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No Complexo do Alemão, uma comunidade do Rio de Janeiro, crianças de 9 a 13 anos treinam balé com o sonho de entrar na Escola Bolshoi no Brasil. O processo seletivo é rígido: dos 150 candidatos de projetos sociais, apenas 14 avançaram para a etapa final, em outubro. A única filial do Bolshoi fora da Rússia foi fundada em Joinville, no estado de Santa Catarina, em 2000, quatro anos após uma turnê do grupo pelo país.

Imagens: AFP

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#bolshoi #balé #brasil

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Transcrição
00:00Em um espaço modesto cercado por oficinas mecânicas em uma favela do Rio de Janeiro,
00:08crianças e adolescentes se preparam para tentar ingressar na escola Bolshoi no Brasil.
00:13Os candidatos têm entre 9 e 13 anos.
00:16Seguem as instruções de posturas e movimentos em busca de um sonho difícil de virar realidade,
00:22mas não impossível.
00:24O processo seletivo é rigoroso.
00:26142 meninas e 8 meninos de vários projetos sociais fizeram o teste no Rio,
00:32mas pouco mais de 10 foram selecionados para a prova final em outubro.
00:36São 40 vagas disponíveis no país para o novo curso na escola Bolshoi em Joinville, Santa Catarina.
00:43A ideia da escola, a única filial do famoso balé fora da Rússia, surgiu após uma turnê em 1996,
00:49quando os diretores aceitaram uma proposta do prefeito de Joinville para exportar sua técnica e missão social para lá.
00:57A instituição foi inaugurada em 2000.
01:00Silvana Albuquerque, gerente de seleção, orienta e observa tudo atentamente.
01:04Um dos trabalhos mais importantes que o Bolshoi tem, inclusive estar no DNA do Bolshoi,
01:13é buscar e oportunizar esses talentos que muitas vezes não têm a menor condição de chegar na escola em Joinville.
01:20O Complexo do Alemão é um conjunto de favelas controladas por organizações criminosas,
01:25onde é comum ver homens armados.
01:27Tentar melhorar de vida é um objetivo das crianças e das famílias delas.
01:31O meu sonho é sair do alemão, representar o Brasil, ser reconhecida por uma balerina profissional.
01:41E esse é o meu sonho.
01:43A transformação de vida dessas famílias foi muito impactante.
01:47Eu tenho uma das mães que assim que ela dormiu pela primeira noite em Joinville,
01:52ela me ligou às oito horas da manhã falando,
01:55Ellen, eu acordei ao som de passarinhos e não de tiros.
01:58Vitor Santana da Silva, de nove anos, ingressou no balé há pouco mais de um ano,
02:04após se formar em ginástica artística, onde tinha um futuro promissor.
02:10A vocação foi selada quando conheceu Luiz Fernando Rego,
02:13um jovem de 24 anos que cresceu no Complexo do Alemão
02:16e atualmente dança no prestigiado Dance Theatre of Halley, em Nova York.
02:21Fazer tudo bonito e me esforçar muito porque eu quero chegar onde que o Luiz Fernando está.
02:28A história de Luiz Fernando se tornou um exemplo e uma esperança para muitas crianças no Brasil.
02:34Ele começou no Vi Dançar aos 12 anos e, após enfrentar preconceito e bullying,
02:39conquistou uma vaga no Bolchó, em Joinville.
02:41Hoje divide o palco com bailarinos de renome mundial.
02:44Acordo todos os dias pensando neles, pensando nas crianças do Projeto Vi Dançar,
02:50pensando no Bolchói. Eles são a minha razão de estar aqui.
02:54Sou grato a eles e penso nisso todos os dias.
02:57Eles são a razão pela qual meu sorriso está sempre estampado no rosto.
03:00A escola Bolchói, em Joinville, oferece bolsas de estudo integrais
03:06graças ao apoio do governo e a contribuições privadas.
03:10Hoje, três em cada quatro dos quase 500 formandos
03:14trabalham como dançarinos profissionais em 26 países.
03:18Aplausos
03:20Aplausos

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