maluquice, não.
08:01Porque Ribeirão do Tempo é a cidade mais bonita do mundo.
08:05Não é mesmo, pessoal?
08:05E, madame, tem miolo, percebeu?
08:12Obrigada, prefeito.
08:13Ribeirão do Tempo é mesmo uma cidade muito especial.
08:16E eu tive essa intuição.
08:19Vejam bem, nunca acreditei na famosa intuição feminina, mas, desta vez, eu tive que acreditar
08:27que reagir num único impulso que veio aqui de dentro, do coração.
08:35Estamos aqui.
08:40Eu pedi à Armida que convidasse as pessoas mais importantes da cidade para me apresentar
08:46a vocês.
08:47Eu queria que vocês me conhecessem de perto.
08:51Armida, por favor, mande cheir os copos.
08:54Eu quero propor um brinde.
08:57Garçom, champanhe?
08:58E, olha só quem chegou.
09:14Professor Flores?
09:15Eu quero logo dar um aviso, mocinha.
09:37Se vocês botarem notícia mentirosa de mim, eu quebro aquele jornal.
09:42O que é isso, Romeu?
09:43Falta de educação com a moça, pelo amor de Deus.
09:45A gente só quer apurar a verdade, seu Romeu.
09:48A verdade é que não aconteceu nada.
09:50É isso que vocês têm que escrever.
09:53Nadinha de nada.
09:55Não é melhor o senhor responder as minhas perguntas?
09:57É.
09:58Isso é.
09:59É melhor ela perguntar e você só responder, Romeu.
10:02Os bandidos tiraram fotos do senhor sem as calças?
10:05Foto pra quê, menina?
10:07Você tá de brincadeira comigo?
10:09De jeito nenhum.
10:10Eu perguntei porque andam dizendo que eles vão botar as fotos do senhor sem as calças na internet.
10:17Hein?
10:18Xuxa!
10:19Música
10:24Tchau, tchau.
10:54Tchau, tchau.
11:24Tchau.
11:54Tchau, tchau.
12:24Tchau, tchau.
12:26Tchau, tchau.
12:56Tão vindo. Deixa eu te ajudar.
12:58Pode ir colocando os pratos pra lá.
13:00Tá.
13:00Puxa, Newton.
13:02Que bom que a Azulete não criou problema pra você trazer o Carlinhos, hein?
13:05Esses meninos se dão tão bem.
13:06Quem disse que ela não criou problemas?
13:08Não porque era pra vir pra tua casa, mas vim comigo, né?
13:11Ai, que absurdo.
13:13A Azulete não pode te impedir de visitar os seus amigos e levar seu filho, gente.
13:16É, impedir ela não pode.
13:18Mas pode dificultar, atrapalhar, apurrinhar.
13:20Isso ela pode.
13:20E não perde oportunidade.
13:23Puxa, Newton.
13:25Quer dizer que ela continua pegando pesado com você?
13:29Sempre me disseram que ex-mulher era parada dura de encarar, mas eu não pensei que fosse tanto.
13:34Eu não consigo entender o porquê dessa bronca, sabe?
13:38Esse ressentimento.
13:39É, Newton.
13:41A separação de vocês não foi nenhum mar de rosas.
13:44A causa desse ressentimento é que ela ainda te ama.
13:47Ou pelo menos amava quando vocês se separaram.
13:49Se isso é amor, é que ela tá bem longe que ela fica com ódio.
13:59Eu devia ter me casado com você, Ellen.
14:03Isso sim.
14:03Coisa gostosa na tela se dá, que simpatia tem.
14:10E coisa louca também, antipatia tal.
14:13Eu entro pela novela que empatia tem.
14:15Saio na vida real, é fantasia tal.
14:18Vejo na tela você, tá que cardia dá.
14:21Dizer na cena final, a vida como ela é.
14:23Eu quero ver, bato o pé pra botar moral.
14:27Trambique, politiqueiro, telecomunicado.
14:30A coisa fica pior, telecomunicó.
14:32Mas o que vai dar o nó, telecomunicá.
14:35É nosso amor vira pó, telecomunicó.
14:38Pois somos dois em um só, telecomunicá.
14:40Até a terra virar, teleco, nosso xodó.
14:50Eu devia ter me casado com você, Ellen.
14:57Você acha que eu seria uma ex-mulher mais fácil de lidar?
15:00Sei não.
15:02Você nunca ia ser ex.
15:05Ia ser minha mulher pra sempre.
15:07Ah, claro.
15:09Comigo você não ia galinhar com todas as mulheres como fez com o Leite.
15:13Ia ser o mais fiel de todos os homens.
15:16Vai ver se eu tô na esquina, vai.
15:18Eu tô falando sério, você sabe disso.
15:20Meu azar foi o Silvio ter sido mais rápido no gatilho, né?
15:24Que papo mais antigo, Newton.
15:26Corta essa.
15:27Ellen, desculpa, esquece.
15:31Eu sempre, quando brigo com o Azul Leite, eu entro num monte de repensão passado.
15:37Me desculpe.
15:39Tá bom.
15:40Por hoje você tá perdoado.
15:42Agora vai lá chamar os meninos, vai.
15:43Chama o pessoal, por favor.
15:45Claro.
15:45Não me leve a moto, tá bem?
15:53O que te deu, hein, Newton?
15:55Você tá me estranhando?
15:57Quanto tempo a gente se conhece, rapaz?
16:00Meninos!
16:00Vem, vamos sentar.
16:04Vamos lá.
16:17Por que o Newton tá te estranhando, hein, mãe?
16:19Por que você tá dando uma de encherido, filho?
16:22Que tal cuidar da sua vida?
16:25Vamos se servir?
16:26Olha que salada bonita, Carlinhos.
16:27Cadê?
16:28Vamos lá.
16:28Pega seu pratinho aí, vai.
16:32Eu não tô dizendo pra gente apoiar o resort.
16:34Eu concordo com o título.
16:35Descaracteriza a área total.
16:37O nosso negócio nunca mais vai ser o mesmo.
16:38A gente vai perder o encanto, a simplicidade que a gente tem de bom, de diferente.
16:42Também acho, também acho.
16:43Mas isso não é meu ponto.
16:44Olha aí, moçada, chegada a hora, o jantar já está na mesa.
16:48Opa!
16:48A patrula bateu o sino.
16:49Não, não, pera aí, pera aí.
16:50Deixa eu tentar esclarecer o meu ponto de vista aqui, que tá difícil.
16:53Não, não, não.
16:53Não é só o encanto que a gente vai perder, não.
16:55A gente vai perder a liberdade.
16:56Isso é que é pior.
16:57Eles são muito mais poderosos do que a gente.
16:59O que pode acontecer lá na frente, é a gente não ter outra alternativa.
17:02Ou viramos empregado do resort, ou então fechamos.
17:04Eu posso falar?
17:05Fala, sim.
17:06Vocês vão me dar licença?
17:07O que eu quero dizer, que a gente pode achar o que bem entender.
17:11Achar que é bom, achar que é ruim.
17:12Mas a realidade é uma só.
17:15Que provavelmente esse resort vai se instalar aqui.
17:19E eu também não acredito que essa ação do doutor Flores consiga reverter toda essa história.
17:23A gente vai ter que pensar qual a melhor forma de conviver com essa maluquice que vem por aí.
17:27Ah, isso é só a sua mulher escutar você defender no diálogo com essa gente.
17:31Não, não.
17:32Deixa.
17:32Fala abaixo que eu não tô nem um pouco afim de dormir no sofá hoje.
17:35Pois eu tô de acordo com o Silvio.
17:37Vocês têm um negócio nas mãos, não podem ficar no mundo da lua.
17:41Tá bom, mas o que a gente tem de melhor pra fazer agora é cair dentro do rango da dona Elen.
17:44Não?
17:45Aliás, você tá falando pra canamba aí, quero saber qual o menu.
17:47Eu?
17:47É, meu irmão.
17:48Eu nessa casa sou o próprio marido traído.
17:50Sempre a última a saber, meu irmão.
17:56Para de reclamar, rapaz.
17:59Uma mulher como a Elen não tem sobrando por aí, não.
18:03Mas um maridão como eu também não.
18:12Muita gente talvez entenda mal a minha presença numa reunião como essa.
18:18O mais apropriado para o homem que passou o que eu passei,
18:20que sofreu o que eu sofri, seria ficar isolado.
18:24Mas eu não podia deixar de aceitar o convite que a senhora me fez.
18:28Estou honrada com a sua presença.
18:31Eu tinha obrigação de conhecê-la.
18:33Agora fiquei curiosa.
18:35Obrigação?
18:36Madame, eu fui professor de história durante muitos anos.
18:39Os conquistadores sempre me fascinaram.
18:42Estou inebriada.
18:44O senhor, então, me considera uma conquistadora?
18:47Basta olhar em volta.
18:51Todo mundo que conta em Ribeirão do Tempo está aqui hoje.
18:55O senador, o prefeito, a polícia, os comerciantes, a imprensa.
19:06A senhora realmente, madame, conquistou a cidade inteira sem disparar um tiro sequer.
19:11E o senhor, o grande intelectual do lugar, também se sente conquistado?
19:14Grande intelectual, uma bondade sua.
19:17Eu sou um humilde professor.
19:19Um chato que tenta atrapalhar os grandes negócios, os empreendimentos fabulosos.
19:26Enfim, o tão falado progresso.
19:28Embora o senhor esteja aqui, não se rendeu a mim.
19:32Eu também não, madame.
19:33Desculpem, desculpem.
19:35Eu não quis dizer que concordo com as palavras do doutor Flores.
19:39Não quero conquistar ninguém.
19:41Eu tomei as palavras dele como uma gentil brincadeira.
19:45Eu não quero que vocês se rendam a mim.
19:48Nenhum de vocês.
19:50Eu só peço que se rendam ao meu champanhe.
19:54Afinal, vamos ou não vamos fazer esse brinde, senador?
19:58Claro que vamos.
20:00É o que íamos fazer quando fomos interrompidos com a chegada do nobre professor.
20:05Bem, eu farei tudo que estiver ao meu alcance para que a senhora não consiga realizar os seus objetivos.
20:11E não entenda nada pessoal nisso.
20:14Acredito.
20:15Mas eu também farei tudo para que o senhor não atrapalhe o futuro brilhante de Ribeirão do Tempo.
20:20Sejamos bons inimigos, madame.
20:22Meus amigos, eu tenho certeza de que a minha decisão de investir em Ribeirão do Tempo foi acertada em termos empresariais.
20:29E de que vai mudar o destino da cidade.
20:32Eu peço a todos, mesmo aqueles que se opõem a nós, que brindem comigo ao futuro.
20:39Esse brinde eu faço questão.
20:40Uma taça, por favor.
20:44Ao futuro, que será muito diferente do que a senhora imagina.
20:50Com a palavra, o tempo.
20:52Que afinal, responde a todas as perguntas.
20:56Fim.
20:56Estranho mesmo, né, Joca?
21:03Agora eu fiquei com a pulga atrás da orelha.
21:06Qual que é a do professor?
21:08Ele não desconfia que foi a figurona que mandou apagar a mulher dele?
21:12Então o que é que ele veio lamber o pé dela?
21:13Vem a senhora.
21:15Quem disse que ele veio lamber o pé da mulher?
21:16Não sabe nada e fica no palpite aí.
21:18Você que eu sabe tudo, então agora me diz.
21:21O que é que o coroa, que se tivesse vergonha na cara, tava em casa guardando luto, veio fazer aqui na festa da gringa?
21:27Não sei, né?
21:28Ele deve ter algum plano, mãe.
21:30Não sei, velho.
21:30Sentir a barra, observar o ambiente.
21:33Ah, boa desculpa.
21:34Você devia ter se saído com essa também.
21:38Porque aí agora a gente tava lá, ó, comendo do bom e do melhor, bebendo umas e outras.
21:43Não é que passando a noite nessa fumbica fedorenta com fome pra nada.
21:50Só faltou o convite, né, mãe?
21:51Só faltou o convite.
21:52Nós estamos trabalhando.
21:55Podemos descobrir nada hoje, mas se pintar alguma novidade a gente tem que pagar pra ver.
22:00Eu não sei, não.
22:01Tem horas que eu acho que a gente tá fazendo papel de bobo nessa história.
22:03Quem é que diz que não pode ter sido um ladrãozinho de galinha que entrou na casa, a dona Dirce apareceu na hora, ele se assustou, meteu espeto nela, não roubou nada porque ficou com medo e fugiu.
22:17Não pode ter sido assim?
22:18E a gente aqui, na campana.
22:21Olha, mãe, eu vou te abrir uma parada muito secreta.
22:26E que você não pode abrir nem pros teus sonhos, entendeu?
22:29Se eu pudesse controlar, eu não sonhava as coisas cabeludas que eu tô sonhando.
22:32O que importa é que você não pode falar o que eu vou te dizer.
22:36O professor descobriu que existe um tal comando invisível agindo em Ribeirão do Tempo.
22:43Comando invisível?
22:44O que diabo é isso?
22:45Se a gente soubesse, não seria mais invisível, né, mãe?
22:47Ele também tem uma tal de conspiração.
22:50Conspiração pra via?
22:51De quem?
22:52O professor não sabe.
22:53Ele só recebe umas mensagens misteriosas.
22:56Foi por isso que ele me contratou.
22:58Tá entendendo agora?
22:59Conspiração, comando invisível.
23:04Mas é mais estranho, filho.
23:05O assassinato da dona Dirce, o sequestro do Romeu.
23:09Isso tudo é gente agindo nas sombras, por trás de nós.
23:15E a qualquer momento eles podem atacar.
23:18Para, Joca.
23:20Tô ficando com medo.
23:21Mãe, a gente tem que tomar muito cuidado.
23:25Muito cuidado.
23:26Professor, o senhor não precisava dizer absolutamente nada.
23:44Porque a sua simples presença mudou completamente o clima da reunião.
23:48Eles perceberam que não estão sozinhos pra fazer o seu joguinho.
23:52Afinal de contas, em Ribeirão do Tempo tem gente qualificada pra enfrentá-los.
23:56Mas é ou não é, professor?
23:57Eu não sou tão otimista.
23:59Foram eles mesmos que fizeram o convite.
24:02Porque eles não acreditaram que o senhor viria.
24:04Eu não percebi nenhum temor na madame.
24:07Pelo contrário.
24:08Eu acho até que ela ficou contente com a presença do professor.
24:12Madame disfarça muito bem.
24:15Muito, mas muito bem.
24:18Com licença da redação.
24:19Fala, Carmen.
24:22Consegui fazer entrevista com o seu Romeu.
24:24Tô acabando de escrever a matéria.
24:25Sim, mas o que foi que ele disse?
24:26Ele confirmou o negócio do sequestro.
24:29Aconteceu mesmo.
24:29Mas é história das causas, Carmen.
24:31Também.
24:32Mas o que os sequestratores queriam?
24:34Ele disse que até agora não sabe.
24:35Mas que conversa mais surrealista, hein?
24:37A gente vai publicar a matéria ou não?
24:39Claro que vamos.
24:40Termina de escrever.
24:41Deixa que o título eu ponho.
24:43Eu vou pensar em algo bem bacana.
24:56Eu já deixei bem claro que quando estiver bêbado não tem papo.
24:59Bom, tudo bem.
25:00A gente deixa o papo pra amanhã.
25:01Hoje a gente só transa.
25:03Que tal?
25:04Aham, aham.
25:05Você tá cada dia mais engraçadinho, né?
25:06Eu posso ver no fundo desses lindos olhos verdes que você tá morrendo de vontade de dormir comigo.
25:14E aí?
25:15Começa ou vai se privar de uma maravilhosa noite de amor só pra botar a banca?
25:20Volta amanhã de cara limpa e a gente se acerta.
25:23Hoje não adianta insistir.
25:26Eu vou dormir sozinha.
25:27Será que vai mesmo?
25:29Se não for, você não tem nada com isso.
25:31Na minha vida mando eu e apenas eu, Pedro.
25:33Já saquei tudo, tá?
25:35De programinha marcada.
25:36Olha, nada a tua conta.
25:38Vai cuidar da sua vida, vai.
25:39Vai pra casa, dorme, cura carraspana.
25:42Amanhã será outro dia.
25:43Não, vem cá.
25:44Olha aqui.
25:46Diz aí, quanto é que o cliente tá pagando?
25:49Olha, você tá começando a ser realmente inconveniente, desagradável.
25:53É melhor eu retirar meu dinheiro.
25:54Não, não, não, não.
25:55Por favor.
25:56Fica aqui.
25:57Diz aí, eu cubro a oferta.
26:00Eu tô falando sério.
26:01Diz aí o montante.
26:03Não é cascata, não, ó.
26:10Se fosse pra qualquer outro querer isso aí, estaria bom.
26:14Mas pra você tem que multiplicar por cem ou por mil.
26:17Você é um palhaço ridículo, não sabe de nada.
26:19O que que eu não sei?
26:20Quando a burrice é tanta, é grande dessa maneira, não adianta explicar.
26:25Tudo bem, então.
26:27Já que você não tá afim, eu vou procurar outra.
26:30Vem cá, a tua filha sabe que você tá tocando o pau no dinheiro desse jeito?
26:32A Filomena não tem nada que se meter na minha vida.
26:36Quem manda no meu pedaço sou eu e eu toco o pau na minha grana do jeito que eu quiser.
26:41E eu posso falar isso pra ela?
26:42Eu tô com o telefone aqui.
26:43Você acha o quê?
26:44Que eu tenho medo dela?
26:45Eu não tenho medo, não.
26:46Ela pode até me dar outra caquerada.
26:49Vamos ver.
26:50Pra mim, tanto faz.
26:53Se a mulher que eu amo tá me dispensando, não quer dormir comigo, eu quero que o resto
27:00se dê aqui.
27:01Alô?
27:08Quem é que tá falando?
27:09Oi, Marisa.
27:10Oi, Filó.
27:12Te liguei pra dizer que seu pai tá aqui na boate.
27:14Ai, Marisa, pelo amor de Deus, o que que ele aprontou dessa vez, hein?
27:16Eu sabia que ele vendeu um quadro pro prefeito e tá cheio da grana?
27:19Não, eu sei.
27:21Ele comidou de passar aqui depois disso e sumiu, né?
27:24Então, me diz, ele tá de cara cheio?
27:26Pra variar.
27:27Já arrumou briga?
27:28Só falta jogar o dinheiro por aí.
27:30Marisa, segura ele aí que eu vou já, hein?
27:33Filomena, diz que tá vindo pra cá.
27:34Arrmada de uma frigideira.
27:36Quer que eu diga?
27:36Sei lá, diz o que você quiser.
27:39Eu já disse que por mim quero que tudo se exploda.
27:45Não precisa vir, não, Filó.
27:47Deixa que eu cuido do coroa.
27:48Eu vou levar ele pra casa.
27:50Tchau.
27:51Tchau, querido.
27:52Não é, semelhante.
27:54Para, para, querida.
27:54Eu que não.
27:54Não vai se animando, não, que eu vou te obrigar a dar esse dinheiro todinho pra Filomena
27:59pra pagar as contas de vocês.
28:01Mas o que que é isso?
28:02É uma conspiração contra mim, né?
28:05É.
28:07É.
28:11Eu pensei em lhe fazer mais uma visita, mas depois eu desisti.
28:16Pensei que eu podia ficar um pouco inconveniente.
28:19Mas de forma alguma.
28:20A sua presença é como se fosse uma clareira no meio dessa floresta escura que eu tô vivendo.
28:26Ah, mas o senhor também pode nos visitar.
28:28Olha que ótima ideia passar um dia na posada.
28:31Um lugar tão agradável, bom pra esparecer.
28:35É, eu prometo que vou algum dia, mas agora não.
28:38Bom, sendo assim, um dia desses eu vou levar umas frutas do nosso pomar.
28:44Assim o senhor já vai sentindo um gostinho da propriedade.
28:47Opa!
28:49Pode levar, sim.
28:50Vai me fazer muito bem.
28:51Eu fiquei absolutamente fascinada pela fazenda de vocês.
28:55É linda.
28:57E deve ser uma maravilha morar num lugar daqueles.
29:00A gente acaba se acostumando, mas é bacana mesmo.
29:02Não tem nenhuma tão bonita na região.
29:03E deve ser enorme.
29:06Ela já foi maior.
29:08Mas uns safados de uns grilheiros se apoderaram de parte dela.
29:12Que lamentável.
29:14Ainda acontece isso por aqui?
29:16Tá vendo aquela mulher ali?
29:18O marido dela forjou um título de propriedade
29:21e se apoderou de umas terras onde o filhinho abriu uma pousada.
29:24É mesmo?
29:26Aquela pousada dos paraquedistas?
29:28Uhum.
29:29Tal de Tito.
29:30Ladrãozinho, que nem o pai.
29:32Se vocês estão pensando em fazer negócios com ele,
29:35eu aconselho a desistir.
29:36Porque eles vão perder aquela fazenda.
29:38Além de serem os marginais.
29:40Muito boa saber disso.
29:43Mas mudando de assunto,
29:45eu soube que você também é senador.
29:47Sou suplente.
29:48E você gosta de política?
29:50Pra falar a verdade, eu nunca me interessei muito.
29:53Mas daqui pra frente estou pensando em me dedicar a ela.
29:55Eu tenho muita vontade de conhecer o Senado.
29:59Os meandros.
30:01Você poderia me dar umas explicações?
30:04Por que não?
30:05A gente pode marcar um jantar.
30:07Com licença, eu vou falar com o professor Flores.
30:11Outra hora a gente marca esse jantar.
30:13Eu não vou esquecer.
30:22Grande professor.
30:23Eu pensei que não ia ter a chance de falar com o senhor hoje.
30:27Como é que vai, meu rapaz?
30:29Eu tenho andado pensando muito na nossa conversa.
30:32Opa!
30:33Fico contente em saber disso.
30:34Quando é que a gente vai dar prosseguimento?
30:36Quando você quiser.
30:37Basta ligar e dizer estou indo.
30:40Nós temos muito o que conversar.
30:42Amanhã eu vou lá.
30:43Estarei te esperando.
30:43Não há nenhuma hesitação no partido.
30:50É claro que nós vamos apoiar a sua candidatura à reeleição.
30:53Não é isso, doutor Bruno?
30:55Ah, não.
30:56É claro que sim.
30:57Eu creio que não haja ninguém no comitê do partido que seja contra essa decisão.
31:01Grande perfeito.
31:03Será que o senhor tem um minutinho pra...
31:05pra falar com esse seu fiel eleitor?
31:06O prefeito está sempre à disposição dos seus eleitores.
31:18Essa é uma atitude de um grande líder, não é, senador?
31:20Nenhum político tem vida própria.
31:23Ele tem sempre que relevar, negociar e fazer concessões.
31:28O que você quer comigo?
31:30Prefeito, o senhor lembra o dia da homenagem ao professor Flores, né?
31:33Claro que lembra.
31:34Eu queria dizer que não estava bem na ocasião.
31:37Iria me desculpar por ter te agarrado pelo...
31:40Enfim, o prefeito que eu fiz, né?
31:43Foi uma atitude impensada, um gesto absurdo.
31:47Em suma, foi mal.
31:50Meu filho, quem me conhece sabe que eu não sou uma pessoa de guardar ressentimentos.
31:54A gente já se conhece há muito tempo, não é, seu Nicolau?
31:58Esse seu jeito meio gozador, meio torto.
32:01Mas no fundo eu sei que você é meu amigo.
32:03Claro que somos amigos.
32:05Ninguém brinca com os inimigos.
32:06Só com os amigos.
32:07É, mas às vezes você extrapola, passa do ponto, né?
32:10Aí estoura o pacote e isso não é legal.
32:13É por isso que eu estou aqui, humildemente, pedindo perdão.
32:17Vai recusar?
32:19É claro.
32:22É claro que eu te perdoo, Nicolau.
32:25Se não fosse por nossa amizade, seria pelo apreço e consideração que eu tenho aqui pelo nosso senador.
32:31E por sua mãe, dona Beatriz, é claro.
32:34Mãezinha de todos nós em Ribeirão.
32:36Por favor, prefeito, não precisa exagerar.
32:39Muito obrigado, Ari.
32:41Você é um homem generoso e justo.
32:44Olha, eu também fiquei muito feliz com a reconciliação.
32:47Como disse Nicolau, meu filho, foi um mau momento, né?
32:51Mas olha, vamos esquecer esse episódio.
32:53Vamos esquecer porque vai ser bom para todos nós.
32:56Por mim já está esquecido, dona Beatriz.
32:58É como dizem por aí, né?
33:00Águas passadas não movem um barquinho.
33:03Tá bom, Ari.
33:04Então daqui para frente vamos tocando esse barquinho, né?
33:07Sem bronca entre nós.
33:08Sem bronca, Nicolau.
33:10Eu também não poderia perder a oportunidade de comemorar essa reconciliação.
33:15Afinal de contas, estamos num ano eleitoral.
33:18Precisamos estar todos unidos.
33:20Juntinhos, doutor Bruno.
33:21Juntinhos até a vitória.
33:23Bom, Nicolau, eu estarei na prefeitura.
33:25Quando precisar, é só chamar.
33:27Valeu, excelência.
33:36Sim ou não, mas pode ser que seja de repente a minha frente.
33:42Bem na tua frente, tudo muito rente.
33:45Não, não, não.
33:47Meu Deus, você acha que...
33:49Ai, meu Deus, tô cansada.
33:56Cadê o Tito, hein, Ara?
33:58Ainda não chegou, não.
33:59Mas eu quero saber como é que foi a festança.
34:02Ai, foi ótima, divertidíssima.
34:05Não foi, Virgílio?
34:06Não, não foi, não.
34:07Eu não gostei da festa, não.
34:09Aliás, eu achei uma festa muito chata.
34:11Você não, né?
34:12Você se divertiu muito.
34:14Você acabou encontrando lá o seu grande amigo, o venerável professor Flores, não é?
34:19Ele tava lá.
34:20Ah, mas e o Luto?
34:22Os viúvos de hoje não são como os de antigamente, não, é?
34:26A Cloris ficou de papo com o professor quase que a noite inteira.
34:30Claro, né?
34:31Quando a gente encontra alguém inteligente nesse mar de cérebros, a gente tem que aproveitar,
34:39né?
34:40Ai, eu acho que eu tomei muito champanhe, muito champanhe.
34:44Yara, faz favor pra mim.
34:47Prepara um chazinho de camomila também.
34:50Chazinho de camomila, saindo?
34:54Ai, nossa.
34:55Bem que o Tito devia ter ido, né?
35:01Você viu como a madame foi simpática?
35:02Agora imagina se ele estivesse lá, né?
35:04Ah, quem é que vai convencer aquela cabeça dura?
35:08Ninguém, né?
35:09É verdade.
35:10Ai, gente, tô com uma dor nas costas, acho que eu vou deitar.
35:14Faz favor pra mim, Virgília.
35:16Pede pra Yara levar o chá lá no meu quarto.
35:19Claro.
35:20Se você quiser, eu posso até fazer uma massagem pra você, especial.
35:24É que eu tenho a noite inteira livre.
35:26Não, obrigada.
35:28Massagem só pra momentos muito, muito especiais.
35:32A gente pode tornar esse momento especial, né?
35:36É possível, mas eu não estou afim.
35:40Acho melhor você massagear a si próprio e criar o seu momento solitário e especial.
35:49Boa noite.
35:50Tito de mim me procurou
35:56Eu esperei por tanto tempo esse momento
36:00E quando chega eu nem aí estou
36:03Deixa de ser chato, vai. Vamos dormir juntos.
36:09Deixa de ser chato você, Tito.
36:11Já disse que aqui não dá.
36:12Minha mãe não aceita essa liberalidade, como ela diz.
36:15Você dorme comigo lá na pousada, nunca criou problema. Qual a diferença?
36:17A cabeça da minha mãe. Pelo menos lá ela não está vendo.
36:21Tá bom, então vamos pra pousada, vai.
36:22Você não tem que ir pra casa agora mesmo, né?
36:24É, só que lá na pousada o problema é a outra mãe, né? A tua.
36:27Não, peraí, peraí. Minha mãe não se mete na minha vida.
36:30Ah, não. Não se mete. Ah, imagina se se metesse.
36:34Desculpa, não precisa fazer essa cara, tá?
36:38Eu não vou voltar mais esse assunto.
36:41A questão é que eu só quero voltar lá depois do jantar de desagravo.
36:45Desagravo não, desculpa. De reconciliação.
36:48Mas reconciliação por uma briga que não aconteceu, né?
36:50Mas tudo bem. Sem discussão, vai.
36:52Você sabe que eu sou louco por você, meu irmão.
37:06Sou tão louco por você, eu te amo tanto,
37:08que você acha que se eu não te amasse assim eu não estaria aguentando.
37:11Na verdade, você tem pego muito no meu pé.
37:13Você tá pegando pesado comigo, Karina.
37:14Você tem sido muito chata, você sabe disso. Você não me dá trégua.
37:17Você acha que eu faço isso por quê, Tito?
37:19Porque eu te amo muito mais do que você me ama, eu tenho certeza.
37:24Você vai querer medir isso agora?
37:25Não.
37:27Quando a gente puder viver um pro outro, sem ninguém entre nós,
37:31aí vão se acabar todos os conflitos.
37:34Diz que me deseja.
37:36Não, isso eu não digo não.
37:38Te quero.
37:40É a hora, é a hora fatal.
37:44Você é danada, ninguém vai se danar.
37:47Danada, finge tão bem, sabe negar.
37:49Jamais dará quem tem demais pra dar.
37:52Mas eu serei seu bem.
37:53Você é má, você é maluca.
37:57Você é malina.
37:59Você é malandra.
38:01Você é malina.
38:03Você é malina.
38:04Você é malina.
38:09Você é malina.
38:11Tchau.
38:41Tchau.
39:11Tchau, senado. Vê se pode.
39:12Começa a jogar fora não, hein, meu camarada.
39:14Peraço.
39:15Vem cá.
39:16Não chamou na chincha, não, hein?
39:18O que é de marcar um jantar?
39:22Ah, senador, senador.
39:25Vai faturar, pô, tranca, que Ribeirão inteiro tá de olho.
39:29Isso mesmo, meu camarada?
39:31Gosta pra ela como é que o Senado faz com o povo.
39:33Vai fundo, meu irmão.
39:41Olha quem tá sentado ali, Nancy.
40:02Coincidência maravilhosa.
40:10Ali é o desgraçado, ó.
40:14Deve tá gastando o dinheiro que ganhou com o quadro.
40:17E rindo da tua cara.
40:19Ele vai ver com o que ele se meteu.
40:40Sexta.
40:41Não.
40:42É.
40:43Sexta.
40:44Sexta.
40:45Sexta.
40:46Sexta.
40:50Sexta.
40:51Amor, eu vou te salvar, eu vou te salvar, Amor, não tem medo, meu amor, meu amor.
41:21Obrigada.
41:24Você tá ferida?
41:26Eu acho que eu torci o pé, eu não posso andar, eu tô com muito medo.
41:32Agora você não tem mais nada a temer, eu te levo no colo.
41:38Eles queriam me sequestrar, os bandidos queriam tirar minha roupa.
41:43Eu botei os bandidos pra correr, não precisa mais ficar nervosa, eu te protejo.
41:48Eu nem sei como te agradecer.
42:02Como você tá se sentindo?
42:05Muito melhor.
42:07A dor no pé passou.
42:10Passou?
42:11Passou.
42:18Eu acho que eu já posso andar.
42:24Ó, esse é o meu quarto.
42:29Não é para não.
42:31Ele é simples, mas é bem confortável.
42:36Ele é perfeito para nós dois.
42:40Posso te fazer um pedido?
42:41Claro que pode.
42:44O que você quiser.
42:47Ai, eu tô suando.
42:50Eu queria tomar um banho.
42:52Posso?
42:54Um banho?
42:55Claro que pode.
42:58O banheiro fica no corredor à esquerda.
43:01Me espera aqui.
43:09Eu já volto.
43:11Sou meus dedos te tocando
43:16Pra te contar
43:19Sou fã do seu jeito
43:24Sou fã da sua roupa
43:28Sou fã desse sorriso
43:31Estampado em sua boca
43:34Sou fã dos seus olhos
43:37Sou fã sem medida
43:41Ai, eu tô suando
43:44Me espera aqui
43:49Eu já volto
43:55E o meu amor foi feito pra você
44:01Quero te dizer que é essa paixão
44:09Não encontra outra forma pra dizer
44:14Sou fã do seu jeito
44:21Sou fã da sua roupa
44:24Mas o que que significa isso?
44:41Quem foi que colocou esse capuz em você?
44:44Fã do seu jeito
45:11O que é isso, meu Deus?
45:15Joca!
45:17Oi, meu filho. O que foi, Joca?
45:20Joca, acorda, Joca, acorda!
45:25Cadê ela? Cadê ela?
45:26Ela é quem? Ela é quem?
45:28A Amíndia, mãe. A Amíndia, ela foi tomar banho, mãe.
45:33Joca!
45:36Você tá sonhando, seu corpo.
45:38Você acorda, né?
45:39Você sonhou lá com a franguinha e eu aqui pago o pato?
45:43Ai, que pesadelo horrível, mãe.
45:45Ai, que pesadelo horrível.
45:51Naquela mesa ele sentava sempre
45:54E me dizia sempre
45:55O que é viver melhor
45:57Naquela mesa ele contava histórias
46:01Que hoje na memória
46:03Eu trago e sei de bom
46:05Naquela mesa ele juntava a gente
46:08E contava contente o que fez de manhã
46:12E nos seus olhos era tanto brilho
46:16Que mais que seu filho
46:18Eu fiquei seu fã
46:20Você vem comigo?
46:25Sempre à disposição dos amigos
46:27Olha só quem tá aqui, hein, irmão?
46:43Grande artista
46:45O inspirado pintor
46:46Michelangelo de Ribeirão
46:49Nossa, que isso é que é isso
46:51Nasinho e Nicolau
46:53Pô, eu nem vi você chegando
46:56Que surpresa, né?
46:58É, o que vocês querem comigo, hein?
47:00Agora eu tô ocupado
47:01Eu tô assistindo o show
47:02Ai, eu te vi aqui
47:03E te dou os parabéns, né, Nicolau?
47:06O quadro fez o maior sucesso
47:09Na festa da madame, sabia?
47:10Ha, ha, ha, é mesmo, hein?
47:12É, Maribel
47:13É, todo mundo gostou da cara
47:15E do enforcado
47:16Puxa, que bacana
47:20Quer dizer, então, que o instrumento
47:22Ficou feliz
47:23Eu também fiquei muito feliz, sabe?
47:27Inclusive o pessoal vinha toda hora
47:28Me perguntar
47:28Quanto é que você criou
47:29Pra servir de modelo, hein, seu Nazinho?
47:31Deve ter sido uma grana preta, né?
47:34É, e um modelo como esse
47:35Você não encontra em qualquer lugar, não, né?
47:37Bonitão
47:39Rechonchul
47:40O pessoal vinha me perguntar
47:43Não sabia o que ia responder?
47:44Você não me pagou nada, né, querido?
47:45Era o mínimo que você tinha que fazer
47:47Mas sugere, hein, meu camarada?
47:51E aí?
47:52Hum?
47:53Ah, como é que vai ficar?
47:55Curioso isso
47:56Interessante
47:56Muito louco mesmo
47:58Porque eu não usei modelo nenhum
48:00Como não?
48:01Detrato que é a cara do Nazinho?
48:04Hum, hum, acho que não
48:07O modelo que eu usei foi um gambá
48:10O senhor tem cara de gambá, seu Nazinho
48:15Fazer de palhaço, que é esse, hein?
48:17Só pagar caro pra essa brincadeira, tá entendendo?
48:20Desculpa aí, vai, desculpa
48:22Eu não quis ofender ninguém, eu juro
48:24Eu sou um artista da paz
48:26Ou o meu negócio é pintar pombinha
48:29É, pombinha, é?
48:30Com a minha pombinha
48:31Você ofendeu, meu amigo
48:32E vai ter que se explicar
48:33Vamos lá fora pra eu terminar essa conversinha
48:36Só de que eu anjo já na atuava
48:38Eu não vou lugar nenhum, milagre
48:40Calma a boca, calma a boca disso
48:41É, fila a mão de mim
48:43O senhor sai daqui
48:44Fala, machu, machu, machu
48:45Não passa mal, querido
48:46Me deixe, pai
48:48O senhor está desafiando, querido?
48:53Olha aí, pessoal
48:54Eles estão querendo me levar pra fora
48:57Mas eu não quero, não
48:58O que que está acontecendo aqui?
48:59Ah, não se mete não, mulher
49:00Vai pra lá
49:01Gente, pera aí
49:02Tá tudo calmo
49:04Nosso amigão aqui
49:05Queria beber um pouco demais
49:07E a gente está querendo ajudar
49:08É, eu não pedi ajuda de ninguém
49:11E todo mundo aqui sabe que eu nunca bebo demais
49:14Tá vendo, querido
49:17Ninguém acredita em você
49:18Vamos lá pra fora, vai ficar tudo de ódio
49:19Ah, jucu
49:21Jucu
49:22Estão querendo me alastar
49:24Ah, jucu
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