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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de 6 votos a 1 para manter o entendimento que permite a nomeação de parentes de autoridades para cargos de natureza política, como secretarias e ministérios.

O ministro Flávio Dino foi o único a divergir, argumentando que "legalidade e afeto não se combinam" na administração pública.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/5WZo-go9qKM

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Transcrição
00:00O Supremo Tribunal Federal formou maioria para considerar válida a nomeação de parentes de autoridades
00:05nos comandos de secretarias municipais e estaduais ou ainda de ministérios.
00:11Acompanhe com Carlos Martins.
00:16A decisão foi estabelecida no julgamento sobre uma lei municipal de Tupã,
00:21cidade do interior de São Paulo, que permitia a nomeação de parentes de autoridades para cargos políticos.
00:26O Ministério Público de São Paulo contestou a medida e o Tribunal de Justiça Paulista derrubou a lei,
00:32entendendo que ela abria brecha para o nepotismo.
00:35A Prefeitura do município paulista recorreu ao STF,
00:39alegando que a norma apenas seguia o entendimento já existente na Corte,
00:43que proíbe o nepotismo em geral, mas faz exceção para cargos políticos.
00:48No caso específico, a maioria dos ministros do Supremo decidiu que os casos
00:52que envolvem apenas os comandos de secretarias e ministérios não se enquadram na proibição do nepotismo,
00:59desde que a pessoa escolhida cumpra os requisitos exigidos por lei,
01:03como capacidade técnica e idoneidade moral.
01:06O relator do caso, o ministro Luiz Fux,
01:09votou para validar a lei de Tupã e permitir a nomeação de parentes.
01:13A vedação constante da súmula vinculante 13 não se aplica à nomeação de cônjuge,
01:20companheiro ou parente em linha reta colateral por afinidade até o terceiro grau,
01:25da autoridade nomeante para cargos de natureza política,
01:30desde que preenchido os requisitos de qualificação técnica e idoneidade moral para o cargo,
01:35na forma da lei, porque também não pode alegar vagamente,
01:39a lei há de estabelecer os critérios dessa aptidão técnica e da idoneidade moral.
01:45Flávio Dino divergiu do relator.
01:48Quando o tribunal criou a exceção dos cargos políticos, não havia lei, hoje há.
01:55Em 2021, o Congresso Nacional resolveu banir o nepotismo.
02:02Aprovou uma lei, que é a lei 14.230 de 2021, alterando a 8.429.
02:11E tipificou o nepotismo como improbidade administrativa.
02:17Vejam que é um juízo de valor rigoroso.
02:21Hoje ninguém admite que o presidente da República nomeia o seu filho ministro.
02:26Os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli
02:33acompanharam Fux, estabelecendo maioria para permitir a nomeação de parentes para cargos políticos.
02:40A decisão se aplicará a outros casos semelhantes, repercutindo em processos nas instâncias inferiores da justiça.
02:47Embora a maioria dos votos já tenha sido formada, o julgamento ainda não terminou.
02:52Ele será retomado na próxima semana, quando o tribunal deve finalizar a redação da tese,
02:58que servirá de base para decisões futuras.
03:02Diego Tavares, todo o debate envolvendo a moralidade administrativa, a impessoalidade,
03:07mas, por outro lado, a necessidade da confiança do agente público em nomear os seus cargos de confiança,
03:13cargos em comissão, secretarias, enfim, nos municípios, nos estados,
03:18e até agora ampliando para ministérios no Poder Executivo Federal.
03:22Como é que você avalia essa decisão do STF, que diz que não é nepotismo se o cargo for de natureza política?
03:31Pois é, Colba, como eu disse no meu comentário anterior,
03:33mais um grande debate da sociedade brasileira sendo travado no Supremo Tribunal Federal.
03:39E sobre essa pauta, todas as homenagens ao voto divergente do ministro Flávio Dino.
03:44É um absurdo, um verdadeiro absurdo, que se cogite, diante do texto claro da lei
03:50que proíbe a nomeação de parentes para esses cargos de confiança,
03:54que prefeitos, governadores e até mesmo o presidente da República
03:57possam nomear os seus parentes para esses cargos.
04:00Enfim, é herança do patrimonialismo brasileiro,
04:03daquela coisa de tomar o patrimônio público para si,
04:06como se o presidente, o gestor do executivo,
04:09fosse uma pessoa que tem que se servir do Estado e não servir ao Estado.
04:14Então, isso com certeza vai abrir uma porteira para diversas nomeações absurdas
04:19de cônjuges, de filhos, de irmãos, de parentes, de políticos em cargos de muita importância
04:25que deveriam obedecer um critério técnico para que a nomeação fosse realizada.
04:30Essa jurisprudência, infelizmente, é mais um capítulo à deterioração do Estado brasileiro
04:36e que com certeza vai agravar o problema da baixíssima qualidade do serviço público que nós temos.
04:41Não dá para acreditar que as menores cidades do Brasil,
04:45aquelas que têm, sei lá, 2 mil, 3 mil habitantes,
04:48não tenha ninguém para ocupar um cargo de secretário de saúde,
04:51de secretário de educação, de secretário de obras,
04:53que não seja um parente do prefeito ou que seja um parente de algum outro político.
04:58Então, dia triste para o Brasil e mais um passo para trás no nosso desenvolvimento
05:05e em um serviço público de mais qualidade para as pessoas.
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