00:00Essa coisa de representar, de ser uma pessoa que representa, foi aos poucos, porque eu também estava me entendendo como mulher gorda quando eu comecei a aparecer na televisão.
00:10Então, quando começaram a pintar algumas mensagens, tipo, ai, eu me acho parecida com você, da onde é essa sua roupa, porque essa roupa eu acho que caberia em mim também.
00:18Aí eu comecei a falar, opa, peraí, tem gente que se inspira em mim, e aí isso também virou uma vontade mesmo minha de estar ali representando essas pessoas, de entender mais sobre esse processo, porque cada um tem o seu processo individual.
00:33Eu fui uma pessoa que fiquei gorda já adulta, então eu não sofri na infância, o que acontece com muitas mulheres gordas, especificamente.
00:41Então, eu fico muito lisonjeada de quando as pessoas me veem como uma pessoa que representa ali na televisão, e eu acho que ainda falta chegar mais gente também nessa junto comigo.
00:50Eu estava agora com a Letícia Muniz, que está também lá junto comigo, então eu acho que eu quero ver cada vez mais pessoas.
00:56Eu acho que a gente viveu dois momentos, um momento onde as pessoas começaram a se preocupar mais no universo da moda com a diversidade, então com corpos diversos.
01:03E aí eu senti que há pouco tempo teve uma paralisação disso, por exemplo, sabe aquela coisa, você precisa ter as cotas, agora a gente não precisa mais.
01:12Aí voltou, eu vim começando uma magreza extrema novamente, mas aí eu acho que agora está tendo um resgate disso, a gente viu um desfile acontecer ontem lá fora, mostrando corpos diversos também.
01:23E é onde eu faço coro, é onde eu faço coro e vou estar sempre assim, como eu falei na primeira fila, sempre que tiver marcas brasileiras representando a realidade brasileira.
01:33Porque corpos parecidos com o meu e são em maioria no Brasil.
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