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O Museu do Louvre, em Paris, foi fechado neste domingo (19) após um assalto cinematográfico. Ladrões invadiram o local, usaram um elevador de carga e levaram joias raras da coleção de Napoleão em apenas sete minutos. O prejuízo ultrapassa R$ 550 milhões. A bancada do Linha de Frente analisou o caso.

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Transcrição
00:00Como Marilyn Monroe popularizou na música Diamantes, são os melhores amigos de uma garota.
00:05Na comédia musical Os Homens Preferem as Loiras, de 1953,
00:10um roubo de joias justamente no Museu do Louvre, em Paris, chocou o mundo nesta semana.
00:16O valor estimado das peças levadas é de mais de 550 milhões de reais.
00:21E uma das peças, inclusive, tem relação aqui com o Brasil.
00:25A última dona de um colar de safiras e diamantes foi Isabel.
00:30Uma bisneta de Dom Pedro II, integrante da família imperial brasileira.
00:35Mesmo após o fim da monarquia.
00:37O mesmo conjunto de joias já pertenceu à Imperatriz Josefina, da França,
00:42primeira mulher de Napoleão Bonaparte, antes de chegar à família Bourbon e à família Orleans.
00:48O mistério agora é qual será o destino dessas joias.
00:53Foi uma história e tanto, hein, Jess?
00:55Uma história digna de filme.
00:57Inclusive, o Louvre já teve um roubo muito famoso, que foi um roubo que colocou a Mona Lisa no holofote
01:02por volta ali da primeira metade do século XX.
01:05E o que aconteceu?
01:06Ele entrou à luz do dia, pegou o quadro, escondeu o quadro, saiu carregando a Mona Lisa.
01:13Ficou dois anos com ela parado e foi tentar vender e aí o quadro foi recuperado.
01:18O mesmo deve acontecer aqui. Por quê?
01:20A grande questão é que a venda desses artefatos, nesse momento, tem vários agentes de inteligência buscando.
01:27Então, eles vão se passar por comprador.
01:28Então, tem toda uma dificuldade nessa venda que, possivelmente, vai estar ligada com a recuperação de alguns itens.
01:34Mas essa, Bia, tem sido uma crise gigante para Emmanuel Macron.
01:39Por quê?
01:39Porque não é o primeiro caso de roubo de joias recentes, não só no Louvre, mas em outros museus.
01:47Vários museus na França estão sendo atacados.
01:50E houve um pedido formal da administração do Louvre, há menos de nove meses,
01:54sobre a necessidade de reforma na infraestrutura e reforma também num olhar de segurança.
02:00O que acabou não acontecendo e, de repente, os franceses, orgulhosos de um dos maiores símbolos,
02:06talvez o maior símbolo depois da Torre Eiffel, estão se sentindo atacados e vendo a sua cultura.
02:11E isso está sendo utilizado pelos adversários políticos dele como um agente de que ele não se importa com a França.
02:18Inclusive, o museu ficou fechado, né?
02:20Precisou ficar fechado por conta disso e expõe falhas de segurança também, né, Thaís, como a gente está falando.
02:25Mas me vem uma ironia irresistível.
02:29Irresistível.
02:30O Louvre é composto, dizem, pelo menos 60%, estudos dizem que pelo menos 60% do Louvre é composto por peças que vêm de outros países,
02:41que foram pegas de outros países, sem autorização dessas colônias, e estão lá expostas, né?
02:48E o Sarkozy, no ano passado, tentou devolver um pouco desse acervo para as colônias, especialmente para os países africanos,
02:55não teve muito sucesso, devolveu muito pouco, mas existe uma discussão, assim, geracional,
03:00que envolve tanto os maiores museus, né, da humanidade, assim, do mundo, mas o Louvre, ele sempre foi alvo,
03:08porque simplesmente é um acervo de peças que são roubadas, não tem outro nome, né?
03:13E daí agora me vem essa ironia irresistível, Bia, de falar assim,
03:16bom, viu como não é legal roubar as coisas dos outros, então vai ter que devolver,
03:21porque essa esmeralda não deve ter sido encontrada na França, né?
03:25Então, eu acho que, claro, que é muito triste, como qualquer pessoa, né?
03:30Olhar o roubo de um museu é muito triste, mas é uma ironia irresistível, né, gente?
03:35E Thaís, a sua ironia tem um ditado popular, né?
03:37Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão.
03:39É óbvio que é triste, obviamente, a gente se solidariza,
03:42porque a gente não sabe ele como chegou,
03:44e eu realmente fiquei agora surpresa em saber que muitas coisas do acervo
03:49foram coisas que foram, na verdade, surrupiadas.
03:51Mas aqui, só para fazer um comentário,
03:53eu acho que, na verdade, essa manobra criminosa durou sete minutos,
03:56ou seja, eles sabiam exatamente o Louvre,
03:59e nem se você quiser conseguir andar nele num dia, você não consegue,
04:02é cheio de portas, é muito difícil.
04:04Então, eles sabiam exatamente como sair de lá, isso me chama atenção.
04:07Mas, pelo valor das joias, eles continuam o salvo melhor juízo foragidos,
04:11eu acho que eles tendem ali a realmente não revendê-las e sim desmontá-las.
04:15Há uma facilidade, porque é ouro, né?
04:17É óbvio que ela pronta, ela tem uma maior valoração,
04:20mas eu não acho que as pessoas pagariam 550 milhões para ter ali o objeto.
04:25Não vale a pena.
04:26Não vale a pena.
04:27O valor real da peça é o que faz o Louvre valer a pena.
04:31Porque, senão, eles poderiam ter roubado uma joalheria.
04:34Seria muito mais fácil, menos...
04:35Então, mas como já estão atrás deles,
04:37não acho que seria um cenário viável eles venderem a peça,
04:40porque seria, então, crime quem adquire, né?
04:42Então, eu estou dizendo assim, claro que não é nem um pouco, né?
04:47Nem um pouco valer 100 mil para 550 milhões.
04:51Mas eles não terão saída, é isso que eu estou pontuando.
04:53Eles não têm saída, ou eles vão dissolver a peça ou entregar,
04:56porque quem vai comprar as pessoas,
04:57todas elas já sabem que ali é produto de roubo.
05:00Então, eu não vejo um cenário muito favorável de uma pessoa sabendo que a peça...
05:04Não estou dizendo que não haja essa pessoa, né?
05:06Mas essa pessoa que vai comprar, ela vai ter que guardar em casa.
05:08Quem desembolsaria 550 milhões para poder ter uma peça guardada
05:12sobre sete casas aí.
05:12Tem gente que compra pessoa.
05:14Ou eles são...
05:15Não tem gente para comprar.
05:16Sim.
05:16A economista pode falar.
05:18Existe um mercado oculto disso.
05:20Total, que só compra isso.
05:21É, existe.
05:22Para guardar, ele vai desembolsar aqui assim.
05:24Com certeza.
05:24Vai.
05:25Guardar isso.
05:25Vai.
05:25Tem muita gente que tem dinheiro.
05:27Existe.
05:27Tem um dos investigadores.
05:28Existem muitas obras que estão sumidas e que nunca foi encontrada.
05:31E até, às vezes, a questão do roubo,
05:32teve muitas obras do Egito e de outros países que foram roubadas pelos europeus
05:39e que o navio naufragou.
05:41Então, tem também muita coisa que se perdeu nesse trajeto.
05:46E no Egito existe um movimento muito forte em relação a isso,
05:49dessa crítica dos tesouros do Egito que foram roubados pelos europeus.
05:53Mas também, fazendo agora aqui também uma crítica ao Egito,
05:56na estrutura deles como sociedade,
05:58eles têm uma capacidade de cuidado muito aquém do que é o europeu
06:03frente aos cuidados das peças.
06:05Então, tem todo...
06:06É bem polêmico mesmo essa questão dos roubos dos tesouros de outros países.
06:11Então, já venderam.
06:12Eu acho que a palavra roubo aqui talvez não seja mais apropriada.
06:15Porque se for assim, galera lá de Portugal, me manda meu olho de volta.
06:18No ponto das contas, é uma lógica de guerra, de exploração,
06:25que é de séculos.
06:26Então, o que o Brasil vai dar da guerra do Paraguai lá para o Paraguai?
06:29Então, a gente não pode viver num mundo de fantasia
06:31e imaginar que os direitos humanos sempre estiveram,
06:33que a gente não lutava, se matava em troco de objetos
06:37ou aspectos até materiais.
06:38Agora, o que é fato?
06:39No Louvre, há uma sessão...
06:41Uma das mais bonitas do Louvre é sobre arte egípcia
06:44e é totalmente voltado a cultuar a cultura egípcia.
06:48Então, assim, eu acho que tem um ganho muito grande
06:50que o museu mais visitado do mundo celebre a arte egípcia
06:54e não apenas a arte europeia.
06:55Nesse caso, as joias são todas da arte da joelheria europeia,
07:00todas as peças que foram sequestradas.
07:02Uma delas já foi encontrada.
07:04E a Priscila trouxe esse ponto que ela não imagina
07:07alguém comprar 500 milhões e deixar sem ninguém saber.
07:10Mas tem muita gente com muito dinheiro
07:12que, pelo simples fato...
07:13Pensa, você tem um Van Gogh roubado,
07:15mas você está na sua sala, você está olhando para ele.
07:17Então, existe um culto a isso, um mercado de arte legal
07:21que é, assim, gigante no mundo inteiro.
07:23Inclusive, os próprios investigadores disseram
07:26que quem efetuou esse roubo são pessoas experientes,
07:29justamente pelo fato dos 7 ou 8 minutos,
07:31e que, inclusive, se levantou, se especulou,
07:34e que, inclusive, já teria destinos ou destinos
07:36já desenhados, pensados, possíveis
07:39para chegar efetivamente a roubar o Museu do Louvre.
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