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  • há 1 ano
"Não quero passar fome com meus filhos", disse Sandro Rezendo de 44 anos ao lado da sua esposa Marlonia Lucena, de 40 anos.

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Transcrição
00:00Nós estamos aqui com a senhora Marlonia e o senhor Sandro que procuraram a reportagem da TV Diário do Sertão
00:07porque estão precisando de ajuda.
00:09Eles são aqui de Cajazeiras, do sítio Capoeira Sul, que fica ali próximo à Agrovila
00:14e vieram até a nossa TV, até a nossa redação, até os nossos estúdios para pedir ajuda.
00:21O senhor Sandro está desempregado e precisando de ajuda, não é isso, seu Sandro?
00:25Estou desempregado, precisando de ajuda, porque eu sou trabalhador.
00:27Não sabe, mas eu estou no momento, estou desempregado e eu trabalho com pintura,
00:33eu trabalho com o que pensar na vida, eu trabalho.
00:35Eu não quero ficar desempregado, porque a minha família é grande, eu oito filhos para me dar de comer
00:38e eu não posso ficar desempregado não, porque eu vou ficar desempregado e pronto, aí é problema.
00:44Eu não quero passar por meus filhos não, Deus me livre.
00:47Hoje o senhor e a senhora Marlonia têm oito filhos, não é isso?
00:51Nós temos oito filhos, nós também moramos de aluguel, não tem?
00:55Ele está desempregado, aí nós dependemos do Bolsa Família, não tem?
00:58O Bolsa Família é para pagar o aluguel, que a gente mora de aluguel, papel de energia e água e dar comida às crianças.
01:06Nesse momento a senhora está com o papel de energia atrasada, é isso?
01:09Estou de água e de energia, não tem? Dá 250.
01:12Mas não tem como pagar, não tem? Agora não tem.
01:15Porque tem um aluguel, tem que procurar a casa também para alugar,
01:19porque a mulher está pedindo a casa para nós sair, não tem? Entendeu?
01:23E o senhor Sandro, ele está precisando de ajuda de um emprego.
01:28Você que está aí, que está acompanhando a TV e Rede Diário do Sertão,
01:32se tiver alguma vaga de emprego, ele disse que trabalha com pintura, é pintor,
01:36também faz serviços como servente, serviços gerais e também como caseiro,
01:41para quem tem propriedades na zona rural, não é isso, seu Sandro?
01:44Sim, senhor, é porque eu tenho que, é serviços caseiros, é trabalho de vaqueiro,
01:49se tiver um emprego no sítio, se tiver emprego de vaqueiro, pode contar comigo,
01:55que chegar até eu, eu vou até aí, eu quero trabalhar, porque eu sei fazer de tudo,
01:59tirar leite de gado, sei roçar, trabalho com bronca, trabalho fazendo cercado, faço tudo,
02:05tudo que pensar numa fazenda, eu sei fazer, entendeu?
02:08Entendeu? E é o que eu preciso, e é o que eu adoro, e é o meu sonho, é trabalhar dentro da fazenda,
02:14para me dar também meus filhos e leite para eles à vontade.
02:16Queria que o senhor reforçasse o pedido aí de ajuda para um emprego.
02:20É assim, eu queria, é, pode ser qualquer um emprego, se tiver de servente, eu trabalho de servente,
02:26se tiver da minha profissão de pintura, eu trabalho com pintura, eu sou profissional com pintura de casa,
02:31entendeu?
02:32Se não tiver da minha profissão, se tiver de servente, eu trabalho, trabalho em construção,
02:37o que tiver, não importa a estatura do emprego que for, eu quero saber se eu posso ganhar,
02:43para poder eu sobreviver, mas meus filhos, que eu não posso ficar parado, porque a família é grande.
02:48E eu ficando parado, aí fica tudo difícil, que eu tenho que pagar aluguel, eu tenho que ajudar a minha esposa,
02:53que ela está mandando atenção dentro do, da tutela dela, ela trabalha com meus filhos, com as crianças,
02:59criança, neto, colégio, aí o trabalho que ela faz é só dentro de casa, aí o que ela recebe do Bolsa Família,
03:05para pagar um aluguel, e fazer a feira para eles comerem.
03:08Aí o que eu ganho, aí eu pago água, energia, é um absurdo, né?
03:12Aí eu pago alguma coisa a mais, um filho meu de vez para um neto, uma filha meio separada,
03:17uma coisa assim, tem que ajudar.
03:19Eu estou desempregado, aí fica tudo de água abaixo.
03:21Está muito difícil, seu Sandro?
03:22Está muito difícil, a situação está muito difícil, não vou mentir.
03:25Eu estou trabalhando, a história é outra, mas se eu trabalhar, aí as coisas estão tudo difíceis, entendeu?
03:33É por isso que eu venho até aqui, porque eu tenho que falar com a pessoa para poder dar uma força para mim,
03:38para poder ter comunicação com quem tem emprego, com quem pode fazer, né?
03:43Como é, dona Marloni?
03:46As crianças, às vezes, pedem as coisas a gente, e a gente não tem para dar, né?
03:49Fica pedindo.
03:50Ele mesmo, um dia desse, estava pedindo, mãe, vá na rádio, peça a mulher lá,
03:54nem que seja para ela pedir uma bicicletinha usada para mim rodar,
03:57que ele é estudioso, tanto ele como a outra menininha que está no colégio.
04:01Então, o sonho dele é ter uma bicicletinha, nem que seja usada, não tem?
04:05Então, ficou o apelo aqui, para você que está acompanhando a gente,
04:08para você que está assistindo a nossa TV e rede diária do Sertão,
04:12para ajudar essa família aqui da cidade de Cajazeiras.

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