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O presidente Lula (PT) tem confessado aos seus aliados que os partidos do Centrão não devem estar na sua coligação para a reeleição em 2026. O presidente ainda tinha esperança de que MDB e PSD ficariam próximos, mas perdeu as expectativas por considerar que ambos os partidos são muito heterogêneos.
Reportagem: Victoria Abel


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Transcrição
00:00O assunto também está cada vez mais sendo discutido nos corredores do Palácio do Planalto.
00:05Então vamos pra lá conversar com a Vitória Abel, que tem bastidor importante, Vitória. Conta pra gente.
00:14Pois é, Soraya, o presidente Lula, ele tem admitido a aliados dele que muito provavelmente os partidos de centro,
00:22e aí a gente inclui nesses partidos de centro, MDB, PSD, União Brasil e PP,
00:30ele acha que esses partidos não devem estar na sua coligação para a eleição, para a reeleição no ano que vem.
00:38A gente lembra que o presidente Lula ainda tinha uma esperança, principalmente de que MDB e PSD,
00:45que são partidos um pouco mais próximos de Lula, tem ali ministérios na Esplanada,
00:52MDB e PSD não fizeram um posicionamento contra o governo Lula, como o União Brasil e o PP fizeram.
01:01Então Lula ainda tinha a esperança, aliados de Lula tinham a esperança de manter MDB e PSD mais próximo a ele,
01:10e quem sabe até ter um apoio desses dois partidos para a sua reeleição.
01:15O que Lula tem dito aos seus auxiliares, aos seus aliados nos últimos dias,
01:20é que ele praticamente perdeu essas esperanças de conseguir o MDB na sua coligação,
01:27no seu palanque eleitoral para 2026, assim como o PSD.
01:32Isso porque ele tem reconhecido que os dois partidos são muito heterogêneos,
01:38principalmente no sul do país, o MDB e o PSD têm uma postura mais à direita,
01:44tem ali lideranças dos dois partidos que são próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro,
01:51também ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas,
01:55e ele compreendeu que mesmo com bancadas fortes no Nordeste, também no Norte do país,
02:02nessas duas legendas que apoiam a ele, a gente cita, por exemplo, o senador Renan Calheiros,
02:08que é um nome muito importante do MDB e é um apoiador do presidente Lula, lá de Alagoas.
02:14Mesmo assim, o partido não deve se unir na visão de Lula para ter uma posição nacional
02:21de orientação à reeleição dele, de apoio à reeleição dele, e o mesmo também deve acontecer com o PSD.
02:29Visto isso, qual que é o objetivo do Lula agora?
02:32É tentar fazer com que esses partidos de centro não apoiem ninguém, fiquem neutros.
02:38É o que a gente chama aí de liberar os diretórios, liberar os diretórios regionais
02:44para apoiar quem eles acharem melhor.
02:48Então, de acordo com as costuras de cada estado, cada direção estadual vai poder escolher
02:54se apoia o Lula ou se apoia outro futuro candidato da direita.
02:58Isso é quase que já uma vitória para o Lula e para os auxiliares dele,
03:04visto que o União Brasil e o PP, por exemplo, já têm dito que querem se posicionar em oposição ao governo Lula.
03:13E a gente vê, por exemplo, a cobrança do União Brasil para a saída do ministro Celso Sabino,
03:18também do PP para a saída do Jander Fufuca do Ministério.
03:22Dois partidos que formaram uma federação e estão cobrando as saídas de ministros,
03:27de cargos na esplanada dos ministérios, porque eles querem ser a oposição nas eleições de 2026.
03:34Mas Lula ainda tem esperança de que mesmo para essas duas legendas, União Brasil e PP,
03:40ainda dá para convencê-los a permanecerem neutros nacionalmente
03:44e também levar eles a liberarem os diretórios estaduais para apoiarem qual candidato eles avaliarem como o melhor nessas costuras locais.
03:55Soraya.
03:56Obrigada, Vitória.
03:58Bastidora, então, da nossa repórter Vitória Abel, direto de Brasília.
04:01Daqui a pouco a gente volta a conversar.
04:02Tema também para análise aqui dos nossos comentaristas.
04:06Deise, vou começar por você, né?
04:07Como que você interpreta e vê essa estratégia, esse movimento do presidente Lula pode significar algum tipo de risco ou oportunidade?
04:16Soraya, oportunidade, porque a gente está falando aqui de centrão.
04:21Desde a abertura democrática, o MDB só não esteve ao lado do Palácio do Planalto durante um ano.
04:27Não estou falando nem de um mandato presidencial, foi um ano.
04:31Ou seja, é um partido extremamente pragmático.
04:34O PSD também vide o que o PSD fez nas últimas eleições municipais.
04:40Através do seu pragmatismo, conseguiu fazer o maior número de prefeituras.
04:44Então, qualquer liberação que o presidente dê em relação ao centrão, ou deixar o centrão à vontade, é um ganho.
04:51Porque o que vai acontecer?
04:53Tanto o MDB quanto o PSD, durante a campanha eleitoral, até pode marcar uma posição agora, dizendo, olha, nós somos contra.
04:59Mas fato é que a característica do centrão é se alinhar sempre ao lado que está ganhando.
05:06Então, se durante a eleição presidencial do ano que vem, eles perceberem que a presidente Lula está ganhando, que a direita está ganhando, eles vão nessa direção.
05:14Isso não sou eu que estou falando.
05:15Os estudos, a história comprova isso.
05:18Então, deixar os partidos livres, nesse momento, principalmente MDB e PSD, é uma oportunidade para ele.
05:24O que vai dizer efetivamente o que vai acontecer é a campanha eleitoral do ano que vem.
05:29Quem estiver ganhando consegue maior apoio do centrão.
05:32O União Brasil já é uma característica um pouco diferente, né?
05:35Mas a gente tem que ver de novo como que vai se desenhar esse movimento até lá.
05:39Hoje, se mantém como oposição.
05:41Mas aqui no Brasil, a gente sabe que tudo pode mudar.
05:43E as últimas eleições, elas demonstram que o centrão sempre vai para o lado de quem está ganhando.
05:48Roberto Mota, queria ouvir tua opinião também em torno desse assunto, à medida em que, como a Deise chama a atenção,
05:56geralmente a gente acompanha ali o centrão pendendo para quem estiver ganhando.
06:00Dependendo de que lado a maré estiver levando a campanha política a partir do ano que vem, ele pode se posicionar de um lado ou do outro, não?
06:09Exatamente.
06:10Essa é a realidade.
06:11Isso acontece em todos os lugares.
06:13Todos os países têm partidos não ideológicos.
06:17E esses partidos se movimentam de acordo com a perspectiva de poder.
06:22Vamos ver quem agora tem chance de ganhar.
06:26E aí a gente se alia a eles.
06:28Parece que a perspectiva de poder está mudando.
06:33Agora, isso tem um aspecto complicado.
06:36Se a esquerda ganhar as eleições do ano que vem sozinha,
06:41pode-se esperar um governo ainda mais radicalizado ideologicamente do que o atual.
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