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  • há 4 meses
Processo envolve policiais acusados de crimes durante a paralisação que parou o Espírito Santo.
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Transcrição
00:00Gente, daqui a pouquinho, 2 mil policiais militares vão a julgamento.
00:05Sabe por quê? Por crime de motim durante a greve da PM de 2017.
00:12Essas imagens são da época e você se lembra muito bem.
00:16As mulheres dos policiais foram para a frente dos quartéis,
00:20interrompendo, entre aspas, a saída dos policiais.
00:24Os PM são apontados pelo Ministério Público como lideranças do movimento.
00:31Vamos chamar a Suzy Faria que vai explicar para a gente.
00:34Suzy, 2017, minha amiga, estávamos aqui trabalhando, cobrimos a greve da PM.
00:40E você sabe todo o histórico aí porque também cobriu esse movimento aí,
00:46que trouxe exército, força de segurança nacional e causou muitas mortes aqui no Espírito Santo.
00:54Sim, Jorge, sim. Inclusive, eu estou dando uma olhada aqui no Observatório de Segurança Pública do Espírito Santo,
01:00da SESP, que é um dado público, qualquer um de nós pode acessar.
01:06Estou dando uma olhada na estatística daquela época.
01:08Só para vocês terem uma lembrança do que aconteceu em 2017,
01:12o ano fechou com 1.462 vítimas fatais em crimes violentos como homicídios, latrocínios.
01:231.462 vítimas nunca mais.
01:27A estatística do Espírito Santo de mortes letais repetiu esse dado.
01:32Inclusive, no mês de fevereiro, Jorge, foram 236 vítimas fatais.
01:39Só em fevereiro.
01:40Um número que também nunca mais se viu, nunca mais se repetiu em quase 10 anos aí da greve da polícia militar.
01:50Essas pessoas que participaram desta greve, soldados, sargentos, praças, enfim,
01:56eles vão estar no banco dos réus, foram 76 processos que o Ministério Público conseguiu unificar
02:03pra que seja julgado de uma forma só.
02:06Qual o crime, Motim?
02:07Paralisando as atividades naquela época por melhorias na qualidade de vida, dos salários,
02:13eles acabaram permitindo que a onda de violência no Espírito Santo crescesse de uma forma, assim, estúpida.
02:19Só pra você ter uma noção, foi o maior índice que nós já tivemos.
02:22Era 10,2 mortes por 100 mil habitantes.
02:25Um dado, assim, digamos, tristemente histórico.
02:31Foi um aumento de quase 35% em relação a 2016.
02:36Só em um mês.
02:37Apesar de que, quando você olha a estatística, você repara, sabe,
02:41que durante o ano de 2017, as estatísticas de mortes violentas ficaram muito altas.
02:46E não se vê a repetição desses números nos anos subsequentes, nos meses subsequentes.
02:53Foi uma onda terrível aqui.
02:55Esses homens, esses policiais militares, que normalmente fazem concurso pra colocar, muitas vezes,
03:02na maioria das vezes, a vida deles em risco pelas nossas,
03:05ao paralisarem as suas atividades,
03:08acabaram permitindo que essa onda de violência viesse à tona.
03:12Inclusive, teve dias que o número de mortes ultrapassou a 40 aqui no nosso estado, na grande vitória, só pra você ter uma noção.
03:22Foi uma época complicada.
03:24E agora, esses 1.800 policiais militares, identificados naquela época como participantes dessa greve,
03:31muitos deles, lideranças desse movimento, vão estar aí no banco dos réus.
03:38Essa audiência, esse julgamento, melhor dizendo, que começa agora, às duas horas,
03:43vai ser tão extensa que ainda não se tem prazo, meu amigo, pra encerrar esse julgamento.
03:49Então, foram limitadas a quantidade de pessoas que vão permanecer lá.
03:54E, por enquanto, ainda não se tem noção quando é que vai terminar.
03:59O que fica na nossa lembrança, Jorge,
04:01é uma...
04:02é uma memória muito sangrenta, muito triste,
04:07de um período em que eles estavam lutando por melhorias de salários deles,
04:11que eles merecem.
04:12Por sinal, merecem muito,
04:13porque quem está na frente, aí, combatendo o crime, são eles,
04:17mas eles acabaram permitindo que outras pessoas inocentes pagassem por isso daí.
04:23Jorge?
04:24Obrigado, Suzy. A gente vai acompanhar esse julgamento. Obrigado.
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