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De acordo com a pesquisa Brasil feita pelo Ipesp e divulgada nesta quarta-feira (01), o ex-presidente Jair Bolsonaro é apontado por 45% dos brasileiros como o principal líder da direita. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é o segundo da lista, com 13% das menções. Acompanhe a discussão do tema com os comentaristas Thulio Nassa, Nelson Kobayashi e Roberto Motta.

Assista na íntegra:
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Transcrição
00:00Olha só, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, nem a condenação de Jair Bolsonaro foi suficiente para diminuir a sua popularidade e a sua força política.
00:13Segundo o levantamento da pesquisa Brasil do IPESP, o ex-presidente é apontado por 45% dos brasileiros como o principal líder da direita.
00:23Bolsonaro aparece muito à frente de Tarcísio de Freitas, que está na segunda posição, com 13% das menções.
00:31Entre os eleitores conservadores e liberais, a proporção dos que enxergam o ex-presidente como o principal representante é ainda maior, 63%.
00:41O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 22 de setembro, com 2.500 pessoas a partir de 15 anos de idade.
00:50Mota, pesquisa que indica que Bolsonaro ainda é o principal líder da direita.
00:58Muitos nomes vêm sendo aventados como, ah, o sucessor de Bolsonaro, esse daqui poderia performar tão bem quanto ele, se fosse candidato.
01:06Mas nesse levantamento, os brasileiros que se identificam com a direita, quando a gente olha para o espectro político,
01:14dizem que o principal líder ainda é Jair Bolsonaro. Mota, alguma surpresa?
01:20Eu acho que seu microfone está fechado. Só checa para a gente.
01:27Nenhuma surpresa, Caniato, com esse resultado.
01:30A surpresa que eu tenho é que esse fato receba tão pouca importância quanto eu vejo que ele recebe em determinadas discussões, inclusive essa da anistia.
01:43Na minha percepção, a população brasileira entende muito bem o que está acontecendo.
01:51Eu converso com pessoas comuns todos os dias.
01:55Eu não converso só com grandes juristas, embora eu converse também com eles.
02:00Eu converso com pessoas que exercem as profissões mais humildes no Brasil.
02:06Elas têm plena consciência do que está acontecendo.
02:10Elas sabem da injustiça que foi cometida contra pessoas como, por exemplo, a Débora.
02:16Elas têm consciência disso.
02:18Elas sabem como foi cometida essa injustiça.
02:24Elas sabem que, no mundo ideal, essa injustiça seria corrigida pelas pessoas que a cometeram.
02:31Ou seja, se alguém foi condenado indevidamente, o que tem que acontecer é a anulação do processo.
02:41Foi isso que a gente já viu no passado recente no Brasil.
02:45Eu não considero moralmente aceitável a gente dizer, ah, Mota, mas a gente sabe que isso não vai acontecer.
02:53Então a gente precisa aceitar uma outra solução qualquer.
02:57Eu acho absurdo colocar nos parlamentares a responsabilidade por corrigir uma injustiça
03:08e dizer que, por isso, eles têm que aceitar qualquer solução que vier.
03:15Os parlamentares, ou boa parte deles da oposição, estão pensando e tentando fazer o que é certo.
03:24A questão não é Jair Bolsonaro, embora Jair Bolsonaro, confirmado por essa pesquisa, seja o líder da direita.
03:34Na minha percepção, Jair Bolsonaro é mais do que isso.
03:38Ele é o líder político mais popular da história recente do Brasil,
03:43por mais que isso provoque alergia e reações em muitas pessoas que não se conformam com isso.
03:50Para essas pessoas, o líder mais popular do Brasil tinha que ser alguém iluminado, ilustrado,
03:57capaz de fazer discursos cheios de palavras difíceis.
04:02Mas não é essa a realidade.
04:05A questão é que se Jair Bolsonaro, o líder mais popular da história recente,
04:10pode ser alvo de medidas absurdas, arbitrárias e consideradas por muitos juristas como ilegais,
04:18ilegais, meus amigos, ninguém está salvo.
04:22Como é que nós vamos garantir a liberdade da Débora do Batom
04:25se a liberdade de Jair Bolsonaro e os direitos dele não estão garantidos?
04:31Não dá para a gente dizer, olha, vamos tirar Bolsonaro dessa questão,
04:35deixar o Bolsonaro aqui e aí vamos cuidar agora de resolver o problema dos outros.
04:40Deixa o Bolsonaro ali no canto dele.
04:42E o dia de amanhã?
04:44É essa a pergunta que eu faço.
04:47Quem garante que esse projeto de dosimetria, seja lá o que for,
04:52porque até agora não apareceu nenhum texto,
04:55quem garante que ele vai garantir alguma coisa?
04:57Quem garante que essas pessoas soltas num dia,
05:00no dia seguinte não vão voltar para a prisão
05:02por causa de alguma desculpa ou alguma razão
05:06que foge totalmente à órbita do direito,
05:09mas atende conveniências políticas?
05:11Quem garante que essas pessoas terão a mesma liberdade?
05:14Quem garante que pessoas que fizerem uma manifestação semana que vem
05:18ou mês que vem não vão ser presas também
05:21pelas mesmas razões acusadas de golpe de Estado?
05:25Se a gente abre mão das convicções,
05:29se a gente está vendo que uma coisa está totalmente fora do que diz a Constituição
05:35e o Estado de Direito, mesmo assim, a gente diz,
05:39não, nós temos que aceitar, porque é a única opção disponível.
05:43Que garantia que a gente tem?
05:45Nenhuma, absolutamente nenhuma.
05:47Pois é, várias pessoas se manifestando,
05:49se quiserem enviar perguntas, daqui a pouco eu repasso,
05:51inclusive, para os nossos comentaristas.
05:54Mas você, Coba, esse levantamento que indica que Jair Bolsonaro
05:57é visto como o maior líder da direita,
06:00isso se reforçou após a condenação dele.
06:04Já era esperado, inclusive, esse fortalecimento do nome de Jair Bolsonaro,
06:10que é classificado por muitos como, inclusive, o criador de um movimento,
06:15o bolsonarismo, um flanco da direita, inclusive.
06:20É um fenômeno, né, Caniata?
06:21É um fenômeno muito estudado, inclusive, na ciência política
06:24e é uma obviedade.
06:25O Bolsonaro é o grande líder da direita,
06:28o Lula é o nome escolhido da esquerda
06:30e há, no meio termo aí, um outro tanto de gente.
06:33Quando a gente pega todas as outras pesquisas,
06:35daqui a pouco a gente vai ver outras dessas também,
06:37a gente vai ver como a gente está ainda em um país muito polarizado,
06:41em que um terço está com um lado,
06:43o outro terço está com o outro,
06:44e tem um outro pouco mais de um terço no meio aí,
06:47que é o que decide as coisas no final da conta.
06:49Agora, eu só gostaria de vir atentamente o comentário do Mota.
06:54O próprio PL da anistia é um PL que as pessoas pedem e trabalham por ele
07:01porque, infelizmente, é o que está tendo para o momento.
07:05Então, essa questão de entender isso como imoralmente aceito,
07:10ou moralmente aceito,
07:11é, de alguma maneira, também, por parte dos opositores,
07:15uma saída para o que se tem no momento.
07:18Porque se eles pediam já a anistia antes,
07:21mesmo do Bolsonaro ser condenado,
07:23eles já sabem que na via que deveria acontecer
07:26todas as anulações,
07:27porque é um processo completamente nulo,
07:31não vai acontecer.
07:32Qual a esperança de que o STF reveja
07:34de que essa delação premiada falta a ela
07:38o critério da espontaneidade do delator,
07:40de que faltou o Ministério Público na primeira reunião,
07:43de que a proposta ao delator foi homologada,
07:48depois foi considerada inválida,
07:49que era do perdão judicial.
07:51Então, isso já contamina, de alguma maneira,
07:52também a contribuição dele.
07:55Quem vai dizer que todo o processo é nulo
07:57por conta da falta de acesso?
07:59Enfim, não vai dizer na via ordinária,
08:02na via judicial, onde tudo isso deveria acontecer,
08:04até porque o STF é a primeira e a última instância.
08:07Nesse caso, não há quem possa revisar.
08:09E aí, por isso mesmo, é que estando neste momento
08:14com essa questão de fato,
08:15é que eles pedem também pelo PL da anistia,
08:18porque não há outro caminho a seguir.
08:21Só que, por outro lado,
08:23o parlamento todo, que é maioria em relação aos opositores,
08:27entendem que, se é essa a situação de momento,
08:29o que deve se seguir é a dosimetria.
08:31E isso tudo envolve a grande popularidade do Bolsonaro.
08:35Porque agora a única coisa que lhe sobrou
08:37é justamente o capital político.
08:39Só que aqueles que querem desse capital político,
08:43nas eleições de 2026,
08:46querem só o bônus do capital político do Bolsonaro.
08:49Eles não querem o ônus de ser um bolsonarista.
08:52A gente vê, inclusive, os governadores,
08:54quando eles vão para essas manifestações
08:55que aconteceram recentemente na Paulista,
08:58eles colocam a camisa azul da seleção.
09:00Eles não colocam aquela camisa amarela
09:01para se identificar totalmente.
09:04Eles querem só a parte boa do bolsonarismo,
09:06que é o capital político,
09:08que é os 20%, 30% que ele tem
09:10de eleitores fiéis, independente do que venha a acontecer.
09:14Tem capital político,
09:15só que está inelegível e está condenado
09:17com pouquíssimas chances de reversão
09:19na justiça ao Jair Bolsonaro.
09:20A força de Jair Bolsonaro traduzida em números,
09:26Túlio, o que isso representa no atual cenário político?
09:31Quando uma pesquisa dessa é divulgada,
09:34naturalmente, integrantes do centro,
09:37centro-direita e da direita,
09:38fazem cálculos, inclusive,
09:41podem ditar os próximos passos
09:42a partir do entendimento do que representa Jair Bolsonaro.
09:45Pois é, Caniato.
09:48É exatamente por isso,
09:50pela força de Jair Bolsonaro,
09:51pelo que ele representa,
09:52que nós ainda estamos discutindo.
09:55PL da amnistia, PL da dosimetria,
09:57porque ele, bem ou mal,
09:58representa, no mínimo,
10:0030% do eleitorado brasileiro
10:02e representa uma polarização
10:04entre direita e esquerda,
10:05na qual ele é o principal líder.
10:07Agora, o que está por trás disso,
10:09eu também quero, Caniato,
10:10pegar um gancho na fala do Mota,
10:11porque o Mota colocou a base da discussão.
10:14O que está no pano de fundo de tudo isso,
10:17a essência,
10:18é a questão do julgamento de Jair Bolsonaro
10:20e a necessidade ou não da amnistia.
10:22Então, eu preciso deixar claro aqui
10:24que, juridicamente e moralmente,
10:27politicamente,
10:28eu seria a favor da amnistia.
10:30Porque, se nós fizermos uma regressão histórica,
10:33é óbvio que a amnistia serve,
10:35em todos os casos,
10:37para pacificar crimes cometidos
10:39contra instituições do Estado.
10:41Vamos lá para a nossa primeira república.
10:43Foi um golpe de Estado.
10:45Quando aconteceu o golpe de Estado,
10:46logo em seguida,
10:47os imperialistas foram amnistiados.
10:49Depois, nós tivemos, em 1937,
10:51a ditadura Vargas.
10:52Vargas entrou no poder ditador
10:54e amnistiou as pessoas que eram contra ele.
10:57Depois, nós tivemos a redemocratização
10:59com Juscelino Kubitschek.
11:01Nova amnistia.
11:02Depois, vem o período da redemocratização
11:05em relação à ditadura militar,
11:06em 1979.
11:08Eu tinha dois anos e um moto em 79,
11:10mas eu lembro da música
11:11O Bêbado e Equilibrista,
11:13de Aldir Blanc e João Bosco,
11:15interpretado pela magistral Elis Regina,
11:17que ela dizia
11:18chora, pátria, mãe gentil.
11:20Choram Clarices e Marias.
11:22Hoje, choram Déboras do Batom,
11:24Carlos da Pipoca.
11:26A gente sabe, realmente,
11:28a injustiça que aconteceu
11:29em relação a essas pessoas do 8 de janeiro.
11:31Mas aí, Mota,
11:32o que eu queria destacar?
11:34Que a amnistia, na verdade,
11:35não é a justiça correta para essa situação.
11:37E sabe por que não é a justiça correta?
11:39Muito embora eu concordo juridicamente.
11:41Porque se não houve crime,
11:43não há que se falar em amnistia.
11:45A amnistia pressupõe reconhecer
11:47que houve um crime.
11:48E não houve um crime.
11:49Na minha opinião,
11:50houve uma cogitação.
11:51Mas não houve sequer
11:52uma tentativa de golpe de Estado.
11:54Então, o que deveria ser feito,
11:56se nós formos pluralistas,
11:57se nós formos extremamente moralistas,
12:00é a anulação do julgamento
12:01do Supremo Tribunal Federal
12:02pelos vícios processuais
12:04ou, no mérito,
12:05a não tipificação dessa situação
12:08como golpe de Estado.
12:09Esse seria, então,
12:10a briga justa,
12:11a briga moral.
12:12Mas o que nós precisamos aqui?
12:14Analisar o cenário político posto,
12:16atual.
12:17Não adianta nós nos iludirmos
12:19e falarmos algo
12:20que não vai configurar
12:22a realidade dos fatos.
12:23Então, nesse cenário,
12:25hoje,
12:25sabendo que existe
12:26o Supremo Tribunal Federal
12:27formando maioria,
12:29e a gente respeita as decisões
12:31por maioria do Supremo Tribunal Federal,
12:32porque é assim numa democracia,
12:34muito embora eu discorde.
12:35Mas formando maioria
12:36em torno dessa questão,
12:38não há o que fazer contra,
12:40a não ser,
12:41na arte da política,
12:42fazer aquilo que é possível.
12:44E me parece que é isso
12:45que o Centrão está tentando fazer
12:47nesse momento.
12:48Há uma divisão,
12:49uma polarização da opinião popular,
12:51hoje,
12:51em relação à anistia,
12:52se ela deve ser ampla ou não.
12:54Se fizer,
12:55se olhar para as pesquisas,
12:56é isso que vai acontecer.
12:57Então, a gente precisa aqui,
12:59de um lado,
13:00evidentemente,
13:00manter os princípios,
13:02mas, de outro,
13:03entender o que é possível,
13:04ser um pouco pragmático também.
13:07Seguiremos atentos,
13:08acompanhando essas movimentações.
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