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  • há 7 semanas
A dupla havia saído no último domingo (28) de Anchieta, no Sul do Espírito Santo, para uma pesca submarina, e tiveram problemas com a embarcação, que ficou sem bateria.
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Transcrição
00:00Vamos lá, a gente estava falando aquela hora, para você que está chegando agora no nosso Brasil Urgente, Espírito Santo,
00:06a gente estava falando aqui da consciência que o Michael tinha, que ele tinha o GPS ali na mão dele,
00:13que funciona mesmo sem internet, e isso fez com que ele conseguisse ali tentar se localizar de alguma forma.
00:22Uma pergunta, uma curiosidade, durante a noite, como é que eram as noites de você? Dava para dormir, bicho?
00:32Com pequenos cochilos, assim, 5, 6 minutos, mas às vezes menos, e se acordava porque o mar estava muito bravo,
00:40então, e o frio também, apesar de eu estar com uma roupa muito boa, roupa de mergulho térmica selada por dentro e por fora,
00:47ela mantinha meu corpo bem aquecido, mas mesmo assim, à noite, tipo, entrava água, às vezes, uma pancada com uma onda,
00:56e muito vento, um vento gelado, um vento gelado, a gente cobria o rosto, assim, tinha uma capa,
01:03eu tinha levado uma capa muito boa também, que deu uma segurada, eu estava mais preocupado com ele,
01:08porque ele não tinha roupa de mergulho, então ele ia sofrer mais, mas essa capa ajudou bastante.
01:12E quando vocês foram mergulhar, só você mergulhou, ele ficava em cima, como é que era?
01:17É, só eu que mergulhava, ele fica mais pescando, assim, me auxiliando, né?
01:21Entendi, entendi, e aí você estava com roupa normal?
01:24Eu estava com roupa mesmo que a gente usa para pescar normal, e, como ele falou, a capa ajudou,
01:32mas à noite, o frio, a água vinha, batia, a água entrava, molhava, e à noite era...
01:39Doía os ossos.
01:40Tremia mesmo de frio, e quando eu conheci o dia era uma língua, porque o sol vinha,
01:46então esquentava, eu tirava metade da roupa para esquentar, né?
01:51E aí secava, a gente também já...
01:55A gente fez a...
01:57O aplicativo que ele tinha foi crucial, porque a gente estava ciente do trajeto que a gente estava seguindo,
02:05porque onde a gente estava, na posição que a gente estava, a gente não tinha visão de nada.
02:09De nada, você estava...
02:10Tinha visão de nada.
02:11Não, eu vi aquele vídeo que o pessoal do barco fez de vocês ali chegando perto, né?
02:17Bicho, é água de um lado, água do outro, você não vê nada, né?
02:19Não vê nada.
02:20Se não fosse o aplicativo que ele tem para mostrar o caminho que a gente deveria ir...
02:25Que a gente regulava a vela.
02:26Até para a gente ter uma noção, até para a gente ter uma noção, se a gente estava seguindo o trajeto certo,
02:30porque, muitas vezes, no desespero, a gente podia estar seguindo o vento,
02:34mas o vento poderia jogar a gente ao contrário, a gente pensar que está indo para a terra e estava indo para fora.
02:38Entendi.
02:39Entendeu? E isso foi bastante importante para a gente,
02:43porque a gente já estava ciente que ele estava dando a posição que a gente estava avançando para a frente,
02:47no sentido do terra.
02:48Mas nesse GPS, você conseguia ver se você estava indo para o lado da terra ou para mais longe ainda?
02:56Sim, sim. Ele acompanha a velocidade que a gente está se locomovendo e o trajeto exato.
03:01Entendi.
03:02E, em cima desse trajeto, a gente fazia o cálculo.
03:04Ou joga a âncora e fica parado, ou deixa o mar levar a gente e o vento para a gente sair em tal posição.
03:10E o pior disso tudo é que vocês não tinham controle, né?
03:13Porque uma coisa é você ter ali o motor e você controlar para onde você quer ir.
03:18Outra coisa é você estar à deriva e você estar ali à disposição do vento, cara.
03:23E da água?
03:25E da água, da correnteza.
03:26E a gente tinha o leme, né? A gente usava o leme e a vela para direcionar de acordo com o vento e a maré.
03:33E o vento e a maré estavam para o mesmo lado.
03:35Isso estava ajudando a gente a ir para a posição...
03:38Não era para a terra que a gente estava indo, mas a gente ia passar próximo de um local,
03:42que se chama Porto do Açú.
03:44É o Rio já?
03:45Rio de Janeiro já.
03:46E lá já tinha uma probabilidade maior de a gente ser resgatado.
03:52Porque entra e sai de navios, praticagem, muitos barcos, barcos de pesca.
03:58Só que barcos de pesca não tinham nesse dia, não.
04:01Eram dois dias que não tinha ninguém no mar.
04:03O mar estava muito revolto e os barcos pequenos não saem com esse mar.
04:07Os barcos estavam só lá na terra.
04:10Agora, eu fiquei imaginando, depois que a gente conseguiu conversar com o Michael,
04:15e a gente foi entendendo o que é que vocês passaram em alto mar,
04:19eu fico imaginando o desespero de vocês no sentido de ver barco e navio passando.
04:26Claro.
04:26Vocês tentando fazer sinal, alguma coisa, e a embarcação não conseguia perceber vocês.
04:33Sim, isso é...
04:35Surreal isso.
04:36Isso dava um pouco de desânimo, principalmente como os dias iam passando, as horas iam passando,
04:42e a gente via que a gente ia ter cada vez menos resistência por conta da limitação da água,
04:49que era muito pouquinho.
04:51E isso, o primeiro rebocador que passou pela gente, a gente fez um escândalo, tipo,
04:56porque ele estava bem perto, então a chance dele vir era muito grande.
05:00Ele viu, mas ele só fez assim, mudou de lugar e saiu.
05:04Para não ir na direção de vocês...
05:05Falei, o cara está achando que a gente está pescando.
05:08Meu Deus do céu.
05:10Esse foi o primeiro?
05:11Foi o primeiro.
05:11E depois foram mais três?
05:13É, mais dois.
05:14Mais dois.
05:15Mais dois, tipo, em uma hora mais ou menos de diferença,
05:17depois de mais duas horas e meia veio o outro.
05:20Cara, a esperança...
05:21Bicho, eu estou imaginando aqui que a esperança via.
05:24Ia.
05:24Ia embora, cara.
05:25Rapidamente.
05:26E até então a gente não estava mais à deriva, a gente já estava já ancorado.
05:30Sim.
05:30Então segurando, porque ali era um ponto onde passava várias embarcações,
05:35a chance da gente ser visto seria muito grande.
05:37E aí foi, já era o segundo dia e foi a hora que a gente...
05:41Que eu conversei com o Ronald e falei, cara, a gente se continuar parado aqui,
05:46já deu para perceber que eles não estão vendo, mas tipo,
05:50não está funcionando a nossa estratégia aqui.
05:52Ou a gente fica aqui e espera alguém passar mais perto e aí vai esgotando o nosso tempo.
06:00Ou a gente vai tentar o último plano meu, que era botar na linha do Cabo de São Tomé.
06:08E o Cabo de São Tomé é o lugar mais próximo de terra firme que a gente passaria.
06:14Que era, pelos meus cálculos, estava dando entre 8 e 10 quilômetros.
06:18E isso seria na madrugada já da terceira noite.
06:21Do terceiro para o quarto dia no mar.
06:24Caraca, Bia.
06:25E essa era a minha última esperança.
06:26Porque os rebocadores, de verdade, eu já não tinha mais esperança.
06:30E eu também não tinha mais esperança porque o avião da FAB...
06:32O avião da FAB, ele estava rodando, rodando e a gente via, caraca, está longe.
06:37Aí de repente ele avistou a gente.
06:38Vocês viam, mas o avião estava longe.
06:40Estava longe, mas de repente ele avistou, ele veio na nossa direção certinho.
06:44Passou em cima das nossas cabeças, assim.
06:46E a gente com as boias gritando, gritando.
06:48E ele pegou e foi embora.
06:49Foi morto, gente.
06:50E dessa hora eu chorava, eu chorava te abraçando.
06:54E eu falei, caraca, veio o meu agente que ele estava vindo para a reta.
06:57Eu falei, ele viu, ele viu.
06:59Vamos ver minha filha.
07:00Vai o aniversário do seu filho.
07:02E a gente comemorando, cara.
07:03E o avião foi embora e não voltou.
07:06E a gente, ele não viu.
07:08Como que não viu?
07:09Não viu.
07:09E aí um amigo meu que fritou um avião, um bimotor, estava lá, próximo também.
07:15E ele disse que realmente de lá onde eles estavam, só havia as espumas brancas.
07:20A ondulação estava muito alta.
07:22E ele realmente não dava problema.
07:23E o barco era branco também.
07:25Apesar que estava com as boias laranjas em cima, grandes, mas a ondulação dificultava muito essa visão.
07:32Aqui, a gente estava falando daquela hora que vocês estavam se alimentando.
07:36A água não tinha mais.
07:40Chegou a acabar a água?
07:41Chegou.
07:41Ficou um golinho assim e a gente ficava, você bebe ou o bimbo?
07:46Você bebe ou eu bebo?
07:47E aí, estava nesse nível.
07:49E aí eu te segurei com ele e falei, cara, eu vou pegar esse restinho de água.
07:53Se a gente chegar até ali, eu vou misturar com bastante peixe e pão.
07:57E comecei a comer o peixe e o pão com a água salgada, sem botar água doce.
08:00No final, que eu vi que não vai dar, eu vou tomar esse último gole e vou tentar nadar.
08:04Porque eu vou nadar por algumas seis horas, nadando mesmo, até chegar na praia.
08:10E você tem essa experiência de nadar assim também, se precisar?
08:13Ah, sim, já. Nada bastante. Nada muito.
08:16Porque o equipamento, você não se afoga, porque a roupa faz você flutuar, a roupa mantém seu corpo aquecido.
08:22As nadadeiras te fazem navegar, você vai embora e você vem com a máscara e o snorkel.
08:27Então, se você cansar, você abaixa o rosto e respira através do snorkel.
08:31Então, você só vai morrer quando não tiver mais condição física.
08:34E você ia ter coragem de nadar essa criança sozinha lá?
08:37Então, se a gente não fizesse isso, a probabilidade de a gente ser achado ia diminuir muito.
08:42Porque a gente ia sair do Cabo de São Tomé e a gente entraria num lugar de mar aberto total mesmo.
08:48Entendi.
08:48Que era a região, a próxima parada possível seria Cabo Frio.
08:52Não sei quantos dias que dá pra demorar até Cabo Frio.
08:55E aí, essa é a que era encolga.
08:56Vocês não estão achando a gente aqui nesse lugar onde tem tanto barco, tanto entra e sai de navio.
09:03Não estão vendo lá que vai ter menos, vai ser mais difícil.
09:08E aí, eu ia tomar essa decisão.
09:09Foi a hora que eu gravei um vídeo me despedindo.
09:12Despedindo.
09:13Gente, tem gente...
09:14Olha, não, é esse vídeo ali, eu acho, não é?
09:17Despedindo.
09:18É esse vídeo aí, minha equipe?
09:20Até mesmo pra elas entenderem o que aconteceu.
09:22É esse vídeo, tem áudio.
09:23Vamos ouvir o vídeo aqui.
09:25Bicho, imagina, o cara gravou um vídeo se despedindo da família porque, bicho, ele achou que não fosse conseguir voltar, cara.
09:34Vamos acompanhar aí.
09:35Coloca na tela.
09:37Esse é o meu terceiro dia no mar.
09:40Queria dizer pra você que eu tinha muito...
09:43Te me arrependo muito de não ter falado isso pra você mais vezes.
09:50Quero dizer que você vai ser um incrível se eu não conseguir voltar pra cuidar dessa nariz junto com você.
09:58Quero dizer pra você que você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.
10:05Só que eu vou lutar aqui bravamente ainda pra tentar voltar.
10:08Tô aqui em frente ao Porto do Açú.
10:12Tão longe.
10:13As últimas boias tão ali.
10:16Mais ou menos uma milha e meia das últimas boias.
10:21Quero dizer que te amo demais.
10:24Quero dizer que também amo muito minha mãe, meu pai.
10:27Quero te pedir perdão.
10:28Tinha necessidade de eu ter vindo pra tão longe.
10:34Gente, a Fernanda tá aqui.
10:37A esposa do Michael também.
10:39Fernanda, ela tá emocionada.
10:41A coisa linda da filhotinha tá aqui na barriga, graças a Deus.
10:47Fernanda, esse vídeo aí vai ficar só pra história, só pra contar história e graças a Deus ele tá aqui.
10:57Só graças a Deus.
10:59A gente já chorou muito ontem assistindo esse vídeo.
11:02Quando ele chegou em casa, ele me mostrou e a gente chorou muito junto.
11:06Mas a gente não precisa desse vídeo mais, porque ele tá aqui pra falar tudo que ele tem pra falar, pra gente trocar muito e cuidar da nossa menina.
11:16É, que bom.
11:17Fernanda, me fala.
11:18Você se manteve reclusa, se manteve quietinha em casa, a mãe, a família também, na expectativa.
11:28E você com essa coisa linda aí na barriga.
11:30Dá pra falar o que que passava na sua cabeça, enquanto você ficava em casa esperando notícia?
11:39Durante o dia, eu participava dando informação o tempo inteiro, buscando informação, passando as coisas, ajudando a equipe.
11:50Era mexendo no celular, tentando rastrear, pegando informação do relógio dele.
11:55A gente tentava, eu passava o dia inteiro tentando, pegando informações, sabendo o que tava acontecendo e tentando ajudar com as informações que eu tinha, detalhes, o que que tinha na lancha, quais eram os equipamentos que tinha, tudo que eu lembrava.
12:09Sim.
12:09E eu passava o dia focada nisso.
12:12Mas aí, quando eu chegava a noite, era o pior, quando o sol se põe, aí era a hora que eu pensava que acabou as buscas por hoje, e aí vai ser mais uma noite que ele vai passar lá.
12:25Uma noite longa.
12:27E aí era a pior hora, a hora que eu desabava, e realmente era muito difícil, a noite era muito longa e era a pior parte.
12:36E aí, no outro dia, quando o sol surgia, a minha esperança crescia novamente.
12:42Que bom, que bom.
12:43Eu lembro que no meio das buscas, teve uma informação de que teriam conseguido uma conexão, acho que pelo computador, alguém tinha...
12:54Rolou isso mesmo?
12:55Chegou a ter um sinal de alguma coisa, de contato dele no domingo, uma conectividade de alguma forma, não?
13:03Não, isso foi uma... O que aconteceu é que a última visualização dele era de sete horas da manhã, né? Foi na hora que ele entrou no mar.
13:12Só que às oito, dez horas da noite, foi a hora que eu me dei conta que o WhatsApp dele estava no celular, no computador.
13:22Sim.
13:23E aí eu fui mexer no computador, e aí apareceu essa visualização de dez horas da noite.
13:28Aí muita gente achou que ele tinha mexido no celular dez horas da noite, mas era eu, dentro de casa, que mexi no computador e apareceu essa...
13:36Aí foi a hora que eu fui descobrir, tentar pesquisar com quem que ele estava, porque eu não sabia com quem que ele estava.
13:42Aí eu olhei as últimas conversas, aí vi que era quatro horas da manhã, tinha conversa com ele.
13:47E aí eu descobri que era com ele, aí eu fui procurar a esposa dele, e aí comecei a buscar informações com quem que ele tinha falado.
13:55E aí as buscas foram por isso, para rastrear essas pessoas que eu tinha descoberto pelo computador, porque eu não estava lembrando.
14:03Caramba, você tem uma investigadora em casa e não sabia.
14:06Eu tranquilizei, ele estava tipo, quando a ficha dele começou a cair, aí eu falei, cara, fica tranquilo.
14:12A minha esposa, ela é desenrolada, ela vai saber para quem que ela vai ligar, ela vai mover aquele quartel,
14:19o burbeiro todo, vai fazer todo mundo vir atrás, mas vai ser terrível depois.
14:25Vão querer bater lá, mas ela vai dar um jeito.
14:27E você era a única pessoa que tinha as informações de onde ele saiu, onde ele iria?
14:33Então, a princípio eu tinha poucas informações, ele tinha falado alguns pontos.
14:37Antes dele sair, eu perguntei para ele aonde ele ia, ele falou bem superficialmente assim,
14:42mas eu sabia as pessoas que provavelmente saberiam.
14:46Então, e aí eu peguei o telefone, só que eu não tinha o telefone dessas pessoas.
14:49E aí também eu fui por ali pesquisando, eu falei, tem o Fábio, que provavelmente vai saber.
14:55E aí já procurei a Mariane, do bombeiro, que eu sei que é, sabe bastante disso, os caminhos.
15:03E aí eu fui procurando os amigos que eram referência, o Fabrício e tal.
15:06E aí eu procurava no WhatsApp, e aí fazia o contato, falei, me ajuda, que aconteceu isso.
15:10O seu marco sumiu e aí foi dando todo o direcionamento para...
15:15Porque eu também, eu pesquisava tudo isso, mas ao mesmo tempo eu não tinha cabeça talvez para tomar as decisões.
15:20E aí eles abriram o boletim e aí foram procurando os órgãos responsáveis para, na segunda-feira cedo, tudo começar.
15:28Que perfeito. Olha, Deus é maravilhoso e Deus salvou vocês.
15:32Ronald, já conseguiu abraçar a família, Ronald?
15:35Já, graças a Deus.
15:36Seu filho fez aniversário quando?
15:37Meu filho fez aniversário ontem.
15:39Ontem, né?
15:40Como é que é o nome dele?
15:42O Daniel, eu tenho dois, eu tenho o Daniel e o Gabriel.
15:45Então manda um abraço para eles aí, deve estar te assistindo.
15:47O Gabriel e o Daniel, meus filhos, papai te amam muito.
15:51E agradeço a Deus por ter dado a oportunidade de voltar para casa justamente na data do seu aniversário.
15:59Só tenho que agradecer a Deus, a Jesus Cristo, porque manteve a fé de nós dois juntos e a calma que a gente teve para a gente estar aqui nesse momento.
16:11O papai de vocês é brabo para caramba, o cara é guerreiro.
16:14Nós dois, cara, ele tratou o peixe, fez o filé para a gente comer o peixe.
16:20Ele não conseguia comer não, depois eu forcei ele a comer.
16:23Aí eu falei assim, vai, tem que comer esse negócio, você não vai aguentar não, come, ele começou a comer, misturou com um pouco de pão e desenrolou a vela para a gente.
16:30E graças a Deus que era ele que estava lá, senão ia ser mais complicado.
16:34É, aí eu só tenho que agradecer, porque a gente, na situação que a gente se encontrava, é difícil, difícil a gente, assim, a esperança a gente sempre tinha e a fé de ser encontrada, de que alguém iria resgatar a gente.
16:49Mas, tinha momentos que a gente também, tinha momentos de dúvidas se ia dar para a gente chegar até um lugar que fosse mais visível de ver a gente ou alguém resgatar.
17:04Mas, graças a Deus, deu tudo certo e graças a Deus que estamos aqui, né, cara?
17:08E o pai achou a gente.
17:10O pai vai ter a oportunidade de ver sua filha nascer e a gente está reunido com a sua família, então, graças a Deus, é o que importa, é isso.
17:18E isso é a convida que segue.
17:20Que bom. Ó, vou pedir para vocês ficarem sentadinhos ali, vou pedir para servir uma água, servir um café para vocês ali, vocês vão continuar comigo aqui rapidinho, a gente já volta para bater um papo aqui, tá bom?
17:30Senta lá que eu não quero deixar a grávida muito tempo de pé, não.
17:33Segura aí, pode atender os telefonemos, o telefone dele não para de tocar, eles vão continuar com a gente aqui no nosso Brasil Urgente Espírito Santo, tá bom?
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