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  • há 5 meses
O engenheiro Fernando Figueiredo destaca os principais motivos por trás da problemática que atinge o país há anos.

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Transcrição
00:00Diário de obras com Fernando Figueiredo.
00:03Problemas de infraestrutura do Brasil são causados por falta de projeto e planejamento.
00:10É o que explica o nosso engenheiro Fernando Figueiredo. Boa tarde.
00:13Boa tarde, Priscila, Petson.
00:16A gente já fez algumas colunas sobre esse tema, sobre atraso, sobre licitação,
00:20explicando para o pessoal como é.
00:22Mas só para vocês terem ideia, mais de 50% das obras no Brasil estão paradas.
00:27Isso é um levantamento do TCU, né?
00:29Isso equivale a 11.400 e alguma coisa.
00:33Quase 11.500 obras estão em situação parada, segundo o Tribunal de Contas da União.
00:40Aí, esses dados são alarmantes e aí a gente tenta trazer para essa coluna a explicação do porquê.
00:49Como é que isso acontece, que é justamente a falta de planejamento e de projeto.
00:55E aí, como base para isso, eu vou explicar principalmente para o pessoal aqui do Nordeste.
01:01Por exemplo, a gente tem aqui algumas obras fundamentais.
01:06A obra da transposição.
01:07É uma obra que eu particularmente defendo com minha vida essa obra,
01:12porque realmente a gente sabe da necessidade e do benefício que ela traz.
01:17dando ponto a isso, a obra da transposição falou-se nela durante centenas de anos.
01:25Lá não teve projeto, tá?
01:27Uma observação importante do projeto realmente começou em 2009,
01:30mas falou-se nessa obra da transposição desde o Império,
01:35quando era na presidência, quando era governado por Dom Pedro II.
01:40onde já se falava por conta das graves secas aqui.
01:44E aí, quando esse tanto de tempo não teve tempo hábito profissional,
01:50hábito que o Brasil tem alguns dos principais profissionais de engenharia do mundo
01:54para projetar e planejar.
01:56E o que é que eu quero dizer com isso?
01:57Por exemplo, hoje você vê aí aos montes,
02:00aqui na TV Diário do Sertão e em outras matérias da mídia,
02:04falando-se em canal da transposição para ramificar para um lugar, para o outro,
02:09que não era um projeto novo.
02:11Aqui mesmo, na cidade de Cajazeiras,
02:13estão pretendendo ramificar para o Patamutec,
02:15que não estava no projeto original.
02:17Tem a transposição da transposição, que é para o Apodi,
02:21a transposição do Apodi para o Rio Salgado.
02:23Todas essas não estavam em projeto.
02:25E aí o ponto é justamente esse.
02:27Será que não teve tempo para tudo isso já vir detalhado?
02:30Para já sair de lá com todas essas obras ramificadas?
02:33A gente tem um problema gravíssimo,
02:36que é a gestão política do Brasil.
02:38Cada parlamentar vai lá, promete uma coisa
02:41e vai no seu nicho, no seu ciclo de influência
02:45e ramifica para beneficiar a sua comunidade.
02:48Sendo que isso já deveria estar no projeto original.
02:51A gente tem aqui na Paraíba a BR-230.
02:54Talvez, com certeza, é o principal projeto
02:58que já houve no estado da Paraíba.
03:00E aí a duplicação da BR-230 para o sertão
03:03é uma das maiores reivindicações de obras do estado, não é?
03:07É uma das principais, se não a principal.
03:11Há muito tempo, há décadas, isso já é reivindicado
03:14por pessoas, pela mídia, por políticos.
03:17E a pergunta que eu faço, está feito o projeto?
03:20Já está feito o planejamento todinho?
03:22Digamos que saia hoje essa verba e vão correr
03:25para fazer de toda forma esse projeto para entregar.
03:28E, com certeza, vai vir com muitos erros.
03:31Porque já deveria estar totalmente integralizado.
03:35Mais à frente, eu vou explicar a diferença
03:36entre os projetos básicos e o projeto executivo.
03:41Então, nesse caso, a gente tem aqui no Brasil,
03:44infelizmente, como você trouxe para a gente,
03:46mais de 50% das obras estão paradas.
03:50Principalmente por conta dessa questão,
03:51que não houve um planejamento,
03:53não houve um projeto prévio que abrangece tudo,
03:57da forma como deveria acontecer.
03:59E aí, Fernando, eu lhe pergunto,
04:00quais são os principais problemas de infraestrutura
04:03que o Brasil enfrenta hoje?
04:06É justamente pela falta de planejamento.
04:09Porque a gente tem verba o suficiente.
04:11Um detalhe importante é a gestão política do Brasil,
04:15que são as emendas parlamentares.
04:16É um absurdo medonho isso,
04:21dessas emendas parlamentares.
04:23Por quê?
04:23Porque existe uma demanda de uma estrada
04:25para ser pavimentada.
04:27E aí, não se sabe ainda quanto vai levar
04:32para pavimentar aquilo.
04:33Mas um determinado deputado,
04:35seja na esfera estadual ou federal,
04:38ele consegue uma emenda, digamos, de um milhão.
04:41Então, ele destina esse recurso
04:42para pavimentar a estrada,
04:43sendo que não se sabe quanto é.
04:45Geralmente, a verba é menor do que se leva.
04:52Então, do que se leva para construir.
04:54Digamos que seja uma pavimentação
04:56que vai levar dois milhões.
04:58O deputado tem uma emenda de um milhão,
04:59ele encaminha.
05:00E aí, começa o projeto,
05:02começa o projeto básico.
05:04E não dá.
05:05Aí, na cultura brasileira, é o seguinte.
05:07Começa que a gente vai dar um jeito,
05:09vai terminando.
05:09Vai empurrando, né?
05:10O que prova isso é justamente
05:13o dado que eu citei no início da coluna,
05:15que tem mais de 11.400 obras paradas.
05:19Mais de 50% das obras paradas.
05:20A maioria dessas obras,
05:21elas são em relação à construção de rodovias,
05:24pontes?
05:25Rapaz, tem...
05:26Ou é variado?
05:27Tem para quem quiser sortido.
05:29Tem de infraestrutura urbana,
05:31de pavimentação,
05:32tem de esgoto, de saneamento.
05:34Enfim.
05:34E um detalhe importante
05:36que eu queria diferenciar,
05:37é um termo técnico,
05:38mas eu queria deixar isso bem claro
05:39para as pessoas que nos assistem, né?
05:43Tem alguns tipos de projetos
05:46para fazer uma obra,
05:47uma licitação de uma obra pública,
05:49mas dois são os principais aqui no Brasil,
05:52que é o projeto executivo
05:54e o projeto básico.
05:55O nome básico,
05:56ele engana um pouco,
05:58mas o básico quer dizer
05:59que tem o básico ali
06:00para se fazer uma obra.
06:02Não é que tem só um rascunho.
06:04Tem realmente um projeto ali,
06:06mas ele não tem todas as áreas.
06:08Por exemplo,
06:09uma pavimentação.
06:10Você vai pavimentar uma rodovia
06:12que está lá em terra,
06:14em estrada de chão ainda.
06:16Você precisa,
06:17para um projeto executivo,
06:19você precisa da geologia,
06:21da topografia,
06:22do projeto arquitetônico da rodovia
06:25já tudo implementado.
06:26Isso é o projeto executivo.
06:28O projeto básico vai ter alguns.
06:30Vai ter topografia,
06:31vai ter georreferenciamento,
06:32vai ter a planta,
06:34a arquitetura da rodovia,
06:36mas vai faltar algumas coisas.
06:38Por exemplo, a geologia.
06:39Então, basicamente,
06:40essa é a diferença.
06:41O projeto básico,
06:43que é o que a maioria das obras
06:45no Brasil tem,
06:46ele pode ter aditivo.
06:49Então, até 20...
06:50Depende do edital,
06:51mas a média aqui
06:53é em torno de 20%.
06:54Até 20% do valor da obra
06:56possa ser aditivado.
06:58Então, a licitação de obra
06:59de um milhão,
07:00você pode aditivar,
07:02pode colocar complemento
07:03para ela chegar a 1,200.
07:05Há umas mais linhas
07:06que dizem que é por aí
07:07onde acontece muitas vezes
07:10a corrupção,
07:11porque se maquia esse aditivo,
07:13por exemplo, com rocha,
07:14você escava um solo fácil,
07:18diz que é rocha, enfim.
07:20É fácil de camuflar.
07:22Mas eu não afirmo, né?
07:23Há indícios
07:24que podem acontecer por aí.
07:26E aí, a luta,
07:28a luta técnica, né?
07:29Dos profissionais de engenharia,
07:31de arquitetura,
07:32é que se obrigue
07:34à necessidade
07:35de um projeto executivo.
07:36O projeto executivo
07:37não permite aditivo,
07:39porque já está
07:39o projeto todo feito.
07:41Só que qual é o problema
07:42de ter projeto executivo
07:43nessas obras?
07:45Uma obra
07:45sendo feita de forma rápida,
07:47como eu disse,
07:48agora vai ser ano de eleição.
07:50Então, os deputados
07:50vão captar as emendas
07:51lá no Congresso,
07:53vão destinar os recursos
07:55para o município
07:56para começar rápido.
07:57Não há tempo hábil
07:58de se fazer esse projeto.
08:00aí vai no projeto básico,
08:01porque o projeto executivo
08:03ele demanda tempo.
08:05O ideal
08:05é que ele já tenha
08:06um projeto
08:07sem ter nenhum recurso.
08:08Que se tenha um projeto,
08:10por exemplo,
08:10o seu município,
08:11você que está nos assistindo agora,
08:12qual é a principal demanda
08:14de infraestrutura
08:14do município?
08:16É que o município,
08:18o Estado,
08:18enfim,
08:19os seus órgãos
08:19façam o projeto executivo
08:22sem ter a verba
08:22ainda para a obra.
08:24Que esse projeto
08:24seja totalmente feito
08:26para quando chegar a verba
08:27e já tenha tudo.
08:28Valor,
08:29tempo de serviço,
08:30cronograma físico
08:31e financeiro.
08:32Um exemplo seria
08:33a questão,
08:34por exemplo,
08:34aqui de Cajazeiras,
08:35do Açú de Grande.
08:36Isso.
08:37Um projeto executivo,
08:38não tem se a verba,
08:40por mais que já tenha saído
08:41aí diversas promessas
08:43e, enfim,
08:45promessas e mais promessas,
08:47em relação à revitalização
08:49daquele espaço,
08:50de tirar o esgoto
08:51dali de dentro.
08:52Mas se faz-se um projeto
08:54executivo para isso,
08:56quando um dia tiver a verba,
08:58o projeto vai sair
08:59realmente da forma
09:00que deveria sair.
09:00Exatamente.
09:01Uma coisa que você falou,
09:02inclusive,
09:03semana passada,
09:03seria uma parceria,
09:05talvez,
09:05com os estudantes
09:06das faculdades
09:07que fazem seus projetos
09:09de conclusão de curso
09:10e que, infelizmente,
09:11não chegam,
09:12até a comunidade.
09:15E aí,
09:16um outro ponto,
09:17Fernando,
09:17que eu trago para você,
09:18inclusive,
09:18um dado deste ano,
09:20do Tribunal de Contas
09:21da Paraíba,
09:22que trouxe que mais
09:23da metade das obras
09:24das creches
09:25financiadas pelo governo
09:27da Paraíba
09:28nos últimos três anos
09:29estão paradas.
09:30São 111 creches
09:32com obras paralisadas
09:34em 215 unidades
09:36previstas
09:37em 212 municípios
09:39da Paraíba.
09:40Como é que você vê
09:40esse número?
09:42Muito provavelmente,
09:44boa parte desse número
09:45é por falta
09:45de planejamento
09:46e de projeto.
09:47Começa sem projeto.
09:49É porque, assim,
09:50eu seria até
09:51leviando em falar
09:52o que realmente
09:53acontece na realidade,
09:54porque não tem como
09:56provar algumas coisas,
09:57mas é cada absurdo
09:59que a gente vê
09:59no dia a dia
10:00das obras de engenharia.
10:02É cada absurdo
10:02de verdade,
10:03que só quem vai entender
10:04é quem está.
10:05Os níveis de projetos
10:07que as obras
10:07são feitas,
10:10que as obras
10:10são iniciadas.
10:11E os profissionais
10:12de engenharia,
10:13de arquitetura,
10:14também sofrem muito
10:14com isso,
10:15porque é muito rápido.
10:17Quem trabalha
10:17em prefeitura,
10:18em estado,
10:18nesses órgãos públicos,
10:20porque um detalhe importante,
10:22sei que entendeu aí
10:23a diferença
10:23do projeto básico
10:25do executivo,
10:26um detalhe técnico
10:27também importante
10:28é que quem faz
10:29o orçamento
10:30é o órgão
10:31que vai licitar.
10:33Então,
10:33se há uma obra
10:35para ser construída
10:36pela prefeitura,
10:37pelos órgãos
10:38do governo estadual,
10:39pelos órgãos
10:40do governo federal,
10:41como o DENIT,
10:42como o ANA,
10:43enfim,
10:43qualquer órgão desses,
10:45qualquer órgão
10:45que for construir,
10:46é necessário
10:47ter os profissionais
10:48do órgão,
10:49contratados pelo órgão,
10:50os engenheiros,
10:51os arquitetos,
10:51que eles vão fazer
10:52o projeto
10:54e vão fazer
10:54o orçamento,
10:55dizer quanto é.
10:56Nesse orçamento
10:57tem um cronograma
10:58físico financeiro,
10:59que é o tempo
11:00de cada etapa
11:00da obra
11:01e o custo.
11:03Então,
11:03tem que ter tempo hábil
11:04para se fazer isso.
11:05Se você chega
11:06com o emenda precipitado,
11:08com o emenda rápido
11:09que um deputado
11:09destinou,
11:10você precisa gastar.
11:12Se imagine,
11:12e aí é até um ponto
11:14que não é só
11:16uma crítica ao gestor.
11:17Se imagine você
11:18enquanto gestor
11:19dessa verba,
11:20seja o diretor
11:21de uma comunidade,
11:23vereador,
11:23diretor de uma escola,
11:24prefeito,
11:25vereador não,
11:26o poder executivo,
11:27prefeito ou governador,
11:29chegou uma verba
11:30para você
11:30de um deputado,
11:33chegou lá,
11:34aí você vai rejeitar
11:35porque não tem um projeto
11:36ou você vai
11:37pegar os seus profissionais
11:39e dizer,
11:39faça o básico
11:40aí que dê
11:41para encaminhar o projeto
11:42e vamos começar.
11:44Todo mundo faria isso,
11:45porque se for esperar
11:47vir tudo certinho,
11:48não vai vir,
11:49é muito precipitado.
11:51O ideal é realmente
11:52que tenha um planejamento
11:53e claro que
11:55tem algumas conversas
11:58sobre isso.
11:59Por exemplo,
12:00se conversa muito no Brasil,
12:01para quem é da área
12:02sabe o que é BIM.
12:03BIM é um sistema
12:04de integração de projetos
12:05que facilita justamente
12:06a produção de projeto executivo,
12:08porque vai ter todos
12:09esses projetos
12:11interagindo.
12:12então o projeto
12:13de uma estrada
12:13vai ter o pessoal
12:15de geologia,
12:15o pessoal de arquitetura,
12:16o pessoal de topografia,
12:18todos trabalhando juntos
12:19e casando,
12:21interagindo
12:21todos esses projetos
12:23para gerar justamente
12:24um projeto executivo
12:25mais rápido,
12:27com velocidade maior
12:28para ajudar.
12:29Agora,
12:30realmente,
12:30eu não sei se depende
12:31só da técnica,
12:32sabe?
12:32Profissionais a gente tem,
12:34mas a falta de planejamento
12:36realmente impede muito
12:37as obras de infraestrutura
12:40no Brasil.
12:40Eu sou um crito ferrendo
12:41desse modelo de emenda,
12:43emenda para a obra.
12:44Na minha opinião,
12:44emenda deveria ser
12:45só para material,
12:46porque tem lá o valor
12:47do material,
12:48você deixa no dinheiro
12:49e compra.
12:50Mas isso daí entra
12:51mais no campo da política
12:52que eu nem entendo.
12:53Eu vou dizer para você,
12:54eu acho que está muito
12:55intrínsego dentro
12:57da nossa sociedade,
12:59essa questão
12:59do brasileiro,
13:01do brasileiro,
13:02de nós,
13:02enquanto sociedade,
13:04de fazermos as coisas
13:06em cima,
13:08em cima da hora,
13:09digamos assim.
13:09Existe um ditado aí
13:10que diz que o brasileiro
13:12só fecha a porta
13:13depois que se acha roubado.
13:15Eu acho que vem muito
13:16dessa cultura nossa
13:18em relação a isso.
13:19Mas uma solução,
13:20na sua opinião,
13:22Fernando Figueiredo,
13:22para que essas coisas
13:24parassem de acontecer.
13:25Uma solução que pudesse
13:26sim dizer,
13:27não, realmente,
13:27se a gente fosse
13:28por esse caminho,
13:30talvez a gente conseguisse
13:31mudar essa forma
13:32que está acontecendo
13:33no nosso país.
13:34Quando tem essas perguntas
13:35na aula,
13:36eu sempre pergunto
13:37na prática
13:38ou na teoria?
13:40Na teoria,
13:41seria justamente
13:42a implementação
13:43do sistema BIM
13:44em todas as obras públicas
13:46que aí facilitaria
13:47a produção
13:48de projeto executivo.
13:49Então,
13:50na confecção
13:50de uma licitação
13:51para qualquer tipo
13:52de obra,
13:53deveria ser obrigatório
13:54o uso da ferramenta BIM
13:56e o projeto executivo.
13:59Pronto.
13:59Isso melhoraria muito.
14:01Qual o problema
14:01que isso pode causar?
14:03Começar a parar a obra.
14:05O pessoal começa
14:06a fazer justamente
14:07por essa deficiência
14:08ou porque não pode
14:09ter uma corrupção
14:10mais abrangente.
14:12E aí,
14:13essa é a solução
14:14que eu vejo na teoria.
14:15Na prática,
14:16realmente é muito difícil.
14:17A prática passa
14:18por votar bem.
14:19Eu sempre digo
14:20que eu procuro votar
14:21numa pessoa
14:22que não queira
14:23que o governo dele
14:24seja bom,
14:24mas o do próximo.
14:25Porque é isso.
14:26se você quer alguém
14:27que faça bem
14:29a gestão de obras,
14:30de engenharia,
14:31essa parte de infraestrutura,
14:33é um governo
14:34que trabalha no projeto
14:35para o próximo governo
14:37executar.
14:38Eu desconheço
14:39que no Brasil
14:40tem alguém
14:40que faça isso,
14:42mas é isso,
14:44é basicamente por aí.
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