- há 3 meses
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"Para mim, almas gêmeas ou almas afins, vêm para poder desenvolver, para evoluir espiritualmente", afirma a cartomante Amanda Guimarães.
Em conversa com as jornalistas Larissa Kümpel, Layane Costa e Mannu Meg, do Estado de Minas e Portal Uai, para o podcast "Não é invenção", ela explica o que considera a crença na alma gêmea e como isso move a busca por um relacionamento ideal. Segundo ela, a cartomancia oferece uma perspectiva diferente sobre a união e o destino a dois, apontando, inclusive, que a existência de uma alma gêmea não é condicionada somente ao campo romântico.
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Em conversa com as jornalistas Larissa Kümpel, Layane Costa e Mannu Meg, do Estado de Minas e Portal Uai, para o podcast "Não é invenção", ela explica o que considera a crença na alma gêmea e como isso move a busca por um relacionamento ideal. Segundo ela, a cartomancia oferece uma perspectiva diferente sobre a união e o destino a dois, apontando, inclusive, que a existência de uma alma gêmea não é condicionada somente ao campo romântico.
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NotíciasTranscrição
00:00Desde a Grécia Antiga, com o mito de Platão, a ideia de que existe uma outra metade esperando por nós fascina a humanidade.
00:07Mas no campo esotérico, a alma gêmea, ou até mesmo a chama gêmea, é muito mais do que o final feliz romântico.
00:13É uma conexão de alma profunda e muitas vezes desafiadora, predestinada para a evolução espiritual.
00:20Dizem que essas almas vieram da mesma mônada, ou fonte energética,
00:24e que se encontram em várias encarnações, para despertar uma da outra, o crescimento e a cura.
00:38Este é o Não é Invenção, um podcast sobre relações e comportamento.
00:43Eu sou Mano Meg.
00:44Eu sou Larissa Kimpel.
00:45E eu sou Laiane Costa.
00:47E hoje nós estamos aqui com a Amanda Guimarães, que é cartomante, para a gente falar um pouco sobre alma gêmea.
00:53Seja bem-vinda, Amanda.
00:54Bem-vinda, Amanda.
00:55Obrigada por você estar aqui.
00:57Nós estamos muito felizes.
00:59Ai, que tudo!
01:01Para começar, você pode falar um pouquinho para a gente sobre a sua trajetória, assim, como que iniciou para você?
01:08Olha, até quando a Aria se perguntou como eu queria ser acreditada,
01:12me apresento como cartomante porque me procuraram como cartomante.
01:15Mas eu também considero que eu tenho um trabalho com comunicação, é até muito interessante, né?
01:20A Mano foi me resgatar lá da recepção, do jornal.
01:23E a minha família tem uma história no jornal, né?
01:26O avô do meu...
01:28Meu avô, né?
01:28O pai do meu pai, fundou o primeiro jornal de Divinópolis.
01:31E aí meu pai teve um programa na rádio há muitos anos.
01:34E aí agora ele migrou para o podcast.
01:36Então, uma família de comunicadores.
01:38A primeira vez que eu saí no jornal foi com 17 anos, quando eu publiquei uma crônica.
01:42Então, eu sou comunicadora antes de ser cartomante, mas sou formada em relações internacionais.
01:47Sou internacionalista por formação antes de ser cartomante.
01:50E foi nesses trajetos de viagens para fora que eu encontrei o tarô.
01:54Então, eu estava fazendo uma residência em História da Arte na Itália, História da Arte Italiana.
01:59E aí eu fui encontrando de uma maneira mais artística o tarô.
02:03E nos últimos 5, 6 anos eu escolhi me aprofundar e acabei me enveredando para outros lugares.
02:09Então, acho que até um pouco do que eu vou trazer, dentro do tema que a gente vai abordar,
02:14envolvem muitos desses estudos que talvez não sejam tão místicos quanto o esperado,
02:20mas definitivamente não são tão acadêmicos quanto eu gostaria.
02:24É legal conhecer outras áreas.
02:26E eu acho que assim, como você falou que é cartomante, ok.
02:30Mas na minha cabeça, é tarô.
02:33Mas o que tem? O que envolve? Quais são as coisas?
02:37Quais são as diferenças?
02:38É, eu não entendo nada. Eu não entendo nada.
02:41É porque o tarô é um tipo de baralho possível, um tipo de oráculo possível.
02:46E quando eu falo que eu sou cartomante, significa que eu tenho domínio de outros baralhos que não só o tarô.
02:51Então, um tarólogo joga só tarô.
02:53Uma cartomante joga baralho cigano, joga outros oráculos.
02:55E aí, trazendo até um pouco do contexto da ferramenta.
03:00Dentro do contexto dos baralhos, o tarô, o baralho cigano, etc.
03:04Especificamente o tarô, é uma ferramenta que ela corta, atravessa de maneira muito transversal a história da humanidade.
03:11Então, os primeiros registros do tarô, eles datam do século 8, depois de Cristo.
03:16Num baralho que era chamado baralho mameluco do Egito, norte da África.
03:19E aí, ele viaja. Ele vai para a Península Ibérica, Portugal e Espanha.
03:23Depois, ele vai para o norte da Itália, que é mais ou menos ali que eu encontrei com ele, né?
03:27Alguns séculos depois.
03:29E aí, ao longo desse processo de descoberta e redescoberta do tarô,
03:33algumas ordens ocultistas, alguns lugares até mais analíticos,
03:38vão se apropriando do tarô enquanto uma ferramenta.
03:41Às vezes como uma ferramenta, às vezes como um oráculo.
03:43São coisas diferentes.
03:44Como forma de dar sentido às coisas.
03:47Então, o tarô, para mim, é uma ferramenta que dá sentido às coisas.
03:51E aí, o lugar do tarô, que eu mais gosto atualmente, é uma pegada mais Jungiana.
03:56Então, Jung, um discípulo de Freud, ele enxerga nos arcanos maiores do tarô,
04:0012 arquétipos de personalidade.
04:02Então, vocês que são da comunicação, já devem ter visto, né?
04:05O arquétipo do governante, do criador.
04:07Isso é Jungiano e é da cartomancia.
04:11Porque ele olha para os arcanos maiores,
04:12tanto que Jung é conhecido como o psicólogo bruxo, né?
04:15O mago místico, porque depois que ele rompe com o Freud,
04:19só depois que o Freud morre,
04:20ele resolve se dedicar a outras buscas aí mais espiritualizadas.
04:25E é a parte do tarô que eu, pessoalmente, mais gosto.
04:29Eu acho engraçado.
04:30Depois que o Freud morre, porque ele não era nem louco de ser quando ele estava vivo.
04:34É, não, eles tinham uma relação de amor, uma coisa meio homogênea.
04:40Eles tinham um amor meio louco ali entre eles.
04:43É, falando em homogênea...
04:45Onde que está a minha índice?
04:48Vamos começar a próxima.
04:50A pergunta mais importante.
04:53É isso, os números da Mega são talvez duas perguntas que me fazem.
04:57E eu vou te falar, não é por falta de tentativa não,
05:00que ela está tentando me contar.
05:02Olha lá.
05:05Nossa, o Tinder para mim já está ultrapassado.
05:08Estou querendo ir além.
05:10Tem outra maneira que seja um pouco mais espiritual.
05:16Talvez a sua alma seja tão vasta.
05:19Tão vasta que eu tenho muitos gêmeos.
05:22É, tenho muitos gêmeos.
05:24Realmente.
05:25E qual que é a visão, assim, do tarô, do misticismo, assim, envolvido,
05:31relacionada à alma gêmea?
05:33A esse conceito, assim, de alma gêmea?
05:36Nessa dos baralhos, tem um tipo de tarô, que é o tarô mitológico,
05:39que ele traz...
05:40O tarô é um baralho formado por 78 cartas.
05:44E aí, nesse tarô mitológico, ele traz algumas releituras de mitos gregos.
05:48E aí, uma dessas cartas, que é o mundo, que é comum a outros tarôs também,
05:51não é uma especificidade desse,
05:54é uma síntese do Banquete de Platão,
05:57que é algo, até que a Larissa falou no começo,
06:00que é um mito, que foi descrito por Aristófeles,
06:02que fala que, no começo, o ser humano, ele era completo.
06:06O que era ser completo?
06:07Era ter duas cabeças, quatro braços, quatro pernas.
06:11Era como se fosse a união ali do masculino e do feminino.
06:14Tanto que nessa carta, no Arcano 21,
06:16tem essa união dos dois corpos, né?
06:19Seria o que tinha de mais perfeito na natureza,
06:22era essa humanidade conjugada masculino e feminino.
06:26E aí, essa versão era tão poderosa, que os deuses enciumaram, né?
06:31E eu não sei se...
06:32Acho que, com certeza, a audiência está por dentro, né?
06:34Porque a mitologia grega é uma loucura.
06:36Porque todo mundo tinha ciúme de todo mundo,
06:38mandava matar, mandava perseguir,
06:40era não sei quantas doze tarefas de Hércules,
06:43e era uma loucura.
06:44E aí, eles mandam partir no meio,
06:46falam, essa criatura é tão poderosa
06:49que a gente vai partir no meio.
06:51E aí, dentro desse mito do Banquete de Platão,
06:54ele fala que é como se uma das partes
06:55estivesse eternamente destinada a buscar pela outra,
06:58pra então elas se encontrarem e se completarem.
07:02E aí, do ponto de vista mais óbvio,
07:04a gente pensa nesse lugar do amor romântico,
07:07heteronormativo,
07:08um homem buscando uma mulher,
07:09uma mulher buscando um homem.
07:11Com o passar do tempo,
07:12foram se atribuindo a todos os significados.
07:14Então, mais como esse lugar da união
07:15do masculino e do feminino,
07:17do positivo e do negativo,
07:18das polaridades que existem dentro do indivíduo,
07:21e que, quando alinhadas,
07:22elas nos tornam poderosos.
07:23Mas acho que, dentro da história do Tarot,
07:25o primeiro vestígio que aparece de alma gêmea
07:28está, com certeza, no Arcano 21,
07:30dentro dessa abordagem mais da mitologia grega.
07:32Entendi.
07:32Então, a gêmea pode não ser um relacionamento,
07:36inclusive.
07:36Pode ser um amigo,
07:37pode ser família.
07:39Pode ser um familiar, pode ser.
07:41Mas é sempre um homem,
07:42tipo no caso de uma mulher.
07:44É esse que é o meu problema.
07:45O meu problema com o banquete de Platão,
07:48ele está aí.
07:50Porque primeiro...
07:50A peculiaridade, né?
07:51Porque primeiro que ele preconiza
07:53uma angústia essencial do indivíduo
07:55de buscar por uma outra metade.
07:57Isso eu já acho complicado.
07:58E aí, se a gente segue numa linha mais Jungiana,
08:02ele vai falar que, de fato,
08:03são as faltas que nos conectam.
08:05Eu me identifico pela falta que eu sinto
08:07a partir do meu contato com o outro.
08:10Mas eu acho que dá pra gente trazer
08:11um outro campo.
08:12Se a gente for levar pra espiritualidade,
08:14a gente consegue trazer outras variações
08:16desse entendimento de alma gêmea,
08:18que sejam menos...
08:20menos embranquecidas nesse lugar, né?
08:22Menos...
08:22Acho que dá pra poder pensar outras formas.
08:25Então, por exemplo,
08:26eu sou uma pessoa de candomblé.
08:27Eu sou iniciada há seis anos.
08:30E uma das coisas que eu acho legal
08:31dentro das possibilidades espiritualistas
08:33é que, para os candomblésistas,
08:36principalmente para os iniciados,
08:37a gente acredita que a ori,
08:39que é a nossa consciência ancestral,
08:41que escolheu estar aqui.
08:42Então, eu que sou mais lúdica, imagino, né?
08:44A minha consciência ancestral lá no Morum,
08:46no céu ancestral, falando,
08:48bom, eu tenho que escolher um caminho,
08:50eu tenho que escolher um odú, né?
08:52O odú, ele é dado pelos orixás,
08:53mas eu tenho que escolher uma forma de caminhar.
08:55E aí, nesse caminho,
08:57eu vou escolher o meu olho e minha cabeça,
08:58eu vou escolher meu ocã, meu coração,
09:00vou escolher meu bará, meu corpo,
09:02vou escolher as estruturas que vão me formar
09:04quando eu reencarnar no Aie.
09:06E aí, eu escolho alguns caminhos
09:09pelos quais eu vou passar.
09:11Mas aí, já fazendo uma costura
09:13com outra querida que eu amo,
09:15que é a Bell Hooks,
09:16ela fala que o amor não é um sentimento,
09:17ele é uma escolha.
09:19Então, eu acho que a gente escolhe lá no céu ancestral
09:21as possibilidades,
09:22pra que aqui a gente tenha o direito de escolher.
09:26Então, o amor, ele se apresenta muito mais
09:28como uma escolha,
09:30eu escolho construir isso com essa pessoa
09:31e, portanto,
09:33talvez ela seja mais próxima de alma gêmea
09:34que eu vou encontrar,
09:36do que um sentimento a priori,
09:37uma coisa pra qual a gente tá sempre predestinado
09:40e que não tem como escapar.
09:42Eu sou meio contra esses fatalismos, né?
09:44Ah, imagina.
09:45Ah, eu achei lindo.
09:46E se você não encontra...
09:47E se você não encontra esse negócio
09:50dessa alma gêmea,
09:51aí você faz o quê com essa angústia?
09:53Eu acho que essa ideia é muito foda pra...
09:56Justamente por essa angústia que causa, né?
09:59Tipo assim, ah, talvez você não dá certo
10:01com alguém que você tem na sua cabeça
10:02que daria.
10:03Aí você pensa,
10:04puta merda, mas eu tinha certeza
10:06que era a minha alma gêmea.
10:07Eu tinha certeza que era essa pessoa.
10:09Sendo que, assim,
10:10não, você não necessariamente
10:12precisa daquela pessoa, né?
10:14Dá pra você construir uma coisa legal
10:15com uma outra pessoa também.
10:17Não, aí é o que eu mais recebo
10:19na minha mesa de tarô, né?
10:21Porque o primeiro contato com uma cartomante
10:23nunca é estou muito feliz,
10:24vou numa cartomante.
10:25É estou desesperada,
10:27portanto vou numa cartomante.
10:30É muito desesperada.
10:30Porque às vezes as pessoas são céticas.
10:32E aí é tipo assim,
10:33passa a vida inteira cética,
10:34mas quando tá desesperada...
10:36Não, e já passou por tudo, né?
10:38Antes de trabalhar com tarô,
10:41eu fazia gestão de comunicação.
10:42Então eu gosto de rodar pesquisa
10:43com o meu público, né?
10:4578% das pessoas que consultam comigo
10:47fazem psicoterapia.
10:49Então já eliminam um lugar, né?
10:51Não, elas não estão vindo
10:52porque elas querem ouvir
10:53alguma coisa que elas querem ouvir.
10:54Não, são pessoas terapeutizadas.
10:56Sim, sim.
10:56Então elas já chegam já
10:58com algumas elaborações
10:59muito ali na ponta da língua.
11:01O que facilita muito o meu trabalho.
11:03Mas elas querem algo além.
11:05Elas querem uma informação
11:06que elas não tenham achado
11:07na astrologia, na psicoterapia,
11:09nem na espiritualidade,
11:11num sentido mais religioso.
11:13Elas querem um outro tipo
11:14de informação.
11:16E aí quando elas vêm,
11:17elas vêm muito assim,
11:18ah, eu achei que esse companheiro,
11:20que essa companheira,
11:21ele era o amor da minha vida,
11:22ela era o amor da minha vida.
11:24E aí eu sempre escuto isso,
11:25ah, eu acho que é uma relação kármica.
11:29Aí eu já escuto
11:30e eu entendo o que elas querem dizer,
11:32mas aí tem uma diferença
11:33entre karma e darma.
11:35Darma é o que está predestinado.
11:37Então, eu, Amanda, acredito
11:38que eu estava predestinada
11:39a ser cartomante
11:40porque eu tentei
11:41todas as outras coisas
11:42e caí nesse lugar.
11:45Mas acredito que
11:46ao escolher esse karma,
11:48o karma então é uma causa e efeito,
11:51eu determinei algumas coisas
11:53para a minha vida.
11:54Entendi, entendi.
11:54Então, às vezes,
11:55o que as pessoas querem falar
11:56é essa relação é uma relação dhármica.
11:58Que ela está predestinada.
12:00Predestinada.
12:00Aí elas chegam com essa bomba para mim.
12:02E aí eu fico, tá, vamos lá.
12:05Por onde eu começo?
12:06Primeiro porque eu acho
12:07que quem está predestinado
12:08a se encontrar, se encontra.
12:10Mas a permanência,
12:11ela não é dharma,
12:12é que ela é karma,
12:12é que ela é uma escolha.
12:13Então, não necessariamente
12:14as pessoas que te atravessam
12:15com quem você tem um propósito,
12:17elas vão permanecer.
12:19Porque, às vezes,
12:20você precisa aprender
12:20alguma coisa com aquilo ali.
12:22Inclusive, o seu dharma
12:23é falar, não,
12:24você vem em frente.
12:24Falar, olha,
12:26não quero mais.
12:26Foi ótimo.
12:27E eu acho que, assim,
12:28se a pessoa estava predestinada,
12:30não importa se ela está achando
12:32que é karma ou não.
12:33Ela está predestinada.
12:34Em algum momento vai acontecer.
12:37Talvez não tenha sido
12:37naquele momento.
12:38Talvez seja pra frente
12:40ou talvez ela quisesse muito
12:42que fosse o destino dela.
12:44Mas não é isso.
12:45E estar predestinada também
12:47não significa que vai morrer.
12:49Você vai ficar junto eternamente.
12:50Vai casar, vai ter filho.
12:52Né?
12:52Às vezes...
12:53Pode ser só uma passagem.
12:54Exatamente.
12:54É um encontro breve.
12:56Ali você tem seus aprendizados.
12:58E, às vezes,
12:59o que acontece na maioria das vezes
13:00o dharma é você,
13:03o sujeito ali,
13:04conseguir falar, não,
13:05então, não estou sofrendo muito
13:07ou então estou muito angustiado
13:08e por mais que seja o predestinado,
13:11eu escolho o meu karma
13:12e seguir em frente.
13:13E o karma,
13:14ele é definido como, tipo assim,
13:16uma ação e reação,
13:18um efeito das suas escolhas?
13:21Uma coisa meio efeito borboleta.
13:22Entendi.
13:23Então, eu escolho permanecer
13:24e essa escolha
13:25eu não consigo saber.
13:26é outra coisa que chega muito
13:27é, ai, o que que teria acontecido
13:29se eu não tivesse escolhido
13:30esse caminho?
13:31Não tem como saber.
13:33É, várias possibilidades.
13:33É o tipo de...
13:34É uma angústia que a gente alimenta
13:36que não tem como saber.
13:37Porque a partir do momento
13:38que eu escolho essa escolha,
13:40ela muda o passado,
13:41o presente e o futuro, né?
13:42Tem um provérbio em Urubá
13:43que fala que Exu matou com uma...
13:46Exu matou com um passeiro ontem
13:48com uma pedra que jogou hoje, né?
13:49Então, o tempo para os oráculos
13:51ele é circular,
13:52ele não é linear.
13:53Então, a escolha do presente
13:54ela afeta, sim, o passado.
13:55Então, não tem como saber
13:56como teria sido.
13:57Sim.
13:57Tem como saber o que é
13:58e pronto.
14:00Igual tem uma coisa...
14:01Ou seja, né?
14:02Muitas...
14:03Muitas perguntas,
14:05outras respostas.
14:08Estamos aí.
14:09Tem um negócio assim,
14:11muita gente fala sobre
14:12o tanto de possibilidade
14:14que tem, né?
14:15Na vida, justamente
14:16das nossas escolhas.
14:17E eu, ao mesmo tempo
14:18que isso assusta,
14:20eu fico muito feliz com isso.
14:21Que eu penso que assim,
14:22ah, eu posso fazer
14:23essa escolha aqui,
14:24eu tô imaginando chegar
14:25num caminho,
14:26mas eu posso chegar
14:26num outro que é melhor ainda.
14:28Então, que é diferente,
14:29mas que vai me surpreender
14:30de um jeito positivo.
14:32Pode ser negativo?
14:33Pode também.
14:34Mas, estamos aí.
14:35E eu acho que é o que ela falou.
14:37É como você escolhe
14:39se portar diante
14:40daquela situação.
14:41Então, se foi um karma negativo,
14:45você vai se comportar como?
14:46É.
14:46O que você vai fazer
14:47pra sair?
14:48Vira uma cadeia de...
14:49É, aquilo ali vai tornando
14:52também quem você é
14:53e o que vai chegar até você.
14:55Imagino eu, né?
14:56É.
14:57E eu fico pensando
14:57que essa noção de alma gêmea
14:59é muito condicionada socialmente.
15:01Eu tava até assistindo
15:01um episódio
15:02durante uma invenção
15:03sobre não monogamia.
15:04Ah!
15:05Gente, eu fiz o para-caça.
15:07Gente, eu tô brincando.
15:09É isso aí.
15:09Você acha que é maravilhosa?
15:11Brava.
15:12E aí, eu fico pensando
15:14nessas possibilidades, né?
15:16Que são muito contemporâneas.
15:17A discussão de não monogamia
15:18é muito contemporânea.
15:19Se a gente for olhar
15:20pra essa ótica,
15:21então, talvez a gente
15:22devesse falar de almas gêmeas.
15:24E não de uma única alma gêmea.
15:26Que a pessoa,
15:27dentro do contexto não monogâmico,
15:28ela se dispõe a trocar
15:30de uma forma não exclusiva.
15:32Então, eu acho que alma gêmea
15:33também depende muito
15:34do contrato que você tá disposto.
15:37Sim.
15:37Porque, às vezes,
15:37você não tá disposto
15:38a um contrato exclusivista
15:39e você vai encontrar
15:40muitas almas afins aí.
15:42Pois é.
15:42Até porque é muito injusto
15:44também a gente querer,
15:45às vezes,
15:45que uma pessoa só supre
15:47tudo que você sente falta,
15:49assim, entre aspas.
15:50E eu acho que...
15:50Até é impossível.
15:51É.
15:51Eu acho que as pessoas
15:52também são incompletas.
15:54Nós somos incompletas
15:55e as pessoas são incompletas.
15:57A gente vai preencher...
15:58Eu preencho a Lai
16:00de alguma forma
16:01e eu preencho a Lari
16:02de outra forma
16:03e você de alguma outra forma.
16:05Cada um tem alguma coisa
16:06a agregar.
16:06Então, é muito injusto dizer
16:08que eu só preciso
16:09de uma outra alma
16:10pra ser completa.
16:11Oi?
16:12Eu acho que isso
16:14a gente tá vendo agora, né?
16:17Isso é o modernismo
16:19do pensamento.
16:19É muito contemporâneo.
16:21Porque eu fico pensando
16:22muito sobre isso.
16:23Porque, assim,
16:24se a possessividade
16:26ela é ancestral
16:27e a não possessividade
16:31ela é moderna.
16:32O que que a gente consegue
16:35tirar disso aí?
16:36Porque, assim,
16:37pensando na reencarnação,
16:39por exemplo,
16:40se existia, sei lá,
16:43a alma gêmea,
16:44se existe desde sempre,
16:46desde que a alma, né?
16:47Ela está presente ali.
16:51Então, pra onde que ela foi, né?
16:53Pra onde que a gente tá indo
16:54com esse novo pensamento?
16:55se ela tá cada vez
16:57se distanciando
16:58ou ela tá se disfacelando,
16:59não existe mais
17:00uma duedão,
17:01uma binaridade
17:03na alma,
17:05mas agora é uma
17:06é uma alma múltipla.
17:08A palavra é essa mulher.
17:10Mas eu entendi.
17:11Eu acho legal.
17:12Vou explicar a partir
17:13do que eu acredito, né?
17:15Claro que outras pessoas
17:16vão acreditar em outras coisas
17:17e aí,
17:18quando postar esse episódio
17:19nos comentários
17:20a gente vai ver
17:20o pau-tourado.
17:22Mas, dentro dessa lógica
17:25que eu acredito, né?
17:26Que nós estamos lá
17:27no céu ancestral
17:27e nós escolhemos um caminho.
17:29A gente também escolheu
17:30uma EB,
17:30que é uma comunidade.
17:32Uma EB ou uma comunidade do céu
17:33e uma comunidade da terra.
17:35E acho que,
17:36nessa perspectiva,
17:36que é uma perspectiva
17:37mais afro-brasileira,
17:39a gente tem essa noção
17:41de que o binário,
17:42ele não é suficiente.
17:44Eu preciso de um pai,
17:46uma mãe,
17:46mas eu também preciso de irmãos,
17:48preciso de amigos,
17:49preciso de companhias românticas,
17:51eu preciso da pessoa
17:52que abriu a catraca
17:53pra eu passar ali na portaria,
17:55porque se tem aquela pessoa
17:56eu não teria aquele acesso.
17:58Então, eu acho que
17:59essa noção que a gente tem
18:00de romantismo
18:01e binariedade,
18:02ela é muito século XV pra frente.
18:06Antes disso,
18:06não tem muito registro
18:08e depois também
18:09não tem muito registro.
18:10Acho que é um contexto histórico.
18:12Mas aí,
18:13o que você perguntou
18:14sobre uma possessividade ancestral,
18:17e aí, de novo,
18:17eu vou falar
18:18a partir da minha perspectiva.
18:19Eu me considero
18:19uma pessoa ciumenta.
18:20Mas, ao mesmo tempo,
18:22também sou uma pessoa
18:23não monogâmica.
18:25Como é que cabe
18:26dentro do mesmo corpo?
18:27Venha da testa, gente.
18:28A Anitta tirou a venha
18:29da testa na cirurgia,
18:30ela vem pra mim.
18:32Imediatamente.
18:32Ela tirou lá,
18:33o médico já botou
18:34em mim de volta.
18:35Porque eu acho
18:36que a possessividade,
18:37o ciúme,
18:38não é pra não ser sentido.
18:40É pra ser sentido,
18:41elaborado,
18:42e aí você decide
18:42o que você vai fazer
18:43com aquele ciúme.
18:44Então, eu, por exemplo,
18:45nas minhas relações
18:46com os meus afetos,
18:46eu não seguro os ciúmes.
18:48Ele acontece,
18:49e depois eu falo,
18:50me passei, né?
18:52Eu passei,
18:53agora eu entendi.
18:54Eu passei no meu limite.
18:55Não fui eu.
18:56Eu passei no meu limite.
18:58Tava doida.
18:59E aí a gente escolhe
19:00como a gente vai lidar
19:01com aquilo ali
19:02enquanto casal,
19:03e eu no meu núcleo
19:04com meus outros afetos,
19:06minhas amizades.
19:06Eu tenho muitos
19:07ciumes das minhas amigas.
19:08Já teve época
19:09que eu falei,
19:10tratei em terapia
19:11o ciúme que eu sentia delas.
19:12E são coisas
19:13que a gente vai lidando.
19:14Acho que a gente pode escolher
19:15querer estar
19:16num arranjo exclusivo binário
19:17e ainda assim
19:18olhar para os ciúmes
19:19como parte constitutiva
19:20da relação.
19:21Porque a gente não sabe
19:22como é que uma ação
19:23do outro vai bater na gente.
19:24E isso não torna
19:25aquele outro
19:25menos alma gêmea minha.
19:27E nem eu menos
19:28alma gêmea daquele outro.
19:30Pelo contrário,
19:31é a forma como eu escolhi
19:32entregar
19:33aquela situação
19:35para aquela outra pessoa,
19:37como a pessoa recebe também.
19:38Sim.
19:39Eu acho que isso de ciúme
19:40é os sentimentos negativos
19:43no geral, né?
19:43A gente até já falou
19:44sobre isso.
19:45Todo mundo tenta
19:45não sentir
19:46ah, não,
19:46eu não posso sentir isso.
19:48Eu não posso
19:48ter esse sentimento
19:50dentro de mim.
19:50Mas às vezes
19:51isso te faz crescer tanto.
19:52Você fala,
19:53nossa, eu fiz uma merda
19:55quando eu senti isso
19:56há um ano atrás.
19:58Hoje eu consigo
19:58fazer meia só.
20:00Mas até
20:01qual que é o limite
20:02do crescimento também,
20:04né, Laiane?
20:05É.
20:06Não, com certeza.
20:07Nós somos limitados, né?
20:08Amor,
20:08eu vou ter um acompanhar ali
20:10e você falar
20:10isso aqui não é pra mim, não.
20:11Chega.
20:12Já deu,
20:13vou pegar minhas coisas
20:13e vou embora.
20:13Porque tem coisa
20:14que não dá também, né?
20:16Mas é justamente,
20:17eu acho que nesse caso
20:18de você crescer
20:19é justamente
20:19você saber lidar
20:20com o sentimento
20:21e até atenuar ele, né?
20:23Porque aí você vai
20:23entendendo de onde vem,
20:25ah, por que que eu sinto
20:26tanto ciúme assim.
20:27É, e eu acho que o ciúme
20:28ele é normal
20:28porque nós temos
20:30as nossas inseguranças.
20:31O ciúme é mais
20:31sobre as nossas inseguranças.
20:33É, é sobre nós.
20:33Não necessariamente
20:34pelo outro.
20:34Como dizia Jojo, né?
20:36A Jojo te falava,
20:37a gente tem um vídeo
20:37dela falando assim,
20:39o que bate,
20:42o que acontece
20:43dentro de mim
20:44que incomoda
20:45no outro.
20:45Aham, né?
20:46Então eu acho
20:47que é isso, assim,
20:47muitas das coisas
20:48que a gente sente,
20:49não só o ciúme,
20:50como, sei lá,
20:51uma insegurança
20:52em relação
20:53a alguém e tal,
20:54é sobre o que a gente
20:56entende do mundo.
20:58E aí talvez,
21:00e aí a gente projeta
21:02esse nosso sentimento
21:03pro outro,
21:03mas talvez a gente
21:05tivesse que olhar
21:05pra si e entender
21:07o que tá acontecendo
21:08dentro da gente.
21:09Pra não,
21:10pro outro não levar
21:11a culpa também, né?
21:11Só que aí tem
21:12alguns agravantes, né?
21:13Eu entendo isso
21:14que a Larissa
21:15tá falando
21:15de um lugar bem legal.
21:17Nós somos entre mulheres.
21:18Esse é um podcast
21:19de relacionamento
21:20e comportamento.
21:21Imagino que a audiência
21:22seja majoritariamente feminina.
21:24Sim.
21:24E deduzo isso.
21:25Às vezes,
21:26às vezes aparecem
21:27os haters lá.
21:28E sempre são homens.
21:30Ah, é engraçado, né, gente?
21:32Que coincidência isso.
21:33A gente tem um fã
21:34que comenta
21:34em todos os vídeos
21:36que a gente tá vendo.
21:37O que é errado?
21:38O que é errado é porque
21:39tá fazendo esse sério.
21:40Mas aí a minha questão
21:42e que eu sempre levo
21:42pras minhas consulantes de tarô,
21:44pras minhas amigas,
21:45das mulheres que me odeiam,
21:46o que é?
21:47Nós mulheres,
21:48a gente procura.
21:49Surgiu um incômodo,
21:51igual eu,
21:51supitei o cabeçando ciúmes,
21:53eu vou pra terapia.
21:54Depois,
21:55eu ligo pra minha amiga
21:56Jéssica,
21:56que é astróloga.
21:57Depois,
21:58eu jogo pra mim.
21:58Se eu não quiser jogar pra mim,
22:00eu chamo uma outra cartomante
22:01pra jogar.
22:02Aí eu vou no terreiro,
22:03eu tô aqui no podcast,
22:04converso.
22:06Grande maioria dos homens,
22:07aí esse hater agora,
22:08ele vai cair matando
22:09em cima de mim.
22:10Eles não constroem
22:11esse espaço
22:12de falar sobre
22:12as próprias emoções.
22:14Então,
22:14a gente tá aqui
22:14se fortalecendo.
22:15Ai,
22:16tô lendo Bell Hooks,
22:16eu não sou rito,
22:17tô consumindo conteúdo,
22:18podcast,
22:19tô assistindo uma invenção,
22:20tô pensando muito
22:21sobre isso.
22:22E aí,
22:22principalmente em situações
22:23heterorromânticas,
22:25o cara,
22:25ele simplesmente
22:26não pensa sobre essas coisas.
22:27Eles podem se dar ao luxo
22:28de não pensar,
22:29porque a gestão do cuidado
22:30nas relações
22:31fica pra essa parte
22:32da alma gêmea.
22:33O outro gêmeo
22:33não tá pensando
22:34sobre gestão do cuidado,
22:36ele não tá pensando
22:37sobre ciúme,
22:38ele não tá pensando
22:39sobre possessividade,
22:41ele não tá pensando
22:41sobre reencarnação,
22:43ele tá num lugar
22:44mais material
22:44da experiência
22:45do relacionamento.
22:46então o que eu sempre
22:47falo pra elas é
22:48não adianta
22:49você vir com essa
22:50relação kármica
22:51se o karma
22:52que você escolheu
22:53não tá disposto
22:53a evoluir,
22:55não tá disposto
22:56a pesquisar,
22:57se aprofundar,
22:58a estudar,
22:59a conversar,
22:59se abrir de forma
23:00sensível pra você.
23:01Então acho que também,
23:02talvez o meu maior
23:03incomodo com essa discussão
23:04de alma gêmea
23:04é que eu detestaria
23:06estar pareada
23:06com uma alma gêmea
23:08que não estivesse
23:08aberta a conversar,
23:10que não estivesse
23:10aberta pra compreensão.
23:11Eu ia bater lá
23:12na porta do céu
23:13e ia falar
23:13adeus,
23:13pode trocar.
23:14Esse eu não quero,
23:18ainda mais eu
23:18que sou essa pessoa,
23:21eu sou a pessoa
23:21que se eu estiver
23:22sentindo incômodo,
23:23sei lá,
23:24com um fio de cabelo
23:26na cabeça da pessoa
23:27eu vou falar
23:27ou um incômodo em mim
23:29eu vou falar,
23:30mas eu preciso
23:31que seja uma via
23:32de mão dupla,
23:33eu preciso que a pessoa,
23:34eu quero uma conversa,
23:35não um monólogo,
23:36e aí eu quero que a pessoa
23:37fale comigo também.
23:39Eu não sei se vocês
23:40são da época,
23:41mas vocês já assistiram
23:42aquela novela
23:42o Cravo e a Rosa?
23:43Sim,
23:44ela já passou várias vezes.
23:47Imagina,
23:47coitada daquela menina
23:49com a Petrúquio,
23:50gente.
23:50A Catarina,
23:51com a Petrúquio,
23:52Jesus,
23:53pelo amor de Deus.
23:54Ela estava pariada
23:55com uma alma gêmea
23:56um pouco difícil.
23:58Difícil,
23:58no começo ali
23:59uma coisa meio Shrek
24:01pra quem é mais genzinha
24:02e não assistiu,
24:03é uma coisa meio Shrek e Fiona.
24:05Você já foi,
24:06né,
24:07pra fora,
24:07e aí,
24:09lá?
24:09Mas eu sou uma pessoa
24:10de alma gêmea,
24:12eu não sei se eu sou parâmetro
24:15pra isso,
24:16eu não sei se eu sou parâmetro
24:17pra isso.
24:18Porque senão eu já ia falar,
24:19então,
24:19tô arrumando a minha passagem,
24:21atrás da minha alma gêmea.
24:23Minha amiga Amanda
24:24disse que
24:25nesse lugar
24:26tem algumas almas
24:28que podem ser gêmeas.
24:29Pois é,
24:30ou afins,
24:31algumas almas afins,
24:32acho mais chique.
24:33É,
24:33gosto.
24:34E você tinha falado
24:35de novela,
24:36lembrei da novela também,
24:37alma gêmea.
24:39Sim.
24:39que tem,
24:40que é justamente
24:41as metais da laranja,
24:42gente certa,
24:43que pega justamente
24:45na reencarnação, né?
24:46E a Serena vai reencarnando
24:47e fica aquela coisa louca,
24:49a Serena e o Rafael.
24:50É.
24:50E aí,
24:51tipo,
24:51e justamente
24:52a outra joia de Titi.
24:54Eu acho que
24:55pra galera
24:57expert do,
24:58né,
24:59do mundo místico,
25:00eles devem olhar aquilo
25:01e falar assim,
25:01gente,
25:02é isso que eu queria saber.
25:03Não é bem daquele jeito,
25:04não, gente.
25:05Calma aí.
25:06Não é bem daquela maneira,
25:07não.
25:08Primeiro que,
25:09no caso de alma gêmea,
25:10né,
25:11as encarnações todas
25:12eram eles,
25:13a Serena e o Rafael,
25:14como afetos românticos,
25:15marido e mulher.
25:16E na prática
25:17não é muito assim.
25:19Então pode ser que
25:20no ciclo encarnatório ali,
25:22uma vez uma pessoa,
25:23a sua alma gêmea
25:24é um irmão,
25:25na outra é um grande amigo.
25:27Então não necessariamente
25:28é algo romântico.
25:29Eu entendi o que eles
25:29quiseram passar com a novela,
25:31mas é difícil
25:33e esse tipo de informação
25:34é uma informação difícil
25:35de acessar.
25:36Porque eu gosto
25:37de acreditar
25:38que tem um motivo
25:38pelo qual a gente esquece
25:39quando a gente reencarna.
25:41Que é justamente
25:42pra que a gente tenha
25:42a possibilidade
25:43de viver as coisas
25:44como se não fosse
25:44a primeira vez.
25:46Então a gente vê,
25:46eu vejo muito vídeo
25:47de criancinha que lembra
25:48de encarnação.
25:49A criança lembra
25:50porque em algum momento
25:51ela vai esquecer
25:52daquilo de novo
25:53e aquilo não vai atrapalhar
25:54as escolhas
25:55que ela precisa de fazer
25:56pra desenvolver
25:57aquela alma.
25:58Então acho que
25:59não é bem por aí.
26:00Acho que se a gente
26:00ampliar a discussão
26:01da alma gêmea,
26:02eu tenho certeza que
26:03grande parte das mulheres
26:04que estão ouvindo
26:04talvez vão identificar
26:05uma alma gêmea,
26:06mais uma amiga muito querida,
26:08num familiar mais próximo
26:09do que do ponto de vista
26:10de uma relação
26:11hétero romântica,
26:12uma coisa mais padrão.
26:15E aí eu fiquei curiosa.
26:17Duas coisas.
26:18E aí você pode
26:19escolher não responder, tá?
26:22Você ganha a sua vida
26:24sendo cartomante?
26:26Sim.
26:28Sim.
26:29Curiosinha, que babado!
26:30Inclusive,
26:31trazendo um pouco
26:32de contexto, né?
26:33antes de decidir
26:34fazer a transição
26:35e viver só
26:36da cartomancia,
26:37eu trabalhava
26:38com comunicação,
26:39com marketing
26:39em uma empresa
26:41do Rio de Janeiro.
26:41Foi o meu último
26:42cargo em carteira assinada.
26:44E eu era, tipo,
26:45gerente.
26:45Eu tinha um bom cargo,
26:47ganhava um bom salário,
26:48etc.
26:49E aí teve um final de ano,
26:50por isso até que eu enlouqueci
26:51nessa resposta
26:52que eu dei pra Larissa
26:53no WhatsApp,
26:53porque final de ano
26:54é enlouquecedor
26:55pra cartomante.
26:55Todo mundo quer saber
26:56o que vai acontecer
26:57no ano que vem.
26:58Verdade.
26:58É, então vocês imaginam
27:00como que tá a demanda
27:02da cartomante
27:03nesse momento.
27:04E aí,
27:05no final de ano,
27:06até tinha uma outra
27:07terapeuta na época,
27:08ela falou,
27:09uai, Amanda,
27:10pela demanda de trabalho
27:11que você tá me falando,
27:12faz as contas.
27:13Talvez você esteja ganhando
27:14mais sendo cartomante
27:15financeiramente
27:16do que sendo gerente.
27:18E aí eu fiz as contas.
27:20Eu colapsei.
27:22Eu entrei em colapse
27:23porque é isso, né?
27:24Eu venho de uma família
27:25que valoriza muito
27:26a educação formal,
27:27meus pais são professores,
27:28então tem esse aspecto.
27:30Eu mesma formei
27:31na universidade
27:32e aí eu entrei
27:33num colapso assim,
27:34numa crise de identidade.
27:35Vou, não vou, vou, não vou.
27:37Só que eu gosto muito
27:39da possibilidade
27:40que meu trabalho
27:41me traz
27:41de encontrar pessoas.
27:43Então se eu não fosse
27:44cartomante,
27:45eu não estaria aqui.
27:46Por exemplo,
27:46eu não teria feito
27:47metade das coisas
27:48que eu fiz nos últimos anos.
27:50Eu não teria me conectado
27:51com as pessoas
27:52com quem eu me relaciono hoje.
27:54Então acho que é uma...
27:55Não é uma profissão,
27:56eu não considero
27:56cartomante ser uma profissão.
27:57é um ofício
27:58e aí a partir
27:59do entendimento
28:00desse ofício,
28:01eu faço
28:02o que eu acho
28:03que dá pra fazer
28:04dentro de uma sociedade
28:05capitalista.
28:06Eu preciso ganhar dinheiro
28:07e eu sou uma moleque
28:07que gosta de luxo,
28:08gosta de viajar,
28:09entendeu?
28:10Gosto do meu cabelo
28:10sempre pintado,
28:11retocado,
28:11custa caro.
28:12Então tem que dar de pena.
28:14Tá valendo a pena,
28:14tá?
28:14Porque é belíssima.
28:16E menos estresse, né,
28:17colega?
28:18Menos estresse.
28:19Lembrar também
28:19porque uma gerência
28:21de uma agência
28:22é loucura.
28:23De marketing.
28:24É loucura.
28:24É loucura.
28:25É loucura.
28:26E a outra questão é,
28:28você comentou que o perfil
28:29normalmente das pessoas
28:30que vão até você
28:31é meio desesperada já
28:33pra criar uma alma gêmea e tal,
28:35mas existe um perfil assim,
28:37são mais mulheres,
28:38são mais...
28:39No demográfico,
28:40são mais mulheres.
28:41Eu atendo alguns homens,
28:43e os homens que eu atendo
28:43são muito peculiares,
28:44geralmente são empresários,
28:46porque o homem rico,
28:47tá vendo,
28:48é um hater.
28:49Homem rico valoriza
28:50o oraculismo,
28:51porque eles sabem
28:52que tem coisas
28:52que a gente não acessa
28:53só no conhecimento tradicional.
28:55Então eles pagam caro.
28:56E geralmente esses homens
28:57gostam de ser atendidos
28:58presencialmente por mim,
29:00tipo, na casa deles,
29:01é uma coisa bem personalizada,
29:03assim.
29:03Gente...
29:04É, mas é tipo,
29:051% da minha audiência.
29:06Entendi.
29:07E o resto são mulheres,
29:09e aí eu tenho uma faixa
29:10de audiência
29:11muito diversificada,
29:13que vai dos 22
29:14a minha consulente
29:15mais velha
29:15tem 75 anos.
29:17Então, acho que
29:18de perfis diferentes,
29:20mulheres brancas,
29:20mulheres negras,
29:22de que tem profissões diferentes.
29:24Eu acho que o que une,
29:25talvez,
29:25o meu demográfico,
29:27hoje,
29:27até pelo tom que eu dei
29:28no meu trabalho,
29:29que é mais de comunidade,
29:30então nós temos grupo,
29:31eu via lá e falando
29:32que tá malhando,
29:33a gente tem um Jim Rats.
29:34Todo dia de manhã
29:35eu vejo minhas consulentes
29:37lá postando,
29:37card, não sei o que é do dia.
29:39Então eu segui mais
29:40pra essa linha de aproximar,
29:42né,
29:42essa linha do encontro,
29:43de fazer com que
29:43essas pessoas se encontrem
29:44de alguma maneira.
29:45E aí acho que o que une
29:46elas hoje é isso,
29:47são mulheres que querem
29:48usar o autoconhecimento,
29:50as ferramentas
29:50pra viver bem,
29:52de forma saudável.
29:54Acho que essa
29:54é a busca que tem em comum,
29:56mas elas são muito
29:56diferentes entre si.
29:57e é como uma consulta
30:00normal, tipo,
30:01surtei, vou,
30:02ou então adoeci,
30:04fui,
30:05e aí eu tenho que voltar
30:06de três em três meses,
30:07como que é isso?
30:08Retorno.
30:09A manutenção,
30:09a manutenção.
30:11Olha,
30:11eu tenho consulentes
30:12que consultam comigo
30:13todos os meses,
30:14e aí elas dão
30:15um outro direcionamento
30:16pro tarô,
30:17mas geralmente
30:17na primeira leitura
30:18eu falo,
30:19ai,
30:19você vai voltar daqui
30:20X tempo.
30:21E aí,
30:22às vezes,
30:22é dois anos e meio,
30:24semana passada
30:24eu atendi uma consulente
30:25que ela falou
30:26dois anos e meio atrás
30:27você falou comigo
30:28pra voltar
30:28e eu voltei.
30:29Tem gente que aí,
30:30ah,
30:30no final do ano
30:31você me procura,
30:32ou se tal coisa acontecer
30:33você me liga.
30:35E aí marca num evento
30:36porque é isso,
30:37diferente de outras coisas,
30:39uma psicoterapia,
30:40coisas que é importante
30:41ter uma recorrência
30:42porque não é um diário,
30:44o tarô é um lugar
30:45que a gente vai
30:46pra entender
30:48uma fotografia do presente.
30:50A fotografia do meu presente
30:51pode abarcar
30:52só o dia de hoje,
30:53ou ela pode abarcar
30:54os próximos cinco anos.
30:55Entendi.
30:55E aí isso é muito pessoal.
30:57Entendi.
30:58E você é dessas que
31:00falam coisas
31:02muito generalizadas
31:04pra gente tentar
31:06se encaixar
31:06ou não?
31:07Como é que funciona?
31:07Eu sou muito específica,
31:09acho que é um dos principais
31:11traços do meu trabalho.
31:12Se vocês forem lá
31:12no meu perfil,
31:13arroba o tarô de Amanda,
31:14tem uma,
31:15uma,
31:16um post,
31:18uma sequência de posts
31:19onde eu posto
31:19depoimentos
31:20das minhas consulentes.
31:21Tem uma específica
31:22que ela sempre assiste
31:23tudo que eu participo,
31:24então ela conseguiu
31:25desvestir esse podcast
31:25que o pai dela
31:26tava doente.
31:28E aí,
31:29nada descobria,
31:29esse pai tava internado
31:30e ela desesperada
31:31e é um pai muito querido
31:32e ela também é uma querida.
31:34E aí,
31:35na configuração do jogo,
31:36porque o tarô,
31:37ele é um correspondente
31:38do campo simbólico.
31:39Não é um espaço
31:40de diagnóstico,
31:41mas tem tendências
31:41do campo simbólico
31:42que elas chegam.
31:43Então, por exemplo,
31:44nos meus jogos,
31:44eu sei que eu tenho
31:45uma tendência
31:45a problemas na coluna.
31:47Então,
31:48é algo que eu vou investigar.
31:50E não receber um diagnóstico
31:51do tarô,
31:52é uma tendência.
31:53Pode ser que ela nunca
31:54se manifeste,
31:55mas ela tá ali.
31:56E aí,
31:57no jogo dessa consulente,
31:58eu falei,
31:58o que seu pai tem?
31:59É uma doença crônica
32:00que ele herdou
32:01da mãe dele
32:02e que vocês ainda vão
32:03precisar de X tempo
32:04pra poder descobrir.
32:05E aí,
32:05ele tinha o lúpus.
32:06E agora,
32:06tá tratando de lúpus,
32:07tá ótimo,
32:08tá bem,
32:08tá saudável,
32:09tá feliz.
32:09Então,
32:10eu gosto muito
32:11de ver questões
32:11de saúde,
32:12questões de tempo,
32:13em quanto tempo
32:13as coisas vão acontecer.
32:15E eu trabalho
32:16num alto nível
32:17de especificidade,
32:18porque eu talvez
32:18sou bastante cabeção,
32:19uma pessoa diagnosticada
32:20com altas habilidades.
32:21Então,
32:22eu vou percebendo ali
32:22os padrões,
32:23os detalhes.
32:24É.
32:24Isso é uma coisa
32:25que eu queria entender também,
32:26assim,
32:26se você olha mais
32:28no sentido do presente,
32:30de como,
32:31sei lá,
32:31talvez a pessoa
32:32pode aprimorar
32:33alguma coisa
32:33no presente dela
32:34pra algo
32:35que ela quer conquistar,
32:36ou se tem
32:37essas previsões,
32:39assim,
32:39de futuro,
32:41de como eu vou estar
32:41daqui a tantos,
32:43tantos anos,
32:44tanto tempo.
32:45Ó,
32:45eu vou usar
32:46um dos mitos
32:47das alegorias
32:48que eu mais gosto
32:49pra explicar
32:49como funciona
32:50tempo,
32:51previsões,
32:52predições
32:52dentro do oráculo,
32:54que é o mito de Édipo.
32:56Então,
32:56o Laio
32:57era um rei
32:58de uma província
32:58na Grécia
32:59e ele vai até
32:59o oráculo de Delfos.
33:00Hoje,
33:01a gente sabe
33:01que o oráculo de Delfos
33:02era um bando de véi
33:03que ficava lá
33:04fazendo previsão.
33:05Não era uma carta
33:06que joga,
33:06não era um buso,
33:07não era nada.
33:08Eram as anciões
33:09daquela comunidade
33:10que,
33:11como tem uma sabedoria
33:12ancestral,
33:12já viram coisa,
33:13eles se reuniam
33:14e as pessoas
33:16iam até o oráculo
33:17de Delfos consultar
33:18e Laio foi.
33:19E aí,
33:20a galera virou pra ele
33:21e falou assim,
33:21olha,
33:21você vai...
33:23A Jocasta,
33:23a esposa dele já
33:24estava grávida
33:24e aí eles viram
33:26bem serinho pra Laio
33:27e falam,
33:27olha,
33:28o seu filho,
33:29ele vai te matar
33:30e ele vai casar
33:31com a sua esposa.
33:33E aí,
33:33Laio sai meio
33:34desbaratinado,
33:34tropeçando ali
33:35na própria verdade
33:36que ele recebeu
33:37e aí ele vira
33:38pra um Lacaio
33:39do reino dele
33:40e fala,
33:40olha,
33:41assim que Édipo,
33:42que o filho já tinha,
33:43né?
33:44Assim que Édipo nascer,
33:46você desfaz dele
33:48pra mim?
33:49Porque eu recebi
33:50essa profecia
33:51e,
33:52pô,
33:53trágico.
33:53Não vou pagar pra ver.
33:54Não vou pagar pra ver.
33:55Só que aí,
33:57né,
33:57Jocasta da Lusa,
33:58Édipo,
33:58etc,
33:59ele nasce
34:00e aí o Lacaio,
34:00ele não,
34:01ele fica doído
34:02de se desfazer
34:03da criança.
34:04E aí ele manda
34:04essa criança
34:05pra muito longe
34:06e a vida acontece,
34:07vida segue.
34:08Jocasta não quer
34:08ter mais filhos,
34:09porque ela ficou
34:09muito traumatizada,
34:10com razão,
34:11o reino de Laio
34:12vai prosperando,
34:12as coisas vão acontecendo.
34:14E aí um dia Laio
34:15sai com a sua comitiva,
34:16sua carruagem
34:16pra viajar
34:17e na estrada
34:18ele cruza com outra
34:19carruagem,
34:19dá uma briga,
34:20um rendezvous
34:21ali entre eles,
34:22o pessoal dessa carruagem
34:23que tava vindo de cá
34:24acaba matando
34:25todo mundo
34:25que tava ali,
34:26inclusive Laio.
34:27E aí uma dessas pessoas
34:28que tava envolvida
34:29na briga,
34:30na confusão,
34:31sai correndo
34:31na direção aposta
34:32e vai parar
34:34no reino de Laio,
34:35se casa com Jocasta
34:36e se torna rei.
34:38Então a lógica
34:38do oráculo
34:39é que se há algo
34:40que é predestinado,
34:42fugir faz parte
34:43do processo.
34:44Delfos já sabia
34:45que Laio ia tentar
34:46burlar a profecia,
34:48porque o tempo
34:48do oráculo
34:49ele é circular.
34:50Então eu só consigo
34:51ver no jogo,
34:52eu sempre falo
34:52pras meninas,
34:53porque às vezes
34:53não dá tempo
34:54de dar esse contexto
34:55todo,
34:56que o que vai
34:56acontecer,
34:57já tá acontecendo.
34:58Então se eu consigo
34:59ver no jogo
34:59é porque algo
35:00daquela realidade
35:01já existe
35:02no tempo presente
35:03e se manifesta
35:04e é algo
35:04que o oráculo
35:05permite que eu fale.
35:07Porque se há algo
35:08que também não é
35:09pra saber,
35:09não é pra saber
35:10e não é pra saber.
35:11Imagina eu,
35:12que sou curiosa
35:12com a minha própria vida.
35:15Que loucura.
35:15E é por isso que às vezes
35:16é um pouco frustrante
35:17a experiência do tarot,
35:18pra quem tá esperando
35:19uma informação
35:20muito alinhada
35:22com aquilo que se quer.
35:23Porque o tarot
35:24é o espaço,
35:25o tarot é um oráculo
35:26que fala o que a gente
35:26precisa saber,
35:27não o que a gente
35:28quer ouvir.
35:29Então, às vezes
35:30a pessoa que chega,
35:31por exemplo,
35:31pra usar o tópico
35:32da nossa conversa,
35:33querendo saber
35:34sobre aquela alma gêmea,
35:36e eu falo,
35:36bom,
35:37como é que eu vou te dizer
35:38que talvez não seja
35:39bem isso que você
35:40esteja pensando, né?
35:41é um pouco frustrante
35:43a experiência.
35:44Mas o que se descobre
35:45no caminho
35:45é o que faz com que
35:46as consulentes
35:46queiram ficar.
35:47Porque elas chegam
35:48desesperadas
35:49e hoje a gente
35:49até malha junto,
35:50gente.
35:51Tem até Jim Red
35:52junto.
35:53É muito
35:53o sentimento de família.
35:55Querendo ou não,
35:56a pessoa já chega
35:56com muita convicção
35:57também,
35:58às vezes, né?
35:58Tipo assim,
35:59eu posso querer tirar
36:00o tarot e tal,
36:01mas eu meio que já
36:03penso o que eu acho
36:04que vai acontecer.
36:05E aí não vem isso,
36:06eu fico tipo,
36:07ah, não é possível.
36:08Só que chegando
36:10numa época
36:10que realmente acontece,
36:12aí muda tudo, né?
36:13Mas eu não sei
36:14como você se controla
36:17pra não ficar tirando
36:17pra você mesma
36:18todo dia.
36:19Eu sei,
36:20eu respondo
36:21com muita clareza,
36:22eu adoro
36:22o mistério das coisas,
36:24eu adoro
36:24a sensação
36:25de não saber.
36:27Eu acho maravilhoso
36:28quando eu vou me encontrar
36:28com alguém pela primeira vez
36:29e eu fico,
36:29ah, que será, gente?
36:31Nossa, mas será
36:33que ela é meu amor?
36:34Eu já tirando
36:34do nada um baralho.
36:37Vai descobrir,
36:38eu não sou ansiosa
36:39com relação a isso,
36:40eu entendo as pessoas
36:41que são,
36:42mas eu acho
36:42que eu não sou ansiosa
36:43justamente porque eu tenho
36:44acesso irrestrito
36:44à ferramenta também.
36:46E porque eu sei
36:46que se não for pra eu saber,
36:48aí não adianta,
36:49eu não vou ver no jogo.
36:52E eu acho que é muito
36:52como o que você falou,
36:53é uma vocação, né?
36:54Então, assim,
36:55não basta você querer
36:57tirar as cartas ali,
36:58tem que ter todo
36:59um processo envolvido.
37:01Ô, Amanda,
37:02a gente aqui tem um quadro
37:03que chama
37:03Não é invenção mesmo.
37:05Como a gente já saiu
37:07um pouco do tema
37:07da alma gêmea,
37:08mas eu acho
37:08que a gente podia voltar
37:09só pra esse quadro,
37:13que tem algum caso,
37:14algum cliente,
37:15alguma coisa
37:16que você, assim,
37:17possa encontrar
37:18pra gente
37:18que deu certo,
37:20que você conseguiu
37:21apoiar aquela pessoa
37:22a encontrar
37:23a alma gêmea dela,
37:25ou que...
37:26Não é,
37:26porque a gente
37:26tá falando, assim,
37:27sobre os pensamentos
37:28modernistas,
37:28mas a gente também
37:29pode falar...
37:30A gente também quer
37:30a gente quer romances.
37:32A gente tá falando
37:33com a pessoa
37:33que chama Amanda.
37:34O primeiro significante
37:35que eu recebo
37:36é o significante
37:37do amor,
37:38entendeu?
37:38Eu sou meio
37:39namoradinha do Brasil,
37:40eu gosto.
37:46Mas tem alguns
37:47que eu acho
37:47que são muito fofos.
37:49Tem uma...
37:50Inclusive,
37:50ela nem é daqui de BH,
37:51tem muita gente daqui,
37:52mas ela não é o caso.
37:54Enfim,
37:54ela tem esse relacionamento
37:56até hoje,
37:57e esse relacionamento
37:57foi atravessado
37:58por muitas turbulências.
38:00Muitas turbulências.
38:02E aí,
38:03enfim,
38:03questões de ex,
38:05turbulência clássica
38:06de novela mesmo,
38:07mexicano.
38:08E aí,
38:09ela veio pra consultar
38:09comigo porque
38:10ela queria muito
38:11separar.
38:12E aí,
38:12eu falei,
38:13olha,
38:13fulana,
38:14eu não acho
38:15que você vai separar,
38:16eu acho que esse marido
38:17é um bom marido pra você,
38:18eu acho que ele é
38:18um bom companheiro,
38:19eu acho que é uma fase,
38:21uma fase que dura
38:21X tempo,
38:23e depois você me fala.
38:24E aí,
38:24semana passada,
38:25eu comentei numa foto
38:26do casamento deles,
38:27ela blinda de noiva,
38:29segurando o buquê,
38:30e tudo mais.
38:32Ah,
38:32uma gêmea existe,
38:33galera,
38:34desconsidera as últimas
38:36histórias dominadas.
38:38Eu vou cortar,
38:39o resto é todo.
38:39Pode cortar tudo,
38:40mantém só essa história.
38:42Deixa só essa.
38:43Ai,
38:44mas é muito bom,
38:45né,
38:45ver que as coisas
38:46ainda,
38:47ainda tem esse,
38:48esse apelo,
38:49assim,
38:49né.
38:49Mas eu fico brincando,
38:50assim,
38:50mas eu sou toda super cética,
38:52super,
38:53super cética.
38:53Você é?
38:54Com uma gêmea?
38:55Nossa,
38:55eu acho que,
38:56tipo assim,
38:56as pessoas,
38:57assim,
38:57elas vão passando
38:59nessa vida,
38:59elas vão entregando
39:01o que elas podem dar ali,
39:03e aí é isso.
39:04E vão levando.
39:05E vão levando.
39:07A dignidade.
39:08Às vezes leva coisa demais.
39:10Não,
39:13mas é isso,
39:13assim,
39:14mas eu acho que é interessante
39:15essa coisa que você fala
39:16sobre,
39:17sobre,
39:18essa previsibilidade
39:20da vida e tal.
39:22Eu queria muito,
39:23uma,
39:24alguma coisa,
39:25assim,
39:25que você me fizesse mesmo
39:27acreditar
39:27que eu consiga mesmo
39:29ver algo da minha vida
39:30em cartas de papel,
39:32assim,
39:32coloridas,
39:33assim,
39:33porque eu sou super cética,
39:36de verdade.
39:36Eu fico pensando,
39:37ah,
39:37ela deve ter visto
39:38no meu cabelo
39:39e aí se achou...
39:40Ela leu minha aula,
39:41alguma coisa assim,
39:43ela olhou dentro do meu olho
39:44e ela percebe alguma coisa,
39:45ela consegue identificar.
39:47Eu mexi aqui,
39:48esse lado daqui,
39:48ela viu que é meu ponto fraco,
39:50algo assim, né?
39:52É,
39:52porque o tarô,
39:54eu falei no começo,
39:55que é esse conjunto
39:56de 78 cartas,
39:58e é um,
39:59pra mim,
40:00é um paraíso simbólico,
40:01porque tem simbolismos no tarô
40:03que eles são da cabala,
40:05tem outros que são
40:06do hermetismo egípcio,
40:08e aí a humanidade,
40:10de forma completamente orgânica,
40:12foi reunindo esses símbolos
40:13e aí entrega esse lugar
40:15que é uma sabedoria.
40:17Então,
40:17eu trabalho com um tarô
40:19que,
40:19por mais que tenha um nível
40:20de precisão,
40:21eu só consigo ver
40:22o que existe,
40:24o que já tá lá.
40:25Então,
40:26não são coisas
40:27que são invencionadas
40:29e o nível de especificidade
40:30depende também
40:31do quanto
40:32o seu campo simbólico
40:33tá aberto
40:35pra aquelas possibilidades.
40:36então,
40:37o tarô,
40:37ele não é um jogo
40:38de uma predisposição única,
40:41é um lugar
40:41de possibilidades,
40:42é um lugar mesmo
40:43de,
40:43ah,
40:43eu quero fazer tal coisa,
40:47mas eu também quero
40:47fazer tal coisa,
40:48e aí o tarô vai falar,
40:49se você fizer tal coisa,
40:51um caminho possível
40:51é esse,
40:52esse e esse,
40:52pra outra coisa
40:53é aquele,
40:54aquele e aquele.
40:55Não é um lugar
40:56de um destino único,
40:57porque isso também
40:58tiraria toda a graça
40:59da ferramenta,
41:00tiraria toda a graça
41:01do processo.
41:02Então,
41:02eu acho que
41:03esse lugar
41:03é menos das cartas
41:05de papel
41:05e muito mais
41:07dos infinitos símbolos
41:08que vêm
41:08de infinitas culturas
41:10diferentes
41:10e que atravessou,
41:12então,
41:12parte da minha família
41:14tem ascendência cigana,
41:15então,
41:15eu fico pensando,
41:16né,
41:16são dois mil anos
41:18de peregrinação
41:19trazendo uma ferramenta
41:20debaixo do braço,
41:21alguma coisa tem ali,
41:23alguma coisa
41:24tá marcada.
41:26E aí,
41:26um dos exemplos
41:27que eu mais gosto,
41:27que aí,
41:28esse é histórico,
41:29inclusive,
41:30ela é a minha diva,
41:32que é a Madame Lenormand,
41:33que era a cartomante
41:34da Imperatriz Josefine
41:36e esposa
41:36de Napoleão Bonaparte.
41:38Josefine ficou tão encantada
41:40com a Lenormand
41:40que ela levou a Lenormand
41:41para morar junto à corte
41:43e corre na boca miúda
41:44que Lenormand previu
41:46a queda do Império
41:47Napoleomônico.
41:49Então,
41:49a querida,
41:50ela fechava.
41:52Ela entregava tudo de si.
41:54Então,
41:55eu não acho
41:55que tem que acreditar,
41:56porque eu não acho
41:56que a expressão
41:57da nossa crença
41:58para existir
41:58é um pacto muito narcísico
42:00com a verdade.
42:01O mundo existe
42:02e eu mais desconheço
42:03do que conheço coisas.
42:04Sim,
42:04verdade.
42:05Como pessoa curiosa,
42:06eu adoro o desconhecimento.
42:08E aí,
42:08eu acho que o tarot
42:09é um espaço
42:09de desconhecimento também,
42:11porque ele nos confronta
42:12com a possibilidade
42:13de ver coisas
42:14que a gente não sabia
42:15que eram possíveis.
42:16Sim.
42:17Caramba.
42:19Toma,
42:20Marisa.
42:21Vai.
42:22Mas eu adoro a cética.
42:23Quando chega uma cética,
42:24ela vai ficar,
42:25ai.
42:26Eu vou com você.
42:28Ela está se fazendo
42:29de dito.
42:30Você sabe muito bem
42:30que eu vou marcar com ela.
42:31É lógico.
42:32É lógico.
42:33No anonimato,
42:35às vezes,
42:36eu até faço um estudo de casa
42:37e mando para minhas turmas
42:38de tarot avançado.
42:39Ai,
42:39chegou uma consulente.
42:41Esse é o demográfico,
42:42não me falou nada.
42:43Estava desconfiando
42:44das minhas habilidades
42:45e saiu esse o jogo.
42:47Ai,
42:48gente,
42:48minhas turmas de tarot avançado,
42:49elas amam.
42:49Elas que amam.
42:50E essa questão
42:52dos vários símbolos
42:54que você falou,
42:55eles são relacionados
42:56aos vários tipos
42:57de baralho
42:57ou as interpretações
43:00diferentes
43:00de cada cartomante?
43:02Ou tudo?
43:02Ou tudo.
43:03Eu acho que
43:04existe uma convenção,
43:06que não é muito
43:07uma convenção,
43:08mas existe um acordo
43:08de que essa coisa
43:10significa tal coisa
43:11em tal tempo.
43:12Então,
43:12por exemplo,
43:12o arcano 3,
43:13a imperatriz
43:13é a grande mãe.
43:14A lógica do tarot
43:15é que sejam símbolos
43:16que sejam compartilhados
43:17pela humanidade.
43:18Então,
43:18mesmo quem não tem mãe
43:19sabe o que é uma mãe.
43:20Então,
43:21é um símbolo universal,
43:22dividido,
43:22partilhado.
43:23Quando sai uma grande mãe
43:24no jogo,
43:25eu sei que estamos falando
43:26de pessoas brasileiras,
43:28porque eu atendo também
43:29pessoas que não são brasileiras.
43:31E sei que são pessoas
43:32num contexto X,
43:33a grande mãe pode ser
43:34a própria consulente,
43:36pode ser uma vontade
43:36de maternar,
43:37pode ser uma relação
43:38difícil com a própria mãe,
43:39pode ser uma relação
43:41com a criatividade,
43:42porque a grande mãe
43:42é a mãe da criatividade.
43:44Então,
43:45esses acordos,
43:46eles mudam de acordo
43:47com o campo simbólico.
43:49Então,
43:49pra mim,
43:49a imperatriz,
43:50eu tenho uma afinidade
43:52anônima com a querida,
43:53que ela também é
43:53a senhora do caos,
43:54e eu tenho uma energia caótica.
43:56Pra mim,
43:57ela significa uma coisa.
43:58Pra uma mulher
43:58que está em processo de FIV,
44:00que está tentando engravidar,
44:01ela significa outra coisa.
44:01mas aí você,
44:03ó,
44:03é isso.
44:04E aí a pessoa
44:05entende como
44:06como cabe, né?
44:09O significado depende
44:10muito do receptor
44:11da mensagem.
44:12É igual conselho, né?
44:14Igual conselho.
44:15Você dá o conselho ali,
44:16a pessoa vai absorver
44:17o que ela quer.
44:19E é o que eu falo,
44:20eu geralmente peço
44:21pra gravar os atendimentos,
44:23porque a memória,
44:24ela é traiçoeira.
44:25E aí eu falo,
44:27grava aí,
44:27aí vai ouvindo.
44:29Na hora que acontecer,
44:29você me liga,
44:30que agora também
44:31eu tiro onda, né, gente?
44:32A autoestima da cartão
44:33eu vou te bater na lanterna.
44:34Já tá lá.
44:35Agora eu dou uma...
44:36Ela só carimba.
44:38É.
44:39Muito bom, muito bom.
44:41Ah, é,
44:41mas eu muito obrigada
44:43pela sua presença aqui.
44:44Infelizmente a gente, né,
44:45não pode ficar tanto tempo.
44:48Eu gostaria de ficar aqui
44:49o dia inteiro.
44:50Inclusive que você
44:50tivesse trazido
44:51as suas cartas
44:52para jogar o jogo sobre mim.
44:54Poderia.
44:55Mas você vai voltar.
44:56Vai voltar.
44:57A gente vai falar
44:58em 2026, tá?
44:59E aí eu vou vir
45:00e vou fechar
45:00a tarde inteira
45:01da minha agenda.
45:03Amor.
45:03O lápis é as três.
45:05A festa do Tarô.
45:06Vai ser.
45:07Amanda, muito obrigada.
45:09Não, eu que agradeço.
45:10Eu amei.
45:10Amei muito.
45:11A conversa foi uma delícia.
45:13Foi muito bom.
45:13Nem vi a hora passada.
45:14Você pode falar
45:15para a gente, então,
45:16suas redes sociais,
45:17que aí a gente
45:19divulga aqui.
45:20É arroba
45:20o tarô de Amanda,
45:21sem o ter mudo no final,
45:23T-A-R-O.
45:23Eu sou uma das únicas
45:25cartomandas de cabelo vermelho
45:26nessa cidade,
45:27então é mais fácil
45:28de localizar.
45:29E aí meu link na bio
45:30tem todas as informações
45:31de agendamento, etc.
45:33E por conta do alto,
45:34alta demora
45:35que eu tive para responder
45:36a Larissa,
45:36agora eu estou com uma assistente nova
45:38que vai responder
45:38todos vocês em tempo hábito.
45:40Inclusive, vai marcar
45:42a nossa próxima vinda.
45:43Pode, pode.
45:44Foi muito chato.
45:45E marcar a minha data
45:46do atendimento.
45:48E deixa para a gente também
45:50alguma dica,
45:51alguma fala
45:51sobre as pessoas
45:52que acreditam
45:53na alma gêmea
45:55ou para as pessoas
45:56que não acreditam
45:57no misticismo.
45:59Esse espaço é seu.
46:00Tá.
46:01Até para quem acredita
46:01em alma gêmea,
46:02para mim,
46:03alma gêmea não é um fardo.
46:04Para mim,
46:05almas gêmeas
46:05ou almas afins,
46:07elas vêm
46:07para poder desenvolver,
46:09para evoluir,
46:10espiritualmente.
46:11Eu sou muito
46:11Bell Hooks de carteirinha.
46:13Eu acho que o amor,
46:14ele vem para
46:14evoluir
46:16as nossas faculdades.
46:18E aí, eu acho que
46:19se não está,
46:20se está mais pesando
46:21do que resolvendo,
46:22talvez não seja
46:22uma alma tão gêmea assim.
46:25Aproveitem e sigam a gente
46:26também nas redes sociais.
46:27Nosso Instagram é
46:28arroba não é invenção
46:29sem o Cedilha e o Tio.
46:31E manda sua história
46:32para a gente comentar aqui
46:33que o e-mail é
46:35não é invenção
46:36sem o Cedilha e o Tio.
46:37Também é
46:37arroba gmail.com
46:39É isso.
46:41Obrigada.
46:41Obrigada.
46:42Ae!
46:42Ae!
46:42Ae!
46:43Ae!
46:43Ae!
46:43Ae!
46:43Ae!
46:44Ae!
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46:47Ae!
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46:48Ae!
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46:48Ae!
46:49Ae!
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46:49Ae!
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